A Gripe das Aves, doença causada por uma variedade do vírus Influenza (H5N1), apareceu em Hong Kong em 1997, onde atingiu milhares de aves e matou seis pessoas.
Desde então, o vírus já infectou centenas de pessoas e tem apresentado uma grande capacidade de mutação.
O H5N1 pode ser resistente aos anti-virais e transformar-se num vírus novo que terá capacidade de se transmitir pessoa a pessoa.
Riscos na saúde humana
Há cada vez mais provas de que esta estirpe tem capacidade de saltar a barreira das espécies e de causar doença grave, com alta mortalidade, nos seres humanos. Por outro lado, há a possibilidades que a situação actual provoque uma pandemia de gripe nas pessoas.
Vacinas e anti-virais
Há quatro medicamentos, mas só dois revelam alguma eficácia contra o H5N1. Um deles é o Tamiflu. Foi desenvolvido pela Gilead Sciences e é fabricado e distribuído pela Roche. O outro é o Relenza, foi desenvolvido na Austrália e é comercializado pela GlaxoSmithKline.
Países e regiões afectadas
Após os primeiros sinais do H5N1 em Hong Kong em 1997, o vírus voltou a surgir em 2003, na Coreia do Sul. Até agora, propagou-se pela China, Laos, Vietname, Cambodja, Indonésia, Tailândia, Rússia, Turquia, Roménia e Grécia.
Risco de pandemia
Especialistas afirmam que a qualquer momento pode surgir uma pandemia provocada pela «gripe das aves». Caso se verifique, as estimativas apontam para cenários bem diversos. No entanto, as estimativas menos pessimistas, não ficam aquém de milhares de mortos.
Sintomas nas aves
A doença manifesta-se de duas formas nas aves. Uma apenas provoca alterações nas penas e reduz a produção de ovos. A outra é extremamente contagiosa e rapidamente fatal.
Transmissão entre os animais
A transmissão do vírus entre os animais é feita por contacto. Penas, excrementos e carcaças de animais são os meios mais vulgares.
Dos animais para o homem é através de inalação. Entre os seres humanos não há, até ao momento, qualquer contágio.
Fonte: Direcção Geral de Saúde; Organização Mundial de Saúde sobre a Gripe das Aves; FAO - organização da ONU para a agricultura e alimentação.
Campilobacteriose
É uma zoonose de distribuição mundial, existindo várias espécies patogénicas para os seres humanos. O Campylobacter jejuni e o Campylobacter coli são as espécies mais frequentes, encontrando-se disseminadas na natureza e no tracto gastrointestinal de animais domésticos e selvagens.
A infecção por esta bactéria origina gastroenterite em humanos e animais.
Se surgir durante a gestação pode também originar abortos, nados mortos ou nascimentos prematuros.
Os humanos são infectados por:
- contacto directo através de animais portadores;
- ingestão de carne crua ou mal processada de aves, suínos e bovinos;
- ingestão de leite não pasteurizado e água.
Uma das formas de transmissão passiva do agente através da carne para outros alimentos poderá ocorrer durante a descongelação e o processamento desta em locais comuns.
Neste âmbito as carcaças de frango congeladas assumem grande importância, pois a água de degelo em contacto com outros alimentos, principalmente os ingeridos in natura, poderá explicar a origem de alguns surtos.
Introdução
Zoonoses são doenças e/ ou infecções susceptíveis de se transmitirem naturalmente dos animais aos humanos.
Podem originar graves problemas sanitários, económicos e sociais, embora nem todos relacionados com a segurança alimentar.
É um facto que, a transmissibilidade natural dos animais às pessoas pode fazer-se por contacto directo, ou por acções de vectores intermediários, ou pelo consumo de produtos de origem animal.
Prevenção e o controle deste tipo de infecções requerem o estabelecimento de estratégicas únicas e internacionais.
A União Europeia através da Directiva 2003/99/CE, já transposta para a ordem jurídica pelo DL n.º 193/2004, propôs medidas que obrigamos países a assegurar a monitorização das zoonoses e dos agentes zoonóticos, das resistências antimicrobianas conexas, bem como a investigação epidemiológica dos focos patogénicos de origem alimentar.
Os dados recolhidos em cada país são anualmente remetidos pela Comissão Europeia à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), que os trata e publicita.
O Anexo I daquela Directiva lista as zoonoses e os agentes zoonóticos que deverão ser incluidos na vigilância: Campilobacterioses e seus agentes, Listeriose e seus agentes, Salmonelose e seus agentes, Equinococose e seus agentes, Tuberculose originada pelo Mycobacterium bovis e Brucelose.