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Ministro do Ambiente lança concurso para a segunda fase das dragagens na Lagoa de Óbidos

O concurso para a dragagem da zona superior da Lagoa de Óbidos foi lançado na passada terça-feira, dia 5 de fevereiro, assim como anunciado pelo ministro do Ambiente, Matos Fernandes.

Totaliza dezasseis milhões de euros para fazer a dragagem da zona interior da parte nascente da lagoa”, disse o governante, acrescentando que a segunda fase da obra é fundamental para a ótima gestão deste recurso.

Segundo Matos Fernandes, foi um processo moroso porque "estamos a falar de uma zona de grande sensibilidade” onde decorre extensa atividade piscatória e de mariscadores, que nem sempre concordaram sobre a necessidade da dragagem. É pois fundamental a monitorização contínua da qualidade da água caso a proposta seja aprovada.

O ministro do Ambiente revelou que “os sedimentos estão banais, de grau 2 e só para a partir dos graus 3, sobretudo 4 e 5, é que mostram perigosidade”, no entanto, refere que apesar das análises normais, sem a dragagem, a pesca e a atividade dos mariscadores pode acabar.

Deste modo, assume-se uma postura de conservação da biodiversidade da lagoa, que assegura tantas atividades económicas. Segundo o ministro, a intervenção na Lagoa de Óbidos nunca poderá acabar, apelando ao apoio das autarquias de Óbidos e Caldas da Rainha.

Os problemas de assoreamento desta lagoa não são de agora, remontando a 1856. Dado o seu historial, o presidente da Câmara das Caldas destacou a importância da “longevidade da lagoa” ao passo que o presidente da Câmara de Óbidos sublinhou a importância de revisitar os canais que foram abertos em 2015, já que existem “sérios riscos de estarmos a fazer investimentos no corpo superior da lagoa e assistirmos a um continuado assoreamento do corpo inferior da lagoa”.

Fonte: Jornal das Caldas