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Estudo - Reino Unido: Cerca de 180 mortes por ano são causadas por doenças transmitidas por alimentos

Os responsáveis pela pesquisa estimaram que ocorram cerca de 180 mortes por ano, no Reino Unido causadas por doenças alimentares com origem em 11 microrganismos patogénicos.

A Food Standards Agency (FSA) estima que ocorrem anualmente cerca de 2,4 milhões de casos deste tipo de doenças no Reino Unido.

Prevê-se que o norovírus transmitido por alimentos cause 56 mortes por ano, Salmonella 33, Listeria monocytogenes 26, Clostridium perfringens 25 e Campylobacter 21. A maioria das mortes ocorre em indivíduos com 75 anos ou mais.

As mortes causadas por alimentos contaminados por Shigella, Cryptosporidium, Giardia, adenovírus, astrovírus e rotavírus são raras, de acordo com o estudo publicado na revista BMJ Open Gastroenterology.

Os cinco principais culpados

Campylobacter, Clostridium perfringens, Listeria monocytogenes, Salmonella e norovírus são responsáveis ​​por 98% das 180 mortes, mas não é possível classificar os cinco patogénicos. O total de mortes pode ser tão baixo quanto 113 ou tão alto quanto 359.

O Reino Unido registou 57 mortes por Salmonella em 2017 e 2018, de acordo com dados compilados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) estimaram em 2011 a existência de 2.612 mortes derivadas de 31 patogénicos comumente transmitidos por alimentos. O número total de mortes pode varia de 1.723 até 3.819.

Em 2019, a FoodNet identificou 122 mortes confirmadas. A Rede de Vigilância Ativa de Doenças Transmitidas por Alimentos (FoodNet) monitoriza a incidência de infeções diagnosticadas em laboratório, causadas por oito patogénicos transmitidos comumente por alimentos em 10 locais dos EUA.

Modelação dos dados

No estudo do Reino Unido, quatro modelos diferentes foram desenvolvidos tendo por base dados como o centro de vigilância, surtos, atestados de óbito e dados estatísticos de episódios hospitalares. As estimativas para E. coli O157 foram possíveis apenas para dois modelos, porque nem sempre são referidas as estirpes especificas. Listeria monocytogenes foi o único patogénico para o qual todas as quatro estimativas foram possíveis.

Essas abordagens de modelagem significam mortes estimadas por norovírus transmitidos por alimentos de 32 a 92, Salmonella de 7 a 159, Listeria monocytogenes de 24 a 28, Clostridium perfringens de 1 a 163 e Campylobacter de 8 a 47. Para E. coli O157, foi previsto anualmente, entre 1 e 39 mortes de origem alimentar.

As fontes incluíram dados de surtos de saúde pública na Inglaterra entre janeiro de 2001 e dezembro de 2016. Para E. coli O157 e Listeria, a Saúde Pública da Inglaterra, a Saúde Pública do País de Gales, a Health Protection Scotland e a Agência de Saúde Pública da Irlanda do Norte melhoraram a vigilância. Dados sobre casos, hospitalizações e óbitos por patogénicos foram extraídos desses conjuntos de dados. Os dados das certidões de óbito na Inglaterra e no País de Gales são coletados pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) e cada morte é codificada.

Para o norovírus, 89% das pessoas que morreram tinham mais de 74 anos de idade. Para Campylobacter, Listeria monocytogenes e Salmonella, as proporções foram de 68%, 54% e 55%, respetivamente. Esta informação tem por base a referência ao microrganismo patogénico declarado como a causa subjacente no atestado de óbito. Isso pode sugerir condições subjacentes ou fragilidade em geral, o que significa que os indivíduos podem ser mais severamente afetados pela doença, de acordo com o estudo.

Fonte: Food Safety News