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O que é que a Stevia tem?

Sabemos que o equilíbrio é o segredo de uma alimentação saudável, mas às vezes este pode ser o primeiro ponto a falhar. Divulgado o ano passado, o Inquérito Alimentar Nacional concluiu que o consumo médio de açúcares simples entre os portugueses era de 90 gramas por dia – quase quatro vezes mais do que os 25 gramas recomendados pela OMS. Um excesso que, aliado a outros fatores como a muito reduzida prática de atividade física, contribui para problemas de saúde graves e que é importante corrigir.

É preciso alterar hábitos, disso não há dúvidas. E é aqui, também, que pode entrar a stevia. Longe de ser uma novidade para quem se preocupa com a alimentação saudável, aos poucos este adoçante de origem natural e com uso aprovado pela Comissão Europeia desde 2011, tem vindo a chegar a cada vez mais produtos, sendo utilizado para adoçar alimentos e bebidas ou vendido como adoçante, em forma líquida, pó ou pastilhas, para substituir o açúcar.

Mas o que é que a stevia tem que a torna um substituto tão apetecível? Para começar, a ausência de calorias, contra as 4 kcal por grama de açúcar. Além disso, o poder adoçante da stevia é tão forte que basta uma pequena quantidade para obter o nível de doçura desejado. É fácil fazer as contas, mas a lista de vantagens não termina aí: uma vez que a stevia não aumenta os níveis de glicose no sangue, é adequada também a diabéticos, oferecendo uma excelente alternativa para quem sofre desta doença.

Da família de plantas como o girassol e a chicória, a stevia foi descrita e nomeada pela primeira vez em 1901, pelo botânico Moisés Santiago Bertoni, no Paraguai. Muito antes disso, porém, já os nativos conheciam as suas propriedades. O seu segredo reside nos chamados glicosídios de esteviol, adoçantes naturais presentes nas suas folhas, com um sabor 300 vezes mais doce que o açúcar.

Para recolher estes extratos, as folhas secas desta planta, que chega a atingir 1 metro de altura, são primeiro embebidas em água, que depois é filtrada e refinada para se obterem os componentes doces – os mesmos que são usados, depois, para adoçar alimentos e bebidas ou vendidos como adoçantes.

A moderação, porém, também é recomendada e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos indica que o seu consumo não deve exceder os 4mg/kg de peso corporal – algo que é quase impossível na verdade, uma vez que a stevia é um adoçante tão eficaz que nunca é necessária uma quantidade elevada.

A stevia é doce, sim, mas com conta, peso e medida, para dias mais saudáveis mas nem por isso com menos sabor. Afinal, a stevia pode ser encontrada em alguns dos nossos alimentos e bebidas favoritas, como néctares, chocolates, geleias e até alguns bolos – aliviando assim aquele sentimento de culpa que surge a seguir ao prazer de comer um pequeno docinho…

Fonte: Delas.pt