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O Núcleo de Proteção Ambiental de Torres Vedras apreendeu, na sexta-feira passada, 11 animais por suspeita de brucelose, na localidade de Torres Vedras.

 No decurso de uma fiscalização a uma exploração pecuária, faz saber a GNR em comunicado, os militares apuraram que os animais não possuíam qualquer tipo de identificação, nem a declaração de existência atualizada.

No seguimento das diligências, foi ainda identificada nos animais a doença de brucelose, através do teste sorológico oficial de pesquisa desta doença.

Da operação resultou a apreensão de 11 animais e o "sequestro sanitário da exploração pecuária", ou seja, a aceitação do cumprimento de determinadas medidas sanitárias, acrescenta a autoridade. 

Além disso, foi identificado um homem com 55 anos e elaborado dois autos de contraordenação por não existir declaração de existência atualizada e devido à não identificação dos animais, punível com coima até 3.740 euros..

GNR alerta que os animais infetados com esta doença podem transmiti-la aos seres humanos através do contacto da pele, sangue ou urina, por exemplo, e/ou pela ingestão de leite cru e os seus derivados, tratando-se, assim, de uma situação que pode pôr em causa a saúde pública.

Esta ação contou com a colaboração da Direção-Geral de Alimentação Veterinária. 

Fonte: Noticias ao Minuto

Mais de 4.000 quilogramas de pinhas de pinheiro-manso foram apreendidos este ano, até 28 de Novembro, quase quatro vez mais do que a quantidade confiscada em 2018, avançou este domingo a GNR.

Nos primeiros 11 meses deste ano, foram apreendidos 4.195 kg de pinhas de pinheiro-manso, o que resultou em cinco contra-ordenações e cinco pessoas identificadas, indicou esta força de segurança, em resposta à agência Lusa.

De acordo com a legislação em vigor, a colheita de pinhas de pinheiro-manso “pinus pinea”, uma espécie florestal que permite múltiplas utilizações, das quais a produção de pinhão é a mais valorizada, é proibida fora do período de 01 de Dezembro a 31 de Março de 2020.

Apelidado de “ouro branco” das florestas, o miolo do pinhão no mercado nacional tem oscilado de preço, nos últimos anos, entre os 79 euros/kg e os 120 euros/kg.

“A apanha da pinha de pinheiro-manso, ainda que esteja caída no chão, está interditada por se encontrar em época de defeso, salvaguardando assim o crescimento e desenvolvimento da pinha e do pinhão e evitando a colheita da semente com deficiente faculdade germinativa e mal amadurecida”, informou a GNR, acrescentando que um auto de contra-ordenação por infracções neste âmbito corresponde a “uma coima que pode atingir os 3.500 euros”.

A Lusa questionou a GNR sobre o valor total das coimas e os distritos em que se registaram as ocorrências, mas não obteve resposta.

Depois da contabilização dos dados até 28 de Novembro deste ano, a GNR deteve, no dia 5 de Dezembro, dois homens, com 19 e 46 anos, por furto de pinha de pinheiro-manso “pinus pinea”, em Sines, no distrito de Setúbal, num terreno alheio e sem consentimento do proprietário, o que culminou na apreensão de 132 kg de pinha e diversos utensílios para apanha da mesma, como luvas, sacos e varas.

Em 2018, foram confiscados 1.123 kg de pinhas de pinheiro-manso, registando-se sete crimes e três contra-ordenações, com três pessoas identificadas e 11 detidos. “O crime mais verificado é o furto e a contra-ordenação mais frequente é a apanha de pinha fora do período autorizado para o efeito”, apontou a GNR.

Por norma, a ocorrência de crime diz respeito a furto, enquanto a contra-ordenação se refere à apanha fora do período estabelecido.

Fonte: Público

O arroz geneticamente modificado, também conhecido por arroz dourado, ajuda a prevenir a cegueira e a morte infantil, em particular nos Países em desenvolvimento e, mesmo assim, foram precisos 20 anos para ser aprovado. O primeiro País a autorizar a sua plantação vai ser o Bangladesh.

Uma porção de arroz dourado contém a vitamina A e metade do betacaroteno que as crianças precisam diariamente. Além de causar cegueira infantil, a falta de vitamina A pode provocar morte precoce por doenças infeciosas, como o sarampo.

É o aporte nutricional que confere ao arroz dourado os benefícios que o tornaram mundialmente famoso. Ora aplaudido, ora criticado nas primeiras páginas dos jornais, o arroz geneticamente modificado esteve sempre rodeado de polémicas, gerando discussões acesas quanto à sua segurança alimentar, desde que foi desenvolvido nos anos 90 pelos investigadores alemães Ingo Potrykus e Peter Beyer para combater a deficiência de vitamina A.

Em colaboração com uma multinacional agroquímica, estes investigadores “criaram” o arroz dourado equipando as plantas com genes de betacaroteno do milho e doaram-nas a institutos públicos agrícolas, abrindo, dessa forma, caminho a outros investigadores para produzirem os genes do arroz dourado em variedades que se adaptam às necessidades, gostos e condições de produção locais.

Vinte anos e muitas controvérsias depois, o Bangladesh está prestes a tornar-se o primeiro País a produzir arroz dourado. A versão de arroz dourado que está em análise no Ministério do Ambiente desde 2017, onde um Comité Central de Biossegurança, formado por oito cientistas, analisa os riscos ambientais envolvidos no cultivo do arroz dourado, como o potencial da planta tornar-se uma erva daninha, bem como a segurança alimentar do produto, foi criada no Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz (IRRI), em Los Baños, nas Filipinas. Os genes modificados foram criados a partir de uma variedade de arroz chamada dhan 29, muito comum no País e que representa 14% da colheita nacional.

Com uma taxa de mortalidade nas crianças de 26,13 (por cada mil nados vivos) e de carência de vitamina A, também nas crianças, de 21%, o Bangladesh não vê a hora de fazer chegar aos seus agricultores as sementes de arroz dourado para plantação. Se tudo correr como previsto, será até 2021.

Fonte: Agroportal

O vírus do tomate (ToBRFV) foi detetado pela primeira vez em Israel (2014) e na Jordânia (2015). É transmitida por contacto, portanto, é necessário tomar as devidas precauções.

Devido à importância das culturas sob coberto para a Andaluzia, representa uma ameaça fitossanitária para o tomate e o pimento, principalmente nas explorações de Almería e Granada, (Espanha).

Uma análise de risco de pragas realizada pela Itália mostrou que o organismo especificado e seus efeitos nocivos poderiam representar um grande problema fitossanitário para a União, em particular para a produção de tomate (Solanum lycopersicum L.) e pimento (Capsicum annuum).

O perigo deste patógeno é que os sintomas são muito semelhantes aos do PepMV (vírus do mosaico do pepino) e podem passar despercebidos. É um vírus muito persistente e facilmente transmissível e para o qual ainda não há resistência.

Plantas hospedeiras

Os principais hospedeiros são tomate (Solanum lycopersicum) e pimento (Capsicum sp.). Outros convidados são Nicotiana benthamianaN. glutinosa, N. sylvestris, N. tabacum, Chenopodiastrum murale e Solanum nigrum.

Danos

Na cultura do tomate, os sintomas variam de acordo com as variedades. Nas folhas, manifestam-se por clorose, mosaico e manchas com estreitamento das folhas. Ocasionalmente, manchas necróticas aparecem nos pedúnculos, cálices e pecíolos.

Nas frutas, são observadas manchas amarelas ou castanhas, com sintomas ásperos que tornam as frutas não comercializáveis. A fruta pode ter deformações e amadurecimento irregular.

No pimento pode surgir deformação, amarelecimento e mosaico nas folhas. Os frutos deformam-se com áreas amarelas ou castanhas ou riscas verdes.

Transmissão

ToBRFV é transmitido por contacto (ferramentas, mãos, roupas contaminadas, contacto direto de planta a planta) e material de propagação (enxertos, estacas).

Há suspeitas sobre a possível transmissão do ToBRFV por sementes. O Tobamovírus pode permanecer infecioso em sementes, detritos de plantas e solo contaminado por meses. Eles são encontrados tanto na superfície externa quanto no endosperma, o que poderia explicar por que os tratamentos convencionais de desinfeção de sementes não são completamente eficazes no seu controle.

Há também indicações de que o ToBRFV pode ser transmitido por abelhas usadas para polinização.

Medidas de controlo

Para evitar a infeção das plantações e a sua transmissão, devem ser implementadas as seguintes medidas de controle com base principalmente na profilaxia e higiene:

  • As sementes e mudas devem ser inspecionadas e a sua saúde garantida, para que sejam provenientes de operadores devidamente registados e possuam o passaporte fitossanitário correspondente.
  • Remover o máximo possível os detritos de plantas de culturas anteriores, incluindo raízes.
  • Trabalhar de maneira ordenada, por linhas, para acompanhar sempre a direção do vírus, caso seja detetado. Com caráter geral, para evitar a transmissão por contacto deste vírus e de outros patógenos, recomenda-se a desinfeção das mãos e ferramentas de trabalho antes do início de cada operação e, principalmente, com ferramentas que possam levar eventuais operadores que realizam as suas atividades em diferentes estufas. É aconselhável não trocar pessoal ou ferramentas entre explorações.
  • Ter em atenção a rotação de culturas.
  • Proceder à destruição de plantas suspeitas e adjacentes, para que os seus detritos não constituam novas fontes de contaminação.
  • Eliminação de ervas daninhas que podem servir de reservatório para o organismo prejudicial.
  • Substituir ou desinfetar os plásticos, tutores, anéis, chaves e fios, caixas etc.
  • Desinfetar os tubos e a estrutura de toda a estufa.
  • Desinfetar por solarização e, no caso de uso de substrato, trocar os sacos, que devem ser gerenciados adequadamente, para que não constituam uma fonte de contaminação.
  • Se forem usadas colónias de abelhas na presença de ToBRFV, devem ser tomadas medidas apropriadas para impedir que elas contribuam para sua dispersão.
  • Se for usado material de embalagem reciclável, é importante que seja desinfetado adequadamente antes de ser usado.

Fonte: Agroportal

 

Foi publicada a Decisão de Execução (UE) 2019/2000 da Comissão que estabelece um modelo para a comunicação de dados sobre resíduos alimentares e para a apresentação de relatórios de controlo da qualidade em conformidade com a Diretiva 2008/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho.

A Diretiva 2008/98/CE estabelece a obrigação de os Estados-Membros monitorizarem e avaliarem a execução das suas medidas de prevenção de resíduos alimentares através da medição dos níveis de resíduos alimentares, com base numa metodologia comum, e comunicarem esses dados à Comissão. Os dados devem ser acompanhados de um relatório de controlo da qualidade.

O modelo a utilizar pelos Estados-Membros para a comunicação de dados relativos aos níveis de resíduos alimentares deve ter em conta as metodologias estabelecidas na Decisão Delegada (UE) 2019/1597 da Comissão, que define a metodologia comum para medir os níveis de resíduos alimentares produzidos nos Estados-Membros.

Na Decisão Delegada (UE) 2019/1597, os Estados-Membros dispõem de uma série de métodos para a medição dos resíduos alimentares. É necessário recolher informações pormenorizadas sobre os métodos utilizados em cada Estado-Membro, a fim de garantir uma comunicação harmonizada. As medidas previstas na presente decisão estão em conformidade com o parecer do Comité instituído pelo artigo 39.º da Diretiva 2008/98/CE.

Os destinatários da presente decisão são os Estados-Membros.

A Decisão de Execução (UE) 2019/2000 pode ser consultada aqui.

Fonte: Qualfood

Existem alguns parasitas e bactérias patogénicas que podem causar efeitos catastróficos no organismo. O que há de comum em todos estes casos é que esses microorganismos são transmitidos por água ou alimentos contaminados.

Como tal é extremamente importante ter cautela com aquilo que escolhe comer e beber. A publicação Science Daily divulgou uma lista de doenças graves que podem ocorrer devido à ingestão de substâncias danosas:

1 – Amebíase: 'explode' os intestinos

amebíase é semelhante à diarreia do viajante (que é bacteriana, sendo muito comum em turistas que visitam países como a Índia e a Indonésia). Porém, a amebíase é muito pior. Assim como a diarreia, adquirimos a amebíase ao comer ou beber algo contaminado com material fecal.

Esta doença é causada por uma ameba chamada E. histolytica, que entra no trato digestivo como um minúsculo ovo. A passagem pelo ambiente ácido do estômago induz a sua transformação já no intestino numa forma amébica que rapidamente se divide em oito trofozoítos, também amébicos. Neste ponto, atacam a mucosa que reveste os órgãos e podem chegar a 'cavar' a parede intestinal, onde começam a secretar enzimas que quebram as proteínas do tecido.

Uma vez que a parede intestinal é suficientemente dissolvida, as amebas alimentam-se do muco resultante e começam a reproduzir-se, propagando-se rapidamente. A doença pode ser branda ou extremamente dolorosa quando o quadro se complica, sendo responsável por cerca de 100 mil mortes no mundo inteiro. A patologia é tratada com antibióticos.

2 – Ciguatera: o mal proveniente dos peixes

ciguatera é uma forma de intoxicação alimentar provocada pelo consumo de peixes que tenham bioacumulado a ciguatoxina. Essa substância é produzida por um tipo de plâncton chamado dinoflagelado, que serve de alimento para outros seres marinhos e consequentemente para os peixes.

Após comer um peixe contaminado, a toxina começa a fazer efeito após duas horas, manifestando-se através de náuseas e cólicas. Algumas vezes, a intoxicação não passa disso e a pessoa tem uma recuperação célere. Contudo, se o contaminado tiver um organismo mais suscetível, a toxina pode migrar para o sistema nervoso, causando tonturas, formigueiro e falta de ar.

Também pode ocorrer taquicardia, além da falha geral dos processos neurológicos. Um dos exemplos de sintomas mais estranhos que esta doença causa é uma reversão da percepção de quente e frio. O que é gelado vai parecer que queima e vice-versa.

3 – Criptosporidiose: corrói os intestinos

criptosporidiose é uma infecção parasitária geralmente transmitida por água contaminada e alimentos não higienizados corretamente. A doença é causada pelo protozoário do filo Apicomplexa, género Cryptosporidium, e aloja-se no sistema digestivo. Os protozoários entram no corpo como cistos microscópicos que depois eclodem nos intestinos.

Lá, instalam-se entre as vilosidades — que são como uma 'floresta' de pequenos tentáculos, semelhantes a dedos, que revestem o interior do intestino e absorvem os nutrientes dos alimentos. A partir desse alojamento, os protozoários começam a corroer esse tecido, que acaba por se tornar 'liso', provocando diarreia intensa e perda das enzimas digestivas.

Em pessoas com a imunidade normal a doença pode ter efeito brando, se manifestando como uma gastroenterite com vómitos e diarreia, e a cura ocorre de modo espontâneo. O problema é quando a doença ataca pessoas com a imunidade baixa, como os portadores do vírus da SIDA. Nesses indivíduos, a infecção é bem mais violenta e pode levar à morte.

4 – Criptococose: fungos no cérebro

Caso precisasse de um motivo para lavar frutas e legumes antes de os comer, aqui está. O Cryptococcus neoformans é um fungo encontrado em todo o mundo na própria terra, mas também é bem conhecido como o fungo do pombo, que é um transmissor em potencial.

O fungo entra no corpo através do sistema respiratório, enviando uma nuvem de basidiósporos para os pulmões e vias nasais. A doença começa a manifestar-se com uma tosse seca, seguida de febre e algumas das dores de cabeça mais intensas da sua vida. De seguida, o fungo espalha-se e liberta toxinas na corrente sanguínea.  

Após algum tempo, o fungo propaga-se até ao sistema nervoso central, criando leveduras ao longo da medula espinhal que tecem o seu caminho até ao tronco cerebral. Ali, o fungo espalha-se ao longo das meninges, as finas camada de tecido que recobrem o cérebro. Com isso, a infecção afeta os processos neurológicos, produzindo alucinações, fotofobia, náuseas e encefalite.

Fonte: Noticias ao Minuto

A saúde digestiva é um problema que interessa cada vez mais à população. Um reflexo disso é a quarta posição em relação a preocupações com a saúde, sendo antecipada por 'estar em forma e ativo', 'manter ou perder peso' e 'saúde bucal' diz uma pesquisa realizada pela BENEO na Europa.

De acordo com os resultados da pesquisa mencionada acima, 1 em cada 3 pessoas leu recentemente notícias sobre saúde digestiva; 1 em cada 3 sofre de problemas digestivos / gastrointestinais e 4 em 5 casos, ou seja, um total de 88%, acredita que esse problema é relevante no seu dia a dia.

A utilização de fibras prebióticas derivadas de raiz de chicória, inulina e oligofrutose na indústria alimentar tem vindo a aumentar, pois ajudam a construir naturalmente uma flora intestinal saudável, aliviando situações como obstipação, embora não sejam estes os únicos benefícios.

Primeiro, favorecem a absorção de cálcio, zinco, ferro e magnésio, bem como a síntese de certas vitaminas e nutrientes. Também melhoram o sistema imunológico, diminuindo os casos de alergia e infecções respiratórias e intestinais e protegem contra doenças.

Atuam também de forma benéfica contra o consumo abusivo de certos medicamentos, que alteram o equilíbrio deste sistema gastrointestinal, conseguindo que as bactérias que dão origem a uma flora equilibrada vivam num ambiente que favorece a sua proliferação.

Estudos recentes, garantem que essa diversidade bacteriana no intestino também produza efeitos positivos nas funções mentais. Para tratar doenças psiquiátricas, como autismo, ansiedade ou depressão; ou neurológicas foram transplantadas bactérias experimentalmente em humanos. Conforme explicado pelo Conselho Superior de Pesquisa Científica (CSIC), observou-se que pessoas com transtornos mentais apresentavam distúrbios do sistema digestivo, como a síndrome do intestino irritável.

Em conclusão, vários estudos mostram como a saúde digestiva afecta a saúde física e mental, incitando o consumo de fibras prebióticas para manter uma flora intestinal saudável e estável.

Fonte: Revista Alimentaria

Um em cada três portugueses tem pelo menos uma doença alérgica e na Europa, as alergias afetam mais de 150 milhões de pessoas. São as mais diversas. alergias ao pólen, pelos de animais, ácaros e alimentos e, ao contrário do que se pensa, não se manifestam apenas na primavera.

As alergias podem ocorrer em qualquer época do ano, depende do estímulo a que se é alérgico. Se formos alérgicos a pólenes, é natural que ocorram mais na primavera e temos vindo a ver que a primavera dura mais tempo em termos de polonização e que há picos de polonização fora da primavera. Mas também há pólenes como o cipreste que poloniza essencialmente no inverno, dezembro, janeiro e fevereiro. Portanto, não é garantido que mesmo os pólenes, que têm épocas determinadas, sejam só na primavera", afirmou o Manuel Branco Ferreira, alergologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, acrescentando que "o verão é quase sempre é uma época um bocadinho melhor porque muitos destes alergénios não se dão bem com o calor e com o tempo mais seco, mas também aí não é garantido".

Segundo o especialista, "quando falamos de ácaros, de pelos de animais, de alergénios que existem dentro das nossas casas, eles existem durante todo o ano. Os ácaros gostam de calor e humidade. Uma das coisas que podemos fazer nas nossas casas, para além das medidas de higiene normais, é arejar sempre muito bem a casa, evitar roupas com muito pêlo, e procurar que não haja condições favoráveis ao seu desenvolvimento". 

As alergias e o número de pessoas alérgicas tem vindo a aumentar, muito por causa da alteração do estilo de vida, "com a ocidentalização e com a introdução precoce dos antibióticos neste aspeto por modificarem muito a flora intestinal, tem muito a ver com as alergias".

Prova disso, é o número de casos de alergia alimentar que tem vindo a crescer "com mais persistência". A alergia alimentar tem vindo a aumentar muito. É claro que a alergia respiratória é muito importante. A rinite (25%), a asma (7%) da população, mas a alergia alimentar tem vindo a aumentar - cerca de 5 a 6 por cento da população - e um aspeto interessante: é muito mais nas crianças e tendia a desaparecer nos adultos, atualmente não é assim."

O especialista lembra ainda que as alergias podem ser perigosas quando não controladas e que "há dois grandes tipos de alergia que matam pessoas". A primeira é a asma, que tem uma mortalidade importante, particularmente na asma grave. Portugal está bem posicionado nos países da europa em termos de taxa de mortalidade, mas todas as mortes por asma, por serem evitáveis, são obviamente desnecessárias. A outra é a situação que chamamos anafilaxia, ou seja, uma reação alérgica generalizada que pode matar por a pessoa entrar em choque ou em asfixia. E agora os casos das abelhas e das vespas são os casos importantes. Novamente para aí também temos por vezes um tipo de intervenção como as vacinas que de facto previnem essa situação e é só preciso estudar a pessoa e propor-lhe a terapêutica mais adequada".

Fonte: TVI24

O número de novos casos de malária registou uma redução no ano passado para 228 milhões, segundo estimativas divulgadas esta terça-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera os progressos insuficientes para atingir a eliminação em 2030.

Os dados do Relatório Mundial sobre a Malária 2019 revelam uma redução no número de casos relativamente a 2017, quando tinham sido registados 231 milhões de novos casos. As mortes associadas à doença cifraram-se em 405 mil, (416 mil em 2017), 380 mil das quais em África (383 mil em 2017), continente que concentra 93% de todos os casos mundiais de malária.

Apesar da redução, a OMS alerta que os progressos são insuficientes para atingir as metas da estratégia global de luta contra a doença, que prevê uma redução de pelo menos 40% da incidência de casos e da taxa de mortalidade até 2020 e a eliminação da doença até 2030. Dos 228 milhões de novos casos de malária em todo o mundo, 213 milhões foram registados em África (93%) (212 milhões em 2017), com seis países a concentrarem quase 50% de todos os casos: Nigéria (25%), República Democrática do Congo (12%), Uganda (5%), Moçambique, Costa do Marfim e Níger (4% cada). O sudeste asiático concentra 3,4% dos casos mundiais e o Mediterrâneo Oriental 2%.

A malária ou paludismo continua a afetar de forma particular as mulheres grávidas e as crianças, tendo afetado, no ano passado, 11 milhões de grávidas (29%) em 38 países da África subsaariana onde a transmissão da doença é moderada ou alta. Em consequência disso, estima a OMS, cerca de 900 mil bebés nasceram com baixo peso.

O relatório mostra igualmente uma relação entre o paludismo e a anemia em crianças com menos de cinco anos, estimando que 24 milhões de crianças nesta região tenham sido infetadas pelo parasita P.falciparum, 12 milhões das quais apresentavam anemia moderada e 1,8 milhões anemia severa. As crianças representam 67% das mortes mundiais devido ao paludismo em 2018, ou seja, 272 mil crianças menores de cinco anos (278 mil em 2017).

No relatório assinala-se progressos no diagnóstico, prevenção e proteção das grávidas, mas assinala que dois terços das mulheres continuam sem receber o número recomendado de doses do tratamento preventivo no quadro dos cuidados pré-natais.

A OMS estima que foi possível evitar milhões de casos e mortes por malária desde 2000, mas reconhece que, nos últimos anos, os progressos na redução da incidência de casos de paludismo a nível mundial desaceleraram. A taxa de incidência passou de 71 casos por 1.000 pessoas em 2010 para 57 casos por 1.000 em 2014, com a taxa a manter-se desde esse ano e até à atualidade sem alterações significativas. “Os progressos não serão suficientes para cumprir o programa de trabalho da OMS, que prevê uma redução para metade das mortes relacionados com a malária até 2023, ou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que propõem a eliminação da malária no horizonte 2030”, adianta a organização.

Por isso, no relatório sublinha-se a necessidade de reforçar as intervenções nos países onde a malária ainda é endémica, bem como o financiamento às ações de luta contra o paludismo, que em 2018 atingiu os 2,7 mil milhões de dólares, valor longe da cifra de 5 mil milhões estimada como necessária pela Estratégia Mundial de Luta Contra o Paludismo 2016-2030.

Fonte: Observador

Portugal é o 19.º país mais afetado por eventos climáticos extremos entre 1999 e 2018, segundo o relatório Global Climate Risk Index 2020, elaborado pelo think thank ambiental Germanwatch, e divulgado esta quarta-feira na conferência do clima da Organização das Nações Unidas – COP25, em Madrid.

No período de 20 anos, em Portugal, morreram 11 pessoas por cada 100 mil habitantes (cerca de mil mortes em todo o país), por causa dos eventos registados, e registou-se uma perda de 41 milhões de dólares (cerca de 37 milhões de euros), refere o relatório. Globalmente, e considerando os dados de 181 países, registaram-se 12 mil eventos climáticos extremos, 495 mil mortes e perdas no valor de 3,54 mil biliões de dólares (cerca de 3,19 mil biliões de euros).

Puerto Rico, Myanmar, Haiti, Filipinas e Paquistão são os países que mais sofreram com os eventos extremos nos últimos 20 anos. O ranking baseia-se em valores médios, mas os autores do relatório conseguem distinguir claramente dois grupos: os que sofreram catástrofes excecionais e aqueles que são continuamente atingidos por eventos extremos.

Uma terceira categoria tem surgido nos últimos anos: os que são os mais afetados a longo prazo e os mais afetados no respetivo ano, como o Haiti, Filipinas e Paquistão. Muitos destes países ainda estão a sofrer os impactos de um evento extremo quando são atingidos por uma nova catástrofe.

Entre os 30 países que mais sofreram com os eventos climáticos extremos nos últimos 20 anos estão outros países europeus, como França (15.º), Alemanha (17.º), Itália (26.º), Espanha (29.º) e Rússia (30.º), em parte devido à vaga de calor de 2003 que matou 70 mil pessoas no continente. Isto torna claro que os países desenvolvidos também podem ser afetados por eventos extremos.

A grande diferença, em relação aos países mais pobres, é que as perdas económicas nos países desenvolvidos são relativamente baixas quando comparadas com o poder económico desses países. Os países mais pobres, além de mais vulneráveis, têm uma menor capacidade para a reconstrução e recuperação.

O índice focou-se nos eventos climáticos extremos, como vagas de calor, cheias e secas, mas não conseguiu considerar os processos importantes de demoraram a estabelecer-se como a subida do nível do mar, o degelo dos glaciares, o aquecimento dos mares e a acidificação dos oceanos, alertam os autores do relatório.

Os autores destacam também que não é possível dizer que cada um dos eventos extremos é causado pelas alterações climáticas causadas pelo homem, mas não têm dúvidas em afirmar que as alterações climáticas aumentam a probabilidade de ocorrência e a intensidade desses eventos extremos.

Na Europa, por exemplo, os períodos de calor extremo são agora até 100 vezes mais prováveis do que há um século atrás”, escrevem os autores do relatório.

Apesar de terem considerado 181 países na avaliação a 20 anos, a equipa da Germanwatch admite que há países em risco que não foram incluídos por falta de dados de longo prazo, como os pequenos Estados-ilha. Além disso, os impactos considerados no índice dizem respeito às perdas diretas e às mortes e não conseguem contabilizar os impactos indiretos, como os resultantes da seca e da escassez de alimentos. A falta de dados sobre o impacto das vagas de calor, nomeadamente em África, também pode fazer com que os países africanos estejam sub-representados.

Japão, Filipinas e Alemanha entre os mais afetados de 2018

O relatório Global Climate Risk Index 2020 também avalia quais os países que mais sofreram com eventos climáticos extremos durante 2018. Só o Japão foi alvo de “três eventos climáticos extremos excecionalmente fortes”, que o colocou no topo da lista, incluindo duas ondas de calor, a principal causa de danos no ano passado.

Primeiro, em julho, as chuvas torrenciais no Japão mataram mais de 200 pessoas, destruíram mais de 5.000 casas, obrigaram à retirada de 2,3 milhões de pessoas e provocaram perdas de sete mil milhões de dólares (cerca de 6,3 mil milhões de euros). Depois, as duas vagas de calor mataram 138 mortes e obrigaram à hospitalização de mais de 70 mil pessoas.

As Filipinas foram atingidas, em setembro, pelo tufão Mangkhut, o mais forte em todo o mundo no ano passado. Os ventos chegaram aos 270 quilómetros por hora em terra e 250 mil pessoas foram afetadas.

A Alemanha, em terceiro lugar no ranking, o Japão e a Índia (5.º) enfrentaram longos períodos de calor. Só na Alemanha morreram 1.234 pessoas. Foi o segundo ano mais quente no país desde que há registo.

Com países ricos e, sobretudo, países de rendimento médio e baixo a sofrerem os impactos dos eventos extremos, “a cimeira do clima precisa de abordar a falta de financiamento adicional para ajudar as pessoas e os países mais pobres a lidar com perdas e danos [por causa destes eventos]”, alerta Laura Schaefer, da Germanwatch. “A COP25 precisa decidir sobre as etapas necessárias para gerar recursos financeiros fiáveis para atender a essas necessidades.”

Fonte: Observador