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Um grupo de cientistas do Centro Alemão de Pesquisa de Infeções (DZIF) anunciou esta quarta-feira a descoberta de centenas de novos vírus que podem ser transmitidos aos seres humanos através de insetos.

Os cientistas concentraram as suas pesquisas, efetuadas em colaboração com a clínica universitária de La Charité, em Berlim, na deteção de novos vírus de animais, a fim de identificarem novas doenças virais que possam causar epidemias.

No estudo, publicado na revista científica “PLOS Pathogens”, os investigadores analisaram um total de 1.243 insetos, através dos quais descobriram vírus que podiam cobrir pelo menos 20 géneros.

Estudos anteriores concentraram-se principalmente no estudo de insetos que se alimentam de sangue, como mosquitos (transmissores de infeções como zika, malária ou dengue), enquanto que desta vez foram incluídos insetos de todos os grupos.

O diretor do DZIF, Christian Drosten, declarou num comunicado à imprensa que “todos os novos vírus encontrados podem ser a causa de uma doença que antes era desconhecida, tanto em humanos quanto em animais”.Para facilitar o diagnóstico de infeções virais incomuns, Drosten e sua equipa trabalham numa base de dados que ajudará a detetar vírus raros e aos quais novas descobertas já foram adicionadas.

Os cientistas fazem esse trabalho registando como o corpo se comporta quando é infetado por um vírus específico, relacionando não apenas os sintomas, mas como o próprio se comporta dentro de um organismo, facilitando, por exemplo, o diagnóstico de um novo vírus semelhante a outro descoberto.

“Se o paciente tiver um vírus, nós o encontraremos, desde que esteja em nosso banco de dados ou tenha alguma semelhança com um vírus que está nele”, explicou Drosten.

Fonte: Observador

A indústria alimentar pediu esta terça-feira ao Governo a redução dos impostos sobre os produtos do mar, fomentando o investimento privado e hábitos de consumo saudáveis, foi anunciado. Esta indústria pede ao Governo que melhore a fiscalidade que incide sobre as indústrias do mar, "tornando-a mais favorável ao investimento privado e induzindo hábitos de consumo mais saudáveis na população portuguesa", defendeu, em comunicado, o presidente da Associação da Indústria Alimentar pelo Frio (ALIF), Manuel Tarré.

O também presidente de uma indústria na área vincou que a taxa máxima de IVA de 23% "não deve ser aplicada a nenhum produto alimentar", acrescentando que "o país estará a investir em si próprio se promover uma alimentação mais rica, mais saudável e ambientalmente sustentável".

As indústrias do mar estão em desaceleração em Portugal nos últimos dois anos, após terem crescido acima do Produto Interno Bruto (PIB) durante os anos da intervenção da troika no país, revelou esta terça-feira um estudo da consultora PwC.

De acordo com o LEME - Barómetro PwC da Economia do Mar, os indicadores de 2018 e 2019 apontam para uma "quebra notória" nos "Portos e Transportes Marítimos" e em componentes do "Turismo Azul", sendo que apenas a "Fileira Alimentar do Mar" mantém uma trajetória virtuosa no conjunto das indústrias marítimas com maior peso na economia portuguesa.

Em Portugal, em 2017, as indústrias do mar geraram cerca de quatro mil milhões de euros de valor acrescentado bruto, segundo os relatórios da União Europeia. Manuel Tarré lamentou ainda que, atualmente, o IVA cobrado em produtos como o peixe pré-cozinhado seja de 23%, enquanto o IVA cobrado a quem come peixe nos restaurantes fixa-se em 13%.

"Esta divergência de imposto para o mesmo produto não faz sentido nenhum e é um bom exemplo do que há para melhorar no setor", sublinhou.

O presidente da ALIF justificou o desempenho da indústria alimentar com a "qualificação dos seus processos", que são mais sustentáveis e apresentam uma maior qualidade nutritiva. Por outro lado, para esta performance contribuiu o processo de internacionalização das empresas nacionais e a sua capacidade para se tornarem competitivas, com o impulso de algumas das maiores feiras internacionais da alimentação.

"Temos também registado que nos principais mercados emissores de turistas para Portugal as vendas têm crescido, ou seja, depois de visitarem Portugal, os turistas encaram o produto português com outros olhos", notou Manuel Tarré.

Fonte: TSF

Um atum-rabilho de 276 quilos foi vendido, este domingo, por quase 1,6 milhões de euros (193 milhões de ienes) em Toyosu, no mercado de peixe de Tóquio — e o maior do mundo —, no tradicional leilão de Ano Novo.

O comprador? O japonês Kiyoshi Kimura, dono de uma cadeia de restaurantes de sushi chamada Sushizanmai e que se intitula o “Rei do Atum”, lê-se na CNN, que cita o canal de televisão japonês público NHK.

Este magnata, no entanto, já não é um novato nestas andanças. No ano passado, tinha dado pelo mesmo peixe o valor mais alto desde que há registo no maior mercado de Tóquio — desde 1999: 2,7 milhões de euros por um atum de 278 quilos. O valor deste ano foi o segundo mais caro.

"Sim, é caro não é? Quero que os nossos clientes comam muito bem este ano também”, afirmou Kimura, ainda antes de comprar o atum-rabilho, que foi apanhado na costa de Aomori, no norte do Japão.

O empresário disse que está “ainda mais contente” por ter comprado o peixe “no primeiro leilão da era de Reiwa”, referindo-se à nova era imperial que teve início em maio do ano passado.

Segundo o Japan Times, o peixe será vendido no restaurante da cadeia Sushizanmai perto de Tsukiji, antiga localização do mercado de peixe de Tóquio — só no ano passado é que se mudaram para Toyosu.

Fonte: Observador

 

 

O caulino pode ser utilizado nas vinhas de forma a combater o calor que afeta a região do Douro, no verão.

As conclusões são de um estudo da UTAD, realizado para ajudar os vinicultores.

A investigação da UTAD está a demonstrar que a utilização do caulino reduz o impacto do calor e da seca nas vinhas. Segundo uma investigadora, explica que: “o caulino o que faz é que aumenta a reflectância da folha diminuindo assim a temperatura da mesma, sendo que depois vai mexer no metabolismo todo da planta, a folha encontra-se num habitat menos stressante e vai investir naquilo que é importante que é nos fotoassimilados e nos compostos fenólicos que dão origem depois a maior atividade antioxidante. O caulino quimicamente é um silicato de alumínio mas não é nada mais do que uma argila esbranquiçada que serve como protetor solar para a folha, funciona com a mesma função tal como para as pessoas, é colocado e fica esbranquiçado na folha e acaba por proteger a folha do excesso da radiação”.

A aplicação é extremamente simples, é uma solução que fica a 5%, é misturada com água, e depois é colocada num tambor de um trator, e depois o trator é quem vai pulverizar.

Numa época em que se fala e que se sentem tanto as alterações climáticas, esta estratégia é crucial para aumentar a produtividade e não apenas dos vinhos do Douro, como também do Alentejo, sendo que noutros países já querem aplicar e testar o caulino em outras produções tais como o cacau.

Esta investigação realizada pela UTAD já foi premiada a nível nacional e poderá revelar-se muito útil para a agricultura nos próximos tempos.

Fonte: Agroportal

A produção pecuária na Europa continua a crescer, com o setor das aves e suínos a revelar um maior dinamismo. Apesar disso, os preços continuam 20% abaixo das médias do ano de 2012.

Os números são do Eurostat e revelam ainda uma diminuição na produção de cereais, em especial de trigo. 

Poderá consultar o estudo completo aqui.

Fonte: Agroportal

Na sequência da entrada em aplicação no passado dia 14 de dezembro do Regulamento de Execução (UE) 2019/2072, que estabelece condições uniformes para a execução do Regulamento (UE) 2016/2031 e que vem classificar o Tomato Leaf Curl New Delhi Virus (ToLCNDV) como praga de quarentena da União, cuja ocorrência foi já identificada nas regiões do Algarve e dos Açores.

Poderá consultar informação sobre o referido vírus, aqui.

Fonte: DGAV

A Agência Francesa de Segurança Sanitária (ANSES) anunciou, no início do mês de dezembro, a remoção de 36 produtos à base de glifosato, um dos herbicidas mais utilizado no mundo, mas cuja utilização tem sido debatida desde que a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da OMS o classificou como “provavelmente cancerígeno”.

Apesar de a União Europeia ter renovado a licença de utilização do herbicida por cinco anos, existem vários países europeus que estão a limitar a sua utilização, como é o caso da Áustria, Alemanha, Bélgica e, mais recentemente, a França.

“Por decisão da ANSES, 36 produtos serão retirados do mercado e não poderão ser utilizados a partir do final de 2020, devido à insuficiência ou falta de dados científicos para descartar qualquer risco genotóxico” – capaz de danificar o DNA ou causar mutações –, informou a agência através de um comunicado citado pela AFP.

A ANSES indicou, ainda, que irá completar uma revisão dos produtos com glifosato até ao final do próximo ano e “apenas produtos à base de glifosato que atendem aos critérios de eficiência e segurança definidos a nível europeu (…) e que não podem ser substituídos satisfatoriamente” poderiam entrar no mercado francês.

A França tinha 69 produtos comercializados com a substância ativa, sendo que dos 36 retirados do mercado representaram, em 2018, “quase três quartos da tonelagem de produtos à base de glifosato vendidos em França”, de acordo com a ANSES.

Fonte: Agroportal

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulga a publicação Valores-guia INSA para a interpretação de resultados de ensaios microbiológicos em alimentos prontos para consumo e em superfícies do ambiente de preparação e distribuição alimentar.

O documento publicado, pretende ser um instrumento facilitador para a interpretação de resultados de ensaios microbiológicos nesta área, como métrica de gestão do risco, podendo ser utilizado para validar o desempenho de processos e o sistema de gestão da segurança alimentar implementado.

Esta edição dos “Valores-Guia INSA” alarga o seu âmbito, para amostras de superfícies do ambiente de preparação e distribuição alimentar incluindo mãos de manipuladores de alimentos, aplicável em estabelecimentos e instituições onde se preparam e/ou servem alimentos, refeições e bebidas que, por norma, são consumidos fora de casa como os que abreviadamente são definidos como canal HoReCa (Hotel/Restaurante/Catering ou Café ou Cantina), mercados, veículos para venda ambulante, máquinas de venda automática, instalações utilizadas essencialmente como habitação privada nas quais os géneros alimentícios são regularmente preparados para colocação no mercado e ainda instituições que reconstituem fórmulas desidratadas para lactentes (FDL).

Neste guia os alimentos foram divididos em 4 grupos: grupo 1 – alimentos que sofreram tratamento térmico; grupo 2 – alimentos compostos de alimentos totalmente cozinhados/pasteurizados, adicionados de componentes crus, ou carne ou peixe crus, prontos para consumo; grupo 3 – frutos e produtos hortícolas crus e por fim o grupo 4 – alimentos ou seus componentes contendo flora específica própria.

Estes 4 Grupos foram ainda subdivididos em Subgrupos de acordo com o nível de manuseamento após a confeção, o tipo e proporção de componentes e a população a que se destinam.

Também as superfícies estão agrupadas em 4 zonas: zona 1- superfícies em contacto direto com os alimentos durante os processos de preparação, confeção ou distribuição; zona 2 - superfícies adjacentes à zona 1 que contactam com o material que contém, acondiciona ou contacta com alimentos; zona 3 - superfícies adjacentes à zona 2 que não contactam diretamente com os alimentos, nem com os materiais que os acondicionam; zona 4  - superfícies que  não contactam diretamente com os alimentos, nem com os materiais que os acondicionam.

Como referido, este guia apresenta também uma interpretação de resultados obtidos nos ensaios microbiológicos relativamente às mãos dos manipuladores, fazendo referência à existência ou não de luvas e ao tipo de manuseamento.

Poderá consultar o guia completo aqui.

Fonte: INSA

A carne é muito suscetível à deterioração bacteriana, o que reduz o prazo de validade dos produtos à base de carne e aumenta o risco de doença.

Como Beatriz Melero, investigadora da Universidade de Burgos, afirma: "deve tentar proteger a deterioração com aditivos e, se puder, com os naturais, oferecendo ao consumidor as alternativas que procuram".

Com esse objetivo, investigadores desta universidade estudam as propriedades antioxidantes e antimicrobianas de especiarias, frutas, vegetais, sementes e plantas medicinais para aplicação em produtos à base de carne, a fim de melhorar a vida útil e segurança sanitária.

Como resultado, um de seus estudos mostrou que a aplicação de extrato de mirtilo como aditivo natural pode prolongar a vida útil dos produtos à base de carne e melhorar a segurança alimentar.

Especificamente, após adicionar 2% de extrato à carne, juntamente com o restante dos aditivos, observou-se que controlava o crescimento de bactérias degradadoras (Pseudomonas putida e Brochothrix thermosphacta) e reduzia os níveis da bactéria patogénica Listeria monocytogenes, aumentando assim o prazo de validade de 5 a 9 dias no caso do hambúrguer de porco e 32 dias no caso de fiambre de porco.

Primeiro, estudaram a atividade microbiana in vitro contra várias bactérias que causam deterioração dos alimentos e bactérias patogénicas que causam infecções devido ao consumo de alimentos contaminados.

Dado os bons resultados obtidos contra Listeria monocytogenes, Pseudomonas putida e Brochothrix thermosphacta, esse extrato foi aplicado em hambúrgueres suínos contaminados com esses microorganismos e fiambre suíno infectado com Listeria após a cozedura do produto.

No primeiro caso, explica a investigadora Beatriz Melero, o extrato manteve a concentração de bactérias degradantes nos níveis adicionados por um período de 16 dias e uma redução da bactéria foi observada após cinco dias de refrigeração. No segundo, o extrato manteve os níveis de L. monocytogenes adicionados até 32 dias. No entanto, ressalva que este efeito não foi alcançado na amostra controlo.

Verificou-se também que o extrato de mirtilo teve um efeito positivo, retardando a oxidação das gorduras nos hambúrgueres de porco e que, apesar das modificações sensoriais (cor do produto com a essência ser mais escura que o normal; o sabor mais ácido), os consumidores não rejeitaram o produto final. Ao longo do estudo, a adição do extrato de mirtilo impediu o aparecimento de odores desagradáveis ​​no caso dos hambúrgueres de porco.

Fonte: Revista Alimentaria

Em 2019, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou centenas de vistorias em mais de 440 empresas. Vinho, peixe e carne foram os bens mais apreendidos, o que resultou em alimentos estragados ou falsificados no valor de quase 2 milhões de euros. 

No balanço do ano, a ASAE refere que os inspetores apreenderam alimentos no valor de 1,975 milhões de euros. Das 445 empresas fiscalizadas, 50 foram mesmo suspensas. Ao todo, foram retirados de circulação 140 toneladas de carne e peixe, 275 mil ovos e 120 mil litros e sumos, azeite e vinho.

Estes dados são referentes a ações realizadas até ao passado mês de outubro. Ainda assim, o valor de apreensões é bem menor do que em 2018, onde foram recolhidos bens no valor de quatro milhões de euros. Também o número de espaços vistoriados foi menor em 2019 (em 2018 chegou aos 640).

Fonte: NiT