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Em média, uma criança ocidental tem 18 quilogramas de brinquedos de plástico, e grande parte deles, podem não ser seguros, indica um novo estudo da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU). A equipa encontrou 126 químicos preocupantes nos brinquedos analisados, ou seja, que excedem a quantidade regulamentada, e que podem por em risco a saúde das crianças.

“Dos 419 químicos encontrados em materiais plásticos duros, macios e de espuma utilizados em brinquedos infantis, identificámos 126 substâncias que podem prejudicar a saúde das crianças com efeitos cancerígenos ou não cancerígenos, incluindo 31 plastificantes, 18 retardadores de chama e 8 fragrâncias”, afirmam no documento.

Os brinquedos de plástico macio são os que apresentam maior risco para os mais pequenos, devido aos plastificantes e a outros químicos nocivos. Em relação à exposição a estas substâncias, a inalação é o meio que domina, “porque as crianças geralmente inalam químicos que se espalham para fora de todos os brinquedos no quarto, enquanto normalmente só tocam em um brinquedo de cada vez” explica Peter Fantke, um dos autores do estudo.

A equipa aponta ainda que atualmente, “as regulamentações existentes priorizam principalmente um pequeno conjunto de produtos químicos, e os reguladores lutam para acompanhar os milhares de novos produtos químicos que entram no mercado a cada ano”.

Existe uma notória dificuldade em perceber que brinquedos contêm químicos nocivos e quais as substâncias presentes na sua composição, pelo que os investigadores propõem que “os reguladores incluam todas as substâncias e abordem a exposição a brinquedos que são produzidos fora da Europa e importados para o mercado europeu”.

Devem então ser desenvolvidos novos produtos com substâncias mais seguras para as crianças, e os pais devem evitar a compra destes brinquedos, especialmente os de plástico macio. O estudo aconselha ainda que estes ventilem todos os dias os quartos dos filhos.

Fonte: Greensavers

Foi lançada, no passado dia 19 de fevereiro, a plataforma https://www.saborescomraca.pt

Trata-se de uma plataforma online que nasceu do desejo de apoiar os criadores e agrupamentos de produtores na venda e distribuição dos seus produtos de forma mais ágil e mais “próxima” do consumidor. Este setor ao longo destes últimos 12 meses tem sentido com enorme intensidade, os constrangimentos impostos pela pandemia de Covid-19 que restringiriam de forma dramática a possibilidade de vender os seus produtos. O objetivo foi assim, simplificar a pesquisa por parte do consumidor de produtos de raças autóctones certificados, DOP - Denominação de Origem Protegida, ETG – Especialidade Tradicional Garantida e IGP – Indicação Geográfica Protegida.

Trata-se de uma parceria Ruralbit e FERA – Federação das Associações de Raças Autóctones com o apoio entusiasta da DGAV - Direção Geral de Alimentação e Veterinária.  Aqui é possível encontrar informação sempre atualizada dos produtos disponíveis no mercado.
 
Promova escolhas alimentares conscientes e sustentáveis.
 
Fonte: DGAV

 

Projeto europeu combate contrafação de azeite

  • Wednesday, 24 February 2021 10:59

O projeto Oleum, financiado pelo programa europeu Horizon 2020, desenvolveu soluções analíticas para detetar e combater a contrafação mais comum de azeite e garantir a qualidade e autenticidade do produto. De acordo com o EFA News, a fraude comercial de azeite ascende a cerca de 30 mil milhões de dólares, por ano, globalmente.

Nos últimos quatro anos, a pesquisa da Oleum focou-se quatro m 4 áreas tipicamente visadas pela atividade fraudulenta. O projeto melhorou técnicas para: verificar se a qualidade do azeite é consistente com a qualidade declarada; verificação da duração declarada de armazenamento; identificar processamentos ilegais de azeite; verificar a origem geográfica identificada no rótulo.

O conhecimento adquirido durante o projeto foi partilhado com laboratórios mundiais numa série de cursos de treino e workshops. Os membros da rede Oleum tiveram a oportunidade de participar no processo de validação dos métodos analíticos desenvolvidos. Para encorajar a partilha de conhecimento, a Oleum criou uma plataforma digital de partilha de pesquisa.

Fonte: Agroportal

Numa exploração da lezíria ribatejana, as vacas alimentam-se exclusivamente da pastagem, que armazena mais metano e dióxido de carbono do que o que é emitido pelos animais. Além disso, não são aplicados fertilizantes azotados. Mas faz falta uma entidade que certifique as boas práticas do setor, para os consumidores terem a certeza de que a sua escolha é sustentável, diz o fundador da empresa.

São 160 vacas numa propriedade de 100 hectares junto ao Tejo, perto de Vila Franca de Xira. Durante toda sua vida não comem outra coisa que não erva. “As pastagens nesta região da lezíria são muito produtivas, o que nos permite alimentar todos os animais, o ano todo”, explica João Testos Pereira, engenheiro zootécnico e sócio-fundador da Carne d’Erva. “Temos até excesso de produção na primavera; nessa altura, cortamos e fazemos feno ou forragem e damos aos animais quando eles precisam mais de fibra.”

A produção de carne, sobretudo de vaca, é uma considerável fonte de emissões de gases com efeito de estufa. Mas esta exploração baseia-se em pastagens semeadas biodiversas, um tipo de cobertura vegetal capaz de absorver, anualmente, 6,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) por hectare (um pouco mais do que emite um português médio). Uma abordagem que torna o saldo positivo em carbono, num setor que tem estado sob fogo devido às suas altas emissões, que contribuem para o aquecimento global.

“Pelos estudos que existem da fixação de carbono das plantas, podemos dizer que é um balanço mais do que neutro: temos um intervalo significativo entre o deve e o haver que compensa todo o circuito, da origem à mesa do consumidor”, garante o engenheiro zootécnico, sublinhando que um hectare de pastagens biodiversas absorve o CO2e de várias vacas. A exploração da Carne d’Erva tem 160 animais a pastar em 100 hectares, o que dá 1,6 bovinos por hectare.

Um problema de confiança

Todas as plantas absorvem CO2. Mas as pastagens biodiversas têm um potencial acima da média: sendo utilizadas 12 meses por ano fixam muito mais carbono do que, por exemplo, as pastagens de sequeiro. Além disso, as raízes também armazenam carbono, carbono esse que não volta a ser exposto. “Não havendo mobilização do solo, fica sequestrado no solo, nas raízes. Pode estar lá dezenas de anos”, explica João Testos Pereira.

Outra vantagem destas pastagens é que são constituídas por leguminosas, pelo que não necessitam de fertilizantes azotados (que poluem os cursos de água): uma bactéria presente nas plantas fixa o azoto presente no ar, tornando desnecessária a fertilização artificial. O estrume das vacas devolve também os nutrientes à terra.

Produzir de forma extensiva e sustentável, com os animais a engordarem mais lentamente, torna o produto final mais caro – os packs de carne que a empresa disponibiliza no seu site custam entre €12,5 e €25 o quilo. “Muita gente quer produtos sustentáveis, mas o preço ainda pesa na decisão”, diz o sócio da empresa, que vende (online) cerca de 35 toneladas por ano, a maioria para clientes particulares. Mesmo para quem o ambiente é um fator determinante nas suas escolhas e tem um elevado poder de compra, há que ultrapassar a questão da confiança. Como se garante que uma empresa é tão “verde” como apregoa?

“Alguns clientes perguntam-nos: como é que tenho a certeza? Não há em Portugal uma entidade que certifique que o animal é 100% grass-fed [alimentado a erva], como existe em Espanha e noutros países”, lamenta João Testos Pereira. “Temos entidades que certificam para biológico, só. Mas ser biológico não quer dizer que seja alimentado a erva… Tem de ser criada uma estrutura de certificação que demonstre a sustentabilidade do produto. Nós temos as portas abertas a quem nos quiser visitar, mas é só isso que podemos fazer.”

Comer menos, produzir melhor

Não há, no entanto, espaço físico para produzir desta forma extensiva toda a carne que o mundo consome. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, entre muitas outras entidades, recomendam a redução do consumo como caminho fundamental para baixar as emissões de gases com efeito de estufa da agricultura.

“Temos um problema, de facto, de emissões de carbono em vários setores, da agricultura aos transportes e à produção de energia. E há realmente dietas demasiado ricas em carne”, reconhece João Testos Pereira. “No setor que me diz respeito, a produção de carne, o problema deve ser abordado em diversas frentes. Devemos educar para um consumo mais equilibrado. Produzir de modo mais sustentável é outro caminho. É um conjunto de medidas que levará à redução per capita das emissões de carbono da produção de carne.”

Fonte: Visão Verde

No âmbito da implementação do disposto no Decreto-Lei n.º 67/2020, de 15 de setembro, que assegura a execução e garante o cumprimento, na ordem jurídica nacional, das obrigações decorrentes do Regulamento (UE) n.º 2016/2031 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2016, relativo a medidas de proteção contra as pragas dos vegetais, e conforme previsto no artigo 28.º desse Regulamento, em cumprimento do determinado pelo Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201, da Comissão, de 14 de agosto, que estabelece as medidas fitossanitárias para evitar a introdução e dispersão no território da União da bactéria de quarentena Xylella fastidiosa (Wells et al.), bem como, da Portaria nº 243/2020, de 14 de outubro, que implementa procedimentos e medidas de proteção fitossanitária, adicionais, destinadas à erradicação no território nacional da referida bactéria, foi dada continuidade aos trabalhos de prospeção pelos serviços oficiais, sob coordenação da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, na zona demarcada anteriormente estabelecida para esta bactéria.

Foi, assim, confirmada a presença da bactéria em cinco novos locais no concelho do Porto.

A subespécie da bactéria até agora identificada é Xylella fastidiosa subsp. multiplex ST7.

As plantas identificadas infetadas, até à presente data, na zona demarcada pertencem aos seguintes géneros e espécies: Acacia longifólia (Andrews) Wild, Acacia melanoxylon R. Br., Adenocarpus lainzii (Castrov.) Castrov., Artemisia arborescens L., Asparagus acutifolius L., Athyrium filix-femina (L.) Roth, Calluna vulgaris (L.) Hull, Cistus psilosepalus Sweet, Cistus salviifolius L., Coprosma repens A. Rich., Conyza canadensis (L.) Cronquist, Cytisus scoparius (L.) Link, Dodonea viscosa (L.) Jacq., Echium plantagineum L., Erodium moschatum (L.) L*Her., Frangula alnus Mill., Hebe, Hibiscus syriacus L., Ilex aquifolium L., Laurus nobilis L., Lavandula angustifólia L., Lavandula dentata L., Lavandula stoechas L., Lavatera cretica L., Magnolia grandiflora L., Medicago sativa L., Metrosideros excelsea Sol. Ex Gaertn., Myrtus communis L., Nerium oleander L., Olea europaea L., Pelargonium graveolens (L´Hér.) Dum. Cours., Plantago lanceolata L., Pteridium aquilinum (L.) Kuhn., Pterospartum tridentatum (L.) Wilk., Prunus persica (L.) Batsch., Quercus robur L., Quercus suber L., Romarinus officinalis L., Rosa, Sambucus nigra L., Strelitzia reginae Ait, Ulex e Vinca.

Em resultado destas deteções, procedeu-se a novo alargamento da zona demarcada acima referida, conforme determinado pelo artigo 4.º do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201 e nos termos do artigo 5.º da Portaria nº 243/2020, de 14 de outubro.

Tendo em consideração a publicação do Decreto-Lei n.º 67/2020, de 15 de setembro, que assegura a execução e garante o cumprimento, na ordem jurídica nacional, das obrigações decorrentes do Regulamento (UE) n.º 2016/2031 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2016, relativo a medidas de proteção contra as pragas dos vegetais, importa proceder à atualização da zona demarcada para Xylella fastidiosa, bem como ao seu enquadramento na legislação ora vigente.

Assim, ao abrigo do disposto no artigo 3.º do Decreto-lei n.º 67/2020, de 15 de setembro, do artigo 28.º do Regulamento (UE) n.º 2016/2031, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2016, do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201, da Comissão, de 14 de agosto de 2020, e da Portaria nº 243/2020, de 14 de outubro, e na qualidade de Autoridade Fitossanitária Nacional, determinam-se a atualização da zona demarcada para Xylella fastidiosa e as medidas que permanecem aplicáveis para a erradicação da bactéria de quarentena Xylella fastidiosa:

a) Procede-se à delimitação da zona demarcada para Xylella fastidiosa, encontrando-se em anexo o respetivo mapa, bem como, a lista das freguesias total ou parcialmente abrangidas por esta zona demarcada, também disponível na página electrónica da DGAV1;

b) Destruição imediata, após realização de um tratamento adequado contra a população de potenciais insetos vetores, dos vegetais abrangidos pelas Zonas Infetadas, tanto dos infetados como dos restantes da mesma espécie, bem como, de todos os vegetais das espécies detectadas infectadas na área demarcada, cuja lista se encontra disponível na página eletrónica da DGAV1;

c) Proibição de plantação nas Zonas Infetadas dos vegetais susceptíveis à subespécie da bactéria multiplex detectada na área demarcada (anexo II do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201), exceto sob condições de proteção física contra a introdução da bactéria pelos insetos vetores, oficialmente aprovadas;

d) Proibição do movimento para fora das Zonas Demarcadas e das Zonas Infetadas para as Zonas Tampão de qualquer vegetal, destinado a plantação, susceptível à subespécie da bactéria multiplex (anexo II do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201);

e) Proibição de comercialização, nas Zonas Demarcadas, em feiras e mercados, de qualquer vegetal, destinado a plantação, susceptível à subespécie da bactéria multiplex (anexo II do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201);

f) É excecionalmente autorizada a produção e comercialização dentro das zonas tampão, por fornecedores devidamente licenciados pela DGAV, de plantas pertencentes aos géneros e espécies susceptíveis à subespécie da bactéria multiplex, condicionada à transmissão da informação escrita pelos vendedores aos compradores da proibição de movimento das plantas adquiridas para fora da área demarcada e respetiva declaração escrita de compromisso por parte dos compradores2 e entregue aos vendedores;

g) Os fornecedores devem afixar nos locais de venda o mapa atualizado da zona demarcada e guardar as declarações de compromisso, por um período mínimo de 6 meses, para apresentar aos serviços de inspeção fitossanitárias ou outras entidades de fiscalização, sempre que solicitado;

h) Sempre que solicitado, deve ser facultado o acesso aos serviços oficiais para a realização de trabalhos de prospeção, em curso em toda a zona demarcada, identificação das espécies de plantas susceptíveis e colheita de amostras;

i) Qualquer suspeita da presença da doença, na região norte do país, deve ser de imediato comunicado para o email This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it., e nas restantes regiões devem ser de imediato contactados os respetivos serviços de inspeção fitossanitária das Direções Regionais de Agricultura e Pescas ou do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Pode consultar toda a informação (incluindo mapas) aqui.

Fonte: Agroportal

 

 

A Comissão Europeia identificou práticas de ecobranqueamento nos websites dos países europeus. Através destas práticas, as  empresas afirmam estar a fazer mais pelo ambiente do que  estão a fazer na realidade.
Foram examinadas 344 alegações “aparentemente duvidosas” na União Europeia.  “Das conclusões globais da ação coordenada de rastreio de sítios web (sweep), em que participaram os Estados-Membros, destaca-se o facto de em mais de metade das verificações, a empresa não ter prestado informações suficientes aos consumidores”, lê-se numa nota enviada às redações pelo Ministério da Economia.

Em 37% dos casos, a alegação incluía afirmações vagas e gerais, tais como “consciente”, “ecológico”, “sustentável”, que visavam “transmitir aos consumidores a impressão não fundamentada de que um produto não tinha qualquer impacto negativo no ambiente”. Já em 59 % dos casos, o operador não forneceu elementos de prova facilmente acessíveis em apoio da sua alegação.

“Nas suas avaliações globais, tendo em conta vários fatores, em 42 % dos casos as autoridades tiveram razões para acreditar que a alegação pode ser falsa ou enganosa e, por conseguinte, potencialmente constituir uma prática comercial desleal nos termos da diretiva relativa às práticas comerciais desleais (DPCD)”.

João Torres, secretário de estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, diz que o Governo está atento a “esta problemática, no âmbito da Nova Agenda do Consumidor, documento estratégico europeu de proteção dos consumidores, sendo a capacitação para a transição ecológica e a transparência das alegações ambientais uma das  prioridades”.

Fonte: Hipersuper

É já a partir do próximo mês de março que chegam novas etiquetas energéticas às lojas físicas e online. Os frigoríficos, congeladores, aparelhos de armazenagem de vinho, máquinas de lavar louça, máquinas de lavar roupa, máquinas combinadas de lavar e secar roupa, televisores e ecrãs digitais obtém já esta mudança no dia 1, ao contrário das lâmpadas, nas quais a mudança irá ocorrer apenas a 1 de setembro.

Mas afinal o que vai mudar nesta ferramenta tão útil? É simples; A nova etiqueta energética terá um novo grafismo e vai passar a ter uma escala de A a G, retirando-se classes A+, A++ e A+++. Vai ainda incluir um código QR que permite aos consumidores aceder a uma Base de Dados de Produtos Europeia e pictogramas, com informações adicionais sobre o desempenho e as características específicas dos produtos.

A BELT (Boost Energy Label Take Up) e o LABEL2020, financiados pela União Europeia ao abrigo do programa Horizonte 2020, foram os dois projetos apoiantes desta nova etiqueta, que tem como objetivo encorajar o público a comprar produtos mais eficientes e impulsionar os fabricantes a produzi-los. Em Portugal, a DECO PROTESTE, em colaboração com a Worten, é responsável pela implementação do Projeto BELT enquanto a ADENE, em estreita coordenação com a Direção-Geral de Energia e Geologia, é a entidade responsável pela implementação do projeto LABEL2020.

Fonte: Greensavers

Os cerca de 37 mil olivicultores transmontanos produziram, durante a última campanha, cerca de 15 mil toneladas de azeite.

O número é avançado pelo presidente da APPITAD – Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro. Francisco Pavão adianta que a campanha superou as expetativas. “O balanço é bastante positivo, quer em termos de quantidade de azeitona e de azeite, mas sobretudo em termos de qualidade que se manteve em excelente qualidade”.

E Francisco Pavão sublinha que a manutenção desta quantidade e qualidade do azeite transmontano é assegurada em condições bem menos vantajosas do que, por exemplo, no Alentejo, onde existe água em abundância.

O presidente da APPITAD volta a insistir que é urgente que o Governo invista num plano de regadio para a região transmontana. “Esta questão do regadio é fundamental, não a nível concelhio, mas ao nível intermunicipal que sejam criadas estruturas. Nós todos os dias, vemos passar água nos rios da região. Chove imenso, mas pouca desta água é armazenada. É fundamental que nós se queremos subsistir em Trás-os-Montes sejam criadas pequenas bacias de água que permitam aos agricultores regar. Mas sobretudo é necessário, que se eduquem os agricultores para a prática da rega, através do uso eficiente da água”, explica Francisco Pavão.

O dirigente desta associação adianta que para chegar a este patamar de excelência da qualidade do azeite de Trás-os-Montes, há vários fatores a contribuir. “Primeiro, a região manteve uma aposta clara nas suas variedades tradicionais. 99% do olival que foi plantado manteve a tipologia do olival tradicional da região, como a cobrançosa, a madural, a verdial, a cordovil, pelo que os azeites mantêm um perfil constante de qualidade. Depois, os nossos produtores continuam a tratar o olival com bastante carinho e antecipou-se bastante a colheita, o que se traduz numa grande qualidade”, refere Francisco Pavão que destaca ainda “as condições naturais, as variedades e o terroir permite obter um azeite distintos e bastante diferenciados”

O presidente da APPITAD diz ainda ser urgente que o Governo avance com um plano estratégico para a defesa e valorização do olival tradicional português. “Urge encontrar um plano de salvaguarda deste tipo de olival e que não olhe só para a produtividade, mas também como um olival que contribuiu para a biodiversidade, para a definição do mosaico da paisagem e fixação de populações, caso contrário, muitos olivicultores podem vir a abandonar essa prática”, alerta.

E para reforçar essa reivindicação, Francisco Pavão deixa um indicador importante. O dirigente lembra que os azeites obtidos a partir de olivais tradicionais têm ganho cerca 80 por cento dos prémios nacionais e internacionais do setor nos últimos anos.

Fonte: Agroportal

Continuando a incrementar o conjunto de informações disponibilizadas relativamente aos requisitos fitossanitários aplicáveis ao movimento de vegetais, produtos vegetais e outros objetos entre a UE e a Grã-Bretanha, a DGAV inicia hoje, com uma publicação dedicada em particular à Batata (de consumo e de semente), a divulgação de uma série de documentos sectoriais onde se detalham, para diversos grupos de produtos, as regras fitossanitárias, incluindo diversas proibições de importação na UE, resultantes do Brexit.


Ao longo da semana em curso serão publicados mais documentos deste conjunto abrangendo, entre outros, grupos de vegetais como “Plantas para plantação”, “Frutos”, etc., tendo em linha de conta os principais movimentos entre o nosso país e a Grã-Bretanha.

Fonte: DGAV

A recusa da União Europeia em permitir o cultivo de variedades geneticamente modificadas levou à libertação de 33 milhões de toneladas de dióxido de carbono. É a conclusão de um estudo realizado por cientistas dos EUA e da Alemanha.

Com exceção de Portugal e Espanha, que produzem apenas uma variedade geneticamente modificada de milho, a União Europeia proíbe os seus Estados Membros de utilizar sementes melhoradas por engenharia genética. Mas essa política tem custos ambientais muito altos, segundo um estudo pré-publicado no bioRxiv, realizado por investigadores do instituto de Investigação Breakthrough, no Estado norte-americano da California, e da Universidade de Göttingen, na Alemanha.

Ainda sem revisão formal dos pares, o estudo mostra que recusa da UE em permitir o cultivo de variedades geneticamente modificadas (GM) levou a uma emissão anual extra de 33 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a 7,5% das emissões de gases de efeito estufa de todo o setor agrícola europeu ou ao que 10 a 20 centrais a carvão poderiam emitir num ano.

E como afirmam os próprios autores, se tivessem levado em consideração a influência que a UE tem em África e na Ásia relativamente aos OGM, a utilização da biotecnologia na agricultura “permitiria a redução de muito mais do que 33 milhões de toneladas na emissão de CO2.”

Emma Kovak, Dan Blaustein-Rejto e Matin Qaim acrescentam que o uso das novas tecnologias de edição de genomas no desenvolvimento de novas variedades agrícolas poderia adicionar grandes benefícios à mitigação dos gases com efeito de estufa.

Para mais informações, leia a pré-publicação do estudo no bioRxiv e a notícia relacionada do jornalista, escritor e ativista ambiental britânico Mark Lynus, no site da Cornell Alliance for Science.

Fonte: CiB - Centro de Informação de Biotecnologia