A Comissão Europeia publicou em seu portal de consulta pública uma proposta de regulamento relativa aos requisitos harmonizados para a utilização de declarações voluntárias de rotulagem preventiva de alergénios (PAL). A adoção deste regulamento está prevista para o quarto trimestre de 2027.
Segundo a publicação, a harmonização dos requisitos do PAL (Número de Identificação de Alergia) proporcionaria aos consumidores com alergias informações claras e consistentes, evitaria restrições desnecessárias na escolha de alimentos e apoiaria o mercado, garantindo condições equitativas para as empresas do setor alimentício.
As declarações voluntárias de PAL (Pessoa Alérgica à Saúde) em produtos alimentícios têm como objetivo proteger os consumidores alérgicos da ingestão acidental de alimentos que contenham alergénos não declarados e que possam causar uma reação.
Atualmente, apesar das alergias alimentares afetarem mais de 10% dos consumidores em todo o mundo, os Estados-Membros da UE mantêm regras próprias e divergentes sobre a gestão de alergénios não intencionais nos produtos alimentares, o que, segundo os especialistas, gera incerteza por parte dos consumidores, limita as opções para as pessoas alérgicas e dificulta a colaboração entre laboratórios.
Alguns especialistas também afirmam que a falta de normas harmonizadas para os níveis de alerta pré-natal (PAL, na sigla em inglês) pode levar ao seu uso excessivo e à aplicação inconsistente , comprometendo potencialmente a eficácia da comunicação de riscos.
Visando a necessidade de uma abordagem harmonizada para a rotulagem de alergénos prioritários (PAL, na sigla em inglês), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram recentemente um arcabouço do Codex Alimentarius para a rotulagem baseada no risco de alérgenos prioritários, estabelecendo níveis limite e doses de referência para diferentes alimentos alergênicos. Estudos demonstraram que a adoção desses limites recomendados seria amplamente protetora para a população alérgica.
Órgãos reguladores como a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) e a FSA (Agência de Padrões Alimentares do Reino Unido) estão considerando a adoção dos limites recomendados pelo Codex Alimentarius para diretrizes nacionais de rotulagem de alérgenos.
Fonte: Food Safety
A crescente consciencialização para a importância da saúde intestinal e do microbioma está a transformar a indústria alimentar e de bebidas à escala global. Segundo a mais recente análise da GlobalData, a procura por produtos centrados na saúde do intestino – desde probióticos e prebióticos a alimentos fermentados e ricos em fibra – está a acelerar a inovação e a reformulação de portefólios.
Os dados sustentam a tendência. No quarto trimestre de 2025, um inquérito global conduzido pela consultora junto de 22.613 consumidores em 42 países revelou que 66% dos inquiridos afirmam que as suas decisões de compra de alimentos e bebidas são sempre ou frequentemente influenciadas pelo impacto que esses produtos têm na sua saúde e bem-estar.
Para Naveed Khan, analista de consumo da GlobalData, “a crescente tendência do microbioma intestinal está a impulsionar a procura por produtos inovadores focados na saúde digestiva”. Os consumidores procuram cada vez mais prebióticos e probióticos que promovam uma digestão equilibrada, bem como ingredientes funcionais que reforcem o sistema imunitário. O eixo intestino-cérebro – e o seu papel no apoio à saúde mental – surge também como um dos motores desta mudança.
Nos Estados Unidos, uma marca lançou, em maio de 2025, a gama Culture Cup, uma linha de gelados com baixo teor de açúcar, posicionada como “low guilt” e clean label. A empresa afirma que cada produto contém mais de mil milhões de probióticos e prebióticos, procurando aliar indulgência a benefícios funcionais.
No Reino Unido, uma cooperativa apresentou, em setembro de 2025, a linha Arla Culture, composta por leite e iogurtes enriquecidos com probióticos, vitaminas e fibra. O objetivo é responder à procura por soluções simples que integrem benefícios digestivos no consumo diário.
A tendência não se limita aos lacticínios. O segmento de padaria e cereais tem registado uma forte dinâmica de inovação, com o lançamento de produtos de maior teor de fibra, massas mãe, cereais multigrão e grãos germinados.
Em março de 2025, uma fabricante de farinhas e ingredientes de panificação estabeleceu uma parceria com uma cadeia australiana para lançar uma farinha de trigo naturalmente cultivada e com elevado teor de fibra.
Também nos Estados Unidos, uma empresa de panificação regenerativa colaborou com uma importadora e distribuidora de superalimentos para desenvolver um pão de forma rico em proteína e orientado para a saúde intestinal.
A convergência entre saúde física, bem-estar mental e imunidade está a consolidar uma visão holística da alimentação. O reconhecimento do eixo intestino-cérebro e do papel do microbioma na saúde global reforça a preferência por produtos funcionais com benefícios claros e comprovados.
Segundo a GlobalData, esta mudança representa uma oportunidade significativa de crescimento para fabricantes e retalhistas. “À medida que os objetivos de saúde holística ganham tração, os fabricantes terão de investir mais na reformulação dos produtos para alcançar os resultados desejados e conquistar um público mais vasto”, sublinha Naveed Khan.
Fonte: Grande Consumo
A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) lançou um inquérito internacional dirigido a todas as adegas com o objetivo de recolher dados concretos sobre o uso de energia nos processos de vinificação, em particular nas fases de fermentação e estabilização. Segundo a OIV, a iniciativa pretende identificar potenciais poupanças energéticas e apoiar o desenvolvimento de práticas de produção mais eficientes e sustentáveis no setor.
De acordo com a OIV, a remoção de calor representa cerca de 90% das necessidades energéticas na adega, estando sobretudo associada ao controlo da temperatura durante a fermentação. Alguns dados científicos indicam que a fermentação a temperaturas ligeiramente superiores às habitualmente praticadas, aliada à escolha criteriosa de leveduras, pode permitir reduzir o consumo de energia sem comprometer o perfil químico e sensorial do vinho.
Alinhado com a prioridade estratégica ‘Adapt oenology & production processes to the future’, o questionário visa recolher informação sobre as temperaturas de fermentação em cubas de inox, com vista a estimar o potencial de poupança energética resultante de um eventual aumento controlado da temperatura. A OIV sublinha que os resultados permitirão atualizar os seus documentos técnicos de referência, disponíveis online, reforçando o conhecimento coletivo nesta matéria.
O contributo das adegas nacionais é considerado particularmente relevante para assegurar uma representação abrangente do setor.
A participação é anónima e as respostas serão tratadas de forma estritamente confidencial.
O prazo para participação termina a 1 de março de 2026.
Aceda ao inquérito aqui.
Fonte: iAlimentar
O arroz, o milho e a mandioca estiveram na origem de cerca de 11% da desflorestação global entre 2001 e 2022, ultrapassando culturas como o cacau, o café e a borracha, segundo um estudo publicado na revista científica Nature Food.
A investigação analisou a desflorestação ligada à atividade agrícola ao longo de duas décadas e concluiu que estas culturas alimentares, muitas vezes afastadas do centro do debate ambiental, devem ser incluídas nas estratégias globais de combate à perda de floresta.
De acordo com a análise, a agricultura é um dos principais fatores da desflorestação, mas a atenção internacional tem-se centrado sobretudo em produtos como carne bovina, óleo de palma, soja, borracha, cacau e café.
Para ultrapassar limitações de estudos anteriores, os investigadores criaram o modelo DeDuCE, que cruza dados de satélite sobre perda de floresta com informação agrícola e estatística relativa a 184 produtos alimentares em 179 países.
Segundo o estudo, entre 2001 e 2022 perderam-se 121 milhões de hectares de floresta devido à expansão de áreas agrícolas, pastagens e plantações florestais, uma alteração no uso do solo que gerou emissões estimadas em 41,2 gigatoneladas de dióxido de carbono.
De acordo com os resultados, a expansão de pastagens respondeu por 42% da desflorestação registada e por 52% das emissões de carbono associadas.
Ao contrário de outras culturas, cuja produção, e a desflorestação associada, se concentra em regiões específicas, como o óleo de palma no Sudeste Asiático ou a soja na América do Sul, o impacto das culturas alimentares de base encontra-se mais disperso à escala global.
Segundo os autores, esta distribuição geográfica mais dispersa dificulta a identificação de “pontos críticos” de desflorestação e sugere que as políticas de combate a este problema devem incluir também os sistemas alimentares de base, muitas vezes ligados à segurança alimentar e ao consumo interno.
Os investigadores consideraram que estes resultados podem ajudar a tornar mais rigorosos os inventários nacionais de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e a apoiar a criação de regras mais eficazes. O estudo chamou ainda a atenção para diferenças na qualidade dos dados estatísticos e geográficos disponíveis, consoante a região e o produto analisado.
Fonte: Agroportal
A associação de gestão de resíduos Eletrão recolheu e enviou para reciclagem no ano passado 1.705 toneladas de pilhas e baterias usadas, um aumento de 25% relativamente a 2024, foi hoje divulgado.
A Electrão disse ainda que foram valorizadas 1.369 toneladas destes resíduos.
Segundo dados da associação, em 2025 a rede Eletrão disponibilizava também 10 mil pontos de recolha em todo o país, mais 572 do que no ano anterior, tendo a recolha de baterias industriais liderado, com um crescimento de 26%, enquanto as baterias de veículos elétricos representaram já um por cento do total.
No que respeita às baterias industriais, principalmente provenientes de atividades empresariais e que no ano passado registou um aumento de 26%, a recolha e reciclagem destes dispositivos aumentou das 957 para as 1.201 toneladas, adianta a organização.
Relativamente às chamadas “pilhas portáveis” (usadas em equipamentos elétricos do dia-a-dia, como comandos, brinquedos, entre outros), a rede Eletrão recolheu e enviou para reciclagem mais 17% do que no ano anterior, registando um crescimento de 412 para 481 toneladas.
As baterias de veículos elétricos e as baterias de meios de transporte ligeiro, como bicicletas elétricas e trotinetes, representam já 1% do material recolhido, referem os dados, acrescentando que no total foram recolhidas 23,3 toneladas de baterias destas formas de mobilidade “que já tem grande expressão, sobretudo nas zonas urbanas, com tendência a intensificar-se”.
De acordo com o diretor de Elétricos e Pilhas do Eletrão, Ricardo Furtado, citado em comunicado, “estes resultados são fruto do esforço operacional, mas constituem também um sinal claro de que Portugal está a posicionar-se para responder ao maior desafio europeu da próxima década — a autonomia em termos de matérias-primas críticas”.
Os dados apontam que em 2025 a rede Eletrão continuou a crescer, com um aumento de 25% dos postos de recolha (10.307 em todo o país), mais 572 do que em 2024.
“O aumento do número de locais de recolha – que podem ser consultados em www.ondereciclar.pt – é fundamental para os resultados alcançados, o que só tem sido possível em colaboração com municípios, distribuição, empresas e instituições, operadores de gestão de resíduos”, refere a Eletrão, lembrando que “todas as lojas que comercializam estes produtos têm que assegurar a retoma das pilhas e baterias entregues pelos cidadãos e este constitui um canal com grande potencial”.
“As pilhas e baterias não são apenas resíduos: são fontes de lítio, cobalto e outros materiais de que a Europa depende. Recuperá-los, mais do que uma boa prática ambiental, é uma estratégia geopolítica”, lembra, sublinhando que “também por este motivo”, o regulamento europeu das matérias-primas críticas coloca a reciclagem como prioridade estratégica.
A União Europeia quer “garantir que 25% das matérias-primas críticas vêm da reciclagem, o que pressupõe a necessidade de identificar, separar e processar resíduos que, até agora, se perdiam em fluxos convencionais”, afirma a Eletrão, exemplificando que baterias de iões de lítio, por exemplo, contêm materiais valiosos que antes ficavam “diluídos” em metais comuns como ferro, alumínio ou aço.
As pilhas e baterias, sobretudo as de iões de lítio, presentes em cada vez mais equipamentos do quotidiano, representam um risco significativo de incêndio quando danificadas, incorretamente armazenadas ou descartadas, alerta.
Fonte: Greensavers
Um artigo publicado na revista canadiana The Western Producer, assinado pelo jornalista especializado em agricultura Robert Arnason, indicou que a perceção e o enquadramento regulatório das culturas obtidas por edição genética evoluíram de forma positiva desde 2018.
Dan Jenkins, vice-presidente da empresa norte-americana Pairwise (empresa sediada na Carolina do Norte, EUA, e dedicada à edição genética de plantas), defendeu que a tecnologia está hoje a ser vista com mais abertura por reguladores, media e público em geral, em comparação com o período marcado por decisões judiciais desfavoráveis na União Europeia (UE).
“Atualmente, as coisas estão a avançar muito bem em todo o mundo”, afirmou Dan Jenkins.
A declaração foi feita durante um webinar do Council for Agricultural Science and Technology (organização norte-americana sem fins lucrativos dedicada à agricultura, alimentação e ambiente), onde o responsável apresentou um ponto de situação sobre a regulamentação deste avanço tecnológico, que permite alterar com precisão o código genético de uma planta para obter uma característica específica.
De acordo com Dan Jenkins, vários países e regiões, incluindo grande parte da América do Sul, além de Canadá, EUA, Japão, Austrália, Índia e Reino Unido, têm vindo a diferenciar as culturas geneticamente modificadas das culturas transgénicas, optando por modelos de regulamentação mais leves.
“A tendência global nas políticas é para regulações com exigências mais reduzidas, que se focam sobretudo em demonstrar a ausência de ADN estranho”, disse.
O texto recordou ainda que, em 2018, uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) contribuiu para travar expectativas e investimento em várias geografias do mundo.
Segundo o artigo, a posição europeia começou, entretanto, a mudar. Em dezembro, responsáveis políticos da UE chegaram a um acordo que prevê duas categorias para culturas desenvolvidas com “novas técnicas genómicas”: uma tratada como cultura convencional e outra, com edição mais complexa, regulada como organismos geneticamente modificados (OGM).
Para Dan Jenkins, este reposicionamento é relevante, salientando que “a UE, neste momento, está a fazer um ótimo trabalho a inverter o rumo”, acrescentando que é possível que o bloco europeu tenha novas regulamentações em vigor até 2028.
No caso do Canadá, o artigo sublinhou que o modelo regulatório avalia o produto (a característica final) mais do que o processo, pelo que culturas editadas geneticamente podem ser tratadas de forma semelhante à melhoria convencional, desde que não exista ADN estranho.
Ainda assim, o texto apontou a incerteza dos mercados de exportação como fator de prudência, sobretudo quando está em causa a aceitação por consumidores em países com grandes populações.
Fonte: Vida Rural
O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos abriu um período de consulta pública de 60 dias sobre um pedido para retirar a maçã geneticamente modificada T1190 do regime de regulação federal. A nova variedade foi desenvolvida para apresentar floração precoce e quase contínua.
O anúncio foi feito a 10 de fevereiro de 2026 pelo Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS), agência do US Department of Agriculture (USDA). Em causa está uma petição apresentada pelo Agricultural Research Service (ARS), a unidade de investigação científica do próprio departamento.
Segundo o pedido submetido, a maçã T1190 é “improvável de representar risco como praga vegetal” e, por isso, não deverá continuar sujeita às regras federais de biotecnologia previstas no regulamento 7 CFR parte 340.
No âmbito da avaliação, o APHIS elaborou uma versão preliminar de uma análise de risco de pragas vegetais (Plant Pest Risk Assessment, PPRA). De acordo com esse documento, não foram identificadas evidências de que a T1190 apresente um risco superior ao das macieiras convencionais.
O período de consulta pública decorre durante 60 dias, até 13 de abril de 2026. O APHIS incentiva a submissão de dados científicos e estudos de investigação, em particular sobre aspetos biológicos e ecológicos relacionados com a nova variedade.
Após analisar todos os contributos recebidos e a restante informação relevante, a agência publicará a sua decisão regulamentar final no respetivo site oficial.
Fonte: Centro de Informação de Biotecnologia
A deteção recente de estirpes de Salmonella em carne fresca de peru, especificamente em peito de peru, voltou a colocar o tema da segurança alimentar no centro das atenções. Segundo um alerta emitido pelo sistema europeu RASFF a 24 de fevereiro de 2025, foram identificadas bactérias do género Salmonella em lotes de peito de peru provenientes da Polónia, levantando preocupações sobre a circulação destes produtos no mercado e os potenciais riscos para os consumidores.
Salmonella é reconhecida como uma das principais causas de infeções transmitidas por alimentos, afetando sobretudo produtos de origem animal, como carnes, ovos e lacticínios. Trata‑se de uma bactéria Gram-negativa, pertencente à família Enterobacteriaceae, capaz de provocar gastroenterites que variam de ligeiras a graves, dependendo da quantidade ingerida e da vulnerabilidade da pessoa infetada. A infeção ocorre apenas quando bactérias viáveis são consumidas, o que reforça a importância de práticas rigorosas de higiene e confeção adequada dos alimentos.
Em Portugal e no restante espaço europeu, a vigilância da Salmonella é uma prioridade das autoridades de segurança alimentar, que mantêm programas de controlo para reduzir a prevalência da bactéria em produtos de origem animal. Estes programas incluem monitorização regular, inspeções e medidas preventivas ao longo da cadeia de produção, desde a criação das aves até ao processamento e distribuição da carne. Ainda assim, incidentes como o agora reportado demonstram que o risco não é totalmente eliminável e que a deteção precoce continua a ser essencial para evitar surtos e proteger a saúde pública.
A presença de Salmonella em peito de peru fresco reforça a necessidade de cuidados redobrados por parte dos consumidores. Entre as medidas mais eficazes estão a confeção completa da carne, evitando qualquer zona rosada, a separação entre alimentos crus e cozinhados para prevenir contaminações cruzadas e a lavagem adequada das mãos e superfícies de trabalho. Embora estes procedimentos sejam amplamente recomendados, continuam a ser determinantes para reduzir o risco de infeção.
Fonte: Qualfood
Estes projetos inovadores abordam os principais desafios enfrentados pelo setor vitivinícola global, desde a sustentabilidade e as alterações climáticas até à inovação tecnológica e à resiliência da cadeia de valor.
Os projetos de investigação selecionados, agora em curso, enquadram-se nas áreas prioritárias que o programa de bolsas da OIV procura explorar, incluindo: viticultura sustentável e adaptação às alterações climáticas; inovações tecnológicas e materiais, com especial atenção à redução da pegada de carbono; resiliência da cadeia de valor vitivinícola, incluindo a sustentabilidade económica e social e o comércio internacional, e informação ao consumidor, incluindo segurança e nutrição.
Eis os projetos selecionados/ área:
Viticultura sustentável
Título: Alternativas sustentáveis ao cobre para Plasmopara viticola: Desvendando as interações entre videira, microbiota e patógenos num sistema rizotron – 15 meses
Bolseiro: Asier Camara
Adaptação às alterações climáticas
Título: Desenvolvimento e aplicação de sistemas lisimétricos de alta resolução para avaliar a sensibilidade estomática ao stress hídrico em videiras – 6 meses
Bolseiro: Felipe Ignacio Suarez Vega
Resiliência da cadeia de valor vitivinícola
Título: Dos genes ao copo: possibilitar a edição do genoma para um futuro vitivinícola globalmente sustentável – 12 meses
Bolseira: Syuzanna Mosikyan
Inovações tecnológicas
Título: Estratégias para melhorar a qualidade sensorial e a estabilidade dos vinhos desalcoolizados – 36 meses
Bolseira: Isela Mejia Fonseca
Inovações tecnológicas
Título: Otimização do processo enológico e avaliação da estabilidade de vinhos enlatados através de análises químicas e sensoriais – 12 meses
Bolseira: Inés Horcajo Abal
Fonte: IVV
O Marine Stewardship Council (MSC), organização internacional dedicada à promoção da pesca sustentável, lançou a quinta edição da iniciativa “Semana Mar para Sempre”. Esta decorrerá entre 2 e 8 de março, em Portugal e Espanha, pela primeira vez de forma simultânea.
Sob o lema “Mar saudável, vida saudável”, a iniciativa pretende sensibilizar para os perigos da sobrepesca. Além disso, quer consciencializar os consumidores para a importância de um consumo de peixe proveniente de pesca sustentável.
Em Portugal, a iniciativa vai apostar numa abordagem multicanal, com forte presença digital e nas ruas de Lisboa. Contará ainda com um evento que reunirá porta-vozes do MSC e jornalistas especializados em sustentabilidade e consumo. Neste evento, debater-se-á o futuro dos oceanos. Haverá também a participação do chef Ricardo Luz, embaixador do MSC, num momento gastronómico que levará até à mesa um prato de peixe certificado com selo azul.
O país tem atualmente mais de 450 produtos certificados no mercado e os consumidores têm acesso a 22 espécies com o selo azul MSC. Bacalhau, atum e sardinha, representantes das espécies mais consumidas e simbólicas para os portugueses, são particularmente relevantes.
Nesse sentido, com a recente certificação da sardinha ibérica, 2026 adivinha-se como um ano de especial importância para a fileira do pescado nacional, devido à dimensão social, económica e simbólica desta pescaria. O objetivo é que mais pescarias e esforços do sector possam ser reconhecidos nos mercados nacionais e internacionais, pela sua liderança e práticas de pesca sustentáveis.
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