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Os novos escalões de impostos para bebidas açucaradas podem ter feito com que os portugueses consumam menos refrigerantes, sugerem os dados enviados ao Jornal de Notícias pelo Ministério da Saúde. A receita fiscal obtida pelo Estado com este imposto baixou desde que as novas regras foram implementadas. Além disso, mais de três quartos das vendas são de bebidas com menos açúcar.

Segundo a análise do Jornal de Notícias, em 2017 o Estado arrecadou 69,95 milhões de euros com o imposto sobre bebidas açucaradas. Em 2018, um pouco mais — 71,7 milhões de euros. Nesse período só havia dois escalões para o imposto: a indústria tinha de pagar 8,22 euros por hectolitro no caso das bebidas com teor de açúcar inferior a 80 gramas por litro; e 16,69 euros por hectolitro se as bebidas tivessem pelo menos 80 gramas de açúcar por litro.

Agora, as regras mudaram e há quatro escalões de impostos. De acordo com os dados do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) da Direção-Geral de Saúde (DGS), paga-se 1 euro por hectolitro no caso das bebidas com menos de 25 gramas de açúcar por litro; 6 euros em bebidas com entre 35 e 49 gramas por litro; 8 euros nos sumos com 50 a 79 gramas por litro; e 20 euros por hectolitro pelas bebidas com 80 gramas de açúcar ou mais por litro.

Segundo o Jornal de Notícias, estas novas modalidades de impostos podem significar uma redução de 15 milhões de euros na receita fiscal do Estado em relação ao ano passado. A verificar-se o mesmo ritmo de comercialização registado nos primeiros oito meses do ano, os impostos sobre estas bebidas vão render apenas 55 milhões de euros. Mas, de acordo com Maria João Gregório, diretora do PNPAS, “a diminuição da receita já era expectável”, comentou ela ao JN.

A nutricionista defendeu que esta “foi uma opção política” que “mostra que este imposto não tem o objetivo de aumentar a receita do Estado, mas de melhorar a saúde dos portugueses”, afirmou Maria João Gregório ao Jornal de Notícias. Os dados mostram que os portugueses preferem cada vez mais as bebidas menos açucaradas. Se esse tipo de sumos representavam 62% das vendas em 2017, este ano a percentagem já subiu para os 78%. Ou seja, a população comprou mais bebidas ditas “zero” ou “light” em vez das receitas originais dos refrigerantes, mesmo com o aumento dos preços.

Fonte: Observador

Duas pessoas estão a ser tratadas por peste pneumónica na China, noticiou esta quarta-feira a CNN citando as autoridades do país. É a segunda vez que a doença é detetada em território chinês este ano, depois de um casal ter morrido de peste bubónica após ter consumido o rim cru de uma marmota. Em 2014, uma população chinesa foi posta em quarentena depois de uma pessoa ter morrido de peste. Os dois casos mais recentes estão a ser acompanhados em Chaoyang, um distrito de Pequim.

A peste, causadora de uma das pandemias mais devastadoras da História — a Peste Negra —, é provocada por uma bactéria chamada Yersina pestis. Quando essa bactéria entra no organismo humano, normalmente através da picada de uma pulga, instala-se num gânglio linfático. Começa aí a peste bubónica, que é a fase mais leve da doença, em que os gânglios incham e formam bubões porque a bactéria começa a reproduzir-se.

Quando deixa de ter espaço, a bactéria passa da corrente linfática para a corrente sanguínea e começa a circular pelo organismo inteiro. É a peste septicémica, a segunda fase da doença. A terceira fase, que também é a mais grave, ocorre quando a bactéria se instala nos pulmões. É a fase mais perigosa porque os antibióticos podem não ser suficientes para a combater. Além disso, torna-se mais facilmente transmissível através do espirro e da tosse.

É nesta última fase que estão os dois doentes relatados esta terça-feira na China. Nesta condição, 30% a 40% dos doentes sucumbem à doença, mesmo com tratamento. É, ainda assim, um avanço tremendo em relação ao que aconteceu nos tempos da Peste Negra. Nessa altura, quem desenvolvesse uma peste pneumónica estava praticamente condenado à morte, já que a única forma de combater esta fase é através dos antibióticos — que não existiam naqueles tempos. De qualquer modo, hoje em dia há uma agravante: é que a bactéria da peste está a tornar-se resistente aos antibióticos.

O caso chinês não é único. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, há perto de 3.250 casos de peste reportados em todo o mundo, 584 dos quais resultaram em morte. A República Democrática do Congo, Madagáscar e Peru são os países em situação mais preocupante. Os Estados Unidos também têm reportados alguns casos, inclusivamente duas mortes em 2015. A doença parecia, ainda assim, controlada. Até que a OMS lançou o alerta: afinal, só nos últimos 20 anos, 50 mil pessoas ficaram contaminadas com esta bactéria. E a peste é, afinal, uma doença reemergente.

Em Portugal, o último surto registado em Portugal foi em 1899 no Porto, quando a bactéria chegou através de uma comunidade de ratos e pulgas vindos de Macau. Luís da Câmara Pestana, um dos pioneiros da bacteriologia, era médico do Hospital de São José quando foi chamado a integrar comissão de serviço público para estudar o surto de peste no Porto. Enquanto fazia trabalho de laboratório, Câmara Pestana conseguiu isolar a bactéria mas acabou infetado por ela, tendo regressado já doente para Lisboa. Foi isolado no Hospital de Arroios, onde veio a morrer. Entretanto, Ricardo Jorge conseguiu controlar a doença. E o surto desvaneceu.

Fonte: Observador

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), na sequência de uma ação de investigação através da Unidade Regional do Norte – Unidade de Mirandela dirigida a uma unidade de extração e processamento de mel, do concelho de Ponte da Barca realizou uma ação de fiscalização tendo resultado na apreensão de 15 toneladas de mel por suspeita de fraude sobre mercadorias e contra a genuinidade, qualidade ou composição de géneros alimentícios.

Fonte: ASAE

Os preços mundiais de alimentos subiram, em outubro, pela primeira vez em cinco meses, catalisados pelo aumento das cotações internacionais de açúcar e cereais, de acordo com o índice da FAO, que alcançou uma média de 172,7 pontos, 1,7%  mais que no mês anterior e 6% mais em relação a outubro de 2018.

Especificamente, o índice dos preços dos cereais aumentou 4,2%, em outubro, como os preços de exportação de trigo e milho a subirem acentuadamente devido à redução das perspetivas de safra em vários países produtores importantes e à atividade comercial dinâmica. Pelo contrário, os preços do arroz caíram, pressionados pela fraca demanda e pelas perspetivas de uma abundante colheita de basmati.

Por sua vez, o índice de preços do açúcar subiu 5,8%, tendo em conta as previsões de uma oferta muito mais escassa no próximo ano, principalmente devido às grandes reduções esperadas na produção de açúcar na Índia e na Tailândia, respetivamente, o maior produtor de açúcar do mundo e o maior exportador.

Também houve um aumento no índice de preços dos óleos vegetais: 0,5%, atingindo o seu nível mais alto em mais de um ano. Os preços do óleo de palma foram favorecidos pelos novos regulamentos sobre o biodiesel na Indonésia, bem como pela forte procura por importações e pela desaceleração esperada no crescimento da produção, enquanto os preços do óleo de girassol caíram após as abundantes colheitas na região do Mar Negro.

Em relação ao índice de preços da carne, aumentou 0,9%, impulsionado pela maior demanda por importação de carne bovina e ovina, principalmente da China. Os preços da carne suína cresceram moderadamente, enquanto os da carne de aves caíram devido à maior disponibilidade de exportação.

Finalmente, o índice de preços dos produtos lácteos caiu 0,7% em outubro, com a forte redução nos preços do queijo mais do que compensando os aumentos no leite desnatado e no leite em pó integral.

Fonte: Grande Consumo

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) recomendou hoje mudanças no fabrico e prescrição de medicamentos para tentar controlar a disseminação de fármacos nas águas residuais, com efeitos negativos para o ambiente e para a saúde.
 
“Cerca de dois mil ingredientes farmacêuticos ativos são administrados em todo o mundo em medicamentos de receita médica, de venda livre ou em medicamentos veterinários”, refere a OCDE num relatório publicado hoje, apontando que os resíduos de fármacos são “uma preocupação ambiental crescente”.

Os resíduos dos medicamentos vão parar às águas superficiais e subterrâneas e acabam no solo, na água potável e na cadeia alimentar, por causa de “águas residuais domésticas não tratadas e efluentes de estações de tratamento de águas residuais municipais”.

“A utilização excessiva e libertação de antibióticos na água agrava o problema da resistência microbiana, declarada pela Organização Mundial de Saúde como uma crise de saúde global e urgente, que se prevê vir a causar mais mortes do que o cancro em 2050″, refere a OCDE.

Mesmo em concentrações baixas, os fármacos interagem com os ecossistemas e têm consequências: os contracetivos orais provocam a feminização dos peixes e anfíbios, drogas psiquiátricas como a fluoxetina – antidepressivo – tornam os peixes mais imprudentes e vulneráveis aos predadores.

A OCDE recomenda critérios ambientais mais apertados nas autorizações dadas a medicamentos de alto risco ambiental, planos de segurança da água para consumo humano que incluam o controlo da presença de fármacos e mecanismos de deteção na água para prevenir contaminações.

Recomenda ainda que se reduza “o uso e libertação de fármacos”, melhorando o diagnóstico e adiando a prescrição quando não sejam necessários, ou mesmo proibindo ou restringindo o uso preventivo de antibióticos.

No relatório recomenda-se ainda a restrição do uso de hormonas de crescimento na criação de gado e aquacultura e combate à venda ilegal de medicamentos e à automedicação com farmacêuticos de elevado risco ambiental, como antibióticos e outros que agem no sistema endócrino.

A OCDE defende que deve ser garantida “a recolha apropriada de resíduos de medicamentos”, abordando profissionais de saúde, veterinários, consumidores e agricultores.

“Não há um responsável único pelos poluentes farmacêuticos que chegam às águas”, salienta a OCDE, que recomenda o envolvimento da administração local e central dos setores do ambiente, agricultura, saúde e segurança.

Em França, na Alemanha, na Holanda, na Suécia e no Reino Unido, já há mecanismos para pôr todos estes setores em contacto para enfrentar o “desafio farmacêutico”.

Medidas de prevenção adotadas no princípio do ciclo de vida do medicamento “poderão ter os benefícios mais alargados, eficazes e prolongados”, defende a OCDE no relatório.

Fonte: SapoLifestyle

É comum cortar a área podre de uma maçã ou de um vegetal e comer o resto com a desculpa de que "o que não mata engorda", mas a OMS alerta para o perigo dos bolores e micotoxinas. Podem mesmo matar.

Uma fruta que pareça podre, mesmo que parcialmente, estará podre. Este é o consenso para que alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS), e que sugere desfazer-se de peças de fruta ou alguns alimentos quando estes estão visivelmente podres.

O perigo advém de micotoxinas e fungos que penetram mais ou menos nos produtos alimentares consoante as suas caraterísticas. Por exemplo, uma maçã ou um tomate são frutos moles com grandes percentagens de água, o que os torna mais propensos à penetração destas toxinas. Por isso mesmo, quando uma maçã parece ter uma mancha de podridão, ainda que limitada a uma área que justifique o seu aproveitamento, não será seguro cortar a parte visivelmente afetada e comer o resto — as micotoxinas ter-se-ão já espalhado pelo resto do fruto. O mesmo acontece com os bolores visíveis na fruta.

Ainda assim, esta não é uma regra geral e aplica-se apenas a frutos “húmidos e de texturas suaves”, mais fáceis de penetrar, como explica a American Mold Experts. Alguns dos alimentos que se enquadram nesta descrição são as carnes cruas ou cozinhadas, maioria das frutas, iogurtes, natas, pão ou frutas e vegetais moles.

Por isso mesmo, há vários alimentos em que a parte podre pode ser ignorada, por serem secos e rijos — difíceis de penetrar para os bolores e micotoxinas. É o caso de carnes curadas como o presunto, os queijos sólidos e mais consistentes, ou alguns vegetais mais firmes ao toque, como couves, cenouras ou pimentos. Mas atenção, mesmo aqui os cientistas alertam para a necessidade de remover a parte afetada pelo bolor e mais um ou dois centímetros ao redor.

O que acontece se ingerirmos bolor?

Várias micotoxinas estão associadas a cancros ou doenças autoimunes e os bolores são também conhecidos por causar falta de ar e problemas respiratórios, sobretudo nos sistemas imunitários mais débeis.

A OMS alerta para uma dúzia de micotoxinas entre as centenas já identificadas, precisamente por estarem mais associadas a efeitos graves na saúde humana. Quase todas são aflatoxinas, presentes na maioria dos bolores. As aflatoxinas estão também identificadas como genotóxicas, ou seja, conseguem provocar alterações ao ADN e provocar cancros em humanos e animais.

Por isso mesmo a American Mold Experts sugere que se limpe o interior do frigorífico com alguma regularidade, para prevenir a instalação de bolores que daqui podem passar facilmente para os alimentos. Outras medidas incluem tapar a comida imediatamente antes e depois de ser servida, prestar atenção às datas de validade e que se consumam as sobras de refeições anteriores não mais de quatro dias depois.

Fonte: Observador

Um caranguejo-das-neves foi vendido por cerca de 42 mil euros (cinco milhões de yen) num leilão em Tottori, no Japão, no passado dia 7 de novembro.

De acordo com a divisão de promoção da pesca deste município japonês, citada pela CNN, foi o valor mais alto alguma vez pago por um caranguejo desta espécie, cuja alcunha é “cinco estrelas” pelo seu formato e pela sua qualidade. Aliás, esta venda bate o recorde do Guinness da venda de um caranguejo-das-neves, que tinha sido registado num leilão, no ano passado também em Tottori: cerca de 17 mil euros (dois milhões de yen).

Tetsuji Hamashita, presidente do distribuidor de pesca Hanashita Shoten, foi quem arrecadou o caranguejo-das-neves, que pesava 1,2 quilos e media 14,6 centímetros. Será depois vendido a um restaurante de luxo do bairro de Ginza, em Tóquio.

A caça ao caranguejo-das-neves, uma das mais procuradas iguarias no Japão, tinha começado na véspera. As pessoas que participam no leilão acreditam que dá sorte comprar a primeira e melhor captura da temporada. Ainda assim, Hamashita esperava que a oferta máxima rondasse os três milhões de yen (25 mil euros).

“Sei que é extremo, mas é a tradição. Tenho a certeza que o sabor do caranguejo irá corresponder ao preço”, afirmou Hamashita.

Fonte: Observador

A acrilamida é um contaminante, conforme definido no Regulamento (CEE) n.o 315/93 e, como tal, representa um risco químico na cadeia alimentar. A acrilamida é um composto orgânico de baixo peso molecular, altamente hidrossolúvel, que se forma a partir dos constituintes asparagina e açúcares, que ocorrem naturalmente em determinados géneros alimentícios, quando estes são preparados a temperaturas normalmente superiores a 120 °C e com humidade baixa.

Forma-se principalmente em géneros alimentícios cozidos no forno ou fritos, ricos em hidratos de carbono, nos quais as matérias-primas contêm os seus precursores, como é o caso dos cereais, das batatas e dos grãos de café.

Em 2015, o Painel Científico dos Contaminantes da Cadeia Alimentar (CONTAM) da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) adotou um parecer sobre a acrilamida nos géneros alimentícios. Com base em estudos realizados em animais, a EFSA confirma avaliações anteriores de que a acrilamida nos géneros alimentícios aumenta potencialmente o risco de desenvolvimento de cancro nos consumidores de todas as faixas etárias.

Dadas estas conclusões relativamente aos efeitos cancerígenos da acrilamida e na ausência de quaisquer medidas consistentes e obrigatórias a serem aplicadas pelas empresas do setor alimentar é necessário garantir a segurança alimentar estabelecendo medidas de mitigação adequadas.

Reconhece-se que não existem dados suficientes sobre a presença de acrilamida em determinados alimentos, no entanto para assegurar um elevado nível de proteção da saúde humana, é conveniente que seja monitorizada a presença de acrilamida nos géneros alimentícios.

Foi divulgada hoje, a Recomendação (UE) 2019/1888 que estabelece uma lista não exaustiva de géneros alimentícios/categorias de géneros alimentícios, a fim de orientar as autoridades competentes e os operadores das empresas do setor alimentar quanto aos géneros alimentícios a monitorizar.

Com a adoção do Regulamento (UE) 2017/2158 e da recomendação acima mencionada, as Recomendações 2010/307/UE e 2013/647/UE são revogadas.

A Recomendação (UE) 2019/1888 pode ser consultada aqui.

Fonte: Qualfood

Os cientistas para o clima da ONU apresentaram, na semana passada, mais evidências sobre a forma como as alterações climáticas estão a afetar a produção de alimentos e os oceanos.

Dois estudos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) clarificaram a ligação entre as alterações climáticas e a agricultura, assim como o impacto que estas mudanças têm sobre os oceanos e as calotas polares. Os documentos foram apresentados aos eurodeputados das comissões de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar e de Pescas.

Produção alimentar e alterações climáticas: uma via de dois sentidos
O professor Jim Skea afirmou que as alterações climáticas estão a exacerbar a degradação do ambiente, como por exemplo a erosão dos solos ou a acidificação dos oceanos, o que, por sua vez, afeta as infraestruturas e tem um impacto na vida dos cidadãos. O melhor aproveitamento dos solos pode ajudar a combater as alterações climáticas, mas tem de ser complementado com outras ações.

Já o professor Jean-François Soussana sublinhou que o sistema de produção alimentar é responsável por entre um quinto a um terço de todas as emissões dos gases com efeito de estufa. Simultaneamente, as alterações climáticas afetam a segurança alimentar, provocando a escassez de colheitas de produtos como o trigo ou o milho. Alertou ainda que, no futuro, a estabilidade das nossas fontes de comida vai diminuir, ao mesmo tempo que a magnitude e a frequência dos eventos meteorológicos extremos vão aumentar.

Degelo e subida do nível do mar
De acordo com a comunidade científica, a subida do nível do mar está a acelerar, principalmente devido ao rápido degelo das calotas polares da Gronelândia e da Antártida.

O professor Hans-Otto Pörtner avisou ainda que, num cenário em que nada se modifica, o mar deve subir cerca de 5 metros até 2300. Para além disto, com o aquecimento dos oceanos, a vida marinha terá menos acesso ao oxigénio e aos nutrientes de que precisa, colocando em risco a segurança alimentar das comunidades especialmente dependentes da pesca.

Fonte: DistribuiçãoHoje

Não é novidade que certas bactérias utilizam luz como fonte de energia. Estas convertem energia solar em energia química para se alimentarem. Nesse sentido, uma nova investigação mostra como certas bactérias obtêm eletricidade a partir de cargas elétricas.

Comer energia pode ser importante nalguns cenários, alguns até radiativos.

Bactérias que poderão evoluiu para novas formas de vida multicelular

As bactérias não têm boca, por isso precisam de outra forma de trazer combustível aos seus corpos. A nova investigação revela como uma dessas bactérias puxa os eletrões diretamente de uma fonte de elétrodos.

Segundo um dos autores da investigação, Arpita Bose, a base molecular deste processo tem sido difícil de desvendar. Essa dificuldade advém da natureza complexa das proteínas envolvidas neste processo.

No entanto, agora, pela primeira vez, os cientistas perceberam como os micróbios fototróficos podem aceitar eletrões de substâncias sólidas e solúveis.

"Fiquei animado quando descobrimos que estas bactérias fototróficas usam uma nova etapa de processamento para regular a produção de proteína de transferência de eletrões-chave envolvidos neste processo. Referiu um coautor da investigação, Dinesh Gupta.

Bactérias poderão fabricar biocombustíveis

Os investigadores referem que esta investigação ajudará a projetar uma nova plataforma bacteriana. Assim, estas bactérias poderão ser alimentadas de eletricidade e dióxido de carbono para produzir compostos de valor agregado, como os biocombustíveis.

Obter a eletricidade através da camada externa das bactérias é o principal desafio. Essa barreira não é condutora e é impermeável a minerais e/ou elétrodos de ferro insolúveis.

Os investigadores mostraram que a tensão que ocorre naturalmente na bactéria Rhodopseudomonas palustris TIE-1 constrói um canal para aceitar eletrões através da sua membrana externa.

Comer eletricidade pode ajudar a limpar desastres ambientais

A bactéria depende de uma molécula auxiliar que contém ferro chamada de citocromo deca-heme c. Ao processar esta proteína, a TIE-1 pode formar uma ponte essencial para a sua fonte eletrónica.

A captação de eletrões extracelulares, ou EEU, pode ajudar os micróbios a sobreviver em condições de escassez de nutrientes.

Agora que a equipa documentou estes mecanismos por trás do EEU, espera-se que se possam usar como um marcador biológico para identificar outras bactérias que comem eletricidade na natureza.

Portanto, estes resultados ajudarão os investigadores a compreender a importância desta funcionalidade na evolução metabólica e na ecologia microbiana.

Para que poderão servir estas bactérias?

Há vários cenários que poderão ser o alvo destas bactérias. Um exemplo dado pela investigadora Bose é a limpeza de cenários radioativos. Assim, as bactérias poderiam alimentar-se de energia, transformar esta sua alimentação em algo diferente, limpo!

Fonte: Pplware