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Redução do cultivo de OGM's em 2015

  • Thursday, 28 April 2016 16:56

Pela primeira vez, desde há vários anos, a área mundial cultivada com sementes OGM diminuiu 1%, sobretudo, devido à redução nos Estados Unidos.

Esta diminuição é, no entanto, justificada com a baixa do preço mundial dos cereais e oleaginosas.

Em 2015, foram semeados 179,7 milhões de hectares de culturas OGM, contra os 181,5 milhões em 2014. As maiores reduções deram-se na cultura do milho (-4%) e do algodão (-5%).

Em 2013 e 2014, o aumento das áreas já tinha registado um pequeno crescimento de 3%, longe dos 8% registados em 2011 e os 6% de 2012.

Neste momento, 87% da área semeada situa-se no Continente Americano, sendo que os Estados Unidos são os recordistas, com 70,9 milhões de hectares, o que representa uma diminuição em relação a 2014, onde o valor foi de 73,1 milhões de hectares.

Em segundo lugar vem o Brasil, com 44,2 milhões de hectares (+2% que em 2014) e a Argentina com 24,5 milhões de hectares (+2% que em 2014). Estes três países representam mais de 75% das áreas totais a nível mundial. Segue-se a índia com 11,6 milhões de hectares de algodão, o Canadá 11 milhões, a China 3,7 milhões e o Paraguai 3,6 milhões. Na União Europeia registou-se uma forte baixa (-18%), sendo que a Espanha continua no primeiro lugar com 107.749 hectares.

A soja representa 50% das sementeiras OGM, seguida do milho com 30%, o algodão 13%.

Fonte: Agronegócios

A operação, desencadeada no início do mês, teve como alvo a verificação das condições de confeção, armazenamento e fornecimento de géneros alimentícios em lares e controlo da qualidade da água.

Foram instaurados 18 processos de contraordenação e decretada a suspensão de atividade de quatro estabelecimentos, "três parciais e uma total", na área de restauração, por incumprimento das normas de higiene, disse fonte da entidade fiscalizadora à agência Lusa.

Foram apreendidos cerca de 275 quilos de alimentos mal acondicionados, num valor total de 1.400 euros, de acordo com a informação divulgada pela ASAE em comunicado.

Fonte: TSF

Investigadores da Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade do Porto analisaram, durante 2015, o teor de sódio na urina de adolescentes e inquiriram-nos sobre os consumos alimentares das últimas 24 horas.

Concluíram que 41% do sal consumido vinha do grupo alimentar dos cereais, onde o pão "continua a ser um forte contribuidor", como disse à agência Lusa a investigadora Carla Gonçalves.

Algumas destas conclusões vão ser transmitidas pela equipa portuguesa na reunião que decorre, esta quarta-feira e quinta-feira em Lisboa, do grupo para a redução do consumo de sal da Região Europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo sobre o consumo de sal em adolescentes colocou em segundo lugar os produtos de carne e derivados, contribuindo em 16% para o total de sal ingerido. Seguia-se o leite e derivados (11%) e os molhos e sopas (também com 11%).

No caso da sopa, Carla Gonçalves lembra que se trata de um prato muito rico em termos nutricionais que acaba por ficar prejudicado pelo excesso de sal que lhe é adicionado.

MAIS DE 70% DAS CRIANÇAS DE 8 E 9 ANOS JÁ CONSOMEM SAL EM EXCESSO

De acordo com dados apresentados pela Direção-geral da Saúde (DGS), mais de 70% das crianças portuguesas, de oito e nove anos, e mais de 80% dos adolescentes, dos 13 aos 17 anos, consomem sal acima dos valores recomendados.

O relatório "Portugal - Alimentação Saudável em Números 2015" mostra que, na faixa etária dos sete aos oito anos, 74% dos meninos e 70% das meninas têm um consumo de sal inadequado. Dos 13 aos 17 anos, o nível de consumo excessivo de sal aumenta para 84%, nos rapazes, e para 72%, nas raparigas.

Segundo Pedro Graça, coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, a reunião de trabalho de Lisboa serve essencialmente para cerca de 20 países europeus exporem o que têm feito para reduzir o consumo de sal pelas populações.

As estratégias de redução do consumo de sal na região europeia têm sido dirigidas para a educação da população e pela tentativa de reformulação da oferta alimentar, trabalhando em pareceria com a indústria.

Em Portugal, a DGS está a trabalhar com a indústria e com a restauração de forma a reduzir 4% ao ano o sal que é oferecido nos produtos alimentares.

Fonte: Jornal de Notícias

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 234 quilogramas de presunto de raça Bisara em condições impróprias para consumo num entreposto frigorífico em Alenquer, anunciou hoje o organismo.

Em comunicado, a ASAE anuncia que instaurou um processo-crime por géneros alimentícios anormais avariados e apreendeu 234 quilogramas de presunto da raça Bisara, impróprios para consumo, avaliados em cerca de quatro mil euros, na sequência de uma ação de fiscalização dirigida a um entreposto frigorífico, no concelho de Alenquer.

A ação, realizada esta semana, através da Unidade Regional do Sul, tinha como objetivo verificar as condições de armazenamento e distribuição de produtos alimentares, de forma a garantir o cumprimento dos requisitos gerais e específicos em termos de Segurança Alimentar.

Fonte: Diário de Notícias

Lar da Santa Casa com carne ilegal

  • Thursday, 21 April 2016 09:47

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou uma operação na Santa Casa da Misericórdia de Vinhais, tendo apreendido mais de 250 quilos de carne, que serão provenientes de situações de abate ilegal e que, por isso, poderão não estar em condições de ser consumidos.

Os alimentos encontravam-se congelados numa câmara de conservação do lar da instituição e não tinham os selos de controlo veterinário.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vinhais foi julgado num processo sumário, uma vez que é o responsável pela instituição. Ao que o CM apurou, a situação foi detetada no início da semana passada, sendo que a ação da ASAE naquelas instalações se inseriu numa operação que decorreu nacionalmente.

Neste caso em concreto, a carne seria usada pela Santa Casa da Misericórdia de Vinhais para confecionar os almoços e jantares dos utentes do lar.

Os alimentos eram também utilizados nas refeições que a instituição entrega diariamente ao domicílio não só em Vinhais, como em outros concelhos do distrito de Bragança.

Desconhece-se, no entanto, há quanto tempo é que a situação de proveniência ilegal da carne decorre.

Fonte: Correio da Manhã

A Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e as inspecções regionais das actividades económicas das regiões autónomas - IRAE-Açores e a IRAE-Madeira – levaram a cabo, durante a última semana, uma acção que teve como objectivo fiscalizar a actividade de panificação e venda ambulante de pão, verificando o cumprimento das regras de higiene e segurança daquele alimento, assim como os requisitos de rotulagem e condições de transporte.

As três entidades fiscalizadoras da acção económica suspenderam 15 operadores e instauraram 75 processos de contra-ordenação e três processos-crime, principalmente devido à existência de alimentos estragados e de jogo ilícito, resultado de uma operação no sector da panificação.

"Como resultado das acções foram inspeccionados 287 operadores económicos, tendo sido instaurados 75 processos de contra-ordenação e 3 processos-crime" e foi suspensa a actividade em 15 operadores económicos, resume o comunicado divulgado pelas autoridades.

Na lista das principais infracções de natureza contra-ordenacional detectadas durante a operação 'Pão Seguro' estão "o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de mera comunicação prévia e a falta de afixação de preços, bem como infracções de natureza criminal", a existência de géneros alimentícios deteriorados e "jogo ilícito", acrescenta a informação.

Fonte: Económico

A Direção-Geral da Saúde lança, pela primeira vez, um manual dedicado à alimentação vegetariana em idade escolar, no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

Este manual pretende divulgar cuidados base essenciais a ter na adoção de um padrão alimentar vegetariano por parte de famílias onde existam crianças em idade escolar e seus riscos e vantagens.

Sugere-se que seja possível produzir refeições vegetarianas muito diversificadas recorrendo a produtos vegetais nacionais, sazonais e de proximidade, muitos deles enquadrados na nossa tradição mediterrânica e promovendo a agricultura nacional e os seus produtos vegetais de qualidade.

O documento foi elaborado por uma equipa multidisciplinar onde se incluem pediatras e nutricionistas com experiência na área. Depois do manual Linhas de Orientação para uma Alimentação Vegetariana Saudável, pretende-se que esta seja uma forma de contribuir para o conhecimento dos profissionais de saúde e da população em geral, evitando erros e desinformação a que muitas vezes este tema é associado.

Ao mesmo tempo, reconhece-se a necessidade deste padrão alimentar ser acompanhado de perto por profissionais de saúde.

Para mais informações consulte o Manual de Alimentação Vegetariana em Idade Escolar.

Fonte: DGS

Nova legislação sobre sanidade animal

  • Wednesday, 06 April 2016 12:05

O regulamento das doenças animais transmissíveis, popularmente conhecido como Lei de Sanidade Animal, já foi publicado e entra em vigor no próximo dia 20 de abril de 2016.

Este regulamento foi aprovado formalmente pelos ministros da Agricultura da União Europeia em dezembro passado.

Pela primeira vez são enumeradas as doenças específicas que estão sujeitas a medidas de prevenção e controlo em toda a União e propõe medidas concretas sobre forma de abordar estas doenças, com uma abordagem comum para tarefas críticas, tais como a deteção temporária, vigilância, identificação dos animais e o intercâmbio de informação.

Esta nova normativa, resultado de três anos de negociações, tem como objetivo estabelecer um quadro jurídico único global de normas para a saúde animal e pública da União Europeia, em substituição de diversas legislações acumuladas nos últimos anos.

Em comparação com o sistema anterior, a nova Lei de Sanidade Animal proporciona instruções simples e claras às autoridades nacionais para que possam centrar-se nas principais prioridades na luta contra as doenças animais.

A nova legislação também esclarece a divisão de responsabilidades entre os tratadores de animais, os seus proprietários, intermediários comerciantes, veterinários e autoridades.

Os tratadores, proprietários e intermediários estão obrigados a aplicar os princípios de boas práticas de criação e administração prudente de medicamentos, enquanto os veterinários são responsáveis de consciencializar sobre a relação entre a saúde e bem-estar animal e a saúde humana.

O documento coloca em prática melhores ferramentas de notificação e vigilância para lutar contra as doenças animais. Permite à Comissão tomar medidas urgentes para fazer frente a doenças que podem ter um «impacto muito significativo» na sanidade animal e a produção pecuária.

A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) será consultada no momento de atualizar a lista europeia de doenças potencialmente perigosas e as organizações de agricultores, associações veterinárias e os movimentos defensores dos animais serão tidos em conta para a preparação de planos de contingência.

Fonte: Agronegócios

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu cerca de 840 carcaças de leitão, num total de mais de 7,5 toneladas, num entreposto frigorífico localizado no concelho de Ílhavo.

A apreensão deveu-se ao facto de os produtos, todos eles congelados, não terem documentos de acompanhamento e, por isso, não se saber a sua proveniência. Além disso, algumas das carnes já não se encontravam em condições de ser consumidas.

A ação de fiscalização da ASAE, na quinta-feira à tarde, teve como objetivo verificar as condições de armazenamento e de distribuição de produtos alimentares, de forma a garantir o cumprimento dos requisitos legais e específicos em termos de segurança alimentar.

Segundo o JN apurou, junto de fonte oficial daquela entidade, será feita, agora, uma avaliação dos produtos apreendidos. Os que estiverem em condições de consumo poderão ser utilizados para alimentação animal, caso haja concordância do proprietário dos mesmos. Os restantes serão destruídos.

O valor total da carne ascendia a 38 mil euros, tendo sido instaurado à empresa em questão um processo de contraordenação, por falta de rastreabilidade dos produtos bem como falta de requisitos obrigatórios.

Fonte: Jornal de Notícias

Um estudo da Universidade do Porto analisou 825 crianças portuguesas e conclui que mais de metade (55%) não têm os níveis adequados de iodo, das quais 31% apresentam deficiência daquele micronutriente, cuja carência pode comprometer o desenvolvimento cognitivo.

Os resultados preliminares do primeiro estudo realizado em Portugal sobre os níveis de iodo nas crianças portuguesas revelam que 55% dos analisados não tem os níveis adequados de iodo.

Deste universo, 31% tem níveis de deficiência de iodo, avançou hoje à agência Lusa Conceição Calhau, investigadora do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Das crianças analisadas com idades compreendidas entre os seis e os 12 anos e a frequentar escolas na região do Tâmega, no norte de Portugal, ficou também a saber-se que 24% apresenta excesso de iodo.

Os resultados são preocupantes, afirma a líder da investigação científica, recordando que a falta de iodo na alimentação das crianças pode comprometer o Coeficiente de Inteligência em 15 pontos.

Para resolver o problema da carência de iodo nas crianças portuguesas, a especialista defende a introdução de uma legislação relativa ao sal.

"O sal devia ser iodado com uma quantidade de iodo por quilo de sal que, com baixo consumo de sal, se consiga o aporte necessário de iodo", explica, referindo que essa é uma solução implementada na grande parte dos países mundiais, onde com ingestões baixas de sal se consegue cobrir as necessidades diárias de iodo.

A carência de iodo na dieta alimentar acarreta graves problemas de saúde, podendo comprometer diversas funções do organismo, designadamente a taxa de metabolismo basal e temperatura corporal, que têm um "papel determinante no crescimento e desenvolvimento dos órgãos, especialmente do cérebro", lê-se no documento científico a que a Lusa teve acesso.

A necessidade diária de iodo é entre as 90 a 150 microgramas, em função da idade da criança.

O iodo é um micronutriente que serve para manter equilibrado os processos metabólicos do crescimento e desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso desde a 15.ª semana de gestação do bebé até os três anos de idade, além de regular a produção de energia e consumo de gordura acumulada.

Os alimentos mais ricos em iodo são os de origem marinha, como por exemplo a cavala, mexilhão, bacalhau, salmão, pescada, berbigão ou camarão, mas também existe no leite, ovo ou fígado.

Fonte: SIC Notícias