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A pandemia do COVID-19 eliminou o comum menu disponível nos restaurantes.

Aqui estão quatro alternativas de menus para restaurantes que desejam reabrir com segurança.

Os menus costumam ser um dos objetos com mais germes presentes num restaurante, de acordo com o WebMD. Os clientes chegam, tocam, lidam com eles, folheiam e deixam para o próximo cliente. Para restaurantes que desejam reabrir, a segurança do cardápio será uma prioridade.

Diante disso, os restaurantes precisam repensar os seus menus. Os dias em que passamos por um menu de papel terminaram e os restaurantes precisam de se adaptar.

Aqui estão novas maneiras para os restaurantes poderem disponibilizar o seu menu e manter os seus clientes e funcionários seguros.

Menus descartáveis

Os menus de uso único podem ser pedidos em grandes volumes e reciclados após cada uso. Como os menus descartáveis ​​são limitados a uma única folha, os restaurantes podem precisar adaptar o seu menu para caber no espaço limitado.

Os menus de uso único são a opção mais segura para restaurantes, no entanto, apresentam três grandes desvantagens.

1 - os custos de impressão podem crescer rapidamente;

2 - os restaurantes terão de contabllizar os menus da mesma forma que inventariam os alimentos, de forma a evitar que acabem;

3 – os menus descartáveis ​​apresentam um maior custo ambiental, pois só podem ser utilizados uma vez.

Menus plastificados

Os restaurantes têm-se afastado dos menus plastificados há anos, principalmente por causa de preocupações sanitárias. Embora os microrganismos patogénicos da gripe realmente vivam mais tempo no plástico do que no papel, os menus de plástico podem ser limpos.

O filme plástico em um menu plastificado pode ser reutilizado com segurança se forem executados procedimentos adequados de limpeza e desinfeção entre os clientes.

O CDC mostrou que detergentes neutros e desinfetantes comuns são suficientes para higienizar os menus. Desta forma os restaurantes podem lavar os menus com água e sabão ou limpá-los com um desinfetante. Assim sendo, podem recircular com segurança, sem o desperdício de serem descartados após cada cliente, seguindo as normas de higienização entre cada um.

Aqui estão algumas práticas recomendadas para limpar menus plastificados:

  • Limpe e desinfete completamente após cada uso.
  • Use um pano macio sem abrasões
  • Deixe o menu secar completamente
  • Mantenha os menus organizados em pilhas “usadas” e “limpas”
  • Evite produtos químicos de limpeza agressivos
  • Não submergir totalmente o menu debaixo d'água
  • Evite colocar menus na máquina de lavar louça

Quadro de lousã/giz, telas grandes de sinalização ou menus de moldura

Alguns restaurantes descartaram completamente a ideia de menus individuais, substituindo-os por grandes menus comuns que podem ser vistos de longe. Esses menus geralmente vêm em três tipos: lousã, telas grandes ou molduras.

Estas ferramentas podem ser colocadas numa área de grande visibilidade, como atrás do balcão ou no centro da área de jantar, e os clientes podem visualizá-los sem precisar de tocar fisicamente, como faria num menu normal. Dessa forma, nenhum germe é transmitido entre os clientes pela superfície do menu.

A desvantagem desses menus é que podem ser caros de produzir e, a menos que falemos do quadro de lousã/giz, não poderão ser feitas alterações no menu facilmente. Todas as edições ou atualizações de itens exigirão um menu totalmente novo.

Menus digitais

Como a maioria das indústrias, os restaurantes são atraídos pelo mundo digital. Os clientes interagem cada vez mais com os seus restaurantes favoritos por meio dos dispositivos móveis, por aplicativos de entrega, sites ou redes sociais. O encerramento prolongado dos serviços de restauração só exacerba essa tendência, à medida que os consumidores se acostumam a pedidos online e à entrega de alimentos.

Para minimizar os pontos de contato, mais restaurantes poderão manter os menus totalmente digitais. Muitos já usavam menus digitais na forma de grandes telas atrás do balcão. Desta forma é evitado o contato físico e podem ser atualizados em segundos sem a necessidade de imprimir novos menus.

Porém, nem todos os restaurantes podem assumir esta despesa e para outros, uma tela luminosa não se encaixaria no resto da estética do restaurante.

Alguns restaurantes começarão a contar com o cliente para aceder ao menu por meio do próprio telemóvel (QR-code). Em alguns casos, o uso dos telemóveis já está a ser aplicado para efetuar pagamentos e evitar assim o contacto físico.

Estas são então algumas ferramentas que poderão ser aplicadas para eliminar o uso de menus comunitários.

Fonte: Food Safety News

A Comissão Europeia publicou um relatório, que enviou ao Parlamento Europeu e ao Conselho. relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado e sobre os limites máximos de resíduos de pesticidas. Um Relatório onde deixa clara a mensagem: a agricultura biológica também pode usar pesticidas. Tal como o comum agricultor; respeitando os limites de resíduos.

A Avaliação do Regulamento (CE) n.º 1107/2009 é claro: “uma agricultura da UE completamente sem pesticidas não é um objectivo realista, incluindo na agricultura biológica, onde pode também ser utilizado um número limitado de pesticidas. A utilização de pesticidas é um instrumento essencial para alcançar os objectivos da UE em matéria de fitossanidade, segurança dos alimentos e segurança do abastecimento alimentar, especialmente tendo em conta o aumento da procura mundial de alimentos associada ao crescimento demográfico”.

Conclui o Relatório que “as partes interessadas de todos os sectores consideram que os requisitos regulamentares para pesticidas na UE estão entre os mais rigorosos do Mundo”.

Protecção da saúde humana e do ambiente

E acrescenta que a avaliação mostra que o Regulamento dos produtos fitofarmacêuticos (PFF ) e o Regulamento dos Limites Máximos de Resíduos (LMR) “asseguram a protecção da saúde humana e do ambiente e são geralmente eficazes, embora a sua aplicação possa ser melhorada”.

Na sequência da redução do número de substâncias activas ao abrigo da Directiva 91/414/CEE, o Regulamento PFF “foi eficaz, em especial, na continuação da eliminação progressiva de substâncias de alto risco e as disposições que promovem as substâncias de baixo risco começaram a dar frutos. Os regulamentos têm um valor acrescentado reconhecido a nível da UE e são relevantes para a evolução das necessidades da sociedade”, acrescenta a Comissão Europeia.

“Atrasos graves”

Realça o Relatório que “devido à falta de recursos e de capacidade nos Estados-membros, a maioria dos procedimentos estabelecidos nos regulamentos está a sofrer atrasos graves, o que, por sua vez, afecta negativamente a sua eficácia”.

Para a Comissão Europeia, o “foco imediato para acompanhamento desta avaliação incidirá na melhoria da aplicação do quadro legislativo em vigor. Foram identificadas dezasseis áreas em que a aplicação a curto e médio prazo poderia ser melhorada. Estas acções devem permitir melhorias substanciais na aplicação efectiva dos dois regulamentos num curto espaço de tempo, o que contribuirá substancialmente para a realização dos objectivos do Pacto Ecológico Europeu, da Estratégia «Do Prado ao Prato» e da Estratégia de Biodiversidade”.

Substâncias activas a eliminar

“A rápida eliminação progressiva das substâncias activas que não cumpram os critérios de aprovação promoverá ecossistemas saudáveis e a biodiversidade, ao passo que a promoção de pesticidas de baixo risco e não químicos associada a uma aplicação reforçada das disposições da Directiva «Utilização Sustentável» – em especial no que se refere à gestão integrada das pragas – reduzirá a dependência dos pesticidas químicos e contribuirá para sistemas de produção alimentar mais sustentáveis”, garante a Comissão Europeia.

Além disso, a Comissão “reflectirá sobre as formas de ter em conta os aspectos ambientais aquando da avaliação dos pedidos de tolerâncias de importação para as substâncias que já não estão aprovadas na UE, respeitando simultaneamente as normas e obrigações da OMC. Se necessário, a Comissão considerará uma revisão do Regulamento LMR, a fim de reforçar a sua dimensão ambiental e proceder a alinhamentos relevantes com o processo de aprovação de pesticidas”.

Pode ler o Relatório da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho — Avaliação do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, completo aqui.

Fonte: AgroPortal

Desde 1 de fevereiro de 2020, que o Reino Unido se retirou da União Europeia e tornou-se um "país terceiro". O Acordo de retirada prevê uma transição até 31 de dezembro de 2020. Até essa data, a legislação da UE na sua totalidade aplica-se ao Reino Unido.

Durante o período de transição, a UE e o Reino Unido negociarão um acordo sobre uma nova parceria, tendo em vista o comércio livre. No entanto, é não é certo se tal acordo será concluído e entrará em vigor no final do período de transição. De qualquer forma, esse acordo criaria um relacionamento que em termos de condições de acesso ao mercado serão muito diferentes das participações do Reino no mercado interno, na União Aduaneira da UE, e no IVA e imposto especial de consumo.

Portanto, todas as partes interessadas, e especialmente os operadores económicos, são lembrados da situação jurídica com o aproximar do final do período de transição (Parte A do documento). Este aviso também aborda o caso em que os alimentos foram colocados no mercado antes do final do período de transição, e certas disposições relevantes do contrato de retirada (Parte B do documento), bem como as regras aplicáveis ​​à Irlanda do Norte a partir do final do período de transição (Parte C documento).

Pode consultá-lo aqui.

Fonte: Comissão Europeia

Foi publicado o relatório anual de 2019 da Rede Europeia de Fraude Alimentar e do Sistema de Assistência Administrativa e Fraude Alimentar (AAC-AA e AAC-FF). O relatório destaca exemplos de casos coordenados da UE, bem como estatísticas sobre casos suspeitos de fraude alimentar por meio de Assistência Administrativa e do Sistema Cooperação (Sistema AAC-FF).

Houve um aumento no número de solicitações de assistência administrativa no que diz respeito à suspeita de fraude alimentar, de 234 em 2018 para 292 em 2019. O aumento constante no número de solicitações de assistência administrativa dentro da Rede de Fraude Alimentar confirma que, ao longo dos anos, a cooperação na Europa entre os Estados-Membros está fortalecida. Muitas investigações foram encerradas com sucesso, com prisões e a apreensão de mercadorias proibidos no mercado da UE.

A Rede de Fraude Alimentar da UE também está envolvida na Operação OPSON - uma iniciativa conjunta da Europol / Interpol que visa o tráfico de alimentos e bebidas falsos e abaixo do padrão.

Com base na análise de dados e em suas próprias linhas de investigação sobre a fraude, em 2019, a Comissão criou 70 solicitações no sistema, convidando diferentes países a investigar e acompanhar essas solicitações. A Comissão continuou também a coordenar ações relativas a práticas ilícitas relativas, nomeadamente a subprodutos animais, atum e enguias europeias.

Pode consultar o documento aqui.

Fonte: EFSA

A DGAV emitiu a Nota de esclarecimento sobre a segurança sanitária de produtos frescos que são obtidos em estabelecimentos onde foram registados casos de COVID-19.

De acordo com o conhecimento atual, não há referências à existência de provas de que os alimentos constituam um risco para a saúde pública no que se refere à COVID-19.

A produção de alimentos na União Europeia segue regras rigorosas de higiene, cuja implementação está sujeita a controlos oficiais.

Nos matadouros e nas indústrias agroalimentares são adotadas, desde sempre, medidas de higiene rigorosas para evitar que os alimentos produzidos e distribuídos, possam estar contaminados com qualquer microrganismo perigoso.

Pode consultar o documento aqui.

Outras orientações sobre a indústria e a pandemia da Covid-19 podem ser consultados aqui.

Fonte: DGAV

A DGS publicou esta sexta-feira uma orientação para estabelecimentos de restauração e bebidas, que poderão reabrir a partir de 18 de maio. Entre as medidas a adotar, destaca-se a redução da capacidade máxima de cada estabelecimento, por forma a assegurar o distanciamento físico recomendado (2 metros) entre as pessoas.

"A disposição das mesas e das cadeiras deve garantir uma distância de, pelo menos, dois metros entre as pessoas, mas os coabitantes podem sentar-se frente a frente ou lado a lado, a uma distância inferior", pode ler-se.

A Direção-Geral da Saúde pede para que seja privilegiada a utilização de áreas exteriores, como as esplanadas e o serviço take-away.

A DGS recomenda que seja promovido e incentivado o agendamento prévio para reserva de lugares e desaconselha lugares de pé, tal como as operações do tipo self-service.

"A limpeza e desinfeção dos espaços deve respeitar as orientações anteriormente emitidas pela DGS, sendo que os proprietários devem desinfetar, pelo menos seis vezes por dia, todas as zonas de contacto frequente (maçanetas de portas, torneiras de lavatórios, mesas, bancadas, cadeiras, corrimãos) e, após cada utilização, os equipamentos críticos (tais como terminais de pagamento automático e ementas individuais).

A orientação estabelece a necessidade de higienização das mãos com solução à base de álcool ou com água e sabão à entrada e à saída do estabelecimento por parte dos clientes, que devem respeitar a distância entre pessoas de, pelo menos, 2 metros e cumprir as medidas de etiqueta respiratória", escreveu a DGS.

Os clientes devem também considerar a utilização de máscara (exceto durante o período de refeição), evitar tocar em superfícies e objetos desnecessários e dar preferência ao pagamento eletrónico", acrescenta o comunicado.

O documento estabelece também os procedimentos a adotar pelos colaboradores dos estabelecimentos de restauração e bebidas, nomeadamente a utilização de máscara durante o período de trabalho com múltiplas pessoas.

Pode consultar o documento aqui.

Fonte: DN/DGS

Estão estabelecidos os requisitos fitossanitários para exportação de maçã produzida em Portugal para o Equador. Para esta exportação será necessário que se proceda ao registo e aprovação de todos os locais de produção e embalagem, que devem cumprir todas as condições estabelecidas no plano de trabalho acordado entre a DGAV e a Agencia de Regulación y Control Fito y Zoosanitario – AGROCALIDAD.

Os interessados neste mercado devem contatar as Direções Regionais de Agricultura e Pescas para que se inicie o processo de registo dos locais de produção e de embalagem.

Fonte: DGAV

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) em permanente supervisão e vigilância do mercado, após ter sido declarado estado de emergência em Portugal devido à Covid-19, que vigorou de 18 de março a 02 de maio, realizou diversas ações de fiscalização, a nível nacional, direcionadas para a verificação da prática de eventuais ilícitos relacionados com as medidas impostas pela nova doença, qualificada pela Organização Mundial de Saúde como uma pandemia.

Durante o referido período, foram fiscalizados cerca de 600 operadores económicos no âmbito do combate à prática de alegado lucro ilegítimo (especulação) obtido na venda de bens necessários para a prevenção e combate à pandemia, verificação dos requisitos de conformidade dos equipamentos de proteção individual (EPI), designadamente máscaras de proteção, verificação do cumprimento das especificações técnicas das máscaras comunitárias ou de uso social e ainda verificação dos requisitos de conformidade dos produtos biocidas (álcool, álcool-gel e desinfetantes).

No âmbito da segurança alimentar e, tendo em consideração as regras de funcionamento impostas durante o estado de emergência, foram ainda fiscalizados cerca de 150 estabelecimentos de restauração e similares que mantiveram a respetiva atividade exclusivamente para efeitos de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento (take away) ou entrega no domicilio, diretamente ou através de intermediário. Como balanço global das ações foram fiscalizados 750 operadores económicos e instaurados 41 processos crime pela prática de obtenção de alegado lucro ilegítimo (especulação) e fraude sobre mercadorias e 50 processos de contraordenação destacando-se como principais infrações o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de HACCP, o incumprimento dos requisitos de fabrico e disponibilização de máscaras sociais, a falta de conformidade em equipamento de proteção individual (EPI’s/máscaras), inconformidade em biocidas (álcool e álcool gel), entre outras.

Foram ainda apreendidos cerca de 1500 artigos designadamente máscaras comunitárias ou de uso social e equipamentos de proteção individual e suspensa a atividade de três estabelecimentos de restauração até reposição das condições de higiene e segurança alimentar. Paralelamente, durante as ações foram ainda colhidas 12 amostras de gel desinfetante (biocida) para aferição no laboratório da ASAE da respetiva conformidade do produto com a informação constante da rotulagem, tendo os resultados laboratoriais já finalizados, na presente data, revelado a inconformidade em 3 álcool-gel (biocida) relativamente ao respetivo teor de álcool apresentado na rotulagem, inferior a 70%, destacando-se 1 manifestamente abaixo deste valor.

A ASAE, enquanto Órgão de Polícia Criminal e Autoridade de Fiscalização de Mercado, irá manter-se vigilante no mercado realizando ações para verificação do cumprimento da regulamentação relativa ao exercício das atividades económicas, sendo que, no contexto atual, a incidência de fiscalização manter-se-á necessariamente intensificada nas matérias relacionadas com a situação inerente à pandemia COVID-19.

Fonte: ASAE

Estudo refere que, em Portugal, o valor das vendas de bens agroalimentares com selo de proteção de origem subiu 49%, em sete anos.

O valor de venda de um produto agroalimentar ou bebidas com o certificado de Denominação de Origem Protegida (DOP) ou de Indicação Geográfica Protegida (IGP) atinge, em média, o dobro do preço dos produtos idênticos sem certificação, segundo um estudo divulgado pela Comissão Europeia com base em dados dos 28 Estados-membros, numa análise a sete anos.

É possível identificar alguns exemplos demostrativos dessa diferença também em Portugal. Há o caso das Alheiras de Vinhais com o selo de IGP: custavam 10 euros por quilo, enquanto o produto similar sem a certificação custava 5 euros, de acordo com um inquérito aos agrupamentos de produtores, relativo a 2018, da Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Podem dar-se outros exemplos: o Requeijão da Serra da Estrela DOP custava 1,10 euros por quilo mas, sem certificação, ficavam por 0,80 euros. O mesmo acontecia com o Presunto Alentejano IGP: 45 euros por quilo para a versão com certificado, e 28 euros para o produto sem o selo de proteção de origem.

A forte valorização destes produtos também se afere pela popularidade com que são aceites no mercado. Os 187 produtos DOP e IGP contabilizados em Portugal no final de 2017 atingiram um valor de vendas na ordem dos 1,848 mil milhões de euros naquele ano, mais 49% face a 2010, segundo o estudo divulgado pela Comissão Europeia (CE).

Aquele valor total das vendas reparte-se por três segmentos, todos eles com selo de proteção: os produtos agrícolas representaram 165 milhões de euros, a parte dos vinhos 1,676 mil milhões de euros e a das bebidas espirituosas 5,601 milhões de euros, donde se conclui que os vinhos certificados respondiam por 91% do valor das transações deste tipo de bens.

Importância do vinho

A faturação dos vinhos DOP e IGP resultou das vendas de 4,392 milhões de hectolitros, em 2017, e significou mais 44% em valor (e mais 25% em quantidade), face a 2010, e um peso de 4% na UE. Nesta matéria, o país ficou em 5.º lugar no ranking, depois da França, Itália, Espanha e Alemanha.

Outro dado: o preço por litro também tem vindo a subir: 3,07 euros, em 2015, passou para 3,31 euros, cinco anos depois, para chegar aos 3,82€, em 2017, com o Alentejo, Lisboa e o Norte a assegurarem as principais produções.

O maior retorno por via das exportações foi igualmente assegurado pelos vinhos certificados. Em 2017, totalizaram 1,387 mil milhões de euros, mais 14,7% face a 2010, enquanto os bens agrícolas apenas exportaram 83 milhões de euros.

Apesar da diferença no peso que os vinhos têm, dos 187 produtos certificados, a maior parte(136) era agrícola (72 IGP e 64 DOP). Nos vinhos há apenas 40 referências (30 DOP e 10 IGP).

IGP agrícolas crescem 1395%

No caso dos bens agroalimentares, apesar de os DOP estarem em menor quantidade, com apenas 64 referências, estes traduziram-se num valor superior nas vendas, face às IGP, ao registarem um montante de 124,5 milhões de euros, mais 78% face a 2010. No entanto, as IGP tiveram o maior aumento: 1395%, para 40,8 milhões de euros.

Só em vendas de frutas, vegetais e cereais com Indicação Geográfica, Portugal alcançou 112 milhões de euros em 2017, mais 181% do que em 2010, representando um peso de 6% na totalidade da União Europeia, e também o sexto país no ranking neste capítulo.

Para produtos agroalimentares, 11% do valor das vendas, em 2017, foram para mercados de exportação, com destaque para as vendas dentro da UE, onde houve cum crescimento e 73% ,entre 2010 e 2017.

Como é no resto da UE

O estudo baseou-se em 3207 nomes de produtos protegidos nos 28 Estados-membros no final de 2017. No final de março de 2020, o número de nomes protegidos aumentou para 3322, de acordo com uma atualização da CE.

No total, as bebidas e os produtos agroalimentares cujos nomes são protegidos pela UE como indicações geográficas representaram naquele ano um valor de vendas de 74 760 milhões de euros. Mais de um quinto desse montante teve origem nas exportações, especifica-se no relatório.

O valor global de 77 150 milhões de euros, corresponde a 7% do valor total de vendas do setor alimentar e das bebidas, que ascendeu a 1,101 mil milhões de euros em 2017, detalha o estudo. Os vinhos representaram mais de metade desse valor (39 400 milhões de euros), os produtos agrícolas e géneros alimentícios 35 % (27 340 milhões de euros) e as bebidas espirituosas 13 % (10 350 milhões de euros).

As certificações instituídas pela UE visam “proteger os nomes de determinados produtos, de modo a promover as características únicas dos mesmos, associadas à origem geográfica e às técnicas de produção ancestrais das regiões em causa”.

Essa proteção é feita a nível do comércio mundial, tendo a UE já celebrado mais de 30 acordos internacionais, para garantir o reconhecimento de muitas indicações geográficas fora da União Europeia. Daí que Bruxelas afete cerca de 50 milhões de euros por ano à promoção externa deste tipo de produtos, identificados como de elevada qualidade.

Segundo recorda o estudo, a principal diferença entre a DOP e a IGP prende-se com a proporção das matérias-primas que é proveniente da zona em causa ou com as etapas do processo de produção que aí são realizadas.

Fonte: Agroportal

Cerca de metade da habitual produção de Cereja do Fundão estará este ano perdida devido às condições meteorológicas “extremas” de final de março e abril, que causaram prejuízos muito avultados, disse hoje o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes.

“Tivemos condições climatéricas excecionais extremas que destruíram grande parte da produção e que teve um efeito devastador em, pelo menos, 50% da produção, sendo provável que este número até venha a ser superior”, frisou o autarca deste concelho do distrito de Castelo Branco, que é uma das principais zonas de produção de cereja nacional.

Segundo explicou, o nevão caído no final do mês de março, seguido de geada forte e temperaturas muito baixas, bem como a chuva intensa e a queda de granizo, em abril, levaram a que mais de metade da produção ficasse “arruinada”.

Se em anos normais a produção de cereja neste concelho supera as sete mil toneladas, este ano estará entre as três mil a três mil e quinhentas, “na melhor das hipóteses”.

A estimativa do município tem em conta o levantamento feito junto dos produtores e também um relatório da Direção Regional de Agricultura, que atesta as condições meteorológicas extremas que se fizeram sentir, com consequências “muito duras” e ainda difíceis de apurar a nível económico.

“Teremos uma campanha muito condicionada a todos os níveis”, apontou o autarca, sublinhando que o município está a acompanhar a situação, quer para ajudar a agilizar o acesso aos seguros, quer no sentido de encontrar um “apoio extraordinário” para esta fileira.

A questão das perdas será também apresentada à tutela numa visita que a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, deverá fazer ao concelho durante a campanha, que deverá arrancar entre o final do mês e o início de maio.

Outra preocupação prende-se com os efeitos da covid-19, motivo pelo qual este ano os produtores vão implementar um “Código de Boas Práticas para a Colheita”, que foi publicamente apresentado hoje e que apresenta recomendações direcionadas para o “trabalho seguro” e para minimizar riscos relacionados com a pandemia na fase da colheita.

No manual encontram-se medidas que já eram seguidas e outras, como a exigência de uma quarentena obrigatória para quem chegue de fora para a apanha ou a recomendação de medições de temperatura diárias e a implementação de horários diferenciados de saída e entrada.

As ações a adotar ao nível dos motoristas, dos fornecedores ou as questões da higiene e segurança nas centrais hortofrutícolas estão igualmente contempladas.

“Regras apertadas” que visam reforçar a confiança do consumidor e mostrar que a Cereja do Fundão é sinónimo de um “consumo seguro”, de um “trabalho seguro” e de práticas social e ambientalmente responsáveis, frisou Paulo Fernandes.

Apesar dos custos acrescidos que implicará para produtores, o código é encarado como uma “mais-valia” e uma “ajuda” para os produtores, tal como referiram Paulo Ribeiro, da Cerfundão, e Gonçalo Batista, da Appizêzere, duas organizações de produtores locais que subscrevem e recomendam que todos sigam este manual de boas práticas.

O Fundão, no distrito de Castelo Branco, tem atualmente entre 2.000 a 2.500 hectares de pomares de cerejeiras e, de acordo com a autarquia, a fileira da produção de cereja neste concelho (que inclui subprodutos e negócios associados) já representa mais de 20 milhões de euros por ano na economia local.

Fonte: Agroportal