Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   email: qualfood@idq.pt

A associação de resíduos Smart Waste apresenta na terça-feira um pacto em que pretende comprometer câmaras, empresas e universidades na redução de plásticos de uso único, com metas definidas até 2025.

Numa iniciativa já aplicada no Reino Unido, Chile e França, os envolvidos no pacto, que ainda não está totalmente fechado, vão aderir a um projeto pela "criação de uma economia circular para os plásticos, na qual estes nunca se converterão em resíduos, e comprometer-se a atingir um conjunto de metas e objetivos ambiciosos para 2025".

No papel de "amigo crítico", a associação ambientalista Zero regista que nos últimos anos não se tem conseguido reduzir o volume de resíduos, incluindo o plástico.

Susana Fonseca, da área dos resíduos da Zero, afirma que a associação "espera para ver" que resultados poderá conseguir este pacto, assinalando que, "no conjunto, a tendência tem sido aumento de resíduos" e que "pouco ou nada foi feito" na prevenção e na reutilização.

"Este pacto pode ser uma boa ferramenta, mas vamos esperar para ver", afirmou.

De acordo com os números mais recentes da Agência Portuguesa do Ambiente, que se referem a 2018, foram produzidas 5,2 milhões de toneladas de resíduos - mais 04% do que no ano anterior -, 11,5% das quais são plástico.

Desde 2014, a quantidade de resíduos produzidos tem aumentado todos os anos. A APA reconhece que "os esforços e investimentos que têm vindo a ser feitos no sentido do aumento da deposição seletiva, não têm tido os devidos reflexos nos comportamentos da população".

Na apresentação do pacto, na sede da EDP, estará o ministro do Ambiente e Ação Climática a representar o Governo, que tanto as entidades da Smart Waste como a Zero defendem que tem um papel essencial para que as intenções do pacto tenham sucesso.

É ao executivo que compete criar "políticas públicas de utilização dos plásticos", disse à Lusa o presidente da Smart Waste, Aires Pereira, quando a iniciativa foi lançada em setembro passado.

Susana Fonseca indicou também que taxar o uso de plásticos de uso único é uma competência do Governo que ainda não produziu resultados.

"Isto não pode parar no plástico, temos que atacar tudo o que é descartável", disse a ambientalista, salientando que substituir plástico por outros materiais não é uma alternativa viável e que é preciso garantir a reutilização.

O pacto é promovido a nível internacional pela fundação Ellen Macarthur, que pretende acelerar a transição para a economia circular.

Fonte: Sapo 24

Milhões de gafanhotos que atingem parte do Quénia, na pior praga dos últimos 70 anos, estão a ser combatidos por aviões que lançam pesticidas, o único meio efetivo de controlo, segundo os especialistas.

Trata-se de um trabalho desafiante, especialmente em partes remotas do Quénia, onde não existe rede de telemóvel e as equipas em terra não conseguem comunicar facilmente coordenadas ao pessoal de voo.

As equipas em terra estão “nos mais difíceis terrenos”, disse hoje Marcus Dunn, piloto e diretor na Farmland Aviation. “Se não houver rede, então um tipo numa ‘boda boda’ (motorizada) tem de correr e apanhar uma rede”.

Cinco aviões estão atualmente a dispersar spray no Quénia e outras autoridades estão a tentar impedir os gafanhotos de se espalharem aos vizinhos Uganda e Sudão do Sul.

As Nações Unidas afirmaram que são necessários imediatamente 76 milhões de dólares para desenvolver tais esforços no leste de África.

Uma resposta rápida é crucial. Especialistas avisaram que sem controlo, o número de gafanhotos pode crescer 500 vezes até junho, quando o tempo mais seco poderá ajudar a controlar o surto.

Gafanhotos com o tamanho de um dedo atingiram o Quénia a partir da Somália e da Etiópia, depois de intensas chuvas, pouco habituais, nos últimos meses, dizimando as colheitas em algumas áreas e ameaçando milhões de pessoas vulneráveis com uma crise de fome.

O ministro da Agricultura da Somália considerou hoje a praga emergência nacional e uma grande ameaça à frágil segurança alimentar do país, referindo que os enxames de gafanhotos “anormalmente grandes” estão a consumir grandes quantidades de colheitas.

Em enxames do tamanho de grandes cidades, os gafanhotos afetaram também partes do Sudão, Djibuti e Eritreia, cujo ministro da Agricultura disse que tanto os militares como a população em geral foram chamados a combater os animais.

O ministro da Agricultura do Quénia admitiu que as autoridades não estavam preparadas para a dimensão da infestação este ano. Fontes das Nações Unidas afirmaram não ser surpreendente, uma vez que passaram décadas desde a ocorrência de uma praga comparável.

Os gafanhotos estão também a dirigir-se para o celeiro da Etiópia, o segundo país mais populoso de África, na pior praga deste país em 25 anos.

Na quinta-feira, os primeiros habitantes da capital, Adis Abeba, começaram a reportar sinais de insetos.

“Fiquei surpreendido por encontrar gafanhotos dentro da minha sala de estar”, disse um residente, Mathewos Girma, mostrando uma fotografia no telemóvel: “Parece que está a bater à porta de todos nós”.

Fonte: Sapo24

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou, de norte a sul do país, ações dirigidas a panificadoras e pastelarias com fabrico próprio para observância das regras de exercício de atividade bem como de higiene alimentar e rotulagem dos géneros alimentícios.


Como balanço das ações realizadas durante o ano de 2019 foram fiscalizados cerca de 655 operadores económicos tendo sido instaurados 7 processos crime e 175 processos de contraordenação.


Como principais infrações criminais destaca-se a fraude sobre mercadorias, o uso de marcas contrafeitas ou imitadas, o uso ilegal de denominação de origem ou indicação geográfica, entre outras. Como principais infrações contraordenacionais destaca-se o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP, a existência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP, a falta de mera comunicação prévia, a violação dos deveres gerais da entidade exploradora do estabelecimento de restauração e bebidas, a falta de preços em bens, o início da exploração de estabelecimento industrial de tipo 3 e a falta de controlo metrológico.


Foram apreendidos cerca de 1 350 unidades de produtos e 2 toneladas de produtos num valor total aproximado de € 15 000,00.


Foi ainda determinada a suspensão de 34 estabelecimentos que suscitaram a aplicação de uma medida cautelar gravosa por falta de incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, tendo a maioria procedido à reabertura assim que se encontraram reunidas as condições para o exercício de atividade.


A ASAE, no âmbito das suas competências, continuará a desenvolver ações de fiscalização de forma a verificar o cumprimento das obrigações legais e a assegurar a saúde pública, a segurança alimentar e a defesa do consumidor concomitantemente com a garantia do exercício da atividade económica em leal concorrência.

Fonte: ASAE

Dia 31 de janeiro marca a saída oficial, e também o início de um período de transição que durará 11 meses e durante o qual o Reino Unido permanecerá na união aduaneira europeia e no mercado único, podendo manter a circulação de bens, serviços e capitais enquanto negocia uma nova relação com a União Europeia.

Nesta data história, os cidadãos do Reino Unido deixam de ser cidadãos da União Europeia, mas tal não trará, ainda, alterações às suas vidas a nível económico ou de movimentação. No período de transição, os portadores de um passaporte britânico podem continuar a viver, trabalhar e estudar na UE e os cidadãos de outros países europeus terão os mesmos direitos no Reino Unido.

Na prática, a principal mudança que se fará sentir durante os 11 meses de transição é o facto de o Reino Unido passar a estar fora das instituições políticas europeias, incluindo o Parlamento Europeu, deixando de ter uma palavra a dizer sobre as decisões tomadas para os 27 Estados-membros.

Foi publicado hoje, no Jornal Oficial da União Europeia, a Declaração Política que estabelece o quadro das futuras relações entre a União Europeia e o Reino Unido. Neste documento, é possível consultar quais as perspetivas da relação em diferentes áreas de atuação.

Como referido, "têm em vista uma relação em matéria de comércio de mercadorias ambiciosa com base num Acordo de Comércio Livre, a fim de facilitar a fluidez do comércio legítimo. Estas disposições terão em conta o facto de que, após a saída do Reino Unido da União, as Partes constituirão mercados separados e ordenamentos jurídicos distintos."

Nesta declaração é também mencionado que "as disciplinas sobre os obstáculos técnicos ao comércio deverão estabelecer princípios comuns nos domínios da normalização, da regulamentação técnica, da avaliação da conformidade, da acreditação, da fiscalização do mercado, da metrologia e da rotulagem. As Partes deverão tratar-se uma à outra como entidades únicas no que respeita às medidas sanitárias e fitossanitárias, inclusive para efeitos de certificação, e reconhecer a regionalização com base em informações epidemiológicas adequadas prestadas pela parte exportadora. As Partes explorarão também a possibilidade de cooperação das autoridades do Reino Unido com agências da União como a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), a Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA)."

O documento pode ser consultado na íntegra aqui.

Fonte: Qualfood/RTP Notícias

 

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu na quinta-feira ao fim do dia um documento com orientações para profissionais do sistema de saúde em Portugal para a prevenção e controlo da infeção pelo novo corinavírus detetado na China e que infetou já cerca de 10 mil pessoas.

Perante um caso suspeito, o potencial doente deve ser colocado numa área de isolamento (um quarto, uma sala ou um gabinete), que permita distanciamento social em relação aos restantes utentes ou doentes.

A DGS apela a que as unidades de saúde afixem, em locais visíveis, cartazes que alertem os utentes para a necessidade de informar o segurança ou administrativo no caso de terem viajado nos últimos 14 dias de Wuhan, da província de Hubei ou de áreas afetadas pelo novo coronavírus e terem sintomas de infeção respiratória.

Os profissionais de saúde devem aplicar aos casos suspeitos as medidas de controlo de infeção a partir logo do momento da admissão do caso na unidade de saúde.

Na orientação emitida, a DGS indica que os profissionais da triagem ou na inscrição dos utentes devem ser orientados e treinados para a deteção precoce de um possível caso suspeito.

Os casos suspeitos devem ficar internados, em hospitais de referência, num quarto individual de isolamento com pressão negativa e casa de banho privativa.

Se o caso suspeito estiver num hospital de segunda linha, sem área de isolamento com pressão negativa, o potencial doente deve ser colocado num quarto individual com sistema de ventilação.

As unidades de saúde devem colocar profissionais dedicados exclusivamente à prestação de cuidados do caso, restringir visitas e manter o registo de todas as pessoas que entrem na área onde o potencial doente está isolado,

Perante um caso suspeito, a DGS define que as unidades de saúde devem promover o uso de equipamento de proteção individual.

O profissional de triagem deve dar uma máscara cirúrgica ao doente suspeito, acompanhá-lo para um sítio afastado dos outros utentes, se possível para a área de isolamento definida no plano de contingência da instituição, evitando a passagem por sítios com aglomeração de pessoas.

Os profissionais de saúde devem ainda usar equipamento de proteção individual, como bata, máscara, luvas e proteção ocular.

Fonte: Observador

As alterações climáticas são uma ameaça para a produção de vinho, que pode cair para metade com um aumento de dois graus celsius da temperatura global, indica um estudo produzido por uma equipa internacional de investigadores e divulgado pela Universidade de Columbia, precisa que com um aumento de dois graus as regiões do mundo adequadas para o cultivo da vinha regridem em 56%, mas com um aumento de quatro graus serão 85% dessas terras a tornar-se incapazes de produzir bons vinhos.

No entanto, o estudo, publicado na revista científica “Procedimentos da Academia Nacional de Ciências” (publicação oficial da Academia de Ciências dos Estados Unidos), indica que se as vinhas forem reorganizadas, com castas mais resistentes ao calor, as perdas potenciais podem reduzir-se a metade da previsão com um aumento de dois graus.

Os cientistas admitem que a diversidade é essencial para tornar a agricultura mais resistente às alterações climáticas e as uvas para produção de vinho são um exemplo, com mais de 1.100 variedades plantadas, documentadas há muito. E essas uvas também são muito sensíveis às mudanças de temperatura.

“De certa forma o vinho é como o canário na mina de carvão, devido aos impactos das alterações climáticas na agricultura, porque as suas uvas são muito sensíveis ao clima”, disse Benjamin Cook, da Universidade de Columbia, um dos autores do estudo.

Os investigadores estudaram 11 variedades de uva para vinho, combinando arquivos para fazer modelos sobre quando cada uma iria brotar, florescer e amadurecer sob três cenários de temperatura: um de zero graus de aumento, outro de aumento de dois graus e outro de aumento de quatro graus.

Nos dois cenários de aquecimento as perdas eram inevitáveis e a qualidade do vinho seria afetada. Mas os investigadores descobriram que mudar as variedades da vinha podia reduzir essas perdas.

Com dois graus de aquecimento global e sem qualquer tentativa de adaptação 56% das áreas vinícolas do mundo podem perder-se. Mas se os produtores mudarem para variedades mais adequadas às alterações climáticas as perdas descem para 24%.

Na região de Borgonha (França), por exemplo, a mourvedre e a grenache, que gostam do calor, podem substituir as atuais variedades, como o pinot noir. Em Bordéus, cabernet sauvinon e merlot podem ser substituídos por mouvedre.

Os cientistas dizem que as regiões vinícolas mais frias, como na Alemanha, Nova Zelândia e noroeste da costa do Pacífico dos Estados Unidos, sairiam relativamente incólumes num cenário de aumento de dois graus centigrados.

Essas regiões podem tornar-se adequadas para variedades mais quentes, como merlot e grenache, enquanto as variedades que preferem temperaturas mais baixas, como o pinot noir, podem expandir-se para norte, para regiões atualmente não adequadas para a produção de vinho.

Por outro lado, regiões vinícolas já mais quentes, como em Itália, Espanha ou Austrália, enfrentam as maiores perdas, porque já estão limitadas à plantação das variedades mais quentes.

Os cientistas admitem que o processo de mudança não é fácil, mesmo em termos de mentalidades, porque há regiões que cultivam as mesmas variedades há muitas centenas de anos.

Fonte: Agroportal

O Conselho da União Europeia de Agricultura reuniu os ministros da agricultura europeus que discutiram, entre outras questões, a rotulagem para promover o bem-estar animal e o combate às alterações climáticas.

Julia Klöckner, ministra da Alimentação e Agricultura da Alemanha, apresentou a rotulagem do bem-estar animal implementada pelo país alemão, que tem três níveis, baseados em vários critérios relacionados com a sua produção.

A rotulagem voluntária terá início no setor da suinicultura, com o objetivo de se estender posteriormente à carne de bovino e de aves de capoeira, e identificará os produtores que cumprem várias normas de bem-estar animal acima do mínimo do país. Entre os fatores avaliados nesta categorização germânica de bem-estar estão práticas como o corte da cauda, o tipo de castração e a duração das viagens em veículos de transporte.

Durante a reunião, o Comissário Europeu da Agricultura, Janusz Wojciechowski, apresentou de que forma o Pacto Verde Europeu para combater as alterações climáticas irá afetar a produção agrícola e pecuária.

O Conselho de Agricultura e Pescas reúne os ministros de cada Estado-membro da União Europeia. A maioria dos Estados-membros faz-se representar por um único ministro para ambos os sectores, no caso de Portugal, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, marcou presença no conselho.

Fonte: Agroportal

Foram retirados de venda, das lojas Lidl, três lotes de orégãos picados Kania  (7,5 gramas), por representarem riscos para a saúde dos consumidores, anunciou a empresa, esta quarta-feira.

"O Lidl & Cia. está a proceder preventivamente à recolha do artigo 'Orégãos picados, Kania, 7,5g' com data de validade 07/2022 e lotes n.º LB91832, LA91832 e LC91834 do fornecedor WEIAND GmbH. A razão para esta recolha prende-se com o facto de análises de monitorização efetuadas ao artigo terem evidenciado uma concentração elevada de alcalóides e pirrolidizina. Tendo em consideração o risco existente para a saúde, apelamos ao não consumo do produto", lê-se num comunicado partilhado no site oficial do Lidl.

“O artigo pode ser devolvido em qualquer das lojas do Lidl e o respetivo reembolso será assegurado, mesmo sem apresentação do talão de compra”, informa a mesma nota.

Fonte: Observador

 

Uma simples foto tirada com o telemóvel é o suficiente para detetar irregularidades presentes em arroz, de acordo com uma investigação desenvolvida pela Universidade Complutense de Madrid (UCM) e o Scintillon Institute de San Diego (USA). Os cientistas desenvolveram um algoritmo na área de inteligência artificial, capaz de determinar se o arroz se encontra de acordo com a sua rotulagem. 

Na Europa, a venda de arroz de qualidade inferior como arroz de qualidade superior é uma das fraudes mais comuns. Noutros casos, plástico é adicionado aos grãos em quantidades indetetáveis, apenas percetiveis após a cozedura.

"O nosso contributo, comparado com outros meios de deteção é a simplicidade, mostrando ao consumidor que não é necessário muito dinheiro para comprovar que o arroz corresponde ao que vem mencionado no seu rótulo", afirma José Santiago Torrecilla, Professor e Investigador do departamento de engenharia química e de materiais da UCM.

A investigação teve por base 5 tipos diferentes de arroz, que foram distinguidos na forma de grão mas também depois de moídos para farinha. 

Futuramente, esta tecnologia poderá ter diferentes aplicações na industria alimentar e ser extrapolada para outros tipos de géneros alimentícios.

Fonte: Asia Pacific Food Industry

França e Alemanha estão a trabalhar em conjunto para pressionar a UE a acabar com a trituração de pintos. Didier Guillaume, ministro da Agricultura, anuncia que a prática termina no final de 2021.

“A partir do final de 2021, nada será como era antes.” O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura francês, Didier Guillaume, na terça-feira à noite em Paris, ao anunciar uma medida há muito exigida pelos ativistas dos direitos dos animais. A partir dessa data, a França promete banir a trituração de pintos vivos e a castração de leitões sem anestesia. 

Desde novembro passado que Alemanha e França anunciaram que iriam trabalhar em conjunto para pressionar a União Europeia a por fim à trituração de pintos — uma diretiva de 2009 autoriza a prática desde que cause morte imediata às aves e que seja para animais com menos de 72 horas de idade. Segundo o The Guardian, cerca de 7 mil milhões de pintos são triturados todos os anos, a nível mundial. Isto acontece por serem machos e não terem utilidade para a indústria agrícola — não fornecem carne de qualidade nem ovos.

A Suíça é um dos países onde, apesar de ser prática rara entre os seus agricultores, a trituração de pintos vivos já foi proibida. Na Alemanha, onde 45 milhões de pintos machos são mortos todos os anos, a ministra da Agricultura da Renânia do Norte-Vestfália tentou proibir a prática, mas os avicultores levaram a questão a tribunal. Em junho de 2019, o Tribunal Administrativo Federal validou a trituração dos animais vivos, considerando que os interesses económicos dos criadores justificam a decisão. A prática poderá continuar até que seja encontrado um método para determinar o sexo do embrião no ovo.

Fonte: Observador