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Com o intuito de sensibilizar e esclarecer os operadores económicos sobre o comércio eletrónico, a ASAE participará numa sessão de esclarecimentos no próximo dia 24 de março, às 14h30, online, promovida pela AESL- Associação Empresarial Serra da Lousã.

Fonte: ASAE

Num ano especialmente difícil, o Valorfito registou um crescimento de 28% face às recolhas de 2019, com um total de cerca de 500 toneladas de embalagens recolhidas. Um valor histórico, que tem como consequência o crescimento da taxa de retoma global para quase 44%, cinco pontos percentuais acima de 2019.

Estes são os resultados finais de recolha de embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos, sementes e biocidas, no ano 2020, anunciados pelo Valorfito, a designação pelo qual é conhecido o Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura.

O sector das sementes deu, em 2020, sinais de estabilização nas quantidades declaradas, com uma taxa de retoma a duplicar a de 2019. O fluxo dos biocidas melhorou, com um crescimento modesto na taxa de retoma, que relembra a importância de reforçar a mensagem. Já os produtos fitofarmacêuticos cresceram vigorosamente, com mais 17,2% de embalagens declaradas ao sistema. Um valor face ao qual o sistema Valorfito respondeu com um acréscimo de 26,2% destas embalagens recolhidas, catapultando a taxa de retoma para perto dos 50%.

Valores históricos

Num ano em que falar de dificuldades e desafios é já um lugar-comum, António Lopes Dias, diretor geral da Valorfito, reforça que “estes resultados vêm confirmar os dados preliminares revelados em janeiro, que demonstram a clara resiliência de todo o sector agrícola e a sensibilidade e preocupação dos pontos de retoma e dos agricultores para as questões ambientais, mesmo num ano em que a principal preocupação era garantir a ausência de quebras nas cadeias de abastecimento alimentar. Alcançámos resultados notáveis, que dão força ao objetivo ambicioso de chegar ao final de 2021 com uma taxa de retoma média na ordem dos 60%“.

Porque em todos os sectores há desafios que persistem, o segmento dos biocidas, por ser um fluxo com uma componente urbana dominante, representa, ainda. uma preocupação, uma vez que “uma grande parte destes resíduos acaba por ir parar a outros operadores de gestão e escapar à nossa contagem“, refere o diretor geral. “Há uma adaptação necessária, e cada vez mais urgente, dos operadores económicos e utilizadores finais ao sistema Valorfito, sob a qual reforçaremos a nossa atuação, contribuindo para a melhoria dos resultados neste segmento“, acrescenta.

Ainda assim, “em 2020, o balanço é notável, com um reforço ímpar da nossa capacidade de recolha, chegando ao fim do ano com praticamente todos os pedidos de levantamento satisfeitos, num trabalho conjunto da gerência e equipa Valorfito, mas, sobretudo, fruto do empenho de todos os intervenientes no sector, nomeadamente, os agricultores e pontos de retoma“, conclui António Lopes Dias.

Fonte: Grande Consumo

Até 2040 pode faltar água em Portugal para as atividades mais básicas, concluiu o estudo “O uso da água em Portugal: olhar, compreender e atuar com os protagonistas-chave", da Fundação Gulbenkian.

Portugal enfrenta um risco de escassez de água já nos próximos 20 anos: “É urgente antecipar o risco de ter de gerir pouca água face às necessidades do país”, alerta Filipa Saldanha, sub-diretora do Programa Desenvolvimento Sustentável da Fundação Calouste Gulbenkian.

Ou seja, num horizonte até 2040, pode mesmo faltar água em Portugal para as atividades mais básicas, concluiu o estudo “O uso da água em Portugal: olhar, compreender e atuar com os protagonistas-chave”, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, desenvolvido pelo C-Lab – The Consumer Intelligence Lab entre 2019 e 2020, e agora apresentado a propósito do Dia Mundial da Água, que se celebra esta segunda-feira, 22 de março.

“Ameaças à disponibilidade de água colocam em risco a nossa saúde e a nossa capacidade de produção de bens e serviços essenciais, incluindo alimentos. Num cenário de escassez de água, uma das áreas que ficaria desde logo comprometida seria a produção agrícola nacional e o grau de autossuficiência alimentar de Portugal. Isto teria implicações ao nível da criação de riqueza e geração de emprego na economia portuguesa”, explicou em declarações ao Capital Verde Filipa Saldanha.

A responsável sublinha ainda que “a falta de água pode afetar, também, o consumo quotidiano das comunidades locais”. Em última análise, e no pior dos cenários, as torneiras podem mesmo chegar a secar.

“Cada região do país é alimentada por bacias hidrográficas onde a agricultura, a indústria e o consumo urbano competem pelas mesmas reservas de água. Pela escala, os ganhos de eficiência na rega têm um impacto mais significativo na disponibilidade hídrica, mas, na verdade, a importância de usar de forma eficiente e responsável a água é um desígnio para todos”, frisou Filipa Saldanha.

Agricultura absorve 75% do uso de água em Portugal

Precisamente para prevenir este cenário futuro de escassez de água, e tendo em conta as conclusões do estudo, a Fundação Calouste Gulbenkian quer agora promover uma utilização mais eficiente deste recurso junto de toda a cadeia de valor do setor agroalimentar: desde o campo de cultivo à mesa do consumidor.

Importa começar pelos números: em Portugal, o setor agrícola é responsável por 75% do total de água utilizada, um número que contrasta com a média da União Europeia (24%) e chega a ser superior à média mundial (69%), estando no entanto alinhado com o de países mediterrânicos como a Espanha e a Grécia. Tal é explicado pela existência de regadio, em que a rega de culturas compensa o calor e a falta de chuva que caracterizam as estações quentes do ano.

Tendo em conta este cenário, o estudo agora apresentado pela Fundação Calouste Gulbenkian concluiu que a grande maioria dos agricultores ainda não mede a água que gasta (71% não tem sequer contador), sendo a água maioritariamente retirada de furos, charcas, poços e outras estruturas privadas. O seu custo é por isso baixo e tem fraca expressão no total de despesas da atividade agrícola, conclui a análise do C-Lab.

Além disso, 85% dos agricultores afirmam não ter de cumprir nenhuma exigência de poupança ou eficiência em relação à água que gastam junto dos seus clientes e apenas 3% já incluem cenários de longo prazo e de sustentabilidade no planeamento da sua atividade.

Os investigadores foram ao terreno e verificaram que a transição já está a ser feito mas tem de continuar a ser incentivada: se a maioria (65%) dos agricultores já utiliza sistemas de rega localizada (gota-a-gota), a adoção de tecnologias mais avançadas para controlo de rega e gestão da água ainda só foi adotada por uma minoria (30% utiliza sondas de apoio à rega, 23% utiliza estações meteorológicas, 37% utiliza programas de controlo de rega). Ou seja, recomenda o estudo, a transição para uma agricultura mais sustentável do ponto de vista hídrico exige a adoção de novas tecnologias de rega e gestão de água.

Diz-me quanta água usas para regar

Sublinha o estudo que é urgente generalizar a medição do uso da água na agricultura e adotar soluções tecnológicas para fazer a transição para uma rega mais precisa e eficiente.

“A inovação tecnológica na agricultura, a chamada AgriTech, tem ganhos significativos no uso mais eficiente da água. Contudo, a integração tecnológica no setor agrícola ainda é embrionária. A transição para esta nova forma de fazer agricultura exige apoio e demonstração num contexto de proximidade. Não existe um formato único que sirva todos os perfis de agricultores mas esta investigação permitiu estruturar e caracterizar os perfis de agricultores e a compreender o que motiva cada perfil. Ajustar a capacitação à escala, à cultura e ao contexto desses agricultores é fundamental para acelerar a mudança”, argumenta Filipa Saldanha.

Entretanto, 81% dos agricultores que já adotaram as novas tecnologias não têm dúvidas de que poupam água, o que abrange também a energia utilizada ou os fertilizantes. “A transformação do setor tem de chegar a todos, com o apoio de organizações de produtores, consultores especializados ou empresas do setor agroalimentar”, sublinha o estudo.

“Foi um estudo de proximidade, com muitas visitas ao terreno, entrevistas e inquéritos, que permitiu compreender que existem diferentes perfis de agricultores, as motivações de cada um e a proximidade a agentes (organizações de produtores, consultores técnicos e outros) que desempenham um papel fundamental na sua sensibilização e motivação”, revela a mesma responsável.

A investigação concluiu também que, em média, 53% dos agricultores portugueses (esta percentagem sobre para 64% no Alentejo e 71% no Algarve) sentem que há menos água disponível e identificam a falta de água como uma das principais preocupações num futuro próximo. “São eles os principais interessados em encontrar soluções. É um caminho exigente, que implica uma disponibilidade conjunta da cadeia de valor e da sociedade”, diz.

Do campo à mesa do consumidor, todos têm de poupar água

Para a sub-diretora do Programa Desenvolvimento Sustentável da Fundação Calouste Gulbenkian, “este estudo é o ponto de partida para um debate sobre o tema da água que, não obstante constituir um risco mais próximo do setor agrícola, afeta e diz respeito a todos nós”.

As conclusões estão agora a servir de base de conhecimento para desenhar a atuação da Fundação em prol da eficiência hídrica e de uma nova cultura da água no setor agroalimentar em Portugal, que abrangerá toda a cadeia de valor: agricultores, setor agrícola, indústria alimentar, grande distribuição e consumidor, que faz a escolha final.

Daqui para a frente, a continuação do trabalho também será feita em grande proximidade com o setor. No desenho de um plano de ação, as conclusões do estudo foram debatidas com 30 stakeholders, entidades da cadeia de valor agroalimentar, que ajudaram a identificar as áreas com necessidades mais prementes e as iniciativas a desenvolver.

Além disso, o estudo identifica agentes com capacidade de mobilizar a mudança no setor agrícola, como agricultores ‘mentores’ de referência, consultores técnicos e organizações de produtores. Por último, a sensibilização para uma cultura de consciência e respeito no uso da água tem de chegar ao cidadão comum.

“No estudo o “ser local” é o segundo fator de valorização mais referido na decisão de compra de frutas e legumes (o 1º é o preço). Se se aprecia o produto local, reconhecendo-lhe qualidade, importa ajudar a distinguir o que é “apenas” local e o que é, mais do que isto, local e sustentável. Para isso é preciso informar e contar as histórias dos agricultores portugueses que procuram produzir um produto de qualidade respeitando os recursos naturais e regando-os apenas na quantidade estritamente necessária”, diz Filipa Saldanha.

No Dia Mundial da Água, esta segunda-feira, a Fundação Calouste Gulbenkian vai divulgar um, pequeno vídeo com imagens e depoimentos recolhidos durante a investigação, por forma a comunicar o tema a um público mais alargado. E lançar uma edição do projeto Hack for Good @Home sobre o valor da água no setor agrícola, uma maratona online de desenvolvimento de soluções tecnológicas para problemas sociais e ambientais, que contribuirá para incentivar o uso da tecnologia para endereçar desafios identificados na investigação “O Uso da Água em Portugal”.

Fonte: ECO

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, lideram um projeto europeu que visa desenvolver robôs autónomos para pulverizar vinhas de montanha “sem desperdício de químicos”, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o instituto do Porto explica que o projeto, intitulado ‘SCORPION’, vai desenvolver robôs autónomos para pulverizar vinhas “com vantagens ambientais e económicas”.

O projeto, liderado pelo INESC TEC, é financiado em 2,5 milhões de euros pelo programa de investigação e inovação Horizonte 2020 da Comissão Europeia.

Citado no documento, Filipe Neves dos Santos, coordenador do projeto, afirma que as atuais soluções de pulverização de vinhas baseiam-se “em pulverizadores acoplados a tratores, controlados maioritariamente pelo tratorista”, solução que considera ter “algumas limitações”, em particular, ao nível da precisão.

“Neste projeto juntamos esforços para desenvolver um robô autónomo, que circula sozinho mesmo em vinhas com acentuados declives, e calcula a quantidade de fitofármacos a aplicar, através de sensores que medem a densidade da plantação”, refere, acrescentando que o robô usa também a radiação ultravioleta para “reduzir o uso de químicos nos tratamentos”.

Nesse sentido, os investigadores vão equipar os pulverizadores existentes com atuadores elétricos, leds UVs e um “sistema de perceção visual avançado” (sensores).

Já a tecnologia robótica vai ser “flexível e adaptável” e incluir soluções avançadas de navegação, localização e segurança, permitindo ao robô “atuar autonomamente, fazendo face à inclinação dos terrenos” e obstáculos próprios de montanha.

Segundo o INESC TEC, estas tecnologias vão permitir reduzir o uso de fitofármacos e aumentar “os níveis de mecanização e automação em vinhas de montanha e culturas arbóreas”, acarretando benefícios ambientais (menos poluição química) e económicos.

Os protótipos dos robôs autónomos vão ser testados, em 2023, na região do Douro, onde existe “a maior área de vinha de montanha do mundo”.

Espanha e Itália também vão acolher testes-piloto destas soluções.

Além do INESC TEC, o projeto conta com a colaboração do Instituto Pedro Nunes, Sociedade Portuguesa de Inovação Consultadoria Empresarial e Fomento da Inovação, além de instituições de Espanha, Itália e Países Baixos.

Fonte: Agroportal

Através da página de internet https://aguadatorneira.pt, os cidadãos e entidades públicas e privadas, bem como as entidades gestoras, podem aderir a esta campanha, demonstrando responsabilidade nos seus próprios comportamentos e incentivando os seus círculos de familiares, amigos, clientes e fornecedores a adotarem uma prática mais responsável do ponto de vista ambiental e da sustentabilidade, explicou a Zero, em comunicado.O ‘site’ inclui informação sobre a água da torneira, a sua produção e qualidade, desconstruindo mitos que têm colocado em causa a segurança do seu consumo, ressalvou.
São também incluídos dados sobre o impacto na utilização de recursos e na poluição causada pelo consumo da água engarrafada, acrescentou.
A associação ambientalista garantiu que a água da torneira em Portugal é “segura e de excelente qualidade”. “A Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) confirmou mais uma vez, no seu último relatório anual (RASARP 2020, Vol. 2, “Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano”), que a água que corre na torneira dos portugueses é de excelente qualidade”, vincou.
 
O indicador de água segura em Portugal continental situou-se em 98,66% em 2019, ano a que se referem os últimos dados publicados, o que confirma a tendência, pelo quinto ano consecutivo, de manutenção deste indicador nos 99%, demonstrando a excelência da qualidade da água para consumo humano, frisou.
 
A ZERO lembrou que o consumo de água engarrafada tem um enorme impacto na produção de resíduos. Portugal é o quarto país da Europa com maior consumo per capita de água engarrafada, com um consumo médio de 146,4 litros por habitante, de acordo com dados publicados pela indústria nacional do setor, avançou.Face à problemática ambiental que está subjacente à excessiva produção de resíduos, e em particular à de resíduos de plástico, a ZERO considera urgente promover o consumo de água da torneira junto dos portugueses.
 
“Esta é uma opção saudável e natural que pode responder à maioria das necessidades dos portugueses”, considerou. Na nota de imprensa, a associação ambientalista recordou que, a partir de julho, os hotéis e restaurantes vão ser a obrigados a disponibilizar água da torneira.Esta é uma medida que visa reduzir a produção de embalagens descartáveis, pelo que a associação espera que esta campanha venha a dar um importante contributo nesse sentido. A campanha “Água da Torneira. A bebida preferida” surge de uma parceria entre a ZERO e a EPAL (Empresa Portuguesa de Águas Livres) para promoção do consumo de água da torneira no concelho de Lisboa, mas tem âmbito de influência em todo o país.

Fonte: Greensavers

 

No Dia Mundial da Água, partilhamos algumas ideias de poupança deste tão importante recurso natural. Com a mudança de pequenos gestos diários, ficará surpreendido com a poupança alcançada logo ao final do primeiro mês. O planeta agradece, assim como a sua conta bancária.

1- Já é um clássico, mas não custa repetir. Manter a torneira fechada sempre que lava as mãos, os dentes ou faz a barba poupa entre 10 a 30 litros de água por dia. Ao final do mês serão entre 100 a 300 litros. Os valores são impressionantes!

2- Equipe as torneiras de casa com redutores de fluxo de água. Estes pequenos equipamentos já existem nos supermercados, são encaixados nas torneiras e ajudam a reduzir o caudal em cerca de 50%.

3- Se trocar o banho de imersão pelo duche poupará em média 50% de água. As contas são simples: por cada 2 minutos no duche, gasta mais 40 litros de água.

4- Se remodelar a sua casa-de-banho, opte por autoclismos duplos ou com botão de controlo. Caso contrário, use o velho truque de colocar uma garrafa cheia de água no depósito do autoclismo para reduzir a quantidade de água desperdiçada em cada descarga. Não falha!

5- Por cada descarga na sanita, 10 a 15 litros de água vão pelo cano. Literalmente.

6- Com as máquinas de lavar roupa e louça, só as coloque a funcionar quando tiverem a carga cheia e escolha programas curtos e económicos.

7- Quando precisar de lavar o carro, é preferível escolher um posto de lavagem automática, porque o gasto de água é muito menor. Se lavar o carro com mangueira, o consumo poderá chegar até 400 litros água.

8- Recolha e recicle água para regar as plantas, por exemplo. Use baldes para armazenar a água da chuva, aproveite a água da cozinha ou aquela que se desperdiça enquanto se espera que o chuveiro aqueça.

9- Torne a sua piscina mais ecológica, substituindo os filtros tradicionais por filtros concebidos para poupar água. Outra dica; use uma cobertura de piscina porque isso contribui para a redução da evaporação da água em cerca de 90%, o que se pode traduzir numa poupança de vários milhares de litros de água por mês.

10- Uma simples torneira a pingar pode representar um gasto de 30 litros por dia. Dá que pensar, não é?

Fonte: Greensavers

O fim do período de transição após o Brexit, em janeiro, levou a uma quebra de 27,4% nas exportações da União Europeia para o Reino Unido. No mesmo mês, também as importações caíram 59,5%, face a janeiro de 2020, divulgou o Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, as exportações recuaram 27,4%, na comparação com janeiro de 2020, e 31,9%, na variação em cadeia, face a dezembro. As importações, por seu lado, caíram 59,5%, na comparação homóloga, e 57,5%, face a dezembro.

O saldo da balança comercial com o Reino Unido aumentou, de nove mil milhões de euros, em janeiro de 2020, para 11,6 mil milhões de euros, em janeiro de 2021.

Face a dezembro de 2020, a União Europeia  registou um crescimento médio de 4,9% das exportações para o resto do mundo e de 4,1% das importações.

Conceito misto

No boletim, o Eurostat refere que, desde o início do ano, com o fim do período de transição pós-Brexit, os dados sobre o comércio com o Reino Unido basear-se-ão num conceito misto. Em aplicação do Protocolo de Retirada na Irlanda e Irlanda do Norte, os conceitos estatísticos aplicáveis ao comércio com a Irlanda do Norte são os mesmos que para o comércio entre Estados-membros, enquanto que para o comércio com o Reino Unido (excluindo a Irlanda do Norte) são aplicáveis os mesmos conceitos estatísticos para o comércio com outro país parceiro extracomunitário.

Por estas razões, os dados sobre o comércio com o Reino Unido não são totalmente comparáveis com os dados sobre o comércio com outros parceiros comerciais extracomunitários, e para os períodos de referência antes e depois do final de 2020.

Fonte: Grande Consumo

A venda de batatas não lavadas nas lojas está a ser testada pela retalhista britânica Tesco, com o objetivo de tentar duplicar a vida na prateleira dos supermercados, diminuindo o desperdício alimentar.

De acordo com a publicação Produce Business UK, a Tesco vai juntar-se à fornecedora Branson para fazer o teste da venda de batatas não lavadas. O teste inicial começou em 120 lojas, mas a retalhista revela que vai aumentá-lo para mais 142. Nos testes iniciais conseguiu-se quase adicionar cinco dias de vida na prateleira.

“Em novembro fizemos um primeiro teste nas lojas de Bristol e nas áreas circundantes para ver como os compradores iriam reagir e foi um sucesso, por isso agora estamos a alargar este teste pelo sul de Inglaterra”, disse o diretor técnico da Tesco, Rob Hooper, em declarações à publicação britânica.

As batatas são consideradas o item mais descartado antes de ser usado, com base no grupo consultivo WRAP. O pão, o leite e as refeições preparados, assim como as cenouras, encontram-se em lugares altos na lista.

“Um dos maiores impulsionadores do desperdício de batatas em casa é que não os usamos a tempo, por isso tudo o que pudermos fazer para prolongar o prazo de validade tem o potencial de ser realmente importante na luta contra o desperdício alimentar”, disse o especialista do setor dos produtos frescos da WRAP, Will McManus.

Para o gerente técnico da Branston, Dominic Groom, “a cobertura de solo pode oferecer uma camada de proteção contra o impacto que a luz pode ter em tornar a casca verde, que é um fator que consideramos na determinação do prazo de validade”.

Fonte: Vida Rural

Com a chegada da pandemia da Covid-19 e os sucessivos confinamentos em toda a Europa, as compras online começaram a ganhar muitos adeptos.

Um novo estudo da DS Smith, empresa de packing sustentável, confirma esse crescimento e revela que 70% dos europeus afirmam estar a ficar sem espaço nos contentores. Quase metade diz ainda ser algo comum a cada duas semanas ou mais.

Em causa está não só o crescimento das compras online, que são entregues em diversas embalagens, como o aumento do teletrabalho e do tempo que os consumidores passam em casa. Outro ponto levantado pela empresa é o facto das infraestruturas de reciclagem da União Europeia não estarem preparadas para o atual volume de reciclagem doméstica.

Como assim o confirmam, 66% dos inquiridos diz comprar mais online desde o confinamento inicial de março de 2020, e 82% planeia continuar a fazer compras desta maneira.

Relativamente aos contentores de reciclagem, quase metade dos entrevistados disseram que estes deveriam ser maiores e 24% admitiu ter colocado resíduos noutro contentor quando o correto não tinha espaço.

É necessário assegurar que temos “a infraestrutura certa para lidar com a reciclagem das mesmas”, afirma a DS Smith. Como forma de sensibilizar para esta problemática, a empresa criou um ecoponto do tamanho que seria necessário atualmente.

Javier Innerarity, Diretor de Operações da DS Smith Recycling Ibéria, refere: “Visto que muitas destas mudanças parecem ter vindo para ficar, incluindo os nossos novos hábitos de reciclagem, devemos garantir que o nosso sistema de recolha nos permite reciclar material da melhor qualidade possível nas nossas casas. Embora se esteja a fazer um grande esforço para reciclar em casa, uma das chaves para atingir os objetivos europeus de reciclagem é a qualidade dos materiais que chegam às unidades de reciclagem”.

Por fim, 81% dos europeus demonstrou preocupação com o impacto do excesso de resíduos no meio ambiente, e 71% disse concordar com a urgência de mais informações sobre o que se pode ou não reciclar. Por fim, quase metade revelou que vai tentar utilizar mais embalagens em cartão ou produzidas à base de papel, em vez de embalagens em plástico, porque se reciclam mais facilmente.

“Embora seja necessária uma infraestrutura de reciclagem que consiga responder ao aumento de material doméstico para reciclar, é vital que os consumidores tenham as informações necessárias para poder separar os materiais corretamente na origem e, assim, assegurar que a qualidade da matéria-prima recolhida seja ótima para a sua posterior reciclagem”, sublinha Javier Innerarity.

Fonte: Greensavers

A ANI e AICIB estão a promover conjuntamente uma sessão virtual dedicada às oportunidades de financiamento do Horizonte Europa para a Alimentação, Nutrição e Ambiente Saudável, presentes no Cluster 1 e Cluster 6. O evento conta com a colaboração da ASAE.
 
A sessão terá lugar no dia 1 de abril, às 10h.
A inscrição é gratuita mas o registo é obrigatório.
 
Fonte: ASAE