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O Reino Unido alterou o calendário relativo à entrada em aplicação das segunda e terceira fases do seu processo gradual com vista à implementação total dos controlos fitossanitários à importação de vegetais, produtos vegetais e outros objetos regulamentados na Grã-Bretanha, adiando-as para o início de 2022. Em conformidade, a DGAV atualizou a informação pertinente através da publicação no seu Portal de versões revistas de vários documentos anteriormente disponibilizados e relativos aos requisitos fitossanitários aplicáveis ao movimento daquelas mercadorias entre a UE e a Grã-Bretanha, nomeadamente um folheto, abrangente, e dois documentos sectoriais, um dedicado ao movimento de plantas para plantação e um outro incidindo sobre o movimento de batata, consumo e semente.

Fonte: DGAV

A adição de algas marinhas à alimentação do gado pode reduzir as suas emissões de gás metano até 82%, de acordo com um estudo de investigadores da Universidade da Califórnia publicado hoje na revista científica PLOS ONE.

O estudo foi conduzido pelo professor do departamento de zootecnia e diretor do World Food Center da universidade norte-americana, Ermias Kebreab, em colaboração com a investigadora Breanna Roque, e pode, segundo os cientistas, abrir caminho para a sustentabilidade da produção pecuária em todo o mundo.

“Agora temos provas sólidas de que as algas marinhas na dieta do gado são eficazes na redução dos gases com efeito de estufa e que a sua eficácia não diminui com o tempo”, frisou Ermias Kebreab sobre a investigação publicada na revista online.

Durante cinco meses, os dois investigadores adicionaram pequenas quantidades de algas marinhas da espécie ‘Asparagopsis taxiformis’ à dieta de 21 bovinos e constataram que os animais que consumiram doses de cerca de 80 gramas de algas ganharam tanto peso como os restantes elementos da manada, mas expeliram para a atmosfera menos 82% de gás metano, produzido como subproduto da digestão de matéria vegetal.

A agricultura é responsável por uma parte significativa das emissões de gases com efeito de estufa e cerca de metade dessas emissões são geradas por vacas e outros ruminantes que expelem metano e outros gases, o que tem levado algumas organizações ambientalistas a sugerir uma redução do consumo de carne para ajudar a atenuar essas emissões associadas às alterações climáticas.

As conclusões do estudo publicado hoje, acrescentou Breanna Roque, “pode ajudar os agricultores a produzir de forma sustentável a carne bovina e os laticínios” necessários para a alimentação a nível mundial.

O gado desempenha “um papel vital na alimentação dos 10 mil milhões de pessoas que, em breve, habitarão o planeta Terra”, acrescentou Kebreab.

“Apenas uma pequena fração da Terra é adequada para a produção agrícola e muito mais terra é adequada apenas para pastagem. Como grande parte das emissões de metano do gado vem do próprio animal, a nutrição desempenha um grande papel na busca de soluções”, explicou o coordenador do estudo.

Já em 2018 os dois investigadores conseguiram reduzir em mais de 50% as emissões de gás metano em vacas leiteiras ao complementar a sua alimentação com algas marinhas durante duas semanas.

Agora, testaram se essas reduções eram sustentáveis ao longo do tempo, acrescentando a alga à alimentação das vacas todos os dias, durante cinco meses, desde o momento em que eram jovens até a uma fase posterior das suas vidas nos estábulos de alimentação a ração.

Quatro vezes por dia as vacas comiam um ‘snack’ num dispositivo ao ar livre que media o metano na sua respiração e os resultados foram claros, segundo os investigadores, a demonstrar que o gado que consumiu as algas marinhas emitiu muito menos metano sem que se registasse uma quebra na eficácia da alga ao longo do tempo.

Isto porque as algas marinhas inibem uma enzima do sistema digestivo da vaca que contribui para a produção daquele gás.

Os resultados de um painel de teste de sabor não revelaram diferenças no sabor da carne de novilhos alimentados com algas em comparação com um grupo de controlo, tal como já havia acontecido com o sabor do leite no estudo anterior, direcionado para as vacas leiteiras.

No entanto, a alga marinha em questão (Asparagopsis taxiformis) não existe em quantidade suficiente na natureza para ser amplamente utilizada na agropecuária a nível mundial e é preciso, também, encontrar uma forma de adicionar este alimento à dieta dos animais que se alimentam em pastagens abertas.

“Há mais trabalho pela frente, mas estes resultados são encorajadores. Agora temos uma resposta clara para a questão de saber se os suplementos de algas marinhas podem reduzir de forma sustentável as emissões de metano dos animais e a sua eficácia a longo prazo”, frisou Breanna Roque.

Fonte: Agroportal

A Feira Alimentar Food Expo Greece, organizada pela empresa Fórum A.E., no centro de Feiras Metropolitan Expo, decorre este ano entre os dias 29 de Maio e 1 de Junho de 2021.

«Este ano, devido à pandemia, decidimos recorrer a uma plataforma electrónica, que irá permitir a participação online de compradores internacionais que estão impedidos de se deslocar para fora dos seus países. Esses compradores que não poderão estar fisicamente presentes, podem registar-se na plataforma gratuitamente e programar reuniões durante a Food Expo, realizadas através de videochamadas e chats online com os expositores», explica a organização.

Veja mais informações sobre esta feira internacional aqui.

Fonte: Agroportal

Um novo processo de fabricação de combustível para a aviação com base em resíduos alimentar poderá reduzir as emissões de gases que provocam efeito de estufa, numa indústria que é uma das maiores emissoras de poluentes para a atmosfera.

Numa investigação publicada na "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), a equipa de investigação descreve o desenvolvimento de um processo semelhante ao das centrais de biogás, em que são usados restos de comida, dejetos de animais e lodo de estações de tratamento de esgoto, para a obtenção do combustível. Atualmente, a grande maioria deste material é transformado em gás metano. No entanto, a equipa norte-americana descobriu uma forma de transformar esse resíduo em parafina que funciona em motores a jato.

O combustível proveniente dos resíduos alimentares resultou numa queda de 165% das emissões de carbono em comparação com os combustíveis fósseis, afirmam os cientistas. O estudo surge num momento em que a indústria da aviação enfrenta decisões difíceis no que concerne em combinar a crescente demanda por voos com a urgente necessidade de diminuir as emissões do setor.

Nos EUA, as companhias aéreas gastam, normalmente, cerca de 21 mil milhões de bidões de combustível todos os anos. Por isso, a aviação continua a ser um dos maiores obstáculos no caminho para atingir o valor de zero emissões de gases com efeito de estufa.

Com o desenvolvimento de aviões movidos a bateria, tornou-se crucial a implementação de uma solução mais sustentável. Várias companhias aéreas dos EUA já utilizam combustíveis de aviação sustentáveis, contudo, ainda procuram uma maior diminuição para ajudar a alcançar os objetivos ambientais.

"Atender aos padrões da ASTM International (American Society for Testing and Materials) é obrigatório para o uso e implantação do novo combustível de aviação sustentável pela indústria", admite o cientista Derek Vardon, o principal autor do estudo. "O nosso trabalho mostra que podemos produzir combustível de aviação sustentável que atenda a esses padrões, com análises que revelam como refiná-lo para que as companhias aéreas possam utilizar grandes quantidades sem sacrificar o respetivo desempenho", acrescenta.

"Queremos enfatizar definitivamente que a redução é a mudança mais importante e mais significativa que se pode fazer. Mas também há pragmatismo e necessidade de soluções de aviação agora, então é aí que queremos encontrar um equilíbrio, pois precisamos de várias medidas, para realmente começar a reduzir a nossa pegada de carbono numa variedade de setores, incluindo a aviação", disse Vardon.

Fonte: Jornal de Notícias

Dez empresas alimentares da União Europeia (UE) enviaram hoje uma carta conjunta à Comissão Europeia e aos membros do Parlamento Europeu apelando à eliminação progressiva do uso de gaiolas na pecuária.

Na carta, os grupos ALDI Nord, Barilla Group, Fattoria Roberti, Ferrero, Inter IKEA Group, Jamie Oliver Group, Le Groupement Les Mousquetaires, Mondelēz International, Nestlé e Unilever destacam que a revisão da legislação do bem-estar animal, atualmente em fase de preparação, é a oportunidade ideal para acabar com a utilização de gaiolas na pecuária em toda a UE, começando pelas galinhas poedeiras.

Salientando que “os sistemas sem gaiolas são generalizados, economicamente viáveis e oferecem melhores condições de vida para as galinhas”, os signatários afirmam: “Estamos prontos e dispostos a partilhar a nossa experiência e a colaborar para atingir esse objetivo”.

Citada num comunicado, a presidente da SOS Animal refere que “muitas empresas já estão à frente do movimento, tendo eliminado as gaiolas das suas cadeias de abastecimento”: “Um futuro sem gaiolas é possível e já está a ser aplicado por algumas empresas progressistas”, assegura.

Sandra Duarte Cardoso defende que “a UE tem de atualizar e rever a legislação para os animais de pecuária, especialmente a Diretiva 98/58/CE, de modo a que se acabe com o uso cruel de gaiolas para todas as espécies na pecuária”.

Na carta enviada às instituições europeias são elogiados os objetivos da Iniciativa de Cidadãos Europeus (ICE) ‘End the Cage Age’, promovida em 11 de setembro de 2018 por 170 organizações não governamentais (ONG) europeias e que apela ao fim das jaulas na criação de animais em toda a UE.

Ao longo de um ano, a ICE ‘End the Cage Age’ recolheu 1,4 milhões de assinaturas, assumindo-se como “a primeira ICE bem-sucedida relativamente ao bem-estar animal de pecuária”.

Segundo dados avançados pelos promotores da iniciativa, em toda a UE, anualmente mais de 300 milhões de animais de pecuária são confinados em gaiolas.

Fonte: Agroportal

Encontram-se disponíveis no portal do IFAP as funcionalidades para registo de pedidos de alteração às candidaturas, bem como para registo dos pedidos de pagamento de investimentos realizados e libertação das garantias das candidaturas aprovadas da campanha 2020/2021, podendo os beneficiários e entidades protocoladas proceder ao seu registo em O Meu Processo » Candidaturas » Regime de Apoio à Restruturação e Reconversão das Vinhas (VITIS) » Campanha 2020/2021 (beneficiários) ou em Gestão de Formulários e Candidaturas (entidades protocoladas), à semelhança do que foi utilizado para o registo das candidaturas.

Para mais informações consulte o portal do IFAP.

Fonte: IFAP

No âmbito da habilitação de Portugal e dos seus operadores à exportação dos produtos acima mencionados e em resposta a uma solicitação da Autoridade Competente de Singapura (Singapure Food Agency-SFA), vem a DGAV endereçar um convite a todos os operadores interessados, a demonstrarem o seu interesse na exportação destes produtos, através do envio dos formulários de candidatura preenchidos para serem validados pela DGAV antes da sua submissão à SFA.

Poderá aceder aqui aos formulários de candidatura para carne de porco e produtos à base de carne de porco.

Os formulários de candidatura preenchidos deverão ser enviados para a Direção de Serviço de Alimentação e Veterinária Regional onde se encontra localizado o estabelecimento que pretende candidatar-se à habilitação para exportação. 

Para mais informações sobre os requisitos aplicáveis e processo de habilitação à exportação para Singapura poderá consultar o portal da Singapure Food Agency.

Fonte: DGAV

BREXIT: Novos Requisitos para Exportação

  • Wednesday, 17 March 2021 12:17

O fim do período de transição no dia 31/12/2020, aplicado à saída do RU (exceto Irlanda do Norte) da UE, deu início a um período em que foram e serão ainda implementadas novas medidas em 3 fases, inicialmente a implementar a partir de 1 de Janeiro, 1 de Abril e 1 de Julho de 2021.

Neste momento as datas de algumas das medidas foram adiadas para 1 de Outubro de 2021 e Janeiro de 2022, conforme refletido nos documentos disponibilizados abaixo.

Consulte aqui os requisitos aplicáveis a Produtos de Origem Animal para Consumo HumanoSubprodutos de Origem AnimalAnimais de Companhia Sem Carácter ComercialAnimais Vivos e Produtos Germinais

Pode ainda consultar os requisitos específicos para cães, gatos e furões.

Fonte: DGAV

O módulo INTRA do TRACES Clássico irá migrar para o TRACES-NT.

Operadores, transportadores e autoridades competentes deverão registar-se no TRACES-NT antes do dia 01/04/2021.

Haverá um período de transição de Abril a Outubro 2021 em que as duas plataformas poderão ser utilizadas, com preferência de uso do TRACES-NT.

Consulte as instruções de registo no TRACES-NT bem como o manual da Comissão Europeia.

Fonte: DGAV

No dia 10 de março foi apresentada no Parlamento Europeu uma resolução com o tema “Rumo a um mecanismo de ajustamento das emissões de carbono da UE compatível com a OMC”, através da qual se apela a uma taxa para as importações de países com grandes níveis de emissões de dióxido de carbono (CO2).

De acordo com o documento, em 2015 foram importadas na União Europeia (UE) 1317 mil milhões de toneladas de CO2, e em contrapartida, exportadas 424 milhões de toneladas de CO2.

A ideia é que esta taxa inclua o setor energético e o setor industrial, que tenham uma “utilização intensiva de energia”, nomeadamente “o cimento, o aço, o alumínio, a refinaria de petróleo, o papel, o vidro, os produtos químicos e os fertilizantes” – dado que representam 94% das emissões industriais da UE.

Este mecanismo serviria de incentivo para as indústrias europeias e para os parceiros comerciais, em prol da descarbonização, com o objetivo final de que “apoiem tanto as políticas climáticas da UE como as mundiais no sentido da neutralidade dos GEE, de acordo com os objetivos do Acordo de Paris”, dado a falta de colaboração de alguns parceiros, explicam na resolução. O documento realça ainda que os países menos desenvolvidos e os Estados insulares “devem receber um tratamento especial”.

Simone Tagliapietra, analista político do Instituto Bruegel, explicou à Euronews que “O importante é que haja um acordo a nível multilateral, que tudo seja explicado de forma transparente na Organização Mundial do Comércio. A questão central é que essas licenças gratuitas terão que ser eliminadas muito rapidamente para que o preço do carbono na Europa suba ao nível necessário para incentivar as empresas a diminuírem as emissões de CO2 do continente”.

Fonte: Greensavers