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6 de julho – Dia Mundial das Zoonoses

  • Wednesday, 06 July 2022 09:48

A OMS comemora hoje, dia 6 de julho, o Dia Mundial das Zoonoses.

As Zoonoses são doenças infeciosas transmissíveis direta ou indiretamente entre animais e humanos. Essa transmissão poderá ocorrer de forma direta pelo contacto entre o Homem e os animais ou por via indireta, através de alimentos contaminados ou pela transmissão da doença por vetores.

São exemplos de Zoonoses: a COVID-19, a Raiva, a Tuberculose, a Febre do Nilo Ocidental, a Brucelose, a Leishmaniose, a Gripe Aviária as Encefalopatias Espongiformes, entre outras.

Estas Zoonoses são doenças que têm um impacto efetivo na saúde de todas as comunidades, nas vivências diárias das sociedades, na economia, na biodiversidade e no meio ambiente.

Neste sentido, o conceito de Uma Só Saúde contempla abordagens diferenciadas, multidisciplinares e integradoras que apoiam a prevenção, a deteção e a resposta ao surgimento de doença que possa afetar os seres vivos num ecossistema equilibrado.

Este facto atribui aos médicos veterinários, aos agricultores, aos gestores de vida selvagem e aos serviços veterinários, um papel de destaque tanto a nível nacional como internacional.

A DGAV associa-se à celebração das iniciativas de comemoração do Dia Mundial das Zoonoses, reconhecendo a importância do papel dos Médicos Veterinários e da implementação das medidas sanitárias para a saúde e bem estar animal, bem como, para a saúde pública e para a saúde do meio ambiente, não esquecendo que “a luta contra as zoonoses se inicia eliminando o agente patogénico na sua fonte animal” (WOAH).

Fonte: DGAV

A França proibirá, a partir de outubro, o uso de nomes de carne como “bife” e “salsicha” em alimentos à base de proteínas vegetais, de acordo com um decreto publicado na quinta-feira, numa tentativa de evitar confusão sobre as alternativas à carne na moda.

A França é o primeiro país da União Europeia a impor uma tal restrição. Em 2020, os legisladores da UE rejeitaram uma proposta semelhante, apoiada pelos agricultores.

O mercado de alimentos à base de carne vegetal tem vindo a crescer, atraindo grandes investimentos de grupos agroalimentares globais que esperam capitalizar a tendência para uma alimentação saudável, incluindo menos carne vermelha.

Não será possível utilizar terminologia sectorial específica tradicionalmente associada à carne e ao peixe para designar produtos que não pertencem ao mundo animal e que, na sua essência, não são comparáveis“, lê-se no decreto oficial.

Terminologia

O regulamento aplica-se apenas a produtos fabricados em França, e o maior lobby agrícola do país, a FNSEA, disse que não foi suficientemente longe, uma vez que deixou a porta aberta às importações.

A associação francesa da indústria da carne Interbev congratulou-se com a implementação da lei inicialmente adotada em 2020, logo após o fim do confinamento pandémico.

Esta provisão é um primeiro passo em território francês, pioneiro na proteção dos seus nomes, que deveria ser alargada a nível europeu“, afirmou numa declaração.

Termos como “leite”, “manteiga” e “queijo” já são proibidos a nível europeu em produtos que não são de origem animal.

A palavra “hambúrguer” utilizada por muitas marcas, incluindo empresas americanas Beyond Meat, Impossible Foods e Restaurant Brands International Inc’s Burger King, para atrair consumidores, continuaria a ser permitida, uma vez que não se refere especificamente à carne, disse um porta-voz da Interbev.

Segundo a ResearchAndMarkets, os investidores, capitalistas de risco, bem como o aumento dos investimentos de gigantes agro-alimentares como a Cargill, Danone e Nestlé, ajudaram a impulsionar o crescimento para 19% por ano durante os próximos cinco anos.

Fonte: Grande Consumo

Após uma exaustiva revisão de quatro anos, envolvendo mais de 1000 partes interessadas e uma importante investigação científica, o Conselho de Administração do Marine Stewardship Council (MSC) aprovou por unanimidade a nova versão do seu Padrão de Pesca, classificando-a como uma “grande conquista”.

Atualmente, existem 539 pescarias certificadas de acordo com o Padrão de Pesca, representando 16% das capturas marinhas selvagens, o que o torna o maior programa de pesca sustentável do mundo. A influência do Padrão de Pesca do MSC vai mais além, sendo os seus requisitos utilizados em todo o mundo como um quadro de referência para aqueles que procuram melhorar a sustentabilidade dos oceanos.

A revisão envolveu a consulta mais extensa alguma vez realizada pela organização, incluindo pescarias, cientistas, avaliadores, ONG ambientais e representantes da indústria. Abordou algumas das questões mais difíceis que o oceano enfrenta, como a proteção da biodiversidade marinha e o incentivo a uma governação mais forte dos oceanos, ao mesmo tempo que forneceu ferramentas para expandir a acessibilidade do programa de sustentabilidade do MSC baseado no mercado às pescarias de pequena escala e dos mercados emergentes.

As melhorias significativas aprovadas pelo Conselho de Administração assegurarão que as pescarias com a certificação do MSC continuem a ser reconhecidas como líderes mundiais em matéria de sustentabilidade, contribuindo assim para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, incluindo o objetivo de acabar com a sobrepesca. À medida que o novo padrão for lançado e a sua implementação começar, os peritos do MSC vão disponibilizar um programa completo de formação e orientação para apoiar as pescarias e os avaliadores a aplicar os novos requisitos.

Melhorias

As melhorias incluem uma nova abordagem para proteger as espécies em perigo, ameaçadas ou protegidas. Espera-se que as pescarias reduzam ao mínimo o seu impacto sobre estas espécies para ajudar as suas populações a recuperarem.

Uma política FNA (Fins Naturally Attached) será obrigatória em todas as pescarias que retenham tubarões. Estas medidas irão reforçar a atual proibição de remoção das barbatanas de tubarões nas pescarias com a certificação do MSC.

Alguns dos requisitos existentes foram simplificados para tornar as avaliações mais eficazes e as melhorias nos métodos de ajuda às pescarias com dados limitados irão contribuir para a sua acessibilidade.

Novas medidas para as pescarias multijurisdicionais, gerida pelas ORGP, para assegurar estratégias de captura credíveis e robustas, e novos requisitos em matéria de provas para garantir que as pescarias – especialmente as que operam em alto mar, cujas capturas indesejadas incluam, por exemplo, aves marinhas – apresentem provas mais sólidas de como estão a gerir os seus impactos.

A nova versão do Padrão será publicada em outubro de 2022. As pescarias que entrem na avaliação pela primeira vez aplicarão o novo Padrão a partir de maio de 2023. Por sua vez, as pescarias já certificadas dispõem de um máximo de seis anos – uma redução em relação ao período de transição anterior – para ajustar as suas práticas ao novo Padrão.

Fonte: Grande Consumo

Ter uma grande ideia pode não ser suficiente para mudar o mundo – a inovação é um processo comercial, bem como a inspiração científica. A transformação da investigação em produtos comercializáveis é, em parte, um desafio empresarial.

É do conhecimento geral que as proteínas, uma componente chave da nutrição humana, são também essenciais para a produção de alimentos para animais. Menos conhecido é o facto desconfortável de que grande parte das proteínas com que alimentamos os animais na Europa leva à desflorestação e à sobrepesca em todo o mundo.

A start-up de biotecnologia Deep Branch concebeu um processo de transformação bioquímica que converte o dióxido de carbono (CO2) num pó rico em proteínas para a alimentação animal.

O processo da Deep Branch converte dióxido de carbono num pó, chamado Proton, que tem cerca de 70% de conteúdo proteico. Uma quantidade muito superior ao da soja natural, que ronda os 40%.

A empresa britânico-holandesa Deep Branch é a criação de Peter Rowe, doutorado em biologia molecular pela Universidade de Nottingham no Reino Unido. A ideia de converter CO2 em proteínas era-lhe recorrente. Olhámos para o campo e perguntamo-nos «Porque raio não está ninguém a fazer isto?», disse Rowe.

Farinhas para peixe

A criação de gado e a piscicultura requerem alimentos com alta densidade de proteínas. Cerca de 80% da produção mundial de soja é utilizada para a produção de carne de vaca e laticínios, produtos cuja procura aumenta a par com o crescimento populacional.

A aquacultura depende da produção de farinha de peixe, por sua vez dependente em parte da captura de peixe no estado selvagem.

A agricultura da soja conduz à desflorestação, ao aquecimento global e à perda de habitat enquanto a pesca excessiva põe em perigo os ecossistemas e afeta o equilíbrio da vida nos oceanos. Globalmente, a produção alimentar tem um enorme papel a desempenhar nas crises climática e de biodiversidade.

Há também a questão da segurança alimentar. «A Europa está quase completamente dependente da América do Sul para as proteínas que usamos para alimentar os nossos animais», disse Rowe. «Há um grande risco de eventos extremos, geopolíticos ou mesmo meteorológicos, que podem perturbar este estado de coisas.»

Pó de protões

O dióxido de carbono pode provir de muitas fontes. No projeto piloto, a Deep Branch utilizou gás proveniente de uma fábrica de bioenergia que queima resíduos de madeira. «Cultivamos estes micróbios num biorreator», explica Rowe. «É a mesma tecnologia usada para produzir enzimas na biotecnologia, ou mesmo para fabricar cerveja.»

O dióxido de carbono é colocado num tanque de fermentação na forma gasosa, com adição de hidrogénio para servir como fonte de energia. Uma vez completo o processo celular, a proteína é então seca e transformada num pó para ser utilizada como ingrediente em rações animais sustentáveis.

Impacto real

É o tipo de ideia que poderia fazer crescer uma economia circular e sustentável. A Deep Branch surgiu da tese em biotecnologia de Rowe. No entanto, Rowe não estava necessariamente interessado numa carreira académica.

«Nunca me vi como um académico de carreira, mas um doutoramento é uma boa escolha para uma carreira em biotecnologia», disse. Por outro lado, «gosto da ideia de que a minha investigação tenha impactos reais e a curto prazo no mundo», acrescentou.

De acordo com Rowe, a investigação especulativa é sempre necessária, e as universidades são os locais ideais para o fazer. Mas fazer a ponte entre o sector académico e o sector privado apresenta os seus próprios desafios.

«Algumas tecnologias nunca teriam sido inventadas no sector privado», afirma Rowe. «Por vezes, são necessários avanços científicos fundamentais. Mas depois tem de haver uma transição para o mercado.»

Correr riscos

As universidades terão de melhorar as suas políticas relacionadas com empresas spin-off para que este processo funcione melhor, argumenta Rowe. Hoje em dia, quando a tecnologia é desenvolvida numa instituição, as universidades e mesmo os académicos individuais ficam com uma parte do valor de uma empresa spin-off.

O problema é que, por vezes, esta percentagem é demasiado alta. Quando isso acontece, pode ter um impacto no crescimento futuro da empresa, desincentivando o investimento privado.

«A universidade ou o académico que tem direito à participação não tem qualquer risco», disse Rowe. «Os doutorandos ou pós-doutorandos fundadores da empresa assumem todos os riscos.»

Ao assumir uma participação de capital demasiado grande, as instituições podem afetar o desenvolvimento do negócio. «Temos de assegurar que os jovens investigadores possam sair e assumir riscos», disse Rowe.

Entretanto, a Deep Branch parece ser um bom exemplo de como a transição do meio académico para a indústria privada pode funcionar bem. Com uma equipa em crescimento, a empresa está à procura de mais investimento para desenvolver as suas próximas instalações.

«Estamos a manter-nos ocupados», acrescentou Rowe, com um sorriso.

Fonte: Agroportal

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, através da Unidade Regional do Sul, no concelho do Barreiro, uma operação de fiscalização no âmbito da garantia de segurança alimentar e saúde pública dos consumidores, a um estabelecimento de restauração, direcionado para a confeção e comercialização de refeições em take-away em plataformas digitais e serviço de refeições à mesa.

Durante a ação, foi possível verificar que o referido operador económico, inserido num complexo industrial, para além de confecionar as refeições em take-away, prestava também o serviço de refeições para os funcionários e utentes daquele complexo, não reunindo igualmente, as condições mínimas de higiene e técnico-funcionais para manipulação e comercialização de géneros alimentícios, colocando dessa forma, em perigo a saúde publica.

Para além do referido e após serem submetidos a perícia, procedeu-se também à apreensão de 52,5 kg de géneros alimentícios (produtos cárneos, pescado e vegetais), no valor estimado de 500,00 €, por se considerarem “anormais avariados”, em virtude de se encontrarem deteriorados ou com modificações de natureza e qualidade, resultantes do frio e da má conservação, tendo sido encaminhados para destruição, por falta de requisitos, para Unidade de Transformação de Subprodutos aprovada.

Em consequência, procedeu-se à instauração de 1 processo-crime por comercialização de géneros alimentícios “anormais avariados”, tendo sido dada notícia do mesmo à Autoridade Judiciária competente e determinada a suspensão de atividade do operador económico em causa, por não reunir as condições mínimas de higiene nas zonas de manipulação de géneros alimentícios.

Fonte: ASAE

Em Singapura, durante o ano de 2015, a bactéria Streptococcus do Grupo B (GBS) com tipo de sequência 283 (ST283) causou um surto de origem alimentar de doença invasiva por GBS, sendo os únicos casos reportados no mundo. Mais de 20% dos casos foram observados em adultos saudáveis sem comorbidades, o que é incomum para GBS. O surto foi associado ao consumo de peixes de água doce crus. Investigações subsequentes constataram que o GBS ST283 é comum entre os GBS que causam doença em humanos e tilápia em todo o Sudeste Asiático há pelo menos 20 anos, ao passo que este tem sido raramente identificado fora desta região. Considerando o caráter emergente desse surto, este perfil de risco consolida o conhecimento atual para identificar os dados e a lacunas sobre a ocorrência e dinâmica do GBS ST283 em toda a cadeia de fornecimento de peixes de água doce no Sudeste Asiático.

Apesar da infeção por GBS em peixes poder apresentar-se com poucos sinais clínicos de doença, os surtos de GBS em aquacultura de tilápia de alta densidade podem resultar numa infeção grave com mortalidades de até 80% do lote. Estes surtos são frequentemente não documentados mas provavelmente têm um amplo efeito na aquacultura, dada a sua importância económica e social no Sudeste Asiático. Adicionalmente, existe uma falta de dados sobre os padrões de consumo de peixes, incluindo a frequência, quantidade, preparação e dados demográficos de consumidores. Não obstante, o consumo de peixes de água doce sem tratamento com calor (crus ou em pratos fermentados) é comum no Sudeste Asiático. Considerando a grande lacuna de dados, o risco do GBS ST283 associado ao consumo de peixes de água doce continua a ser altamente incerto. As potenciais opções de gestão de risco começam com o uso de boas práticas de manuseio e biossegurança na aquacultura e boas práticas de segurança alimentar em toda a cadeia de fornecimento do pescado.

A FAO disponibilizou este estudo em várias línguas, incluindo português, pode consultar o documento aqui.

Fonte: FAO e Qualfood

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, na sequência de uma operação de fiscalização da Brigada Especializada dos Vinhos e Produtos Vitivinícolas – Unidade Operacional do Sul, procedeu à apreensão 6.950 litros de vinho num valor aproximado de 5.560,00 euros, numa ação inspetiva no concelho de Benavente, que visou, fundamentalmente, o fortalecimento do combate à preparação, à distribuição e à comercialização ilegal de vinhos.

Durante a ação, verificou-se que o operador económico possuía diversos depósitos sem estarem devidamente identificados quanto ao produto neles contido, não existindo qualquer documentação de suporte dos produtos vinícolas, nem qualquer inscrição dos registos vulgarmente designados por “contas corrente”, bem como, a inexistência de documentação que comprove os preceitos legais reguladores desta atividade e da sua rastreabilidade.

Em resultado foram detetadas várias infrações contraordenacionais, nomeadamente: a falta de inscrição no Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) para elaboração, comercialização e produção de produtos vitivinícolas, a violação das normas de organização do mercado vitivinícola quanto aos registos dos produtos existentes em armazém e ainda a inexistência, em todos os recipientes de armazenagem, da indicação da natureza dos produtos e respetivo n.º de ordem.

Por último, refere-se que, foi instaurado 1 processo-crime por produtos vitivinícolas “anormais avariados”.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores.

Fonte: ASAE

A Comissão Europeia adotou e publicou em 22 de junho último a Proposta de Regulamento sobre o Uso Sustentável de Produtos Fitofarmacêuticos e que se encontra em consulta pública por um período de 8 semanas. Os contributos recebidos serão publicados, resumidos pela Comissão Europeia e apresentados ao Parlamento Europeu e ao Conselho com o objetivo de contribuírem para o debate no procedimento legislativo.

Podem ser consultados mais detalhes sobre esta consulta em Pesticides – sustainable use (updated EU rules) (europa.eu)

Consulte aqui a versão portuguesa dos documentos:

Fonte: DGAV

O MORE - Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, juntamente com o IPB – Instituto Politécnico de Bragança e o CNCFS – Centro Nacional de Competências de Frutos Secos, integram parceria internacional para a valorização de amendoais mediterrânicos através do uso de estratégias integradas de cultivo entre culturas, com o desenvolvimento do projeto VALMEDALM.

O projeto VALMEDALM, é liderado pelo MORE COLAB e reúne um consórcio internacional composto por nove entidades de seis países - Portugal, Itália, Croácia, Israel, Egito e Marrocos, envolvendo organizações, institutos, universidades, associações e empresas. Este projeto teve início em junho de 2022 e terá uma duração total de 36 meses.

O projeto VALMEDALM, visa potenciar a produção local de amêndoa do Mediterrâneo através da implementação de práticas de intercropping como uma estratégia integrada alinhada com aspetos económicos e sociais, bem como com princípios sustentáveis para uma adaptação às alterações climáticas.

Através da implementação de campos demonstradores nos seis países envolvidos no consórcio, irão ser promovidas estratégias de intercropping e avaliados os impactos destas práticas ao nível da produção, das propriedades nutricionais, da biodiversidade e igualmente na gestão de pragas e infestantes. Esta proposta terá igualmente um grande foco no desenvolvimento de canais de interação e estratégias de networking direcionados à promoção da formação, transferência de conhecimento e trabalho colaborativo junto de agricultores locais, associações de produtores e pequenas empresas.

O MORE CoLAB e o VALMEDALM

Enquanto coordenador do projeto VALMEDALM, o MORE CoLAB lidera igualmente o Conselho Executivo e a Equipa de Gestão do projeto. Está ainda responsável pela implementação de estratégias de formação e transferência de conhecimento, assim como pela coordenação do consórcio internacional e gestão do projeto.

“É uma honra para a equipa do MORE CoLAB liderar esta parceria internacional que vai dar resposta aos desafios prementes de adaptação das práticas agrícolas às alterações climáticas através de estratégias sustentáveis para gerar valor económico e social"– afirma Andrey Romanenko, Diretor Executivo desta Associação.

Financiamento

O projeto é financiado pela Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT), pelo PRIMA (Parceria para a Investigação e Inovação na Região Mediterrânica), impulsionado pelo programa europeu H2020.

Sobre o MORE CoLAB

O MORE – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação – Associação é um laboratório colaborativo, sediado em Bragança e com Polo no Vale do Côa e Centro Interior, que tem como missão ser um elo de ligação entre o conhecimento científico e a comunidade empresarial, tendo como principal objetivo promover e dinamizar o desenvolvimento das regiões de montanha, com destaque para a área mediterrânica. Desta forma, procura gerar inovação em novos produtos, processo e serviços, com impacto na economia e no desenvolvimento sustentável dessas regiões e estimular a criação de emprego qualificado gerador de valor económico e social. O MORE atua em cinco grandes áreas, nomeadamente: Alimentos e Produtos de Base Biológica, Tecnologias Inteligentes, Ambiente de Montanha e Gestão de Ecossistemas, Património, Turismo, Bem-Estar e Negócios e Gestão.

Fonte: Agronegócios

O relatório “OCDE-FAO Panorama Agrícola 2022-2031” fornece uma análise dos mercados nacionais, regionais e globais de commodities para a próxima década, constituindo uma referência para o planeamento de políticas associadas ao setor agrícola. A publicação disponibiliza projeções para produção, consumo, comércio e estimativa de preços para alimentos (exemplos: cereais, oleaginosas, frutas tropicais, leguminosas, açúcar, carne, laticínios, peixe) no período de 2022 a 2031.

Entre as mensagens-chave do relatório para os próximos dez anos, destaca-se:

  • A interrogação da capacidade do setor agrícola para conseguir alimentar uma população crescente e simultaneamente reduzir as emissões de gases de efeito de estufa.
  • A tendência de crescimento sustentável da produtividade agrícola em cerca de 28%, o triplo do aumento registado na última década.
  • O impacto em larga escala da invasão russa à Ucrânia sobre mercados agrícolas globais e segurança alimentar. Com particular incidência nos mercados globais de cereais, alterando as tendências dos mercados de trigo na próxima década.
  • A importância de um sistema de comércio multilateral regulado e transparente em prol do bom funcionamento dos mercados globais e melhor resposta (curto e médio prazo) a desafios.

Consulta do relatório aqui

Fonte: Agroportal