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A Comissão Europeia alterou os limites máximos (LMR) de resíduos de compostos de mercúrio no interior e à superfície de frutas e legumes.

Diz o Regulamento 2018/73 da Comissão , de 16 de Janeiro de 2018, que a Directiva 79/117/CEE do Conselho proibiu a colocação no mercado e a utilização de produtos fitofarmacêuticos contendo compostos de mercúrio. Todas as autorizações de produtos fitofarmacêuticos contendo compostos de mercúrio foram revogadas e, por conseguinte, todos os LMR foram fixados no limite de determinação (LD) relevante.

Mercúrio a mais nos alimentos

A Comissão recebeu informações dos Estados-membros e de operadores de empresas do sector alimentar indicando a presença de compostos de mercúrio em vários produtos a níveis que resultam em resíduos superiores ao LD estabelecido no Regulamento (CE) n.o 396/2005 .

Os dados de monitorização recentes confirmam a ocorrência de resíduos de compostos de mercúrio em diversos produtos a níveis superiores ao LD.

Onde

Tendo em conta o percentil 95 de todos os resultados das amostras, foram comunicadas as seguintes ocorrências: frutos de casca rija a 0,02 mg/kg, plantas aromáticas frescas a 0,03 mg/kg, cogumelos de cultura a 0,05 mg/kg, cogumelos silvestres a 0,50 mg/kg, excepto cepes, a 0,90 mg/kg, sementes de oleaginosas a 0,02 mg/kg, chás, grãos de café, infusões de plantas e grãos de cacau a 0,02 mg/kg, especiarias a 0,02 mg/kg, excepto gengibre.

E ainda: noz-moscada, macis e curcuma a 0,05 mg/kg, carne a 0,01 mg/kg, excepto no que se refere à carne de caça selvagem a 0,015 mg/kg e à carne de pato (de criação e selvagens) a 0,04 mg/kg, gordura animal a 0,01 mg/kg, miudezas comestíveis a 0,02 mg/kg, excepto miudezas de caça selvagem a 0,025 mg/kg e miudezas de javali a 0,10 mg/kg, leite a 0,01 mg/kg e mel a 0,01 mg/kg.

“Visto que os pesticidas contendo mercúrio foram progressivamente suprimidos desde há mais de trinta anos na União, pode considerar-se que a presença de mercúrio nos géneros alimentícios se deve à contaminação ambiental”, pode ler-se no Regulamento.

Fonte: Agroportal

Na maioria dos casos, as intoxicações alimentares são causadas por microrganismos patogénicos que se multiplicam e/ou produzem toxinas no alimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que as intoxicações causadas por água ou alimentos contaminados sejam responsáveis por cerca de 2 milhões de mortes por ano. As crianças, os idosos e os doentes crónicos são os mais vulneráveis a este tipo de infeções.

A sintomatologia resultante destas intoxicações depende, entre outros fatores, do microrganismo que a origina, sendo os sintomas mais frequentes as dores de estômago, vómitos e diarreia. Estes podem ser desencadeados de forma rápida, logo após a ingestão do alimento ou demorar dias ou semanas a surgir. Na generalidade, a sintomatologia surge 24 a 72 horas após a ingestão do alimento.

Em seguida, listamos os principais erros que fazemos ao cozinhar e que podem ter como consequência uma intoxicação alimentar.

Erro #1 Higiene insuficiente dos utensílios e das superfícies;

Erro #2 Não separar os alimentos crus dos cozinhados;

Erro #3 Utilizar os mesmos utensílios para os alimentos crus e para os alimentos cozinhados;

Erro #4 Não cozinhar bem os alimentos;

Erro #5 Não desinfetar os alimentos que vão ser consumidos crus;

Erro #6 Não manter os alimentos a temperaturas adequadas;

Erro #7 Não guardar as sobras das refeições no frigorífico;

Erro #8 Beber água que não é potável;

Erro #9 Utilizar matérias-primas não seguras;

Erro #10 Comer, fumar, tossir ou espirrar enquanto se cozinha.

Como prevenir as intoxicações alimentares

Segundo a Direcção-Geral da Saúde, as principais regras para prevenir as intoxicações alimentares são as seguintes:

– Manter a limpeza dos utensílios e superfícies;

– Manter alimentos crus separados de alimentos cozinhados e utilizar utensílios diferentes para ambos;

– Cozinhar bem os alimentos, em especial os ovos e a carne de frango;Desinfetar bem os alimentos a consumir em cru, como saladas e fruta;

– Manter os alimentos a temperaturas seguras, conservando sempre as sobras no frigorífico;

– Utilizar água e matérias-primas seguras;

– Não comer ou fumar e evitar espirrar ou tossir quando manipula alimentos;

– O estado de saúde e higiene pessoal são também aspetos que devem ser garantidos a fim de evitar intoxicações alimentares.

Deve haver especial cuidado durante os meses de verão, uma vez que temperaturas elevadas favorecem a multiplicação dos micro-organismos presentes nos alimentos.

Fonte: RotaSaúde.Lusíadas.pt

A ASAE indicou na passada sexta-feira que instaurou 19 processos de contraordenação e apreendeu cerca de 900 litros de aguardente de medronho no valor de cerca de 35 mil euros no âmbito de uma operação de fiscalização à comercialização deste produto.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) adianta que os 15 processos de contraordenação foram instaurados por incumprimento das características específicas da aguardente de medronho e irregularidades na sua rotulagem, tendo ainda sido levantados dois processos-crime por violação e uso ilegal da indicação geográfica protegida “Medronho do Algarve IGP”.

A ASAE realizou diversas ações de fiscalização direcionadas à produção e comercialização de aguardente de medronho, tendo fiscalizados 43 operadores económicos e feito ensaios laboratoriais de aguardente de medronho disponíveis ao consumidor final.

Fonte: TVI24

Os portugueses consumiram menos 5500 toneladas de açúcar em 2017 devido à taxa das bebidas açucaradas e o Governo prepara-se para acordar com a indústria a reformulação de produtos como cereais, tostas ou batatas fritas.

Em entrevista à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, congratulou-se com o impacto da taxa das bebidas açucaradas que, além de se traduzir num encaixe de 80 milhões de euros para o pagamento das dívidas do Serviço Nacional da Saúde (SNS), levou a indústria a produzir bebidas com menos açúcar.

Segundo Fernando Araújo, os resultados desta medida superaram as melhores expectativas do Governo, levando a uma redução do consumo calculada em 5500 toneladas de açúcar. O secretário de Estado sublinhou que o consumo das bebidas mais açucaradas (com mais de oito gramas por 100 mililitros) diminuiu para metade. Esta redução deveu-se à redução do consumo em si, mas também à "reformulação dos produtos", adiantou.

No próximo orçamento do Estado, a medida vai ser novamente analisada e poderá levar em conta uma das pretensões da indústria de serem criados escalões mais baixos da taxa. Outra mudança poderá passar pelo destino da verba resultante desta taxa, superior a 80 milhões de euros no ano passado, que vai ser aplicada no pagamento das dívidas do sector, mas que a tutela veria com bons olhos se pudesse ser usada na área da prevenção. Esse seria, aliás, o destino da taxa do sal, chumbada na Assembleia da República, e que resultaria em 30 milhões de euros anuais para a área da promoção da saúde.

A propósito deste chumbo, Fernando Araújo disse que esse chumbo lhe mereceu "alguma preocupação". "O objectivo não era angariar verbas, mas pressionar [a indústria] para reformular os produtos" e produzi-los com menos sal, explicou.

O objectivo de tornar a alimentação dos portugueses mais saudável vai agora ser retomado através de um acordo que o Ministério da Saúde está a preparar com a indústria agro-alimentar, com vista à reformulação de produtos.

"Vamos com eles (indústria) discutir objectivos concretos para determinado conjunto de gamas de produtos, ao longo de vários anos. A nossa proposta é de três anos com metas anuais de redução de sal e de açúcar nos produtos que consideramos mais importantes para ver se conseguimos por esta via melhorar a qualidade da alimentação dos portugueses", afirmou Fernando Araújo.

Na mira do Governo estão três áreas: o açúcar, o sal e as gorduras, nomeadamente as trans (gorduras artificiais criadas pela indústria de alimentos). "Vamos colocar objectivos de redução anuais, de modo a que estejam alinhados com as boas práticas europeias", disse. Alimentos como cereais, refrigerantes, batatas fritas, sopas prontas a consumir, bolachas, iogurtes, leite com chocolate ou tostas deverão ser reformulados no seguimento deste acordo, explicou Fernando Araújo, adiantando que no acordo ficarão definidas as responsabilidades das partes que, no caso da indústria, será produzir alimentos com menos quantidades de sal e açúcar.

"Vamos propor que seja elaborado um cabaz dos [alimentos] mais representativos. Nos cereais, por exemplo, vamos tentar perceber quais os que 80 % da população consome e depois, anualmente, iremos medir o açúcar (...) de modo a saber se estamos a conseguir reduzir a quantidade de sal e açúcar que ficar definido com acordo com a indústria", referiu.

A ideia é "chegar a acordo" e não criar mais taxas. Ainda assim, Fernando Araújo garante que se a redução de sal e açúcar não se registar, segundo o acordado entre as partes, "há outros instrumentos". "Há condições para que a indústria portuguesa e europeia faça essa alteração de conteúdo", acrescentou.

Padarias com menos sal terão selo de qualidade

Na lista de incentivos do Governo entram também as padarias, através da atribuição de um selo de qualidade aos estabelecimentos que vendam pão com um grama de sal por 100 gramas de pão. A medida está a ser analisada com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e a indústria da panificação que tem mostrado "uma grande abertura" para produzir pão com menos sal. A lei actual impõe como limite máximo de sal no pão 1,4 gramas por cada 100 granas de produto, enquanto "países como Inglaterra já estão em um grama", disse.

Fernando Araújo recordou que Portugal tem um terço de pessoas hipertensas e as mais elevadas taxas europeias de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC). "É necessário fazer alguma coisa."

O acordo firmado com a indústria da panificação estabelece que até 2021 será reduzida a quantidade de sal no pão, até atingir um grama de sal por 100 gramas de produto. Trata-se de "uma meta a quatro anos, ao fim dos quais será reduzido 30% do sal no pão", destacou.

O acordo vai agora ser transformado em lei e caberá ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) realizar "um plano de amostragem anual às padarias de todo o país" para averiguar se a lei será cumprida. "A indústria da panificação mostrou uma grande abertura para reformular a forma de produzir os pães, incluindo os tradicionais que estão excluídos da lei actual", disse.

Segundo Fernando Araújo, as padarias que atinjam antes de 2021 o objectivo definido para essa data — um grama de sal por 100 gramas de pão — terão um selo de qualidade que poderão usar de forma visível no estabelecimento.

Fonte: Público

Mais de quinze malas de porão com 317 quilogramas (Kg) de meixão vivo, enguia europeia na fase larvar, uma espécie protegida e de pesca proibida, foram apreendidas no aeroporto de Lisboa.

A apreensão foi feita na alfândega do aeroporto de Lisboa, envolvendo 16 malas transportadas por oito viajantes que tinham como destino final o Vietname e que acondicionaram o meixão em sacos de plástico com água, intercalados com sacos térmicos.

"Trata-se de uma das espécies mais traficadas no mercado negro, sendo um comércio ilegal muito apetecível, podendo um quilograma atingir o valor de 1.000 euros", afirma o Ministério das Finanças, no comunicado, destacando o trabalho da Autoridade Tributária e Aduaneira (alfândega), tutelada pelo ministério, na apreensão efetuada pela ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

O meixão é procurado para fins alimentares, especialmente nos mercados asiáticos.

Fonte: Jornal de Notícias

Investigadoras da Universidade Católica do Porto (UCP) estão a utilizar resíduos do tomate, da uva e da azeitona para criar produtos funcionais, com alto valor nutricional, que podem ser aplicados em farinhas, pães, temperos, charcutaria e lacticínios.

O objetivo "é criar alimentos mais diversificados, com reforço de fibra e proteção antioxidante", com subprodutos representativos de culturas vegetais com impacto em Portugal.

Este projeto, que está a ser desenvolvido há quatro meses, surgiu a partir da vontade de Manuela Pintado, Tânia Ribeiro, Marta Coelho e Joana Costa, da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da UCP, em responderem às diferentes necessidades do consumidor, promovendo a sua saúde e qualidade de vida.

Segundo explicaram à Lusa, estes produtos que estão a criar serão ricos em compostos bioativos, como a fibra e os carotenoides, que, em estudos realizados ao longo dos anos, têm demonstrado evidências na melhoria do trânsito intestinal, na recuperação desportiva, na regulação dos níveis de colesterol ou da função cardíaca.

Além da riqueza em fibras e elevada capacidade antioxidante, os produtos que a equipa está a desenvolver são isentos de glúten e têm uma maior capacidade de conservação, o que se irá refletir nos alimentos nos quais forem incorporados.

"Por fim, o concentrado de fibra antioxidante insere-se na nova tendência alimentar 'Going full circle' -- Completando o ciclo, onde os consumidores valorizam, entre vários conceitos, questões como diminuição de desperdícios alimentares e a reutilizar subprodutos", contaram as investigadoras.

De acordo com as investigadoras, um dos principais problemas enfrentados pela indústria alimentar é a acumulação e gestão dos seus subprodutos.

"Apesar do seu elevado valor nutricional, atualmente as aplicações dos subprodutos são limitadas e não criam valor acrescentado para a indústria, gerando, pelo contrário, custos elevados na gestão de resíduos, e, em alguns casos, com impacto ambiental", indicaram.

Devido a isso, consideram que é "imperativa" a procura e criação de novas alternativas, que tragam valor acrescentado aos subprodutos.

"Disponibilizar os nossos produtos no mercado seria uma concretização pessoal, não só pela dedicação ao projeto, mas por acreditarmos que são uma forma sustentável de contribuir para a alimentação de uma população mundial crescente, que enfrentará, nos próximos anos, limitações de matérias-primas para a produção de alimentos", referiram.

Apesar de as investigadoras já trabalharem com subprodutos há alguns anos, o projeto Veggyflours é mais recente, tendo surgido há cerca de quatro meses.

Futuramente esperam expandir a aplicação desta solução a outros subprodutos vegetais.

Com este projeto participaram no programa BIOTECH_agrifood INNOVATION, programa de pré-aceleração criado pela ESB-UCP, com o apoio da associação Portugal Foods e da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

Este programa tem como objetivo selecionar ideias inovadoras para o setor agroalimentar e apoiar a sua transformação em projetos de negócio.

Fonte: Diário de Notícias

Um estudo, recentemente publicado, revela que as nossas funções cognitivas e neurovasculares são afetadas pelo excesso de sal na comida que ingerimos.

Estudos anteriores já tinham confirmado a associação entre uma dieta rica em sal e as doenças cerebrovasculares. No entanto, não se sabia como é que este dano era provocado. Um estudo publicado esta segunda-feira na Nature Neuroscience esclarece um dos mecanismos responsáveis pelos danos cognitivos.

Ao Público, Costantino Iadecola, professor de neurologia, cientista no centro de investigação Weill Cornell Medicine, em Nova Iorque, nos EUA, e principal autor do artigo, explica que ao alimentar ratos com uma dieta com um alto teor de sal – oito a 16 vezes mais do que a dieta normal – comprometemos o cérebro a nível cognitivo.

O efeito no cérebro resulta da acumulação no intestino delgado de uma classe especial de linfócitos – os Th17. Estes linfócitos produzem grandes quantidades de um tipo especial de uma citocina, chamada IL17.

“A IL17 entra na circulação sanguínea, atua nas células endoteliais do cérebro, que ligam os vasos sanguíneos do cérebro, e reprime a produção de óxido nítrico. O óxido nítrico é fundamental para relaxar os vasos sanguíneos do cérebro e permitir que o fluxo sanguíneo seja suficiente e para ajudar os neurónios a manterem-se saudáveis”, refere o cientista.

Desta forma, avança o jornal, a perda de óxido nítrico diminui o abastecimento de sangue para o cérebro, causando uma disfunção neuronal que leva a danos na cognição. E estes efeitos nada têm a ver com o aumento da pressão sanguínea pelo que “o alto teor de sal, por si só, prejudica a função cerebral”.

Através destas experiências realizadas com ratos, os cientistas perceberam que o excesso de sal provoca, também, um défice na memória. Após 12 semanas de um dieta com alto teor de sal foi observado o dano das funções cognitivas.

Porém, a equipa constatou que quando os ratinhos regressavam a uma dieta normal, o seu desempenho voltava ao normal. Os cientistas mostraram assim que o efeito do excesso do sal pode ser reversível.

“Demorou um mês para que os ratinhos recuperassem as suas funções, depois de voltar a uma dieta normal, o que é uma boa notícia porque os efeitos parecem reversíveis, pelo menos no período de exposição que testámos”, sustenta Iadecola.

Ainda assim, a garantia de reversibilidade é frágil. “Continua por esclarecer se uma exposição mais duradoura a uma dieta com alto teor de sal pode levar a um prejuízo cognitivo permanente”, nota Costantino Iadecola.

Embora o comportamento dos ratos e dos humanos seja diferente, a extrapolação dos resultados para seres humanos pode ser feita. No entanto, resta saber de que “quantidade de sal a mais estamos a falar, durante quanto tempo e quanto tempo demoraríamos a conseguir recuperar do dado”.

“Precisámos de três meses de uma dieta com alto teor de sal para induzir danos cognitivos nos ratos. Em seres humanos, a exposição teria de ser mais longa – durante anos ou décadas – mas talvez também seja possível prejudicar a cognição com níveis mais baixos de sal na dieta”, esclarece o especialista.

Fonte: ZAP.aeiou

A Comissão Europeia aprovou a Primeira Estratégia Europeia sobre Plásticos. Todos os recipientes de plástico no mercado da União Europeia serão recicláveis até 2030, o consumo de plásticos de uso único será reduzido e o uso intencional de microplásticos será restringido.

A nova estratégia faz parte da transição para uma economia mais circular e protegerá o meio ambiente da contaminação de plásticos, ao mesmo tempo que estimula o crescimento e a inovação, transformando um obstáculo num programa positivo para o futuro da Europa.

De acordo com o primeiro vice-presidente Frans Timmermans, responsável pelo desenvolvimento sustentável, "se não mudarmos a maneira como produzimos e usamos plásticos, até 2050, haverá mais plástico do que peixe no mar. Temos de evitar que os plásticos atinjam a água e os alimentos e, até, o nosso corpo. A única solução a longo prazo é reduzir o desperdício de plástico, aumentando a sua reciclagem e reutilização. Este é um desafio que os cidadãos, a indústria e os governos devem enfrentar juntos. Com a estratégia da União Europeia em matéria de plásticos, também promovemos um novo modelo de negócios mais circular. Devemos investir em tecnologias novas e inovadoras que garantam a segurança dos cidadãos e do meio ambiente, mantendo a competitividade da indústria".

Por sua vez, o vice-presidente Jyrki Katainen, responsável pelo emprego, crescimento, investimento e competitividade, afirma que "com a estratégia sobre os plásticos, estamos a lançar as bases de uma nova economia de plástico, circular, ao mesmo tempo que direcionamos o investimento nesse sentido. Isso vai ajudar-nos a reduzir os resíduos plásticos em terra, mar e ar e vai oferecer novas oportunidades de inovação, competitividade e emprego. É uma ótima oportunidade para a indústria europeia desenvolver o seu papel como líder mundial em novas tecnologias e materiais. Os consumidores têm a capacidade de tomar decisões conscientes que protejam o meio ambiente. É uma situação de que todos nós podemos realmente beneficiar".

Todos os anos, os europeus geram 25 milhões de toneladas de resíduos de plástico, mas menos de 30% são recolhidos para reciclagem. Em todo o mundo, o plástico representa 85% dos resíduos nas praias.

A estratégia sobre os plásticos procura transformar a forma como os produtos são concebidos, produzidos, utilizados e reciclados na União Europeia. A este respeito, Bruxelas observa que "muitas vezes, a forma como os plásticos são produzidos, utilizados e descartados atualmente impede a obtenção dos benefícios económicos de uma abordagem mais circular e prejudica o meio ambiente. O objetivo é proteger o meio ambiente ao lançar as bases para uma nova economia do plástico, em que design e produção respeitem plenamente as necessidades de reutilização, reparação e reciclagem e se criem materiais mais sustentáveis".

Com a estratégia sobre os plásticos, a Comissão Europeia adotou um quadro de seguimento, que consiste num conjunto de 10 indicadores-chave que abrangem cada fase do ciclo e que irá medir o progresso da transição para uma economia mais circular na União Europeia e no âmbito nacional.

Fonte: Grande Consumo

A capacidade de reprodução da vespa asiática em Portugal tem sido “impressionante”. Quem o diz é o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que explicou recentemente que tem havido uma expansão daquela espécie, o que levou o Governo a “reequacionar” o programa de combate à vespa asiática com base numa comissão de acompanhamento para avaliar a estratégia para fazer face a esta espécie invasora, avistada em 12 distritos nacionais.

Estas declarações foram proferidas à agência Lusa à margem da sessão comemorativa do 120º aniversário da restauração definitiva do concelho de Vila Nova de Poiares, onde o responsável pela pasta da Agricultura referiu que “tem havido uma expansão, apesar de todo o esforço que tem vindo a ser feito para identificar e destruir os ninhos de vespa asiática. A sua capacidade de reprodução, pela ausência de predadores, tem sido de facto impressionante.”

A vespa velutina é uma espécie asiática com uma área de distribuição natural pelas regiões tropicais e subtropicais do Norte da Índia ao leste da China, Indochina e arquipélago da Indonésia e cuja presença em Portugal foi reportada pela primeira vez em 2011.

De acordo com Capoulas Santos, esta espécie invasora “é uma ameaça à nossa biodiversidade, em particular para as abelhas melíferas, que têm um papel importantíssimo na polinização. Teremos de levar mais longe o esforço, juntamente com a Proteção Civil e as autarquias, para identificar e destruir esta praga que infelizmente nos atingiu.”

“A sua manipulação e destruição implica meios, muitas vezes dispendiosos, para os quais é necessário dar resposta. Temos de nos mobilizar, ministério da Agricultura, autarquias, organizações da sociedade civil, Proteção Civil, por forma a tentar suster esta praga que nos atingiu há seis ou sete anos atrás e que não tem parado de progredir no nosso território”, concluiu.

Em outubro do ano passado, o Governo decidiu criar uma comissão de acompanhamento da vespa asiática com o objetivo de fazer uma avaliação da estratégia de combate a esta espécie.

Fonte: Vida Rural

O último inquérito do INE sobre a estrutura das explorações agrícolas, referente a 2016, permite traçar um perfil da agricultura portuguesa.

Clique aqui para consultar o infográfico que apresenta os factos mais relevantes.

Fonte: Vida Rural