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É o herbicida mais usado em Portugal, campeão de vendas na Europa e um caso de sucesso na América. O glifosato serve para matar ervas, mas esconderá outros perigos?

Maria de Lurdes e o marido são agricultores desde que têm memória. Combatem as pragas e as ervas daninhas com químicos - como aprenderam - sem levantarem demasiadas questões. Chamam-lhes tratamentos.

É na agricultura que o glifosato é mais usado. O herbicida foi inventado nos anos 70, pela multinacional americana Monsanto. Hoje em dia, só em Portugal, há mais de 20 marcas que comercializam glifosato. É um herbicida total, não seletivo - o que quer dizer que mata qualquer tipo de planta.As marcas de pesticidas estabeleceram intervalos de segurança. São períodos de tempo de espera entre a aplicação e o consumo.

Já na horta de Margarida Silva não entra glifosato. A investigadora acredita que o herbicida esconde sérios riscos para os humanos.

O alerta sobre os perigos do herbicida soou a mais de mil de quilómetros de Portugal, em França. A Organização Mundial de Saúde, através da Agência Internacional de Investigação para o Cancro, estudou o glifosato durante um ano.

Dezassete investigadores tomaram uma decisão unânime: classificar o glifosato como potencialmente cancerígeno.

Consumir glifosato

O glifosato pode entrar no corpo humano através da ingestão de água e alimentos ou da inalação.

Em Portugal é no Instituto de nacional de investigação agrária e veterinária que são feitas as análises aos alimentos. Todos os anos são feitas análises a centenas ou milhares de amostras, consoante os planos.

O glifosato não está sozinho. Cada embalagem esconde uma mistura de vários químicos para aumentar a eficiência. Muitos escapam ao controle porque são considerados segredo da própria marca e nem sequer constam no rótulo.Para uma amostra de alimentos pesquisam-se muitas substâncias diferentes, faz-se um rastreio enorme em termos de moléculas para perceber se houve alguma contaminação. Nenhum desses parâmetros é o glifosato. O laboratório tem a competência técnica, mas ainda não têm a luz verde oficial. Falta uma acreditação que deve chegar ainda este ano.

As análises em causa são para já feitas nos Estados Unidos, para onde são enviadas as amostras. O laboratório escolhido é o de uma universidade na Califórnia. A RTP tem conhecimento da morada e dos métodos analíticos, mas a universidade exigiu anonimato. Está a preparar um estudo científico sobre o glifosato, uma investigação blindada às pressões externas que só deverá ser divulgada no verão.

Mas a ciência fala a duas vozes. De um lado as Nações Unidas, do outro a Europa. Milhares de estudos foram analisados pelas duas entidades. Já este ano um grupo de cientistas acusou a da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar) de ser parcial e de se ter baseado num relatório da própria industria, uma parte interessada.

Os maiores problemas com o glifosato estão nos países americanos, onde são cultivados alimentos geneticamente modificados – 80% dos chamados OGM são resistentes ao glifosato, o que quer dizer que uma plantação transgénica pode ser pulverizada com herbicidas sem que a cultura morra, só as ervas. Um jackpot económico que se traduz por altas concentrações de herbicidas nos cereais.

Estes transgénicos são por enquanto proibidos na Europa. Mas há um transgénico que pode ser semeado: a variedade de milho MON 181. E Portugal é um dos quatro países que cultiva OGM na Europa.

Nos supermercados, os produtos OGM estão sobretudo nas prateleiras de óleos alimentares, numa farinha de milho e numa maionese. Mas várias toneladas de milho e soja OGM entram todos os dias em Portugal. Vêm de barco e vão para as fábricas de rações. Mais de 90% da alimentação animal é feita de transgénicos resistentes ao glifosato.

Mas a qualidade paga-se. Os alimentos biológicos são, em geral, mais caros. E… serão suficientes para alimentar o planeta?

Para ver a reportagem, clique aqui.

Fonte: RTP

Portugal manteve em 2015 o estatuto de nono maior exportador de vinho a nível mundial, em valor, mas arrisca cair este ano para a 10.ª posição devido à aproximação veloz e a colagem da Argentina.

As empresas nacionais venderam para o exterior 738 milhões de euros, enquanto os argentinos fecharam o ano com exportações de 737 milhões de euros.

A lista organizada pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) é liderada pela França, com 8.244 milhões de euros exportados, seguida a longa distância pela Itália, que exportou 5.353 milhões de euros. Em conjunto, os dois países europeus representam quase metade das transacções internacionais de vinho.

Já nas contas ao volume que ultrapassou as fronteiras do país produtor, Portugal mantém o nono posto. É que, em comparação com o "ranking" em euros, os 2,8 milhões de hectolitros de vinho português exportado ficam abaixo da produção do mais barato sul-africano, mas é uma quantidade superior ao produzido nas vinhas neozelandesas, vendido para todo o mundo a um preço mais caro do que o português.

Estes dados constam do retrato anual sobre a conjuntura mundial do sector, divulgado a 18 de Abril, pela OIV, sediada em Paris. A apresentação feita pelo director-geral da OIV, Jean-Marie Aurand, mostra que a produção mundial aumentou 2,2 por cento em termos homólogos e que a China consolidou o lugar de segunda maior superfície vinícola do mundo, a seguir a Espanha. Portugal tem a quarta maior da Europa, com 217 mil hectares, suficientes para produzir mais de sete milhões de hectolitros de vinho em 2015.

Do lado das compras, os Estados Unidos são o maior importador de vinho do mundo, em valor. Em 2015 compraram 4.855 milhões de euros, com um crescimento de 20 por cento face ao ano anterior. Segue-se o Reino Unido, que também aumentou as compras de vinho ao exterior e está no segundo lugar do ranking, com 3.915 milhões de euros. O pódio é fechado pela Alemanha, que até importa a maior quantidade, 15 milhões de hectolitros, mas a um preço inferior do que é oferecido pelos clientes norte-americanos e britânicos.

Depois da crise financeira e económica iniciada em 2008, o consumo parece ter estabilizado em torno dos 240 milhões de hectolitros estimados por esta organização para o ano passado.

E nesta lista encabeçada pelos Estados Unidos e pela França, Portugal não está no fundo, apesar da diferença populacional para os "concorrentes". Em 2015, os portugueses aumentaram o consumo em 1,6 por cento e beberam 4,8 milhões de hectolitros de vinho.

Fonte: CONFAGRI

Redução do cultivo de OGM's em 2015

  • Thursday, 28 April 2016 16:56

Pela primeira vez, desde há vários anos, a área mundial cultivada com sementes OGM diminuiu 1%, sobretudo, devido à redução nos Estados Unidos.

Esta diminuição é, no entanto, justificada com a baixa do preço mundial dos cereais e oleaginosas.

Em 2015, foram semeados 179,7 milhões de hectares de culturas OGM, contra os 181,5 milhões em 2014. As maiores reduções deram-se na cultura do milho (-4%) e do algodão (-5%).

Em 2013 e 2014, o aumento das áreas já tinha registado um pequeno crescimento de 3%, longe dos 8% registados em 2011 e os 6% de 2012.

Neste momento, 87% da área semeada situa-se no Continente Americano, sendo que os Estados Unidos são os recordistas, com 70,9 milhões de hectares, o que representa uma diminuição em relação a 2014, onde o valor foi de 73,1 milhões de hectares.

Em segundo lugar vem o Brasil, com 44,2 milhões de hectares (+2% que em 2014) e a Argentina com 24,5 milhões de hectares (+2% que em 2014). Estes três países representam mais de 75% das áreas totais a nível mundial. Segue-se a índia com 11,6 milhões de hectares de algodão, o Canadá 11 milhões, a China 3,7 milhões e o Paraguai 3,6 milhões. Na União Europeia registou-se uma forte baixa (-18%), sendo que a Espanha continua no primeiro lugar com 107.749 hectares.

A soja representa 50% das sementeiras OGM, seguida do milho com 30%, o algodão 13%.

Fonte: Agronegócios

A operação, desencadeada no início do mês, teve como alvo a verificação das condições de confeção, armazenamento e fornecimento de géneros alimentícios em lares e controlo da qualidade da água.

Foram instaurados 18 processos de contraordenação e decretada a suspensão de atividade de quatro estabelecimentos, "três parciais e uma total", na área de restauração, por incumprimento das normas de higiene, disse fonte da entidade fiscalizadora à agência Lusa.

Foram apreendidos cerca de 275 quilos de alimentos mal acondicionados, num valor total de 1.400 euros, de acordo com a informação divulgada pela ASAE em comunicado.

Fonte: TSF

Investigadores da Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade do Porto analisaram, durante 2015, o teor de sódio na urina de adolescentes e inquiriram-nos sobre os consumos alimentares das últimas 24 horas.

Concluíram que 41% do sal consumido vinha do grupo alimentar dos cereais, onde o pão "continua a ser um forte contribuidor", como disse à agência Lusa a investigadora Carla Gonçalves.

Algumas destas conclusões vão ser transmitidas pela equipa portuguesa na reunião que decorre, esta quarta-feira e quinta-feira em Lisboa, do grupo para a redução do consumo de sal da Região Europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo sobre o consumo de sal em adolescentes colocou em segundo lugar os produtos de carne e derivados, contribuindo em 16% para o total de sal ingerido. Seguia-se o leite e derivados (11%) e os molhos e sopas (também com 11%).

No caso da sopa, Carla Gonçalves lembra que se trata de um prato muito rico em termos nutricionais que acaba por ficar prejudicado pelo excesso de sal que lhe é adicionado.

MAIS DE 70% DAS CRIANÇAS DE 8 E 9 ANOS JÁ CONSOMEM SAL EM EXCESSO

De acordo com dados apresentados pela Direção-geral da Saúde (DGS), mais de 70% das crianças portuguesas, de oito e nove anos, e mais de 80% dos adolescentes, dos 13 aos 17 anos, consomem sal acima dos valores recomendados.

O relatório "Portugal - Alimentação Saudável em Números 2015" mostra que, na faixa etária dos sete aos oito anos, 74% dos meninos e 70% das meninas têm um consumo de sal inadequado. Dos 13 aos 17 anos, o nível de consumo excessivo de sal aumenta para 84%, nos rapazes, e para 72%, nas raparigas.

Segundo Pedro Graça, coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, a reunião de trabalho de Lisboa serve essencialmente para cerca de 20 países europeus exporem o que têm feito para reduzir o consumo de sal pelas populações.

As estratégias de redução do consumo de sal na região europeia têm sido dirigidas para a educação da população e pela tentativa de reformulação da oferta alimentar, trabalhando em pareceria com a indústria.

Em Portugal, a DGS está a trabalhar com a indústria e com a restauração de forma a reduzir 4% ao ano o sal que é oferecido nos produtos alimentares.

Fonte: Jornal de Notícias

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 234 quilogramas de presunto de raça Bisara em condições impróprias para consumo num entreposto frigorífico em Alenquer, anunciou hoje o organismo.

Em comunicado, a ASAE anuncia que instaurou um processo-crime por géneros alimentícios anormais avariados e apreendeu 234 quilogramas de presunto da raça Bisara, impróprios para consumo, avaliados em cerca de quatro mil euros, na sequência de uma ação de fiscalização dirigida a um entreposto frigorífico, no concelho de Alenquer.

A ação, realizada esta semana, através da Unidade Regional do Sul, tinha como objetivo verificar as condições de armazenamento e distribuição de produtos alimentares, de forma a garantir o cumprimento dos requisitos gerais e específicos em termos de Segurança Alimentar.

Fonte: Diário de Notícias

Lar da Santa Casa com carne ilegal

  • Thursday, 21 April 2016 09:47

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou uma operação na Santa Casa da Misericórdia de Vinhais, tendo apreendido mais de 250 quilos de carne, que serão provenientes de situações de abate ilegal e que, por isso, poderão não estar em condições de ser consumidos.

Os alimentos encontravam-se congelados numa câmara de conservação do lar da instituição e não tinham os selos de controlo veterinário.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vinhais foi julgado num processo sumário, uma vez que é o responsável pela instituição. Ao que o CM apurou, a situação foi detetada no início da semana passada, sendo que a ação da ASAE naquelas instalações se inseriu numa operação que decorreu nacionalmente.

Neste caso em concreto, a carne seria usada pela Santa Casa da Misericórdia de Vinhais para confecionar os almoços e jantares dos utentes do lar.

Os alimentos eram também utilizados nas refeições que a instituição entrega diariamente ao domicílio não só em Vinhais, como em outros concelhos do distrito de Bragança.

Desconhece-se, no entanto, há quanto tempo é que a situação de proveniência ilegal da carne decorre.

Fonte: Correio da Manhã

A Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e as inspecções regionais das actividades económicas das regiões autónomas - IRAE-Açores e a IRAE-Madeira – levaram a cabo, durante a última semana, uma acção que teve como objectivo fiscalizar a actividade de panificação e venda ambulante de pão, verificando o cumprimento das regras de higiene e segurança daquele alimento, assim como os requisitos de rotulagem e condições de transporte.

As três entidades fiscalizadoras da acção económica suspenderam 15 operadores e instauraram 75 processos de contra-ordenação e três processos-crime, principalmente devido à existência de alimentos estragados e de jogo ilícito, resultado de uma operação no sector da panificação.

"Como resultado das acções foram inspeccionados 287 operadores económicos, tendo sido instaurados 75 processos de contra-ordenação e 3 processos-crime" e foi suspensa a actividade em 15 operadores económicos, resume o comunicado divulgado pelas autoridades.

Na lista das principais infracções de natureza contra-ordenacional detectadas durante a operação 'Pão Seguro' estão "o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de mera comunicação prévia e a falta de afixação de preços, bem como infracções de natureza criminal", a existência de géneros alimentícios deteriorados e "jogo ilícito", acrescenta a informação.

Fonte: Económico

A Direção-Geral da Saúde lança, pela primeira vez, um manual dedicado à alimentação vegetariana em idade escolar, no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

Este manual pretende divulgar cuidados base essenciais a ter na adoção de um padrão alimentar vegetariano por parte de famílias onde existam crianças em idade escolar e seus riscos e vantagens.

Sugere-se que seja possível produzir refeições vegetarianas muito diversificadas recorrendo a produtos vegetais nacionais, sazonais e de proximidade, muitos deles enquadrados na nossa tradição mediterrânica e promovendo a agricultura nacional e os seus produtos vegetais de qualidade.

O documento foi elaborado por uma equipa multidisciplinar onde se incluem pediatras e nutricionistas com experiência na área. Depois do manual Linhas de Orientação para uma Alimentação Vegetariana Saudável, pretende-se que esta seja uma forma de contribuir para o conhecimento dos profissionais de saúde e da população em geral, evitando erros e desinformação a que muitas vezes este tema é associado.

Ao mesmo tempo, reconhece-se a necessidade deste padrão alimentar ser acompanhado de perto por profissionais de saúde.

Para mais informações consulte o Manual de Alimentação Vegetariana em Idade Escolar.

Fonte: DGS

Nova legislação sobre sanidade animal

  • Wednesday, 06 April 2016 12:05

O regulamento das doenças animais transmissíveis, popularmente conhecido como Lei de Sanidade Animal, já foi publicado e entra em vigor no próximo dia 20 de abril de 2016.

Este regulamento foi aprovado formalmente pelos ministros da Agricultura da União Europeia em dezembro passado.

Pela primeira vez são enumeradas as doenças específicas que estão sujeitas a medidas de prevenção e controlo em toda a União e propõe medidas concretas sobre forma de abordar estas doenças, com uma abordagem comum para tarefas críticas, tais como a deteção temporária, vigilância, identificação dos animais e o intercâmbio de informação.

Esta nova normativa, resultado de três anos de negociações, tem como objetivo estabelecer um quadro jurídico único global de normas para a saúde animal e pública da União Europeia, em substituição de diversas legislações acumuladas nos últimos anos.

Em comparação com o sistema anterior, a nova Lei de Sanidade Animal proporciona instruções simples e claras às autoridades nacionais para que possam centrar-se nas principais prioridades na luta contra as doenças animais.

A nova legislação também esclarece a divisão de responsabilidades entre os tratadores de animais, os seus proprietários, intermediários comerciantes, veterinários e autoridades.

Os tratadores, proprietários e intermediários estão obrigados a aplicar os princípios de boas práticas de criação e administração prudente de medicamentos, enquanto os veterinários são responsáveis de consciencializar sobre a relação entre a saúde e bem-estar animal e a saúde humana.

O documento coloca em prática melhores ferramentas de notificação e vigilância para lutar contra as doenças animais. Permite à Comissão tomar medidas urgentes para fazer frente a doenças que podem ter um «impacto muito significativo» na sanidade animal e a produção pecuária.

A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) será consultada no momento de atualizar a lista europeia de doenças potencialmente perigosas e as organizações de agricultores, associações veterinárias e os movimentos defensores dos animais serão tidos em conta para a preparação de planos de contingência.

Fonte: Agronegócios