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Nove crianças foram hospitalizadas esta terça-feira em Évora, na sequência de uma intoxicação alimentar na Escola Básica Manuel Ferreira Patrício.

As autoridades receberam o alerta por volta das 12h30, pouco antes da hora de almoço, com as crianças a apresentarem sintomas de náuseas e vómitos.

As crianças têm uma “média de 10 anos de idade”, explicou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Évora, acrescentando que seis das crianças seriam da mesma turma.

No local para prestar assistência às crianças estiveram as corporações de Bombeiros de Évora e de Arraiolos, bem como a equipa da VMER de Évora. As crianças foram entretanto transportadas para o hospital local.

Fonte: Notícias ao minuto

Informa-se que no dia 4 de outubro é retomada a recolha de cadáveres no âmbito do SIRCA, de acordo com o aviso 2/DGAV/2016.

Fonte: DGAV

Há carne de porco à venda em supermercados britânicos que está infectada com a bactéria MRSA CC398. A notícia é do Guardian, que menciona a possibilidade de o Reino Unido estar perante um novo escândalo alimentar, depois da fraude da carne de cavalo, detectada em 2013.

Segundo a investigação do jornal britânico, realizada com o Bureau of Investigative Journalism (BIJ), foram efectuados testes a 97 produtos feitos a partir de carne de porco produzida no Reino Unido e comprovou-se que três deles, vendidos nas principais cadeias de supermercados, estão infectados com esta bactéria super resistente a antibióticos. Os testes foram realizados por especialistas da Universidade de Cambridge.

O Guardian sublinha que a MRSA CC398 é uma bactéria potencialmente mortal, que pode ser resistente aos antibióticos mais fortes. Embora seja menos prejudicial para os humanos do que a bactéria MRSA, responsável por cerca de 300 mortes todos os anos na Inglaterra e País de Gales, pode ainda assim ser responsável por infecções persistentes e ser especialmente perigosa para pessoas com sistemas imunitários debilitados ou que já sejam portadoras de outras doenças.

A investigação permitiu ainda constatar que há um vazio legal na legislação aplicável às importações que deixa margem para que entrem no Reino Unido porcos vivos infectados com a variante CC398 da bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Estes animais podem ser provenientes de países como a Dinamarca, onde a bactéria já é considerada um problema de saúde pública e onde, no ano passado, pelo menos seis pessoas terão morrido em sequência da infecção, que pode verificar-se pelo consumo de carne ou pelo contacto com animais infectados.

Ainda que cozinhar bem a carne seja uma forma eficaz de eliminar a bactéria, há sempre risco de transmissão através de eventuais falhas de higiene. Por outro lado, os trabalhadores nas explorações de porcos também podem apanhar a doença e transmiti-la a outras pessoas.

Lembrando que neste momento não há qualquer plano de monitorização nas explorações britânicas, o Guardian sublinha que, sem um plano de acção bem definido, a transmissão da bactéria poderá seguir o padrão da Dinamarca, onde a MRSA CC398 se foi disseminando ao longo da última década e agora afecta dois terços das criações suínas. A bactéria é já considerada um caso sério de saúde pública, suspeitando-se que cerca de 12 mil dinamarqueses estejam infectados.

“Se não fizermos um esforço sério para controlar a infecção e tentar restringir o movimento dos animais infectados, ela vai espalhar-se”, disse ao Guardian Tim Lang, especialista de Política Alimentar na City University, em Londres. Os britânicos estão preocupados com o tráfego de pessoas, mas a União Europeia também tem grande tráfego de animais, lembrou o especialista. “Podemos conseguir carne barata, mas no futuro isso irá traduzir-se em maiores problemas de saúde pública”, adiantou.

Outro especialista, Erik Millstone, da Sussex University, salientou que o aparecimento de novas bactérias superresistentes aos antibióticos “é uma enorme ameaça à saúde humana”. O Governo até pode desvalorizar o risco, mas há grandes probabilidades de a MRSA CC398 vir a espalhar-se entre animais e pessoas, assegurou.

Fonte: Público

Suinicultores vão castrar porcos

  • Monday, 03 October 2016 16:15

Os suinicultores vão castrar os porcos machos para diferenciar carne portuguesa e dar-lhe uma qualidade de excelência, disse o porta-voz do Gabinete de Crise dos Suinicultores, João Correia, no final de um seminário em Leiria.

«Vamos iniciar um projeto que vai diferenciar a carne na parte do sabor. Ou seja, queremos que a carne tenha um patamar de excelência, que começa, por exemplo, por não ter odor nem sabor sexual. Este processo inicia-se com a castração dos machos», adiantou João Correia.

Segundo o suinicultor, este processo irá atribuir uma «diferenciação maior na parte alimentar». «Passamos a ter uma carne com uma gordura intramuscular que não lhe dá o sabor a gordura, logo não a torna enjoativa».

Numa fase inicial os suinicultores poderão ter de suportar alguns custos «inerentes ao processo» e poderá «aumentar um pouco o custo da carne», mas «não será muito maior».

João Correia explicou que «Portugal não tem como tradição ter o macho castrado. Neste momento entendemos que é um factor grande de diferenciação para o porco que é produzido em Espanha».

Os suinicultores vão ainda avançar com os projectos “porco.pt” e “porco.pt.come”. «Este label será introduzido em qualquer das marcas de toda a fileira que aderirem a este projecto» e «terão que respeitar um caderno de encargos que garante a diferenciação».

Fonte: CONFAGRI

A Haskap promete ser uma nova baga, rica em antioxidantes e muitos ingredientes nutritivos, proveniente do Reino Unido e da Polónia, mas que ainda não é uma espécie reconhecida na União Europeia (UE).

Alegadamente a baga Haskap, é nativa do Japão e do Extremo Oriente da Rússia.

Já é vendida no Canadá, mas quer abrir-se a outros mercados. Sem o certificado da UE será difícil que outros países tenham acesso a este fruto que se parece com um arando alongado, com um sabor entre framboesa e flor sabugueiro.

Tem o dobro dos antioxidantes dos arandos selvagens e três vezes mais ferro.

O reconhecimento por parte da União Europeia poderá demorar entre 18 a 24 meses. No entanto, o Brexit poderá ser outro tema incerto para tentar obter este reconhecimento.

Uma vez com o certificado em que se aprova a existência da baga Haskap, a empresa inglesa que comercializa esta baga vê com bons olhos a possibilidade de entrar noutros mercados.

«Nós sabemos que o volume realmente vai subir nos próximos anos - teremos 500 toneladas em 2020, por isso queremos vender para mercados fora da UE».

«Esta baga é vista como o grande novo superalimento. Eu acho que vai ser interessante em pó. As pessoas já têm os seus pós de goji e açaí, que colocam nos cereais e iogurte, e o Haskap seria uma escolha muito boa para esse tipo de produtos», concluiu a executiva, acrescentando também que a estação da fruta fresca é muito curta, por isso, parte da colheita poderia ser vendida como produtos congelados ou secos».

Fonte: AGROTEC

Xylella fastidiosa - folheto informativo

  • Monday, 03 October 2016 14:31

A DGAV divulga o Folheto relativo a Xylella fastidiosa destacando os seus hospedeiros, vias de dispersão e distribuição geográfica. Pretende-se que os profissionais e a população em geral estejam atentos e reportem aos serviços oficiais quaisquer casos suspeitos da presença da bactéria.

Fonte: DGAV

A DGAV emitiu mais um Ofício Circular nº 28/2016, na sequência da alteração de limites máximos de resíduos (LMR) de fluazifope-P-butilo em géneros alimentícios, que serão aplicáveis a partir de 19 de janeiro de 2017 e em conformidade com a qual vários usos correntemente autorizados para produtos fitofarmacêuticos contendo aquela substância, serão cancelados ou alterados com efeitos a partir daquela data.

Fonte: DGAV

A ASAE anunciou no passado sábado a apreensão de cerca de sete toneladas de uvas e 5.000 litros de mosto, nos concelhos de Amarante e Melgaço, no Norte do país, no âmbito de ações de controlo de trânsito agrícola.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) refere que estas ações, realizadas na sequência de uma investigação, decorreram no dia 23 e no dia 25 de setembro e que o valor total das apreensões “ascendeu a mais de 12 mil euros”.

Nestas ações, foi detido um indivíduo e apreendido um veículo de mercadorias “por tentativa de introdução de uvas em zona demarcada, sem qualquer documentação da proveniência de origem nem alvará de específico para aquele transporte”, tendo sido apreendidas as cerca de sete toneladas de uvas.

Foi ainda instaurado “um processo-crime por falsificação de documentos numa industria de vinhos”, onde foram “apreendidos 5.000 litros de mosto de uvas”, acrescenta a autoridade.

Fonte: TVI 24

Cientistas da Universidade de Oxford (no Reino Unido) desenvolveram uma maneira de modificar os compostos naturais das laranjas para que estas fiquem com aroma e sabor a toranja.

Afirmam que a sua descoberta poderá fornecer uma nova fonte barata e abundante de aromas e sabores de toranja para bebidas, alimentos e indústria de perfumes.

A tecnologia utiliza uma enzima modificada para converter um composto chamado valenceno encontrado em laranjas, na molécula complexa responsável pelo sabor e aroma característico de toranja.

Conhecida como nootkatona, esta molécula é grande e complexa, o que significa que é difícil de sintetiza-la artificialmente, de modo que a industria tem que purificá-la a partir das toranjas, um processo que é dispendioso e moroso.

São necessárias cerca de 400 toneladas de toranjas para produzir 1 quilo de aroma. Ainda assim, a toranja é um dos óleos essenciais mais utilizados na indústria de perfumes e também é muito usado em produtos de confeitaria, refrigerantes e outros alimentos. Luet Wong, o químico da Universidade de Oxford que desenvolveu esta nova tecnologia, diz que «o processo requer pouca energia e não produz praticamente nenhum desperdício, ao contrário dos processos químicos convencionais. A sua maior vantagem é que o produto final é completamente natural».

A empresa Oxford Biotrans está a desenvolver esta tecnologia para criar sabores à escala industrial. A indústria da laranja é muito maior do que a da toranja, de modo que o valenceno é muito mais abundante. Provavelmente não se podem produzir laranjas inteiras em larga escala com sabor a toranja, já que não haverá muito mercado. No entanto, podem ser criados novos tipos de sumo de laranja com sabor e cheiro a toranja.

Fonte: Agrotec

A Comissão Europeia, com o voto unânime dos 28 Estados-membros, decidiu em março de 2016 incluir os limões da Turquia no Anexo 1 do Regulamento (CE) nº 669/2009, ao considerar que se trata de um produto de risco devido à presença de resíduos de pesticidas.

Por esta razão, os limões provenientes da Turquia importados pela União Europeia (UE) esta campanha, 2016/2017, que começa agora, vão ser submetidos a controlos especiais e reforçados por parte das autoridades de controlo europeias, incluindo análises de laboratório.

Este Regulamento comunitário estabelece uma lista de alimentos (Anexo I) que devem ser objeto de um controlo oficial especial no ponto de entrada no território comunitário. A lista de produtos é revista periodicamente, tendo em conta os resultados da aplicação do Regulamento, as notificações do sistema de alerta rápido da UE, conhecido como RASFF, as informações do Serviço Alimentar e Veterinário da Comissão Europeia, os resultados dos programas de vigilância nacionais e as informações e os dados recebidos de países terceiros, entre outros fatores.

No caso dos limões turcos, a sua entrada na lista de produtos de risco oficializada na publicação do Regulamento (UE) 2016/443, é consequência da deteção em 2015 de 10 lotes com resíduos de bifenilo com análises que confirmaram a presença de até 8,56 miligramas por quilo, quando a normativa da UE fixa esta substância em limões o limite de 0,01 miligramas o quilo.

Para além disso, sucessivas informações do Serviço Alimentar e Veterinário da UE em 2009, 2010, 2011 e 2013, confirmam repetidamente as deficiências do sistema turco de controlo sobre a comercialização e uso de produtos fitofarmacêuticos, muitos dos quais proibidos na UE, o que em conjunto com a amostragem oficial dos lotes exportados é muito baixo e à limitação de laboratórios convenientemente acreditados, levam a aconselhar um maior controlo nas alfandegas comunitárias.

Tudo isto sem esquecer que na última informação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado em 2015 sobre a citricultura na Turquia, confirmava que o grande desafio dos exportadores de citrinos na Turquia era precisamente a alta presença de resíduos de pesticidas tanto pré como pós-colheita.

Fonte: Agrotec