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No contexto da indústria alimentar, a legislação sobre os materiais de contacto com alimentos é muito restrita e tem evoluído à medida que surgem novos tipos de embalagens e novos estudos. Nesse sentido, um novo estudo internacional publicado no Food Science and Nutrition Journal investigou as substâncias químicas presentes nos materiais de embalagem.

A investigação conclui que há cerca de três mil produtos químicos presentes nos materiais de embalagem que podem, efetivamente, migrar para o conteúdo alimentar, tornando altamente provável a exposição humana aos mesmos. No entanto, o vidro e a cerâmica são  os materiais de contacto com alimentos mais seguros e com menor número de químicos detetados, o que está de acordo com a sua baixa complexidade química.

Com efeito, o estudo revela que 2.881 Food Contact Chemicals (FCCs) foram detetados, num total de seis grupos de Food Contact Materials (FCMs). Mais de dois terços dos FCCs (1.975) foram identificados em FCMs de plástico, seguidos pelo papel e cartão (887), outros FCMs (760) e multi-materiais (614).

O menor número de FCCs foi detetado no metal (251) e no vidro e cerâmica (47). Isto porque o vidro tem origem apenas em matéria-primas provenientes da natureza (areia de sílica, carbonato de sódio e calcário), que se traduzem num material estável e inerte e em embalagens com uma única camada, que não precisa de barreiras ou plásticos para estar em contacto de forma segura com os alimentos e bebidas.

A maioria dos produtos químicos encontrados (65%) era ainda desconhecida, nunca tendo sido registados em qualquer regulamentação ou lista da indústria. 

Segurança alimentar

A idoneidade do vidro na produção de embalagens não é novidade, pelo que se trata já da primeira escolha em muitos sectores, como o alimentar, onde é a opção eleita por cerca de 3.500 empresas portuguesas do sector, mas também na cosmética e farmacêutica. Entre as principais vantagens deste material destaca-se o facto de ser quimicamente inerte, garantindo as propriedades originais dos produtos, além de ser um material higiénico e assético.

O estudo revela que o vidro é o mais seguro dentro dos materiais de embalagem, tendo em conta que tem menor número de químicos em comparação com outros materiais, sendo, assim, o mais seguro para a nossa saúde”, refere Adeline Farrelly, secretária-geral da FEVE, a federação europeia dos produtores de embalagens de vidro. “Este estudo evidencia os riscos potenciais ligados à migração de substâncias químicas para a cadeia alimentar e, por consequência, para o ambienteExiste uma lacuna considerável de conhecimento a ser preenchida sobre a legislação. Mas também as metodologias de avaliação do ciclo de vida das embalagens podem e devem ter em conta os produtos químicos, incluindo os químicos perigosos utilizados nos materiais de embalagem em contacto com os alimentos, que podem potencialmente passar para o ambiente“. 

Vidro

Os resultados deste estudo chegam num momento-chave tanto no que diz respeito à alimentação saudável, como aos modelos de negócio sustentáveis, que têm cada vez mais adeptos e defensores entre os consumidores. O vidro cumpre todas estas expectativas e necessidades, sendo simultaneamente sustentável e saudável.

A sua reciclagem é integral e infinita, sem perda de qualidade durante o processo, tornando o vidro um material permanente. Esta qualidade permite obter embalagens recicladas aptas para a indústria alimentar com as mesmas características e garantias que as embalagens fabricadas a partir da matéria-prima virgem, poupando energia, reduzindo as emissões e evitando a geração de novos resíduos.

Fonte: Grande Consumo

Foi publicado o Regulamento (UE) 2022/839 de 30 de maio de 2022 que estabelece regras transitórias para o acondicionamento e a rotulagem de medicamentos veterinários autorizados ou registados nos termos da Diretiva 2001/82/CE ou do Regulamento (CE) nº 726/2004.

De acordo com o artigo 2º deste Regulamento, os medicamentos veterinários autorizados ou registados nos termos da Diretiva 2001/82/CE ou do Regulamento (CE) nº 726/2004 e que cumprem o disposto nos artigos 58º a 64º da Diretiva 2001/82/CE, na versão aplicável em 27 de janeiro de 2022, podem ser colocados no mercado até 29 de janeiro de 2027, mesmo que a sua rotulagem e, se aplicável, o seu folheto informativo não estejam em conformidade com os artigos 10º a 16º do Regulamento (UE) 2019/6.

Fonte: DGAV

Um estudo avaliou o risco de Anisakis em peixes em Portugal e o conhecimento das pessoas em relação a este parasita.

Os investigadores recolheram informações sobre a perceção e atitudes de risco da população portuguesa relativamente à contaminação de peixes com Anisakis e os seus conhecimentos sobre métodos para prevenir a infeção.

Os nematódes parasitas do género Anisakis são o agente causador da anisaquíase. Os seres humanos são infetados através do consumo de peixe cru ou mal cozinhado contaminado com o parasita. A infeção pode resultar tanto em sintomas gastrointestinais como alérgicos. Existem poucos relatos de anisaquíase em Portugal, mas existem evidências de alergia a este parasita, o que indica que está a ocorrer exposição.

Portugal tem um dos níveis de consumo de peixe mais elevados do mundo e a pescada europeia está entre as mais populares. Não há tradição de consumo de peixe cru ou mal cozido em Portugal, contudo estes produtos estão a tornar-se cada vez mais populares, e os métodos de cozedura comuns, como o grelhar, nem sempre atingem temperaturas suficientes para matar as larvas parasitas.

Nas últimas décadas tem havido um aumento de relatos de anisaquíases. Isto deve-se provavelmente a fatores como o aumento das medidas de inspeção a produtos de pesca, levando a maiores taxas de deteção de produtos contaminados, e a melhores técnicas de diagnóstico que encontram mais infeções humanas.

Quarenta e cinco pescadas europeias de idade mista foram medidas, pesadas e as vísceras e músculos foram examinados para deteção de larvas de Anisakis. Foram encontradas um total de 473 larvas de Anisakis fase 3.

Dos 746 inquiridos, a maioria referiu a "transmissão de parasitas" como um risco associado ao consumo de peixe cru. Muitas pessoas não tinham ouvido falar de Anisakis ou de métodos de prevenção. Das pessoas que tinham conhecimento de tais métodos, a maioria referiu "cozinhar completamente" e "congelar" como os mais importantes.

Apenas 7% das pessoas evitaram comprar ou comer peixe por causa da presença de larvas. Um total de 35% dos inquiridos estaria disposto a pagar entre 1 e 2,5 euros (1,1 a 2,7 dólares) extra por um peixe que fosse tratado para remover larvas e alergénios de Anisakis.

Outras análises publicadas

O programa de bolsas da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) (EU-FORA) proporciona aos cientistas das organizações de segurança alimentar de toda a Europa a oportunidade de aumentarem os seus conhecimentos e adquirirem experiência na avaliação dos riscos alimentares.

Um projeto analisou a prevalência de Salmonela em carcaças de suínos. Foi levado a cabo num matadouro em Itália entre Outubro de 2018 e Outubro de 2021 e foram amostradas 757 carcaças de suínos.

No total, foram encontradas 19 amostras positivas. Quanto ao tipo foram oito vezes Salmonela Derby; três vezes Salmonela typhimurium e Salmonela London; duas vezes Salmonela Give e Salmonela Brandenburg e uma vez Salmonela Goldcoast.

A prevalência de Salmonela era maior nas amostras provenientes de explorações com uma distância superior a 200 quilómetros. A maior permanência dos animais em veículos de transporte com higiene inadequada e o seu contacto próximo poderiam ser as razões. A taxa de positividade também aumentou para animais mais pesados, mas em menor escala.

Outro estudo avaliou a resistência antimicrobiana (AMR) de Campylobacter, em Itália, durante uma década. Foram analisadas mais de 2.734 estirpes de Campylobacter jejuni isoladas de animais domésticos e selvagens e de seres humanos, durante 2011 a 2021.

A proporção de estirpes completamente suscetíveis foi muito semelhante em isolados de humanos e animais domésticos, enquanto que as estirpes de animais selvagens tiveram uma prevalência significativamente mais elevada. As amostras de aves de capoeira mostraram um elevado nível de resistência ao ácido nalidíxico, ciprofloxacina e tetraciclina.

A análise revelou haver necessidade de um melhor conhecimento dos níveis de resistência de Campylobacter jejuni, tendo sido sugerida a monitorização obrigatória de Campylobacter em diferentes animais.

Outros estudos avaliaram os riscos para a saúde associados ao consumo de preparações botânicas de kratom. Produtos desta planta são vendidos online como suplementos alimentares. A kratom tem sido considerada uma planta de possível preocupação sanitária pela FDA e EFSA.

A análise indicou que o seu consumo tem o potencial de conduzir a efeitos neurológicos adversos, incluindo a síndrome da dependência e da abstinência e outras manifestações de toxicidade, tais como a toxicidade hepática.

A caraterização do risco real é dificultada por incertezas consideráveis, incluindo a variabilidade na composição das preparações de kratom, informação insuficiente sobre as relações dose-resposta ou os efeitos da utilização a longo prazo.

Fonte: Food Safety News

 

Destinado aos operadores da cadeia agroalimentar incluindo a redistribuição

A Comissão Europeia, através de uma parceria entre o Joint Research Center (JRC) e a Direção Geral de Saúde da Comissão Europeia (DG Sante), está a promover um estudo destinado a avaliar o impacto das iniciativas de prevenção das perdas e desperdício alimentar na União Europeia. Nesse sentido, o JRC elaborou um inquérito destinado a recolher informação relevante sobre as iniciativas de prevenção em curso, ou já concluídas. 

Os dados recolhidos através deste inquérito servirão de base para um exercício de modelação, desenvolvido no contexto da avaliação de impacto, para estabelecer objetivos de redução de resíduos alimentares. Este exercício ajudará a comparar os custos e benefícios ambientais, económicos e sociais esperados. Os dados fornecidos através do inquérito serão utilizados de forma agregada e não serão transferidos para terceiros.

Adicionalmente, a Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (CNCDA) solicita também o envio voluntário de cópia do questionário, de modo a melhorar o conhecimento sobre as iniciativas nacionais. Também nesta situação os dados fornecidos através do inquérito não serão divulgados nem transferidos para terceiros 

Instrução para participar

- Se é uma associação ou representa um conjunto de entidades, agradecemos o reencaminhamento deste inquérito a todos os seus associados que desenvolvam ações de prevenção do desperdício alimentar.

- Por favor utilize este link: https://ec.europa.eu/eusurvey/runner/fd212ec1-fb79-14f1-938e-19378ea6229a

- Se não quiser completar o inquérito de uma só vez, pode guardar a sua contribuição como esboço no Inquérito da UE e continuar mais tarde. 

- Clique em Submeter no final do inquérito quando terminar de preencher os campos com as informações necessárias.

- Depois de submeter, pode guardar um PDF da sua contribuição. 

- Se quiser partilhar a sua iniciativa com a CNCDA, agradecemos o envio do PDF para This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

- Caso tenha alguma dúvida ou questão relacionada com o inquérito, por favor contacte This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..

Fonte: ASAE

O valor total do comércio agroalimentar da UE era de 28,3 mil milhões em fevereiro de 2022, um aumento de 18% em comparação com o mesmo mês do ano passado. As exportações aumentaram 11% para 16,6 mil milhões, enquanto as importações cresceram 30% para 11,7 mil milhões, refletindo uma balança comercial de 4,9 mil milhões.

Este número marca um aumento de 52% em relação a janeiro de 2022 e uma quebra bem-vinda da tendência de diminuição das exportações e de aumento das importações que se tinha verificado desde o outono de 2021, de acordo com o relatório comercial mensal da Comissão Europeia.

 

Exportações

Em concreto, nos primeiros dois meses de 2022, as exportações para o Reino Unido e os EUA cresceram significativamente em comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações para o Reino Unido aumentaram 23% (impulsionadas pelo vinho, aves e ovos) para atingir um valor de 6,6 mil milhões, enquanto que as exportações para os EUA cresceram 26% para 4 mil milhões, em grande parte impulsionadas por uma maior procura de bebidas.

Por outro lado, as exportações para a China (o terceiro maior destino das exportações agroalimentares da UE) caíram acentuadamente nos dois primeiros meses do ano, diminuindo em 836 milhões, ou 28%. Isto deveu-se principalmente a uma redução de 856 milhões nas exportações de carne de porco para o país de ano para ano (uma queda de 66%).

 

Importações

As importações agroalimentares britânicas cresceram substancialmente em comparação com o mesmo período em 2021, quando se encontravam em níveis particularmente baixos. Nos dois primeiros meses deste ano cresceram 75%, para um valor total de 2,1 mil milhões. Isto deveu-se em grande parte a um aumento das importações de bebidas espirituosas e licores, cujo valor aumentou em 105%.

As importações do Brasil também registaram um aumento considerável (até 62%), com as importações de grãos e farinhas de soja a contribuírem fortemente para este crescimento. As importações provenientes dos EUA e da China também aumentaram 18% e 65%, respetivamente, durante este período. Por outro lado, as importações provenientes do Canadá diminuíram mais do que qualquer outro país, caindo 22% ou 126 milhões.

Nomeadamente, antes da agressão militar russa, as importações da Ucrânia tinham crescido mais do que as de qualquer outro país nos primeiros dois meses do ano (mais 96% numa base anual). As importações de cereais, óleos vegetais e oleaginosas aumentaram tanto em valor como em volume, com mais 1,4 milhões de toneladas de cereais importados em comparação com o mesmo período em 2021.

 

Produtos

Em termos de produtos específicos, as preparações de cereais e produtos de moagem, produtos lácteos e vinho e produtos à base de vinho foram as principais categorias de exportação em janeiro e fevereiro. Isto está de acordo com o mesmo período do ano passado. A UE exportou 3,1 mil milhões de preparações de cereais e produtos de moagem, 2,8 mil milhões de produtos lácteos e 2,3 mil milhões de vinho e produtos à base de vinho, refletindo um aumento nos valores de exportação dos três.

Em termos de gado, as exportações de carne bovina aumentaram 28% ao ano, com as exportações de produtos de carne congelada, em particular, a contribuir para este crescimento. As exportações de carne de porco, por outro lado, caíram 20%. Das 27 categorias de produtos, a carne de porco é a única a sofrer um declínio no valor de exportação ano após ano.

As sementes oleaginosas foram a maior categoria de importação em janeiro e fevereiro, com um crescimento anual de 41% para atingir um valor de mais de 5 mil milhões. Café, chá, cacau e especiarias tornaram-se a segunda maior categoria de produtos importados para a UE, impulsionados principalmente pelo aumento do valor de importação do café, que é 66% mais elevado em comparação com o ano passado.

O forte aumento dos preços do café Arábica começou em abril de 2021 e tem continuado, com os preços mundiais a atingirem os seus níveis mais altos desde 2011, em fevereiro. Entretanto, as importações de fruta caíram abruptamente. Isto foi particularmente verdade para as uvas, que caíram 115 milhões ou 29%, e as bananas, que caíram 69 milhões ou 13%.

Fonte: Grande Consumo

Em resposta à solicitação da Autoridade Competente cubana, está prevista a deslocação de uma delegação de peritos cubanos durante o próximo mês de novembro, com vista à habilitação de estabelecimentos que pretendam exportar produtos de origem animal (carnes e produtos à base de carne, leite e produtos lácteos, pescado e produtos da pesca, ovos e ovoprodutos) para Cuba.
De acordo com os requisitos daquele país, as missões para habilitação de estabelecimentos estrangeiros, são financiadas na sua totalidade pelos candidatos à exportação, sendo os custos inerentes às viagens, alojamento, despesas diárias dos peritos, e eventualmente a contratação de intérpretes, assumidas solidariamente entre todos os estabelecimentos a visitar.
A DGAV está a efetuar uma consulta de interessados, não só para comunicar a Cuba a abrangência que se pretende para esta Missão, bem como, avaliar os custos associados à referida iniciativa.
Assim, todos os interessados deverão manifestar a sua intenção para o email This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.até ao dia 30 de junho de 2022, identificando o nome (razão social) e o Número de Controlo Veterinário (NCV) do(s) estabelecimento(s) que pretendam ser visitados.

Fonte: DGAV

Para a ministra da Agricultura, a inovação e criatividade são fatores chave para ajudar o setor agroalimentar, mas mais importante, a “investigação científica pode dar resposta aos desafios do setor”.

A investigação científica, em conjunto com inovação e criatividade, pode dar resposta aos desafios do setor agroalimentar, afirmou, esta quarta-feira, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, no Congresso das Marcas de 2022, realizado pela Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas e Produtos de Marca.

Para a governante a “investigação científica pode dar resposta aos desafios do setor”. “Por exemplo, através da redução de água e energia e assim diminuir a pegada do setor”, esclareceu.

Maria do Céu Antunes referia-se aos “desafios nacionais, europeus e globais” que atualmente vivemos derivada da guerra na Ucrânia, da quebra nas cadeias de abastecimento, da inflação, mas não só.

Particularmente, a guerra na Ucrânia – derivada da invasão russa em fevereiro – veio evidenciar o problema de ter “concentradas numa zona geografia específica” culturas agrícolas, neste caso de cereais e oleaginosas, que ficam mais suscetíveis a conflitos como o atual, “ou até catástrofe naturais”.

Adicionalmente, a ministra lembrou que é necessário produzir mais para alimentar a população mundial. Porém, se “por um lado se deve aumentar a produção mundial”, por outro, isso coloca “desafios de sustentabilidade que são determinantes a nível de modelo de negócio”.

O congresso da Centromarca realiza-se dois anos e meio depois do primeiro devido à pandemia e tem como objetivo debater a forma como as marcas vão enfrentar os desafios provocados pela quebra nas cadeias de abastecimento e a inflação e como se vão posicionar nesta conjuntura.

Fonte: Expresso

Dados não permitem classificar o glifosato como substância cancerígena, concluiu a Agência Europeia dos Produtos Químicos. Parecer poderá influenciar a decisão sobre o futuro do controverso herbicida na Europa.

Os dados científicos disponíveis hoje não permitem classificar o glifosato como uma substância cancerígena, concluiu o Comité de Avaliação dos Riscos da Agência Europeia de Produtos Químicos (Echa).

A substância presente nos herbicidas mais usados da União Europeia continua, contudo, a ser considerada passível de causar graves problemas oculares e de ser tóxica para a vida aquática “com efeitos duradouros”, segundo a apreciação desta entidade.

“O comité constatou que as provas científicas disponíveis não atendiam aos critérios para classificar o glifosato como tóxico para um órgão [humano] específico, ou como substância cancerígena, mutagénica ou reprotóxica [capaz de ter efeitos nocivos no processo reprodutivo]”, refere aquela entidade numa nota divulgada segunda-feira.

O posicionamento do comité é consistente com aquele que a agência europeia tinha divulgado em 2017. Nessa altura, a avaliação já excluía os riscos carcinogénicos e referia o risco de problemas oftalmológicos e de impacte no ambiente subaquático.

O comité avaliou “as propriedades perigosas do glifosato de acordo com os critérios do Regulamento de Classificação, Rotulagem e Embalagem”, “considerando um extenso volume de dados científicos e muitas centenas de comentários recebidos durante as consultas” para chegar à posição expressa no parecer, acrescenta a nota da Agência Europeia de Produtos Químicos.

A comercialização do controverso herbicida já esteve em suspenso, em 2016, quando a autorização de venda do produto expiraria.

O Comité Permanente de Plantas, Animais, Alimentos de Consumo Humano e Animal da Comissão Europeia reuniu-se nesse ano para debater o assunto – mas como era difícil chegar a um consenso, a votação foi sendo adiada.

A licença para o uso do glifosato na União Europeia acabaria por ser prolongada por cinco anos – em vez de 15 –, em Novembro de 2017.

O prazo para o prolongamento da licença termina a 15 de Dezembro de 2022, e daí a importância deste parecer agora divulgado.

Apesar de não trazer nenhum elemento novo sobre o impacte do glifosato na saúde humana, o documento poderá influenciar a decisão europeia sobre o futuro da utilização do herbicida.

O glifosato pode ser encontrado em produtos como o Round-Up, criado pela empresa norte-americana Monsanto (entretanto adquirida pela gigante farmacêutica Bayer).

Estima-se que existam hoje na Europa mais de 300 herbicidas à base desta substância, utilizada sobretudo para combater as ervas daninhas.

A controvérsia à volta do glifosato, alimentada sobretudo pela dificuldade de a ciência dar uma resposta cabal e definitiva sobre os seus efeitos na saúde humana, levou Portugal a proibir em 2017 o seu uso em espaços públicos como jardins infantis, escolas e hospitais.

 Fonte: Público

Novo foco de peste suína na Alemanha

  • Tuesday, 31 May 2022 10:26

As autoridades alemãs notificaram a União Europeia sobre um novo foco de peste suína africana (PSA) confirmado numa exploração perto da fronteira com França, pelo que a DGAV alerta para reforço das medidas de prevenção.

De acordo com informação da Direção Geral da Alimentação e Veterinária, no dia 26/05/2022, as autoridades da Alemanha notificaram um foco de peste suína africana em suínos, através do Sistema de notificação de doenças animais da UE (ADIS), numa exploração localizada perto de Forchheim, no distrito de Emmendingen, junto da fronteira com a França.

De acordo com as autoridades veterinárias da Alemanha morreram 16 animais, num total de 35 suínos, e as autoridades apontaram o comportamento humano como causa mais provável da infeção.

Já foram criadas as zonas de restrição (zona de proteção e vigilância) em redor do foco e implementadas as seguintes medidas de emergência: abate dos animais, destruição dos produtos, eliminação dos cadáveres e restrições à movimentação de suínos, produtos e subprodutos nas zonas de restrição, bem como vigilância nas explorações suinícolas das zonas de restrição.

Face ao novo agravamento da situação epidemiológica da PSA em suínos domésticos na UE, a DGAV solicita o reforço das medidas preventivas mencionadas na nota informativa n.º 1/2022 (de 14 de Janeiro) de forma a evitar a introdução do vírus da PSA em território nacional.

Como é do conhecimento geral, é obrigatória a notificação de qualquer suspeita ou ocorrência de PSA em suínos e javalis.

Apela-se também ao uso da aplicação de Notificação Imediata de Mortalidade de Animais Selvagens (ANIMAS) para a notificação de javalis encontrados mortos em espaços naturais, que se encontra acessível em https://animas.icnf.pt .

A informação sobre o ANIMAS está disponível no portal da DGAV: https://www.dgav.pt/animais/conteudo/animais-selvagens/notificacao-de-animais-mortos/ e no vídeo promocional ANIMAS - Plataforma - YouTube.

Informação adicional sobre a PSA pode ser consultada no Portal da DGAV: https://www.dgav.pt/animais/conteudo/animais-de-producao/suinos/saude-animal/doencas-dos-suinos/peste-suina-africana/

Fonte: CAP

Os três organismos do Ministério da Agricultura e Alimentação implementaram o conceito único de ‘parcela de vinha’ para permitir e agilizar a operacionalidade entre os respetivos sistemas informáticos.

O Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I.P. (IFAP, IP), o Instituto da Vinha e do Vinho, I.P. (IVV, IP) e o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP, IP) implementaram recentemente o conceito único de parcela de vinha, através da interoperabilidade entre os respetivos sistemas informáticos, dentro dum processo contínuo de melhoria administrativa e da simplificação de processos para os utilizadores.

Na primeira fase deste projeto, foi implementada a base de dados única de entidades, com partilha de dados entre os três organismos, evitando-se desta forma a dupla e/ou tripla identificação dos viticultores. Este modelo está a ser aplicado às parcelas de vinha desde abril, garantindo-se assim a uniformidade de critérios, com a consequente eliminação de erros, duplicação de informação e a criação de robustez e coerência nos dados, através do processo de certificação da parcela de vinha.

Em síntese, com a presente partilha de informação e interoperabilidade entre os três sistemas informáticos, a geometria e os principais atributos da parcela de vinha passam a ser partilhados entre os três organismos, simplificando-se a interlocução dos viticultores junto da Administração Pública, através de processos de certificação e comunicação internos entre IFAP, IVV e IVDP.

 

O QUE É O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO?

A nova componente aplicacional que veio reforçar a ligação entre os sistemas de informação geográfica do IFAP (iSIP), IVV (Sivv) e IVDP (SIVRDD), disponibilizada a partir do passado mês de abril, veio proporcionar as condições necessárias para que uma parcela de vinha tenha a mesma representação e caracterização nos sistemas de informação dos três institutos.

A partir deste momento, as parcelas de vinha passam por uma análise efetuada por técnico acreditado, o qual validará a sua caracterização e representação geométrica, passando esta a assumir o estado “certificada”, ou seja, a constituir-se numa única representação oficial disponibilizada em simultâneo nos três sistemas.

Associados à geometria/polígono da parcela de vinha, consideram-se como atributos comuns aos três sistemas: o explorador; a data da plantação; o tipo de cultura; o destino da produção/uva; o modo de condução; a sistematização do terreno; o material vegetativo; o compasso de plantação; as castas; o método de irrigação e a identificação de parcela abandonada.

Após a certificação, a informação servirá para pré-preencher formulários e eventuais atualizações na parcela de vinha, os quais serão de imediato comunicados aos três institutos, permitindo aos viticultores uma simplificação na atualização da informação do seu património vitícola.

O processo de certificação das parcelas de vinha poderá ser desencadeado pela Administração, no âmbito das tarefas de manutenção dos sistemas, em resultado de controlos ou por iniciativa dos viticultores.

Os viticultores que pretendam desencadear o processo de certificação das suas vinhas poderão deslocar-se a um posto de atendimento, cuja listagem irá ser brevemente disponibilizada nas páginas internet do IFAP, IVV e IVDP.

Fonte: CAP