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A luta contra o plástico está cada vez mais perto de ser vencida e para tal contribuem agora cientistas portugueses que desenvolveram um novo material com potencial para substituir aquele que tantas dores de cabeça tem dado nas últimas décadas.

O feito é de uma equipa de investigadores liderada pela Universidade de Coimbra (UC) e consiste numa nanocelulose combinada com um mineral fibroso, biodegradável e biocompatível, com várias aplicações, como, por exemplo, embalagens alimentares e impressões electrónicas, abrindo portas à fabricação de plásticos mais sustentáveis.

Esta solução ecológica, que na prática se traduz numa nova classe de filmes compósitos, explicam em comunicado José Gamelas e Luís Alves, coordenador do projecto e investigador principal do estudo, respectivamente, foi produzida a partir de «nanocelulose, obtida através de processos mecânicos, químicos e enzimáticos, combinada com um mineral fibroso – um recurso geológico que permite a redução de custos e a melhoria de propriedades mecânicas e de barreira muito importantes».

O desenvolvimento do material, levado a cabo ao longo de três anos, contou ainda com a parceria do o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e da Universidade da Beira Interior (UBI) e com a colaboração da empresa espanhola TOLSA, no âmbito do projecto “FilCNF: Nova geração de filmes compósitos de nanofibrilas de celulose e partículas minerais como materiais de elevada resistência mecânica e propriedades de barreira a gases”.

Fonte: SAPO

Previsões Agrícolas

As previsões agrícolas, em 30 de abril, apontam para diminuições generalizadas na produtividade dos cereais de inverno (-15% no trigo duro, triticale e aveia, -10% no trigo mole e cevada e -5% no centeio), apesar de alguma recuperação face ao mês anterior, consequência da precipitação de março e abril. A instalação das culturas de primavera/verão está a decorrer sem dificuldades assinaláveis, observando-se uma diminuição de 5% na área semeada de arroz, ainda em resultado de obras de manutenção nos canais de rega de Alcácer e Grândola. No tomate para a indústria, a área contratada entre os primeiros transformadores aprovados (indústria transformadora de tomate) e os produtores aumentou 3% face à campanha anterior, estimando-se que 40% já esteja instalada. Quanto à batata, constrangimentos meteorológicos, económicos (aumento dos preços dos meios de produção) e técnico/agronómicos (proibição do uso de antiabrolhantes de síntese) determinaram a diminuição da área plantada (cerca de -2 mil hectares, face a 2021).

Nos pomares, a apanha da cereja encontra-se cerca de quinze dias atrasada face ao habitual. Estima-se uma produtividade de 3,9 toneladas por hectare, 10% inferior à alcançada na campanha anterior, mas significativamente superior (+28%) à média dos últimos cinco anos.

Gado, aves e coelhos abatidos

O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em março de 2022 foi 44 392 toneladas, o que correspondeu a um decréscimo de 1,7% (+0,9% em fevereiro), devido ao menor volume de abate registado nos ovinos (-60,3%), caprinos (-63,3%), suínos (-0,2%) e equídeos (-95,8%). De notar que o decréscimo significativo que se verificou nas espécies ovina e caprina resultou do calendário da Páscoa: em 2021 foi celebrada no início de abril, com o pico dos abates a ter tido lugar no mês de março, enquanto em 2022 foi celebrada na segunda quinzena de abril. O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 30 105 toneladas, o que representou um decréscimo de 3,1% (+4,6% em fevereiro), devido ao menor volume de abate em todas as espécies: galináceos (-1,0%), perus (-10,3%), patos (-19,0%), codornizes (-21,1%) e coelhos (-12,3%).

Produção de aves e ovos

O volume de frango aumentou 5,1%, com uma produção de 23 154 toneladas (-9,1% em fevereiro), tendo o acréscimo em número de cabeças sido de 10,1% (-5,9% em fevereiro). A produção de ovos de galinha para consumo apresentou um volume superior em 7,2% (+4,2% em fevereiro), situando-se nas 10 439 toneladas.

Produção de leite e produtos lácteos

A recolha de leite de vaca foi 168,5 mil toneladas, o que representou um decréscimo de 0,6% (-1,4% em fevereiro). O volume total de produtos lácteos teve uma redução de 5,0% (-8,7% em fevereiro), devido ao decréscimo do leite para consumo (-5,5%), leites acidificados (-3,7%), manteiga (-12,1%) e leite em pó (-8,5%).

Pescado capturado

O volume de capturas de pescado em Portugal diminuiu 31,3% (+22,7% em fevereiro), justificado pela menor captura de peixes marinhos (nomeadamente carapau, atuns e peixe-espada), bem como de moluscos e crustáceos.

Às 5 046 toneladas de pescado correspondeu uma receita de 23 960 mil euros, valor que representou um decréscimo de 13,8% (+52,7% em fevereiro). O preço médio do pescado descarregado foi 4,61 Euros/kg, ou seja, um aumento de 25,8% (+23,8% em fevereiro).

Preços e índices de preços agrícolas

Em abril de 2022 , as variações mais significativas, em módulo, no índice de preços de produtos agrícolas no produtor foram observadas nos ovos (+49,4%), aves de capoeira (+24,4%), ovinos e caprinos (+22,2%), bovinos (+16,6%) e azeite a granel (+15,2%).

Em comparação com o mês anterior, as variações de maior amplitude verificaram-se na batata (+22,9%), suínos (+21,7%), aves de capoeira (+18,9%) e hortícolas frescos (+8,2%).

Em março de 2022, o índice de preços de bens e serviços de consumo corrente (INPUT I) registou uma variação positiva de 35,4% e o índice de preços de bens e serviços de investimento (INPUT II) aumentou 7,9%. Relativamente ao mês anterior, assistiu-se a um aumento de 3,1% e de 3,0% no índice de preços de bens e serviços de consumo corrente e no índice de preços de bens e serviços de investimento, respetivamente.

→ Consulte aqui o documento ←

Fonte: Agroportal

20 de maio – Dia Mundial da Abelha

  • Friday, 20 May 2022 10:09

No dia 20 de maio comemora-se o Dia Mundial da Abelha, uma iniciativa da ONU que teve início em 2018 e que tem por objetivo sensibilizar a população sobre o papel essencial das abelhas e dos outros polinizadores para a saúde humana e do planeta, assim como sobre os muitos desafios e ameaças que estas espécies enfrentam.

Em 2022, a FAO promove a sensibilização sobre a diversidade das abelhas e dos sistemas apícolas sob o mote “Compromisso com as abelhas” (“Bee engaged”).

A manutenção dos sistemas agrícolas e o abastecimento global de alimentos, e em consequência, a eliminação da fome nos países em desenvolvimento, depende em grande parte do papel dos polinizadores, grupo do qual as abelhas fazem parte.

Cerca de 90% das espécies de plantas e flores silvestres dependem total ou parcialmente da polinização.

Os polinizadores também desempenham um papel crucial na manutenção e melhoria da biodiversidade, beneficiando assim a resiliência das plantas às mudanças climáticas e outras ameaças ambientais.

Associe-se a esta iniciativa global!

Proteger as abelhas é proteger a vida! 

Fonte: DGAV

A DGAV emitiu o Edital n.º 19 da Gripe Aviária de Alta Patogenicidade (GAAP) .

A partir do final do mês de abril de 2022 verificou-se uma melhoria gradual da situação epidemiológica da GAAP, nomeadamente uma diminuição acentuada do número de focos de doença notificados no território da União Europeia. Em virtude desta evolução favorável, a medida de confinamento obrigatório imposta às aves domésticas, detidas em instalações localizadas nas zonas de alto risco para a introdução de vírus da gripe aviária e prevista no n.º 1 do Edital n.º 18 da GAAP foi levantada.

No entanto, apesar da melhoria da situação epidemiológica da doença, habitual nesta época do ano, é improvável que a circulação de vírus da GAAP tenha cessado por completo, podendo manter-se, ainda que em menor grau, na população das aves selvagens estivais e residentes pelo que a DGAV apela a todos os detentores de aves que cumpram com rigor as medidas de biossegurança e das boas práticas de produção avícola, que permitam evitar contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens.

Salienta-se ainda importância da notificação imediata de qualquer suspeita de doença, para permitir uma rápida e eficaz implementação das medidas de controlo da doença no terreno pela DGAV.

Fonte: DGAV

TRACES – Circulação Intracomunitária de Animais Vivos, Produtos de Origem Animal e Subprodutos – Documentos com Assinatura Eletrónica

A certificação sanitária no sistema TRACES para os movimentos intra-União de animais vivos, certos produtos de origem animal e subprodutos animais, foi atualizada e visa desmaterializar todo o processo de certificação.

Importa assim divulgar e esclarecer que as assinaturas eletrónicas aplicadas nos certificados PDF emitidos neste sistema devem ser aceites uma vez que fornecem as mesmas garantias que os certificados originais em papel, com assinatura manuscrita e carimbo sendo consideradas, dentro da União, como equivalentes digitais das assinaturas em papel de pessoas jurídicas.

Os referidos certificados em PDF, assinados eletronicamente, podem ser descarregados do sistema TRACES pelos operadores e transportadores envolvidos nos movimentos e enviados por e-mail para o motorista respetivo, sendo este último responsável por apresentá-los a pedido de qualquer autoridade de controlo, utilizando qualquer dispositivo móvel, sem que seja necessária ligação ao sistema TRACES.

Para mais informação consulte também o Portal da Comissão Europeia em: https://ec.europa.eu/food/animals/traces_en

Fonte: DGAV

A Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Norte vai passar a divulgar aos agricultores o relatório mensal que junta informação sobre o estado das culturas e a previsão de colheitas neste território, foi hoje anunciado.

O relatório sobre o Estado das Culturas e Previsão das Colheitas (ECPC) é um projeto mensal da DRAP Norte, supervisionado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que está disponível no portal https://drapnsiapd.utad.pt/sia e passa, a partir de hoje, a ser divulgado junto dos agricultores.

“Atendendo à natureza da recolha de dados, o sentido de oportunidade é um fator crítico de sucesso no que diz respeito à divulgação da informação”, refere o documento.

Efetivamente, acrescenta, “a necessidade de serem tomadas decisões de cariz político e económico de curto prazo, sobretudo pelas especificidades do setor agrícola, não se coaduna com o tempo de espera por dados obtidos por inquérito ou de dados administrativos obtidos em organismos de intervenção e coordenação económica em áreas definidas”.

“Esta necessidade tem sido particularmente sentida nos últimos anos e com tendência a intensificar-se, em resultado dos efeitos resultantes das alterações climáticas. Os períodos de seca prolongada e de acontecimentos meteorológicos extremos, cada vez mais frequentes, exigem uma constante monitorização do ECPC”, salienta ainda.

No relatório hoje divulgado refere-se que a “precipitação ocorrida em abril proporcionou a recuperação das culturas arvenses e dos prados e pastagens”, contudo, “o volume global de precipitação continua a situar-se abaixo do valor normal para a época do ano, o que tem mantido um volume de armazenamento das águas nas albufeiras e aquíferos anormalmente baixo”.

No território Entre Douro e Minho, houve uma boa emergência dos cereais praganosos e as searas estão limpas de infestantes, sendo que as condições climatéricas têm favorecido o desenvolvimento vegetativo.

Segundo o documento, em algumas searas de Trás-os-Montes, ainda se observa um certo atraso, que poderá comprometer a sua produtividade.

“As culturas permanentes encontram-se em fases diferenciadas, evidenciando na generalidade um bom aspeto, sendo, contudo, prematuro declarar qualquer previsão de colheita. O aumento vertiginoso dos custos de produção, particularmente dos fertilizantes, combustíveis e alimentos compostos comerciais, constitui uma séria ameaça à sustentabilidade das explorações agrícolas”, é ainda apontado.

Mensalmente, a DRAP Norte produz este relatório que remete para o INE, o qual, por sua vez, procede à agregação e tratamento da informação de todas as DRAP, bem como de informação administrativa que se encontre disponível à data, e integra-a no Boletim Mensal de Agricultura e Pescas (INE), cujo âmbito geográfico é o Continente.

Fonte: Agroportal

A DGAV procede à divulgação do Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Agrícolas e hortícolas – edição 2022 que contém a lista das variedades de várias espécies agrícolas e hortícolas que tendo sido submetidas a ensaios oficiais de Distinção, Homogeneidade e Estabilidade (DHE), realizados pela DGAV e, para as espécies agrícolas, adicionalmente realizados ensaios de valor agronómico e de utilização, foram aprovadas para inscrição. 

Fonte: DGAV

“Aspetos agronómicos e uso do Figo da índia como forragem na dieta de ruminantes: Experiência Brasileira” é o tema da próxima sessão online do Ciclo de Conferências “Coprodutos Agroindustriais & Alimentação Animal – Para uma produção animal circular”, organizado pelo Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo (CEBAL).

A sessão, que se realiza no dia 17 de maio pelas 14h30, conta com o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Francisco Carvalho. Em comunicado, o CEBAL explica que, nesta sessão, a palma do figo da índia estará em destaque e serão apresentados os aspetos agronómicos do seu cultivo, como as espécies cultivadas, a produção de matéria por hectare e o custo, trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no Brasil e acompanhado pela equipa de investigação coordenada por Francisco Carvalho, Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, no Brasil.

A palma forrageira é já muito utilizada para a alimentação de ruminantes no Brasil, pelo que serão também apresentados resultados, vantagens e limitações do uso de palma forrageira na dieta de ruminantes, como vacas e cabras leiteiras e ovinos de carne, e o efeito na qualidade dos seus produtos.

A sessão online poderá ser acompanhada em direto na plataforma zoom em https://us02web.zoom.us/j/85676185117?pwd=VTUwR0RjSFg1K0tRR0haZGpDdlEydz09

Esta iniciativa está inserida nas atividades do Dia Internacional do Fascínio das Plantas, que se assinala no dia 18 de maio.

Fonte: Agroportal

A Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) decidiram adiar a avaliação de risco sobre o glifosato para 2023, apesar da expiração da atual autorização de comercialização do herbicida no final do ano. A decisão surge devido ao inesperado número de contributos dos stakeholders, avança o portal Euractiv.

Face ao processo só se finalizar depois de julho do próximo ano, espera-se que a Comissão Europeia proponha uma extensão temporária da autorização até à decisão final. A decisão seria tomada na condição de que ambas as agências não encontrarem, entretanto, provas de risco urgente e grave da utilização do herbicida.

O adiamento da decisão surge num momento em que a discussão pública sobre os glifosatos dividia-se quer politicamente como cientificamente. Embora as agências da UE tenham concluído anteriormente, por exemplo, que não existiam “provas” que ligassem a utilização do glifosato ao aumento do risco de cancro nos seres humanos, os ativistas criticaram o processo de avaliação das agências por se basear demasiado em estudos encomendados pela indústria e ignorar os riscos para a saúde e o ambiente a longo prazo.

Entretanto, as partes interessadas também ficaram divididas na forma como receberam o atraso na avaliação e na prorrogação temporária da aprovação que daí poderia resultar.

De um lado, o Glyphosate Renewal Group considera que a nova data é uma “expressão de um procedimento muito transparente que proporciona a todas as partes interessadas a participação no processo”.

Já do outro lado, o policy officer da Pesticide Action Network Europe, Martin Dermine pede à EFSA que “apresente uma declaração sobre as conclusões não industriais antes do final do ano, de modo que a Comissão Europeia e os Estados-Membros abandonem a ideia de prolongar a autorização”.

Fonte: Agroportal

 

Em resposta ao pedido da Presidência francesa relativo ao presente parecer exploratório, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) identifica as seguintes medidas fundamentais da UE para salvaguardar a competitividade dos produtores europeus, com vista a garantir tanto a segurança e a sustentabilidade alimentares europeias como preços acessíveis para os consumidores:

i. promover uma autonomia estratégica aberta para a segurança e a sustentabilidade alimentares,

ii. desenvolver tecnologias e sementes inovadoras, de forma a estar sempre em posição de disponibilizar soluções aos agricultores afetados pelas restrições das ferramentas existentes,

iii. assegurar a cobertura da banda larga e a digitalização, aspetos incontornáveis para uma agricultura de precisão e a robótica, e apoiar os investimentos nestas técnicas sustentáveis,

iv. promover e facilitar o acesso dos produtores agrícolas, em especial dos jovens agricultores, à formação nestas novas tecnologias,

v. assegurar a reciprocidade das normas e condições de concorrência equitativas incorporando a Estratégia do Prado ao Prato e a Estratégia de Biodiversidade do Pacto Ecológico e as normas respetivas como normas globais de sustentabilidade em todos os acordos comerciais futuros e atuais da União Europeia (UE), bem como nos acordos da OMC,

vi. promover o valor dos alimentos, incentivando a educação alimentar junto dos consumidores, o que contribui para aproximar o setor agrícola da sociedade,

vii. assegurar preços justos e a distribuição adequada dos rendimentos em toda a cadeia, melhorar a disponibilidade dos consumidores para pagarem o preço adequado dos produtos alimentares, consumindo menos alimentos, mas de melhor qualidade, e proibir práticas comerciais desleais através de regulamentação ambiciosa,

viii. alinhar as práticas e as operações das empresas do setor alimentar pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),

ix. garantir o envolvimento e a participação estruturados da sociedade civil e de todas as partes interessadas em toda a cadeia de abastecimento alimentar, nomeadamente através de um conselho europeu de política alimentar, promovendo a cooperação e não a concorrência.

Além disso, o CESE identifica as seguintes medidas fundamentais para ajudar a reduzir a dependência dos insumos, incluindo os de síntese, e tornar a UE mais autónoma em matéria de proteínas:

i. a UE deve apoiar práticas de baixo consumo de insumos, especialmente em termos de combustíveis fósseis e pesticidas, e fomentar a capacidade de produção de insumos agrícolas na Europa,

ii. tornar a UE mais autónoma em matéria de proteínas é desejável a todos os níveis. As importações de grão de soja de países terceiros podem estar associadas à desflorestação, à degradação florestal e à destruição de ecossistemas naturais em alguns países produtores. O aumento do cultivo na União de leguminosas oleaginosas e secas com elevado conteúdo proteico limitaria as importações e teria, por conseguinte, um impacto positivo no clima e no ambiente,

iii. organizar e apoiar o setor das proteínas, a fim de promover a produção e persuadir os agricultores, especialmente através de uma política agrícola comum (PAC) ambiciosa,

iv. reforçar a produção de oleaginosas e de bagaço de oleaginosas. Com o objetivo principal da produção alimentar, a valorização das oleaginosas tem por base a valorização tanto do óleo como do bagaço, sendo estes fatores indissociáveis. Tal permite reforçar a produção sustentável de alimentos e de energia,

v. reforçar as medidas da UE destinadas a proteger e recuperar as florestas a nível mundial, nomeadamente através da melhoria do sistema de certificação atual (PEFC, FSC) para aprovar produtos que não contribuem para a desflorestação,

vi. desenvolver cadeias de abastecimento curtas, justas e transparentes e garantir uma abordagem progressiva na transição para uma agricultura sustentável de modo a preservar os equilíbrios existentes,

vii. assegurar o exercício do direito à alimentação para todas as pessoas, em especial as que se encontram em situação de insegurança económica e social, e facilitar a experimentação no domínio da inovação social. É imperativo que a ajuda alimentar continue a ser praticada nos Estados-Membros,

viii. garantir que os alimentos podem ser produzidos em toda a UE."

Veja aqui o parecer completo.

Fonte: Qualfood e Eur-lex