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“Aspetos agronómicos e uso do Figo da índia como forragem na dieta de ruminantes: Experiência Brasileira” é o tema da próxima sessão online do Ciclo de Conferências “Coprodutos Agroindustriais & Alimentação Animal – Para uma produção animal circular”, organizado pelo Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo (CEBAL).

A sessão, que se realiza no dia 17 de maio pelas 14h30, conta com o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Francisco Carvalho. Em comunicado, o CEBAL explica que, nesta sessão, a palma do figo da índia estará em destaque e serão apresentados os aspetos agronómicos do seu cultivo, como as espécies cultivadas, a produção de matéria por hectare e o custo, trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no Brasil e acompanhado pela equipa de investigação coordenada por Francisco Carvalho, Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, no Brasil.

A palma forrageira é já muito utilizada para a alimentação de ruminantes no Brasil, pelo que serão também apresentados resultados, vantagens e limitações do uso de palma forrageira na dieta de ruminantes, como vacas e cabras leiteiras e ovinos de carne, e o efeito na qualidade dos seus produtos.

A sessão online poderá ser acompanhada em direto na plataforma zoom em https://us02web.zoom.us/j/85676185117?pwd=VTUwR0RjSFg1K0tRR0haZGpDdlEydz09

Esta iniciativa está inserida nas atividades do Dia Internacional do Fascínio das Plantas, que se assinala no dia 18 de maio.

Fonte: Agroportal

A Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) decidiram adiar a avaliação de risco sobre o glifosato para 2023, apesar da expiração da atual autorização de comercialização do herbicida no final do ano. A decisão surge devido ao inesperado número de contributos dos stakeholders, avança o portal Euractiv.

Face ao processo só se finalizar depois de julho do próximo ano, espera-se que a Comissão Europeia proponha uma extensão temporária da autorização até à decisão final. A decisão seria tomada na condição de que ambas as agências não encontrarem, entretanto, provas de risco urgente e grave da utilização do herbicida.

O adiamento da decisão surge num momento em que a discussão pública sobre os glifosatos dividia-se quer politicamente como cientificamente. Embora as agências da UE tenham concluído anteriormente, por exemplo, que não existiam “provas” que ligassem a utilização do glifosato ao aumento do risco de cancro nos seres humanos, os ativistas criticaram o processo de avaliação das agências por se basear demasiado em estudos encomendados pela indústria e ignorar os riscos para a saúde e o ambiente a longo prazo.

Entretanto, as partes interessadas também ficaram divididas na forma como receberam o atraso na avaliação e na prorrogação temporária da aprovação que daí poderia resultar.

De um lado, o Glyphosate Renewal Group considera que a nova data é uma “expressão de um procedimento muito transparente que proporciona a todas as partes interessadas a participação no processo”.

Já do outro lado, o policy officer da Pesticide Action Network Europe, Martin Dermine pede à EFSA que “apresente uma declaração sobre as conclusões não industriais antes do final do ano, de modo que a Comissão Europeia e os Estados-Membros abandonem a ideia de prolongar a autorização”.

Fonte: Agroportal

 

Em resposta ao pedido da Presidência francesa relativo ao presente parecer exploratório, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) identifica as seguintes medidas fundamentais da UE para salvaguardar a competitividade dos produtores europeus, com vista a garantir tanto a segurança e a sustentabilidade alimentares europeias como preços acessíveis para os consumidores:

i. promover uma autonomia estratégica aberta para a segurança e a sustentabilidade alimentares,

ii. desenvolver tecnologias e sementes inovadoras, de forma a estar sempre em posição de disponibilizar soluções aos agricultores afetados pelas restrições das ferramentas existentes,

iii. assegurar a cobertura da banda larga e a digitalização, aspetos incontornáveis para uma agricultura de precisão e a robótica, e apoiar os investimentos nestas técnicas sustentáveis,

iv. promover e facilitar o acesso dos produtores agrícolas, em especial dos jovens agricultores, à formação nestas novas tecnologias,

v. assegurar a reciprocidade das normas e condições de concorrência equitativas incorporando a Estratégia do Prado ao Prato e a Estratégia de Biodiversidade do Pacto Ecológico e as normas respetivas como normas globais de sustentabilidade em todos os acordos comerciais futuros e atuais da União Europeia (UE), bem como nos acordos da OMC,

vi. promover o valor dos alimentos, incentivando a educação alimentar junto dos consumidores, o que contribui para aproximar o setor agrícola da sociedade,

vii. assegurar preços justos e a distribuição adequada dos rendimentos em toda a cadeia, melhorar a disponibilidade dos consumidores para pagarem o preço adequado dos produtos alimentares, consumindo menos alimentos, mas de melhor qualidade, e proibir práticas comerciais desleais através de regulamentação ambiciosa,

viii. alinhar as práticas e as operações das empresas do setor alimentar pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),

ix. garantir o envolvimento e a participação estruturados da sociedade civil e de todas as partes interessadas em toda a cadeia de abastecimento alimentar, nomeadamente através de um conselho europeu de política alimentar, promovendo a cooperação e não a concorrência.

Além disso, o CESE identifica as seguintes medidas fundamentais para ajudar a reduzir a dependência dos insumos, incluindo os de síntese, e tornar a UE mais autónoma em matéria de proteínas:

i. a UE deve apoiar práticas de baixo consumo de insumos, especialmente em termos de combustíveis fósseis e pesticidas, e fomentar a capacidade de produção de insumos agrícolas na Europa,

ii. tornar a UE mais autónoma em matéria de proteínas é desejável a todos os níveis. As importações de grão de soja de países terceiros podem estar associadas à desflorestação, à degradação florestal e à destruição de ecossistemas naturais em alguns países produtores. O aumento do cultivo na União de leguminosas oleaginosas e secas com elevado conteúdo proteico limitaria as importações e teria, por conseguinte, um impacto positivo no clima e no ambiente,

iii. organizar e apoiar o setor das proteínas, a fim de promover a produção e persuadir os agricultores, especialmente através de uma política agrícola comum (PAC) ambiciosa,

iv. reforçar a produção de oleaginosas e de bagaço de oleaginosas. Com o objetivo principal da produção alimentar, a valorização das oleaginosas tem por base a valorização tanto do óleo como do bagaço, sendo estes fatores indissociáveis. Tal permite reforçar a produção sustentável de alimentos e de energia,

v. reforçar as medidas da UE destinadas a proteger e recuperar as florestas a nível mundial, nomeadamente através da melhoria do sistema de certificação atual (PEFC, FSC) para aprovar produtos que não contribuem para a desflorestação,

vi. desenvolver cadeias de abastecimento curtas, justas e transparentes e garantir uma abordagem progressiva na transição para uma agricultura sustentável de modo a preservar os equilíbrios existentes,

vii. assegurar o exercício do direito à alimentação para todas as pessoas, em especial as que se encontram em situação de insegurança económica e social, e facilitar a experimentação no domínio da inovação social. É imperativo que a ajuda alimentar continue a ser praticada nos Estados-Membros,

viii. garantir que os alimentos podem ser produzidos em toda a UE."

Veja aqui o parecer completo.

Fonte: Qualfood e Eur-lex

Mais de 100 diferentes produtos de frango podem ter sido contaminados com salmonela devido a um surto registado numa fábrica no Reino Unido, adianta o Daily Mail.

Esta quinta-feira, a Food Standards Agency (UKFSA) divulgou uma lista extensa dos produtos que podem ter sido contaminados com salmonela e que vão ser retirados do mercado, após o surto detetado na fábrica de produtos alimentares da Cranswick, localizado em Hull.

Os produtos vão ser retirados de supermercados, lojas de conveniência e cafés. Empresas como a Starbucks, a Costa, Aldi, Sainsbury’s e até a Amazon, que começou a expandir a sua marca de lojas de conveniência, a Amazon Fresh, foram afetadas por esta situação.

A suspeita de contaminação com salmonela afeta produtos como sanduíches, wraps e saladas.

A Food Standards Agency avisou as pessoas que tiverem em casa produtos destes para não os consumirem.

A salmonela foi detetada na fábrica da Cranswick durante uma “inspeção de rotina”. A fábrica encontra-se encerrada.

Mais informações sobre os produtos retirados podem ser consultados aqui.

Fonte: Sapo e Qualfood

Dia Internacional da Sanidade Vegetal

  • Thursday, 12 May 2022 10:40

Celebra-se hoje, dia 12 de maio, o 1º Dia Internacional da Sanidade Vegetal.

Para assinalar esta data, a DGAV em conjunto com a DRAPLVT,  a Câmara Municipal de Óbidos e com o apoio da Rede Rural Nacional, apresenta uma Sessão pública em Óbidos. Esta iniciativa, que conta com a presença da Ministra da Agricultura e da Alimentação, reúne diversas entidades intervenientes em matéria de proteção e sanidade vegetal, conforme programa em anexo.

Este dia é um importante legado do Ano Internacional da Fitossanidade 2020.

As Nações Unidas proclamaram o 12 de maio como o Dia Internacional da Sanidade Vegetal. A resolução aprovada defende que “plantas saudáveis constituem o fundamento de toda a vida na Terra, dos ecossistemas, da segurança alimentar e da nutrição” e que “a sanidade vegetal é essencial para o desenvolvimento sustentável da agricultura, que é necessário para alimentar uma população global crescente”.

Tanto a nossa saúde como a saúde do nosso planeta dependem das plantas. As plantas representam 80% dos alimentos que comemos e fornecem 98% do oxigênio que respiramos. Contudo, cerca de  40% das culturas alimentares são perdidas todos os anos devido a pragas e doenças das plantas, afetando  tanto a segurança alimentar quanto a agricultura, causando inúmeros prejuízos às comunidades rurais que dependem desta fonte de rendimento.

Para promover a consciência da importância da saúde das plantas junto dos mais jovens a DGAV, em articulação com a FAO, divulga o Livro Infantil – Plantas Saudáveis, Planeta Saudável.

Fonte: DGAV

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, através de Brigada de Indústrias da Unidade Regional do Norte – Unidade Operacional de Mirandela, uma operação de fiscalização direcionada a entrepostos frigoríficos, localizados nos concelhos de Vila Verde, Vila Nova de Famalicão e Braga.

Fonte: ASAE

ASAE desmantela matadouro ilegal

  • Thursday, 12 May 2022 10:19

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, na sequência de uma investigação no âmbito do combate aos ilícitos criminais contra a saúde pública, realizou através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional XI/Évora uma operação de fiscalização que resultou no desmantelamento de um local onde se procedia de forma ilícita, camuflada e sem condições técnico-funcionais ao abate e à comercialização de animais, no distrito de Évora.

Fonte: ASAE

O livro «As ilustres raças», lançado pela Ruralbit no passado dia 24 de abril, na Ovibeja, revela um fino critério de seleção, enriquecido pelo talento do ilustrador Carlos Medeiros e por um conjunto de textos extraídos da literatura e da etnografia portuguesa, que resultam numa publicação que dignifica o tratamento deste património genético animal com tão vastas referências na cultura portuguesa.

A importância da temática sobre as raças autóctones portuguesas tem suscitado a publicação de diversas análises diferenciadoras, seja através do impacto que tem tido na agropecuária nacional, mas também, na valorização dos territórios que estas raças ocupam.

Consulte a Pré-visualização do Livro «As ilustres Raças»

Efetue a encomenda através da hiperligação da Ruralbit

Fonte: DGAV

Algumas culturas europeias de importância vital, como as vinhas e as azeitonas, estão a ser devastadas por doenças. Os cientistas estão à procura de substitutos biológicos para os pesticidas químicos de forma a melhorar as culturas e a saúde humana.

A ameaça à agricultura por parte das espécies invasoras é enorme. As Nações Unidas (ONU) estimam que as doenças das plantas custam à economia mundial mais de € 200 mil milhões por ano, com 20-40% da produção das culturas perdidas devido a pragas.

“A perda económica das espécies invasoras é imensa, e se não tomássemos qualquer medida, haveria uma enorme insegurança alimentar, não só em toda a UE mas em todo o mundo”, afirmou a Dr.ª Hikmate Abriouel, professora de microbiologia na Universidade de Jaén, na Andaluzia em Espanha.

Com apostas tão altas, é fácil compreender porque é que o setor agrícola é um dos maiores utilizadores de produtos químicos a nível mundial.

Hoje em dia, a questão da segurança alimentar é o mais importante. Porém, como a Dr.ª. Abriouel continua a explicar, a nossa crescente relutância em utilizar produtos químicos na agricultura acrescenta uma série de complicações à agricultura.

“Houve uma altura em que era normal depender de pesticidas fortes para tratar as terras agrícolas”, referiu ela. “Mas agora sabemos que um produto químico concebido para matar um organismo vivo é também suscetível de ter impactos negativos noutros sistemas biológicos.”

A pulverização de culturas com compostos sintéticos tem impactos adversos nas pessoas, animais de criação, fauna selvagem, polinizadores, como as abelhas, e outros seres vivos que desempenham um papel essencial no ecossistema. O derramamento químico também danifica a terra e a água.

Risco de poluição

A poluição causada pelos pesticidas origina riscos para as terras agrícolas, devido aos resíduos químicos que se infiltram nas reservas de água.

Alguns pesticidas sintéticos foram associados a doenças humanas como o cancro, doenças do sistema imunitário e doenças respiratórias.

Os produtores que trabalham com pesticidas estão particularmente vulneráveis a efeitos secundários, estimando-se que 44% dos trabalhadores agrícolas em todo o mundo vivenciam pelo menos um incidente de intoxicação aguda por pesticidas  todos os anos.

A estratégia da UE “Farm to Fork” (F2F – Da quinta para a mesa) direcionada para uma produção alimentar sustentável visa reduções significativas na utilização de pesticidas químicos, fertilizantes e antimicrobianos e apoia o aumento da agricultura biológica. No que diz respeito aos objetivos da sustentabilidade significa que são necessários biopesticidas ou alternativas biológicas aos pesticidas.

“Existem muitas evidências de que a substituição de produtos químicos por biopesticidas funciona com a natureza e não contra ela”, afirmou a Dr.ª. Abriouel. As soluções biológicas também favorecem a saúde do solo e a biodiversidade.

Vinhas em extinção

Só em França, cerca de 12% das vinhas foram improdutivas entre 2012 e 2017 devido à Doença do Tronco da Videira (DTV) que se tem espalhado pela Europa ao longo das últimas duas décadas. Foi proibida a utilização de um pesticida químico para tratar a vinha, uma vez que é prejudicial para a saúde humana e ambiental.

A doença resulta em plantas 50% menos produtivas, numa diminuição da qualidade do vinho e na morte prematura de vinhas saudáveis. A nível mundial, estima-se que o custo de substituição das videiras excede os € 1,4 mil milhões por ano.

Como resposta a este flagelo, a UE está a financiar o projeto multinacional BIOBESTicide, que visa encontrar uma solução biológica para a DTV.

“O nosso objetivo é desenvolver uma solução preventiva realmente eficaz e totalmente natural para este problema muito sério e muito dispendioso”, referiu a Dr.ª Assia Dreux-Zigha, que trabalha para a empresa francesa de biotecnologia Greencell e coordena a investigação BIOBESTicide.

O trabalho de investigação da equipa centra-se numa estirpe específica do Pythium oligandrum, um fungo “amigável” que está naturalmente presente na rizosfera de muitas plantas cultivadas, incluindo as vinhas. A rizosfera é a região do solo rica em microrganismos diretamente à volta das raízes de uma planta.

O P. oligandrum funciona tanto pela destruição direta de parasitas como pela indução de resistência das plantas contra novos ataques. Depois de isolar o P. oligandrum no laboratório, a Greencell e os seus parceiros descobriram que, sob certas condições, o biopesticida colonizou as raízes das videiras e estimulou as defesas naturais da planta contra a DTV.

Num futuro próximo, após os ensaios e a aprovação de segurança, os investigadores da BIOBESTicide têm como objetivo expandir e testar o seu biopesticida no terreno em vinhas localizadas em diferentes áreas geográficas.

“Este é um projeto muito desafiante mas, quando terminarmos no final de 2023, esperamos ter uma solução que possibilite a sobrevivência das videiras durante todo o seu ciclo de vida natural”, referiu a Dr.ª Dreux-Zigha.

Sem dúvida alguma, os viticultores brindarão a esta perspetiva.

Conservador das oliveiras

A segunda cultura icónica europeia que precisa urgentemente de uma solução biopesticida é a oliveira. Detetada pela primeira vez nas oliveiras europeias em 2013, a síndrome do declínio rápido da azeitona (OQDS) é uma doença causada pela bactéria Xylella fastidiosa.

Na Apúlia, sul de Itália, onde a Xylella surgiu pela primeira vez no continente, a produção de azeitonas diminuiu 65-80% nos anos anteriores a 2020 com a perda de cerca de 100.000 postos de trabalho e a destruição de oliveiras históricas com 400 anos.

A Xylella apareceu em França, Espanha e Portugal, disseminada por um inseto chamado cigarrinha. As plantas afetadas são infetadas a partir das raízes, fazendo com que as folhas fiquem castanhas e acabando, eventualmente, por destruir a planta. É considerada uma das bactérias patogénicas vegetais mais perigosas do mundo.

“O problema com este agente patogénico está a agravar-se”, afirmou a Dr.ª Abriouel, que supervisiona o projeto SMART-AGRI-SPORE apoiado pela UE, que visa desenvolver um biopesticida com base em esporos bacterianos.

“Prevenir a propagação desta praga é uma prioridade na UE”, expressou ela. Um estudo de 2020 estimou que, na pior das hipóteses, apenas a Itália perderia entre € 1,9 mil milhões e 5,2 mil milhões num período de 50 anos, como resultado da OQDS.

Existem vários projetos a desenvolver biopesticidas para atacar a Xylella. A investigadora principal Dr.ª Julia Manetsberger, sob a supervisão da Dr.ª Abriouel, está focada na modificação de uma estirpe de outra bactéria de forma a torná-la mortal para a Xylella.

Os investigadores têm esperança de que até 2024 surja um biopesticida eficaz desta investigação.

“Não podemos usar algo contra a Xylella que altera a biodiversidade ou destrói ou aumenta a resistência dos microrganismos presentes noutras plantas e no solo”, referiu a Dr.ª Abriouel. “Por outras palavras, não podemos resolver um problema e criar outro.”

“Estamos a trabalhar arduamente para atingir este objetivo”, afirmou a Dr.ª Manetsberger, “Estas plantas são importantíssimas para a nossa economia e precisamos de as proteger.”

Fonte: Agroportal

No Egito, investigadores da Autoridade de Energia Atómica (EAEA) começaram a colher trigo geneticamente modificado (GM) tolerante a solos salinos, resistente à escassez de água e altamente produtivo.

A colheita do trigo GM está a ser feita na cidade egípcia de Inshas, onde o cultivo de milho transgénico é permitido. Para além de tolerante à salinidade e resistente à seca, o trigo GM é altamente produtivo, podendo produzir mais de oito toneladas por hectare, cerca de duas toneladas a mais do que as variedades convencionais de trigo cultivadas no Egito. Estima-se que a produção local de trigo no país cresça 33% e reduza significativamente a dependência das importações de trigo.

O Egito está atualmente a sofrer com uma crise de oferta de trigo devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, já que estes dois países são os maiores fornecedores de trigo do Egito. É por isso que o governo egípcio está a aumentar a área de cultivo de trigo para os próximos anos.

Fonte: Agroportal