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No laboratório da Universidade de Lund, na Suécia, Eva Tornberg desenvolveu uma tecnologia de emulsão para misturar batatas e óleo de canola. A sua inovação pode alimentar uma nova tendência em 2022, o leite de batata.

Apesar de ter ainda uma distribuição muito limitada, a marca sueca DUG já está a ganhar destaque nas redes sociais e a agitar a internet com o novo substituto do leite. Apresentado em três sabores: original, sem açúcar e barista, recomendado para bebidas quentes, o leite de batata pode mesmo ser uma grande tendência no próximo ano.

Então, mas o que o leite de batata tem a oferecer que outros laticínios e produtos lácteos alternativos não têm? Sustentabilidade. Se as pessoas mudassem do leite de vaca para o leite de batata, elas poderiam reduzir o seu impacto climático em 75%, de acordo com o site da marca.

Mas mesmo se já for um devoto de leites à base de plantas, o leite de batata tem a vantagem sustentável sobre as nozes e outras fontes de leite que não seja de vaca. Ao contrário das amêndoas que consomem muita água, as batatas requerem menos água. De acordo com algumas estatísticas, as batatas precisam de 56 vezes menos água do que as amêndoas que crescem na mesma área plantada. E o cultivo de batata é quase duas vezes mais eficiente do que o cultivo de aveia, talvez a alternativa ao leite preferida em 2021.

As três opções deste leite têm ingredientes semelhantes: principalmente água, batata, maltodextrina, proteína de ervilha, fibra de chicória, óleo de canola, um regulador de acidez, lecitina de girassol como um emulsificante, carbonato de cálcio adicionado de vitaminas e sabor e adoçantes, dependendo de qual versão escolher. Alguns destes ingredientes mais misteriosos ajudam a misturar a bebida e tornar a textura palatável.

Embora as batatas tenham uma má reputação – principalmente as fritas – estes vegetais têm muitas fibras e potássio, além de alguma vitamina C, vitamina B6, magnésio, fósforo, folato e niacina.

O óleo de canola é um benefício especial para os veganos, que “podem ter dificuldade em obter a gordura vital ómega-3, que é encontrada principalmente em peixes gordurosos”, afirmou a cientista em comunicado. “Para eles e outros, o produto pode servir como alternativa ao óleo de linhaça e de canola ou a suplementos de saúde.”

Fonte: Greensavers

De acordo com um estudo publicado na “Nature Ecology & Evolution”, os mares e oceanos do planeta podem hospedar cerca de 13 milhões de km2 de aquacultura e assim reduzir, pelo menos, parte da insegurança alimentar no planeta.

À medida que a população mundial cresce – segundo dados da ONU irá chegar aos 9,8 mil milhões em 2050, e aos 11,2 mil milhões em 2100 -, os nossos sistemas alimentares ficam sob intensa pressão para garantir a produção de alimentos, especialmente proteína animal. Mas, segundo uma equipa de investigadores norte-americanos e chineses, liderados por Rebecca Gentryde da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, os benefícios para a saúde humana de dietas ricas em peixes e a sustentabilidade da aquacultura marinha em comparação com a produção de carne terrestre tornam premente considerar o potencial desta solução.

Para estes cientistas, os oceanos podem representar uma imensa oportunidade para a produção de alimentos de forma sustentável, ainda que o ambiente do oceano aberto seja amplamente inexplorado como um recurso agrícola.

Na sua pesquisa, os investigadores excluíram áreas oceânicas inadequadas para a aquacultura, por determinadas restrições ambientais ou de uso humano. É o caso de áreas com condições de crescimento inadequadas devido a baixo oxigénio (apenas peixes) e baixa disponibilidade de alimentos fitociclotéricos (apenas bivalves). Também eliminaram águas muito profundas, ou já alocadas para outras atividades como a extração de petróleo, navegação intensa ou áreas de proteção da vida marinha.

A partir da observação de 120 espécies de peixes e 60 de crustáceos, definiram taxas de crescimento, temperaturas ideais, a concentração de oxigénio que é necessário ou densidade de fitoplâncton para deduzir a concentração máxima de animais marinhos que podem abrigar as águas costeiras. No final, concluíram que “quase todos os países costeiros têm um grande potencial para a aquacultura marinha”.

A equipa de investigadores defende assim que cerca de 11.400.000 km2 de oceano podem ser dedicados à criação de peixes e 1.500.000 km2 podem ser desenvolvidos para bivalves, demonstrando a existência de um potencial expansivo em todo o mundo, incluindo países tropicais e temperados. A produção total seria considerável: se todas as áreas designadas como adequadas neste estudo fossem desenvolvidas (assumindo a inexistência de restrições económicas, ambientais ou sociais), Rebecca Gentryde e os seus colegas estimam que cerca de 15 mil milhões de toneladas de peixe poderão ser cultivadas todos os anos – mais de 100 vezes do que o consumo atual.

Ainda assim, mesmo destacando todo o potencial da aquacultura (que já fornece cerca de 50% do peixe consumido no mundo), os cientistas alertam para a necessidade de “considerar cuidadosamente o impacto da produção de alimentos aquáticos nos ecossistemas e recursos aquáticos e terrestres”.

Fonte: Greensavers

O açúcar está presente em muitos dos alimentos à venda nos supermercados, sendo o seu consumo exagerado responsável pelo risco de doenças cardíacas, de obesidade infantil, do bom funcionamento dos rins, entre muitas outras consequências.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma alimentação equilibrada com baixos valores de açúcar, sugerindo uma ingestão de açúcar de até 10% do total de calorias diárias.

Um estudo da Universidade de Geórgia, nos Estados Unidos da América, estudou o impacto a longo prazo do consumo diário de bebidas açucaradas durante a adolescência. Os dados indicaram que o consumo de açúcar compromete o desempenho de aprendizagem e a memória, em fase adulta.

“O consumo de açúcar no início da vida parece prejudicar seletivamente a aprendizagem e a memória do hipocampo”, explica Emily E. Noble, uma das autoras.

Além disso, esta dieta aumenta também o número das espécies P. distasonis e P. johnsonii no instestino, prejudicando o microbioma intestinal. Segundo os especialistas, este foi um dos mecanismos que causou impacto na memória.

“A questão agora é como estas populações de bactérias no intestino alteram o desenvolvimento do cérebro? Identificar como as bactérias no intestino estão a afetar o desenvolvimento do cérebro irá dizer-nos de que tipo de ambiente interno o cérebro precisa para crescer de maneira saudável”, explica a cientista.

Fonte: Greensavers

O serviço de estatísticas europeu divulga os principais números da cadeia alimentar europeia, com uma seleção de dados recentes nos domínios das estatísticas da agricultura e da pesca na Europa. A publicação “Principais indicadores da cadeia alimentar – Edição 2021” está dividida em dez capítulos, fornecendo fatos e números sobre explorações agrícolas, agricultores, produção e mercados.

Também analisa o desempenho económico do setor agrícola, atividades pesqueiras, processamento de alimentos e bebidas, comércio, distribuição, atividades no atacado e o consumo de alimentos e bebidas.

Conclui com um capítulo sobre questões ambientais relacionadas a algumas das etapas da cadeia alimentar. Apresenta mensagens-chave para a UE e destaca os principais intervenientes e especializações-chave, com visualizações intuitivas e infografias esclarecedoras.

Consulte aqui (em Inglês).

Fonte: Agroportal

Na sequência da confirmação de foco de Gripe Aviária de alta patogenicidade em exploração de perus em Óbidos, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária ativou de imediato o plano de contingência para esta doença e implementou as medidas de controlo previstas na legislação em vigor .

A 23 de dezembro de 2021, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (Laboratório Nacional de Referência para as doenças dos animais), confirmou um segundo foco de infeção por vírus da gripe aviária do subtipo H5N1 de alta patogenicidade, em exploração de perus.

O plano de contingência para a gripe aviária foi ativado e as medidas de controlo previstas na legislação em vigor foram executadas no terreno pela DGAV. Estas medidas incluem a inspeção ao local onde foi detetada a doença, assim como às explorações de detenção de aves existentes na zona de restrição sanitária ao redor do foco, no raio de 3 km (zona de proteção) e de 10 km (zona de vigilância) e a intensificação da vigilância da doença. Na sequência deste evento a DGAV publicou o Edital nº 2/2021 da Gripe Aviária que pode ser consultado aqui.

Fonte: DGAV

As câmaras de Boticas e Montalegre preparam as feiras do fumeiro presenciais e, ao mesmo tempo, apostam nas plataformas ‘online’ para potenciarem as vendas deste produto importante para a economia do Barroso, segundo disseram à agência Lusa.

As feiras físicas foram canceladas há um ano devido à pandemia de covid-19 e foi necessário reinventaram-se através da criação de sítios na Internet para venda do produto.

Um ano depois, a aposta no ‘online’ mantém-se e a plataforma “Fumeiro de Montalegre” foi reativada esta terça-feira para possibilitar vendas ainda a tempo do Natal, enquanto a “Boticas Tem” entrará em funcionamento em janeiro.

A Feira Gastronomia do Porco, em Boticas, costuma dar o pontapé de saída aos certames do distrito de Vila Real, estando prevista realizar-se de 13 a 16 de janeiro, enquanto a Feira do Fumeiro e Presunto de Montalegre está marcada para ocorrer de 20 a 23 de janeiro.

Os autarcas dos dois municípios que constituem a região do Barroso afirmaram que a sua realização está dependente da evolução da pandemia e das medidas de restrições que estiverem em vigor na altura.

David Teixeira, vice-presidente da Câmara de Montalegre, disse que as vendas ‘online’ arrancaram esta semana para que, no Natal, já possa haver fumeiro à mesa e afirmou que “esta é uma aposta que “veio para ficar”, mesmo com a realização da feira física.

O objetivo é conquistar novos mercados e proporcionar negócios por um período mais longo do que os quatro dias do tradicional certame.

Na plataforma, que permite a venda para todo o país de produtos típicos como salpicão, a alheira, o presunto ou o chouriço de abóbora, estão presentes 54 produtores de fumeiro daquele concelho do distrito de Vila Real.

David Teixeira disse que foi preciso encontrar novas formas de “chegar aos consumidores” e considerou que, no ano passado, teria sido “um desastre económico” para as famílias se não se tivesse vendido o fumeiro.

A iniciativa é conjunta com a Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, que disse à Lusa que, na primeira edição, foram feitas 2.646 encomendas através da plataforma, num valor total de cerca de 176 mil euros, tendo sido vendidos quase 10 mil quilos de produto para todo o país, até ao Algarve e ilhas e ainda para o estrangeiro.

O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, garantiu que está “a ser feito tudo” para que se possa realizar a feira física e, ao mesmo tempo, está a ser desenvolvida a plataforma ‘online’.

“Vamos ver como as coisas evoluem e só na primeira semana de janeiro é que vamos ter mais certezas”, salientou.

Se a feira não se realizar, a “Boticas Tem” é ativada logo a 06 de janeiro, caso contrário será lançada no dia 10, e ali estarão à venda o fumeiro, presunto, mas também outros produtos endógenos como compotas, licores, carne ou pão.

Fernando Queiroga salientou a importância da feira para o município pelo volume de negócio no recinto, mas também pela dinâmica económica que os visitantes criam na restauração e comércio e pela divulgação do concelho.

Em janeiro, na “Boticas Tem” foram enviadas cerca de 800 encomendas para todo o país, inclusive ilhas, mas também se registou um grande volume de negócios para o estrangeiro, nomeadamente para Espanha, França, Suíça e Bélgica.

Fonte: Agroportal

A Docapesca – Portos e Lotas, S.A, entidade tutelada pelo Ministério do Mar, lançou um concurso para a construção de oleões e contentores de resíduos contaminados em cinco portos portugueses de pesca: Sagres, Albufeira, Quarteira, Olhão e Vila Real de Santo António.

A intervenção contempla a construção de uma edificação, para o denominado “Ponto de Oleão”, representando um investimento de 61 mil euros. Este modelo pretende garantir a retenção dos derrames, bem como a proteção dos depósitos para óleos usados e dos contentores para embalagens contaminadas das agressividades das intempéries.

Os principais objetivos da Docapesca com esta instalação são, promover a melhoria das condições de utilização por parte dos utentes e da higienização dos locais, e assegurar a salvaguarda do meio ambiente dos espaços em que se inserem.

Fonte: Greensavers

Estamos numa época em que o consumo excessivo, o desperdício e a falta de cuidado na deposição dos resíduos resultam em contentores sobrelotados, transformados em verdadeiras lixeiras ao ar livre.

No sentido de sensibilizar para esta realidade, a Associação Limpeza Urbana (ALU) – Parceria para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis, lança uma nova campanha com o mote: Abra caminho à #BrigadaMaisPresente.#DesembrulheoNatal. Dividida em duas vertentes, esta iniciativa pretende apelar à redução de resíduos em plena época natalícia e à valorização dos trabalhadores de limpeza urbana.

“Pedimos mais atenção às pessoas quando colocarem os resíduos nos contentores. Sabemos que há mais embalagens, mais cartões, mais garrafas. Mas tudo isso pode ser devidamente separado, dobrado, espalmado e colocado no ecoponto respetivo. E se o ecoponto estiver cheio, podemos esperar por um dia de recolha normal para deitar fora as caixas e os embrulhos. Daí a ideia de desembrulhar o Natal, queremos retirar os embrulhos das ruas”, explica Luís Almeida Capão, presidente da direção da ALU.

Respeitar a “Brigada Mais Presente” é outra preocupação da ALU. Existem cerca de 27 mil trabalhadores de limpeza urbana e de recolha de resíduos no país.

“Durante a pandemia, houve alguma atenção relativamente aos trabalhadores da recolha de resíduos e da limpeza urbana, que nunca pararam, mas rapidamente esse cuidado se desvaneceu. Temos de valorizar estes trabalhadores que têm um trabalho difícil e pouco reconhecido no dia-a-dia e que trabalham quase todos os dias. São, de facto, a Brigada Mais Presente. Em Portugal, existem cerca de 12 mil trabalhadores de limpeza urbana e mais de 15 mil trabalhadores de recolha de resíduos, que todos os dias e noites “patrulham” as ruas: esvaziam os caixotes do lixo, limpam e lavam o chão, cortam as ervas, limpam os grafitis, desentopem as sarjetas, arranjam os jardins, entre outras tarefas que muitas vezes nem damos conta, mas sem as quais não passamos”, sublinha o representante.

Outro apontamento da Associação é o custo associado ao serviço de limpeza das rua, que varia entre os 30 euros por habitante/ano. Como explica Luís Almeida Capão, “É outra questão que muitas vezes não nos lembramos: deitar uma pastilha, uma beata ou um papel para o chão tem muito mais custos para todos, do que ter o trabalho de colocar a pastilha, a beata ou o papel no caixote de lixo mais perto”.

Fonte: Greensavers

 

A taxa de segurança alimentar vai manter-se em 2022, pelo 10.º ano consecutivo, em 7 euros por metro quadrado.

A taxa de segurança alimentar, cobrada a grandes superfícies de comércio alimentar para financiar custos de controlos oficiais de cariz fitossanitário, de salvaguarda da saúde dos animais, e de segurança dos alimentos, vai continuar a corresponder a 7 euros por metro quadrado.

O valor, definido numa portaria publicada, esta quinta-feira, em Diário da República, permanece inalterado há uma década.

Pode consultar a Portaria aqui.

Fonte: Jornal de Negócios

Se não respeitar o acordo do Brexit, o Reino Unido corre o risco de vir a conhecer "restrições ao mercado único".

O Reino Unido corre o risco de vir a conhecer "restrições ao mercado único" se não respeitar o acordo do Brexit devido à concessão do acordo de pescas, disse hoje o secretário de Estado francês dos Assuntos Europeus.

"Se os britânicos não respeitarem o acordo, não vão ter acesso de forma livre ao nosso mercado no futuro, disse Clémente Beaune ao canal France 2, referindo-se ao bloco europeu.

O acordo do Brexit estabelece que os pesqueiros da União Europeia podem continuar a faina em águas sob jurisdição britânica, mas sob a condição de obtenção de licenças autorizadas por Londres - sobre a base de "direitos adquiridos" pelo trabalho no passado.

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus do executivo de Paris disse que entre os próximos dias 04 e 06 de janeiro vão realizar-se reuniões com os comissários europeus para a definição do processo contencioso que a França pediu a Bruxelas para abrir contra o Reino Unido devido às licenças de pesca, por considerar que não recebeu todas as licenças de pesca a que tem direito.

A Comissão Europeia tinha estabelecido o dia 10 de dezembro como data limite para as negociações.

A França considerou a data um ultimato, assinalando que tinha obtido 1.034 licenças de pesca, mas que ainda faltavam outras 74.

Para o secretário de Estado francês, o "sinal" que os europeus enviam ao Reino Unido sobre a matéria pode incluir "represálias em relação a direitos aduaneiros e outros".

Clémente Beaune disse também que é "importante" que as "sanções sejam europeias", insistindo para que o assunto não se limite a uma crise bilateral entre Paris e Londres.

O secretário de Estado recordou a mensagem de França enviada à nova equipa de negociadores britânicos que substitui David Frost (que se demitiu no sábado passado) referindo que a "estratégia [britânica] que pretende dividir a União Europeia nunca funcionou".

Fonte: SIC Notícias