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Ao longo dos últimos anos, as lojas tornaram-se espaços multifuncionais, graças à automação, rastreabilidade e modernização. Estas tendências continuarão a crescer em 2024 e serão acompanhadas por avanços na inteligência artificial e por objetivos de sustentabilidade de longo prazo. Neste contexto, a Manhattan Associates apresenta as suas cinco previsões para a evolução da cadeia de abastecimento em 2024.

Tecnologia RFID

A tecnologia de identificação por radiofrequência fará uma diferença substancial, pois a sua implementação pode automatizar os processos de rastreamento e reabastecimento de stock, minimizando a necessidade de contagens manuais e garantindo a disponibilidade constante do produto. Além disso, gera dados valiosos que permitem entender o comportamento do cliente, as tendências de stock e o desempenho da loja. Esses dados podem ser usados para tomar decisões de marketing, estratégia de preços e campanhas publicitárias, oferecendo, em última análise, uma experiência de compra mais personalizada e eficiente para os clientes.

Esta tecnologia também aborda dois aspetos cruciais para os retalhistas: visibilidade completa e otimização da cadeia de abastecimento e sustentabilidade, ambos intimamente conectados. Esta tecnologia proporciona maior transparência e rastreabilidade na cadeia de abastecimento, desde o fabrico até à distribuição em loja, melhorando o controlo logístico. 

IA generativa

Por outro lado, a colaboração entre humanos e máquinas está a elevar a eficiência a novos níveis. Os LLMs (Large Language Models) não só oferecem respostas básicas, mas também podem criar conteúdo em quase qualquer forma digital imaginável, como texto, código, imagens, vídeos ou áudio.

Nesse sentido, o avanço da inteligência artificial generativa mudou a forma como se interage com os computadores. Agora, as máquinas podem entender e comunicar usando a linguagem humana, permitindo uma interação mais natural. Esta nova capacidade irá mudar radicalmente a forma como se utilizam as interfaces.

Embora já se esteja a ver algo semelhante com os assistentes digitais, como Alexa, Siri e Google, a IA generativa tornar-se-á mais comum e presente em aplicações de uso quotidiano, tanto em ambientes empresariais quanto pessoais. Os assistentes digitais tornar-se-ão uma parte comum da maioria das aplicações, facilitando as interações diárias com a tecnologia. 

Benefícios sociais para os trabalhadores

A lealdade dos colaboradores é fundamental para o sucesso de uma empresa, uma vez que tem um impacto direto em múltiplos aspetos. Quando os funcionários se sentem envolvidos, tendem a permanecer mais tempo na empresa, o que reduz a rotatividade de pessoal e, por sua vez, leva a uma maior estabilidade e conhecimento dentro da empresa, o que aumenta a produtividade e o desempenho global.

Mais de metade das empresas preocupa-se com os níveis de rotatividade nas suas equipas. Como resultado, os benefícios sociais estão no topo da agenda empresarial e, em 2024, 46% das empresas considera um plano prioritário para implementar ou melhorar estes benefícios.

Além disso, quando uma empresa reforça a sua equipa, contribui para a construção de uma imagem de marca positiva. Consequentemente, a fidelização dos colaboradores fomenta a inovação na empresa e uma cultura de melhoria constante, o que leva os funcionários a procurar novas maneiras de fazer as coisas, a explorar oportunidades e a estar abertos à mobilidade dentro da organização. 

Unificação de etapas

Em 2024, o objetivo é melhorar a eficiência em todas as fases. Por conseguinte, a redução das interações laborais, dos tempos de espera e dos custos será um objetivo prioritário.

Por exemplo, os sistemas de gestão de transporte, muitas vezes, não têm a capacidade de ajustar ou otimizar quando surgem mudanças nos planos de entrega. Uma solução verdadeiramente unificada permitiria uma adaptação contínua e a otimização em tempo real, com base nas mudanças no processo de atendimento.

Essa abordagem de ponta a ponta resulta numa experiência mais coesa, com melhor visibilidade, bem como custos reduzidos para transportadoras, empresas de logística e retalhistas. Procura oferecer uma experiência mais personalizada e consistente em todos os canais e dispositivos, permitindo que os retalhistas melhorem a satisfação do cliente e impulsionem ainda mais o crescimento da receita.

Consciência ecológica

A economia circular está a ganhar destaque como paradigma da sustentabilidade em 2024, impulsionada pela procura dos consumidores e pela crescente consciencialização das restrições de recursos. Num mundo onde o comércio eletrónico está a crescer e a enfrentar desafios relacionados com as devoluções de produtos, a transição para uma economia que reduz o desperdício e promove a sustentabilidade é crucial.

Os consumidores de hoje, especialmente a Geração Z e os Millennials, priorizam compras responsáveis, incluindo produtos reciclados, em segunda mão e ecologicamente corretos. Estes consumidores demonstram lealdade a retalhistas comprometidos com a sustentabilidade. Somado a isso, as regulamentações ESG estão a levar os retalhistas a serem mais conscientes e responsáveis, gerando uma economia mais forte e sustentável.

A otimização da cadeia de abastecimento é vital neste cenário. Uma cadeia ágil e eficiente pode reduzir o desperdício e atender às expectativas dos consumidores de forma mais eficaz. Por exemplo, na indústria alimentar, onde a gestão de produtos perecíveis é fundamental, a sustentabilidade está a ser priorizada.

Fonte: Grande Consumo

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da brigada especializada de práticas fraudulentas da Unidade Regional do Centro – Unidade Operacional de Coimbra, no âmbito do combate à fraude sobre mercadorias e indução em erro ao consumidor no setor do azeite e óleos alimentares, realizou, na última semana, várias ações de fiscalização direcionadas a retalhistas, armazenistas e embaladores de produtos alimentares, nos concelhos de Oliveira do Hospital, Carregal do Sal, Vila Nova de Poiares, Penacova, Figueira da Foz e Tondela.

Esta operação teve início num estabelecimento retalhista de comércio alimentar onde se verificou a existência de embalagens de um produto alimentar, cujas imagens na rotulagem - “ramos de oliveira e azeitonas” e os dizeres “olival, acidez máxima” bem como a referência a uma zona com denominação de origem protegida de azeite, faziam crer ao consumidor que se tratava de azeite, sendo apenas tempero alimentar.

Em sequência, e no decorrer da ação de fiscalização feita num fornecedor/embalador, foram apreendidos 1.145 litros de óleo alimentar por falta de rotulagem de géneros alimentícios, tendo sido ainda determinada a suspensão da sua atividade, por falta de requisitos de higiene.

No decurso destas ações de fiscalização foi apreendido um total de 49.932 litros de óleo alimentar e 203.000 rótulos para serem colocados em embalagens de óleos alimentares, que induziam em erro o consumidor quanto às características do produto, por falta de menções obrigatórias e incumprimento das práticas leais de informação. O valor total das apreensões rondou um valor aproximado de € 77.000.

Fonte: ASAE

Com a publicação do Regulamento (UE) 2024/346  foi autorizada a utilização de dicitrato de trimagnésio anidro como estabilizador e antiaglomerante em suplementos alimentares sólidos e foi atribuído o número E 345 i) a esse aditivo.

Esta autorização ocorre na sequência da avaliação da EFSA – Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos que considerou que os níveis de utilização típicos propostos para o dicitrato de trimagnésio anidro como estabilizador e antiaglomerante em suplementos alimentares não suscitariam preocupações em termos de segurança.

Assim, foram alterados o anexo II do Regulamento (CE) n.º 1333/2008 que estabelece uma lista da União dos aditivos alimentares autorizados para utilização nos géneros alimentícios e as respetivas condições de utilização e o anexo do Regulamento (UE) n.º 231/2012 que estabelece especificações para os aditivos alimentares, incluindo corantes e edulcorantes, enumerados nos anexos II e III do Regulamento (CE) n.º 1333/2008.

Consulte o diploma e mantenha-se informado sobre os requisitos legais em vigor.

Fonte: DGAV

A DGAV concede a Autorização excecional de emergência N.º 2024/1 – Art.º 53.º do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, de 21 de outubro, para utilização de produtos fitofarmacêuticos no controlo de Scirtothrips aurantii, em plantas hospedeiras, no contexto de um plano de contingência.

Fonte: DGAV

Foi publicado a 17/01/2024, no Jornal Oficial da União Europeia, o Regulamento de Execução (UE) 2024/286 da Comissão, de 16 de janeiro de 2024, que altera o Regulamento de Execução (UE) 2019/1793 relativo ao aumento temporário dos controlos oficiais e às medidas de emergência que regem a entrada na União de determinadas mercadorias provenientes de certos países terceiros, que dá execução aos Regulamentos (UE) 2017/625 e (CE) n.º 178/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho.

O regulamento entra em vigor no vigésimo dia seguinte ao da sua publicação, isto é, dia 6 de fevereiro de 2024.

Consulte o diploma e mantenha-se informado sobre os requisitos legais em vigor.

Fonte: DGAV

Foi publicada a 4.ª versão do Manual de Procedimentos de Desalfandegamento vs. Segurança da Cadeia Alimentar (DMSeCA), com a atualização da Parte III – Produtos Biológicos (págs. 54 a 61) e respetivo Anexo B.5.

Pode consultar a nova versão do manual nos portais da DGADR (nos destaques e no menu Guias/Notas) e da Autoridade Tributária e Aduaneira (PortaldasFinancas> Aduaneira> Legislação> Manuais> Tema: Segurança da Cadeia Alimentar).

A DGAV, enquanto autoridade competente dos controlos à importação de géneros alimentícios, participou no grupo de trabalho que reviu o manual e disponibiliza-o também no menu Comércio Internacional ▸ Importação de Países Terceiros ▸  Géneros Alimentícios de Origem Não Animal.

Fonte: DGAV

De acordo com as conclusões da última avaliação de risco da EFSA sobre o arsénio inorgânico, a exposição dos consumidores a este contaminante nos alimentos constitui uma preocupação para a saúde. A conclusão confirma o resultado da anterior avaliação da EFSA sobre os riscos associados à presença de arsénio inorgânico nos alimentos, realizada em 2009.

A Comissão Europeia solicitou à EFSA que atualizasse a sua avaliação do arsénio inorgânico para ter em conta novos estudos sobre os seus efeitos tóxicos. A EFSA consultou as partes interessadas externas sobre o seu projeto de parecer e teve em conta os numerosos comentários recebidos antes de o finalizar.

Que alimentos contêm arsénio inorgânico

O arsénio é um contaminante de ocorrência generalizada que está presente tanto naturalmente como em resultado da atividade humana. O arsénio apresenta-se sob várias formas, dependendo da sua estrutura química. O presente parecer da EFSA centra-se no arsénio inorgânico.

Os alimentos são a principal fonte de exposição ao arsénio inorgânico para a população em geral na Europa. Os principais contribuintes para a exposição alimentar são o arroz, os produtos à base de arroz e os cereais e produtos à base de cereais. A água potável também contribui para a exposição, embora os níveis sejam habitualmente baixos na Europa.

Riscos para a saúde

A ingestão a longo prazo de arsénio inorgânico tem sido associada a uma série de efeitos adversos na saúde humana, incluindo algumas formas de cancro. Na sua avaliação, a EFSA considerou o aumento da incidência de cancros da pele associado à exposição ao arsénio inorgânico como o efeito nocivo mais relevante. Os peritos concluíram que garantir a proteção contra o cancro da pele será também uma proteção contra outros efeitos potencialmente nocivos.

Ao avaliar as substâncias genotóxicas e cancerígenas que estão presentes de forma não intencional na cadeia alimentar, a EFSA calcula uma margem de exposição (MOE) para os consumidores. A MOE é um rácio de dois factores: a dose na qual se observa um efeito adverso pequeno, mas mensurável, e o nível de exposição a uma substância para uma determinada população. Uma MOE baixa representa um risco maior do que uma MOE mais elevada.

Com base nos dados disponíveis de estudos em humanos, um MOE igual ou inferior a 1 corresponderia a um nível de exposição ao arsénio inorgânico que poderia estar associado a um risco acrescido de cancro da pele.

Nos adultos, os MOE são baixos - variando entre 2 e 0,4 para os consumidores comuns, e entre 0,9 e 0,2 para os consumidores frequentes. Os peritos concluíram que este facto suscita uma preocupação em termos de saúde.

Próximas etapas

A EFSA está também a avaliar os potenciais riscos associados à exposição ao arsénio orgânico nos alimentos. Uma vez concluída esta avaliação de riscos, serão avaliados os possíveis riscos da exposição combinada ao arsénio orgânico e inorgânico nos alimentos.

Fonte: EFSA e Qualfood

Com a publicação do Regulamento (UE) 2024/248 da Comissão, de 16 de janeiro de 2024, o “Tartarato adipato de hidróxido de ferro” foi incluído na lista constante do anexo II da Diretiva 2002/46/C a fim de permitir a sua utilização como fonte de ferro nos suplementos alimentares.

Os Anexos I e II da Diretiva 2002/46/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 10 de junho de 2002, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos suplementos alimentares, estabelecem a lista de preparados vitamínicos e substâncias minerais e, para cada um deles, as formas sob as quais podem ser utilizados no fabrico de suplementos alimentares.

Esta inclusão na lista ocorre na sequência do parecer científico da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos), de 27/10/2021 e da autorização do tartarato adipato de hidróxido de ferro como novo ingrediente alimentar (Reg. 2022/1373), noticiada pela DGAV a 9 de agosto de 2022.

Consulte o Regulamento (UE) 2024/248 da Comissão e mantenha-se informado sobre os requisitos legais em vigor.

Fonte: DGAV

Foram publicados no Jornal da União europeia dois diplomas referentes a substâncias aromatizantes da lista da União:

  • Regulamento (UE) 2024/234 da Comissão, de 15 de janeiro de 2024, que altera o anexo I do Regulamento (CE) nº 1334/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito à supressão de determinadas substâncias aromatizantes da lista da União.

Este diploma determina a retirada da lista da União as seguintes substâncias aromatizantes: 2-fenilpent-2-enal (nº FL 05.175), 2-fenil-4-metil-2-hexenal (nº FL 05.222), 2-(sec-butil)– 4,5-dimetil-3-tiazolina (nº FL 15.029), 4,5-dimetil-2-etil-3-tiazolina (nº FL 15.030), 2,4-dimetil- -3-tiazolina (nº FL 15.060), 2-isobutil-3-tiazolina (nº FL 15.119), 5-etil-4-metil-2-(2-metilpropil)-tiazolina (nº FL 15.130) e 5-etil-4-metil-2-(2-butil)-tiazolina (nº FL 15.131).

  • Regulamento (UE) 2024/238 da Comissão, de 15 de janeiro de 2024, que altera o anexo I do Regulamento (CE) nº 1334/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito à introdução de restrições à utilização de determinadas substâncias aromatizantes

Este diploma determina a limitação das condições de utilização do 2-fenilcrotonaldeído (nº FL 05.062), do 5-metil-2-fenil-hex-2-enal (nº FL 05.099) e do 4-metil-2-fenilpent-2-enal (nº FL 05.100) à sua utilização atual.

Os géneros alimentícios aos quais tenha sido adicionada qualquer uma das substâncias acima indicadas e que tenham sido colocados no mercado antes da entrada em vigor do presente regulamento podem ser comercializados até à respetiva data de durabilidade mínima ou data-limite de consumo. Os diplomas entram em vigor a 5/2/2024.

Consulte os diplomas e mantenha-se a par dos requisitos legais em vigor.

Fonte: DGAV

A Comissão Europeia (CE) considera que cabe aos governos nacionais garantir que os alimentos veganos, sucedâneos de produtos como as conservas de peixe ou os hambúrgueres, não são rotulados de forma confusa para os consumidores.

A Direção-Geral das Pescas (Mare) da CE sublinhou que, segundo as normas comunitárias, “os Estados-Membros estão na melhor posição” para controlar a ausência de fraude ou de rotulagem enganosa dos alimentos veganos, de acordo com uma resposta enviada ao Conselho Consultivo dos Mercados de Pesca da União Europeia (UE).

“Cabe aos Estados-Membros aplicar as regras da UE (...). Determinar se um termo confunde os consumidores tem uma dimensão linguística ou cultural e as autoridades nacionais estão em melhor posição”, segundo a resposta da CE.

Embora o comité consultivo tenha questionado a CE sobre os produtos da pesca, a resposta afeta também “substitutos” de outras categorias.

O Conselho Consultivo dos Mercados de Pesca da UE, que reúne toda a cadeia de produção, indústria e comercialização, solicitou à CE regras mais rigorosas e claras sobre a rotulagem de alimentos vegetais que imitam o peixe.

Esta organização consultiva apresentou na primavera um conjunto de recomendações nas quais salientou o aumento do mercado de produtos vegetais que “imitam“o atum, o salmão ou a pescada, com”regras de rotulagem pouco claras e condições de concorrência desiguais” em relação à venda do peixe ou marisco verdadeiros.

A este respeito, referiu que os produtos da pesca e da aquicultura estão sujeitos a obrigações especiais de rotulagem e de informação, “o que não acontece com os produtos de origem vegetal”.

“Os produtos utilizam frequentemente nomes semelhantes às denominações comerciais dos peixes e mariscos (como ”zalmão"), marcas que aludem ao mar e ao setor (por exemplo, “não pescado”) e alegações de propriedades saudáveis associadas principalmente ao setor (presença de ácidos gordos ómega 3)", segundo o comité.

Solicitou igualmente à CE que seja garantida a “concorrência leal“no mercado comunitário, ”através de atividades de inspeção”.

Fonte: iAlimentar