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Ausência de risco nos enchidos transmontanos

O gabinete do ministro Pires de Lima resumiu, em comunicado, o resultado das ações realizadas pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Direção Geral do Consumidor (DGC) e a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), na sequência do botulismo alimentar associado ao consumo de alheiras de uma marca comercial de uma empresa de Bragança.

"Resultou das respetivas ações de inspeção e fiscalização, em estreita colaboração com os operadores económicos, a garantia da qualidade e segurança dos produtos tradicionais produzidos na região de Trás-os-Montes, cujo consumo não representa qualquer risco", lê-se no comunicado.

O Governo indica que a ASAE desencadeou ações de fiscalização e de investigação, avaliando a rastreabilidade, no circuito comercial, dos vários operadores económicos da região.

As três entidades envolvidas neste processo esclarecem ainda que os cinco casos de botulismo, uma intoxicação que pode ser fatal, "estão circunscritos a produtos de uma só marca -- "Origem Transmontana"- de um único operador económico".

O Governo lembra que a ASAE assegurou que o operador económico procedeu à retirada imediata do mercado dos respetivos produtos.

Nos últimos dois dias Governo e autoridades nacionais têm tomado posições públicas de apoio à alheira e ao fumeiro transmontano, depois de a produção ter sido afetada, com quebras nas vendas, na sequência dos casos de botulismo.

Os secretários de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira Brito, e o adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, participaram hoje, em Vinhais, no distrito de Bragança, numa sessão pública de prova de fumeiro regional, na abertura da Rural Castanea, a Feira da Castanha.

Na quinta-feira o diretor-geral da Saúde, Francisco George, foi a Mirandela degustar alheira num almoço com os autarcas da região e assegurou, enquanto autoridade da Saúde, que o risco de consumir estes produtos "é zero" e que a situação está controlada.

A polémica dos casos de botulismo, desencadeada em setembro, provocou reduções na ordem dos "70 por cento" nas encomendas de Alheira de Mirandela e os produtos temem que o impacto se prolongue para a época alta do fumeiro que se aproxima e que é o inverno.

 

 

Fonte: RTP Notícias

  • Última modificação Segunda-Feira, 26 Outubro 2015 18:17