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Em um novo artigo publicado no International Journal of Food Microbiology , pesquisadores do Instituto Norueguês de Pesquisa em Alimentos, Pesca e Aquicultura (Nofima) relataram um processo bem-sucedido de "Buscar e Destruir" realizado por um produtor de salmão defumado envolvido em um surto de listeriose. O artigo descreve como a empresa identificou a fonte da contaminação e controlou a Listeria monocytogenes  em suas instalações, além de destacar as principais lições para o setor.

A Listeria monocytogenes é uma bactéria patogênica responsável pela listeriose, frequentemente associada a alimentos prontos para consumo, como o salmão defumado a frio.
Este estudo investiga as fontes de contaminação e as medidas de mitigação utilizando um processo de "Buscar e Destruir" em um produtor de salmão defumado a frio, ligado a dois surtos de listeriose causados ​​pela L. monocytogenes ST121.
Ao longo de 11 semanas, 329 amostras foram analisadas (140 locais de contacto com alimentos, 41 locais sem contacto com alimentos e 148 amostras de salmão/produto). Estudos na linha de processamento mostraram contaminação após a remoção da pele e/ou salga. A máquina de remoção da pele foi identificada como a principal fonte de contaminação: a cepa causadora do surto persistiu em duas correias transportadoras e em um rolo preenchido com ar. Apesar da limpeza e desinfeção extensivas, do tratamento de toda a sala com peróxido de hidrogénio e da exposição da máquina de remoção da pele a temperaturas de até 80 °C por 66 horas (excluindo correias/rolo sensíveis ao calor), a contaminação reapareceu. A substituição da máquina de descascar, combinada com medidas de higienização reforçadas (incluindo a desmontagem e fervura das agulhas injetoras de salmoura), resultou na ausência de detecção em 34 amostras de salmão e 53 amostras ambientais durante as semanas 8 a 11. Durante os 8 meses de acompanhamento, nenhuma das 220 amostras de produto testadas apresentou resultado positivo. O sequenciamento de genoma completo (WGS) foi realizado em 37 isolados: 21 colectados durante a investigação na fábrica (semanas 1 a 11), nove isolados históricos e sete provenientes de ensaios subsequentes com a máquina de descascar retirada. Todos pertenciam ao ST121, e um dos grupos coincidiu com a cepa do surto. O estudo destaca a importância do design higiénico em equipamentos de processamento de alimentos (especialmente materiais/interfaces de correias e rolos) e o valor do WGS na resolução de contaminação persistente no processamento de peixes prontos para consumo.

 

Fonte: Food Safety Magazine

 

 

A Região Vitivinícola do Tejo está localizada no Centro de Portugal, a uma curta distância de Lisboa, a capital. A região é cortada a meio pelo rio que lhe dá nome. Largo e imponente, o Tejo é um dos maiores rios de Portugal. Este território vitivinícola tem uma área global de cerca de 7.000 km2, dos quais 12.479 hectares são vinhas, e abrange 21 municípios, um no distrito de Lisboa e os restantes de Santarém. O rio Tejo é o elemento central e dita que a amplitude térmica seja elevada, com dias bastante quentes e noites frescas e húmidas, diminuindo desta forma o stress hídrico das plantas (videiras) e assegurando uma correta maturação das uvas. Um famoso crítico inglês resumiu numa só frase o impacto destas características edafoclimáticas nos Vinhos do Tejo: «hot days, cold nights, cool wines».
 
O rio Tejo é o elemento central e imprime uma profunda influência na caracterização da região, providenciando-lhe distintos terroirs. Um estudo de solos da região, terminado em 2025, levou à necessidade de identificação de um novo terroir - o mais antigo em termos de vinhas, mas o mais atual em termos de delimitação e nomenclatura - a somar ao trio já existenteBairro (5.076 hectares; 93 de altitude média; 1984 como ano médio de plantação das vinhas) situa-se entre o Vale do Tejo e os contrafortes dos maciços de Porto de Mós, Candeeiros e Montejunto, com solos argilo-calcários e alguns xistosos. O Campo (3.113 hectares; 9 de altitude média; 2004 como ano médio de plantação das vinhas), situado nas extensas planícies adjacentes ao rio Tejo, sujeitas a inundações periódicas (zonas de aluvião), responsáveis pelo elevado índice de fertilidade dos solos e torna esta uma zona de excelência para a produção de vinhos brancos. A fertilidade natural deste terroir obriga a uma viticultura de maior precisão. E o terroir Charneca (3.915 hectares; 53 de altitude média; 1984 como ano médio de plantação das vinhas), localizado a sul do campo, na margem esquerda do rio Tejo, com solos arenosos e medianamente férteis ou mais pobres e com potencialidades tanto para a produção de vinhos tintos, como brancos. 
 
A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo batizou este novo terroir como Serras, precisamente por ser feito de zonas serranas – mas com presença de vinha em encostas e planaltos –, com maior altitude (232 de cota média), o que influencia de forma direta o clima, caraterizado por amplitudes térmicas diárias e temperaturas mais moderadas. Um clima mais fresco e húmido, cuja precipitação anual é acima dos 800mm e pode chegar aos 2000mm – sendo a média da região na ordem dos 750mm –, tem impacto na maturação das uvas, mais lenta, e, por conseguinte, na preservação da acidez nas mesmas. 
 
Os solos são predominantemente pedregosos, com presença de xisto e granito, bem drenados e pobres. Com condições naturais mais exigentes, as videiras tornam-se mais resilientes, com raízes mais profundas, crescimento mais equilibrado e menor fertilidade – produções moderadas ou baixas, tendo em conta a média da região.   
 
Destaque ainda para serem zonas de existência de vinhas mais antigas, sendo 1978 o ano médio de plantação das mesmas, o que aponta para vinhas com quase 50 anos – 40 é o valor mínimo para serem consideraras Vinhas Velhas na região do Douro, a única que tem legislada esta idade e menção. 
 
terroir Serras tem uma área total de apenas 375 hectares, dispersos nos concelhos de Ferreira do Zêzere, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Abrantes, Sardoal e Mação. No que toca a castas, predominam as Vinhas Velhas, cujo conceito está intimamente relacionado com a plantação de uvas com recurso a mistura de castas/field blend (20,1%) – havendo mesmo brancas e tintas no mesmo talhão. Nas brancas, forte predominância de Fernão Pires, com 19,3%, seguido do Arinto, apenas com 2,5%. Nas tintas, é também a casta rainha do Tejo que se destaca, com 13,5% de Castelão, mais perto da percentagem da Touriga Nacional como segunda variedade: 10,1%. A Trincadeira (Preta) ocupa a terceira posição com 3,7%. 
 
Com impacto determinante nos vinhos, o terroir Serras aporta elegância e mineralidade; boa estrutura e acidez natural; e, por conseguinte, boa capacidade de envelhecimento. 
 
Fonte: CVRTejo 

Investigadores chineses identificam mecanismo genético que permite desenvolver variedades de soja mais resistentes a solos salinos. Este é um desafio crescente para a agricultura em muitas regiões do mundo.

Uma equipa de investigadores na China conseguiu identificar um mecanismo genético chave que aumenta a tolerância da soja a elevados níveis de salinidade. O estudo incidiu sobre a soja selvagem (Glycine soja) e foi publicado na revista científica Plant Physiology and Biochemistry.

A investigação centrou-se no fator de transcrição GsWRKY23, que regula a ativação de um gene downstream, GsPER3, desempenhando um papel fundamental na resposta das plantas ao stress salino. O gene GsPER3 está envolvido no controlo das espécies reativas de oxigénio produzidas durante situações de stress ambiental, ajudando a proteger as células vegetais.

Os investigadores da Universidade Agrícola de Nanjing e da Universidade Agrícola de Xinjiang demonstraram que o GsWRKY23 ativa diretamente o gene GsPER3 ao ligar-se a uma região específica do seu promotor. Através de técnicas de edição genética, verificou-se que plantas com sobre-expressão de GsWRKY23 apresentavam níveis mais elevados de expressão de GsPER3 e maior atividade de peroxidase (POD), uma enzima associada à defesa antioxidante. Em contraste, plantas com expressão reduzida de GsPER3 mostraram uma resposta oposta.

Os resultados revelam que a ativação de GsPER3 melhora significativamente a tolerância à salinidade. As plantas modificadas apresentaram maior peso, melhor retenção de água nas folhas e menores níveis de danos celulares, avaliados através da redução da fuga eletrolítica e do teor de malondialdeído em raízes e folhas.

Segundo os autores, estes resultados demonstram o potencial da edição genética para desenvolver variedades de soja mais resilientes, capazes de crescer em solos salinos, um desafio crescente para a agricultura em muitas regiões do mundo.

Fonte: CiB

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou nas últimas semanas, uma operação de fiscalização através da Brigada Especializada de Vinhos e Produtos Vitivinícolas da Unidade Regional do Centro, direcionada à verificação do cumprimento das regras na distribuição e posterior comercialização de produtos vitivinícolas, no distrito de Viseu.
Durante a ação de inspeção, procedeu-se à apreensão de aproximadamente 21.130 litros de vinho engarrafado e prontos para serem introduzidos no consumo, dos quais, 11.450 litros de vinho branco e 9.680 litros de vinho tinto, em claro incumprimento da legislação aplicável.
Foram instaurados dois processos de contraordenação, por incumprimento das regras das menções obrigatórias na rotulagem de vinhos e falta de comunicação prévia dos rótulos ao Instituto da Vinha e do Vinho.
A falta de rotulagem impede a identificação adequada do produto, o que configura uma violação das exigências legais em vigor e uma prática fraudulenta, na medida em que induz em erro o consumidor, permitindo ao agente económico comercializar o produto com características
falsas ou manipuladas, resultando em lucros indevidos e fomentando uma concorrência desleal no mercado.

Fonte: ASAE

A crescente consciência ambiental está a transformar o setor vitivinícola português.

Mais do que práticas sustentáveis, importa que as empresas comuniquem as suas ações ambientais com clareza e credibilidade.

Rótulos “verdes” e certificações ambientais influenciam as decisões de compra dos consumidores de vinho.

 

O despertar “verde” no setor vitivinícola

green marketing é cada vez mais uma peça-chave para o futuro do setor agrícola e vitivinícola.

Mais do que uma tendência, trata-se de uma forma de agir e comunicar, valorizando práticas sustentáveis, desde a vinha até ao consumidor final.

Ao reduzir o impacte ambiental da produção, apostar em embalagens ecológicas e transmitir de forma transparente o compromisso com a natureza, as empresas não só conquistam a confiança dos consumidores como também se diferenciam num mercado competitivo.

No caso do vinho, o green marketing reforça a ligação entre tradição e inovação, mostrando que é possível produzir com qualidade e, ao mesmo tempo, respeitar o ambiente.

Neste contexto, e para compreender esta dinâmica “verde” no mercado português, foi realizado um trabalho académico que teve por base um inquérito aplicado a uma amostra de 212 consumidores de vinho em Portugal, entre maio e junho deste ano.

O objetivo do trabalho foi conhecer e avaliar a perceção dos consumidores de vinho sobre a comunicação das ações ambientais pelas empresas vitivinícolas, com especial atenção aos elementos presentes nos rótulos.

Para ilustrar e contextualizar esta investigação, a empresa Esporão foi utilizada como um caso de estudo, reconhecida pela sua liderança em sustentabilidade no setor vitivinícola nacional.

O Esporão destaca-se pela integração estratégica de práticas sustentáveis – como a agricultura biológica em mais de 98% das suas áreas de produção, a conservação da biodiversidade e a utilização de garrafas mais leves e materiais recicláveis nas embalagens – e pela comunicação consistente dessas ações através dos seus produtos e canais, incluindo os rótulos.

Aceda aqui ao estudo realizado.

Fonte: Agroportal

 

Estão abertas as inscrições para as Centrais de Armazenamento e Embalamento (CAE) que pretendam exportar, durante a campanha 2026/2027, os frutos abaixo indicados, para os países terceiros referidos.
As CAE devem assegurar o cumprimento dos requisitos definidos nos Planos de Monitorização de Pragas das Unidades de Produção e nos Manuais de Procedimentos das Centrais, disponíveis para consulta aqui.

Planos de Trabalho acordados para exportação

  • Ameixas: Brasil
  • Ameixas, pêssegos e nectarinas: Colômbia
  • Kiwi: Colômbia
  • Laranjas: Colômbia
  • Maçãs: Peru, México, Indonésia, Equador e África do Sul
  • Peras: Colômbia, Peru, México, Indonésia e Tailândia
  • Uva de mesa: China

Inscrições:

  • O processo de inscrição decorre através do módulo “Exportações” da plataforma gesFITO e está aberto até 31 de janeiro corrente;
  • Caso uma CAE reúna as condições necessárias e haja expetativa real de exportação, o operador (CAE) deve aceder à plataforma indicada e proceder como indicado no Guia do Utilizador.

Procedimentos a cumprir pelas CAE:

  • Preencher/Atualizar o formulário de Registo da CAE;
  • Submeter, para cada destino/fruto aplicável:
    • Um formulário de Registo das Câmaras;
    • Um formulário de Descrição das Unidades de Produção (UP).
  • Nos formulários devem ser indicadas, exclusivamente, UP que cumpram integralmente o Plano de Monitorização aplicável.

Fonte: DGAV

 

A União Europeia (UE) lançou o RecFishing, uma solução digital para simplificar e racionalizar a recolha de dados sobre as capturas da pesca recreativa em todas as zonas marinhas da UE. Esta iniciativa contribuirá para “melhorar a nossa compreensão colectiva das actividades de pesca e para promover a gestão sustentável das unidades populacionais de peixes”.

Com a introdução de novas medidas em Janeiro, “a plataforma RecFishing está pronta para transformar a forma como os dados são recolhidos e utilizados pelas 22 nações costeiras da UE. Ao simplificar a forma como as informações sobre as espécies e as unidades populacionais de peixes são recolhidas, esta nova plataforma ajudará as autoridades a tomar decisões mais informadas, assegurando a saúde e a longevidade dos ecossistemas marinhos”, avança uma nota da Comissão Europeia.

Fornecerá igualmente aos cientistas “dados sólidos, melhorando a sua capacidade de monitorizar os níveis das unidades populacionais de peixes e impulsionando iniciativas de apoio à utilização sustentável dos recursos marinhos. A plataforma servirá como um instrumento importante para promover a responsabilização e a inovação nas práticas de pesca recreativa”.

“A pesca recreativa faz parte do compromisso da UE de promover a gestão ambiental e garantir um futuro próspero tanto para os nossos oceanos como para as comunidades que deles dependem”, reforça a mesma nota.

Mais informações sobre esta nova plataforma digital aqui.

Fonte: Agricultura e Mar

O valor da água no setor agroalimentar

  • Wednesday, 21 January 2026 14:29

O desenvolvimento económico, a urbanização, a poluição, a desflorestação e as alterações climáticas têm exercido enorme pressão sobre a disponibilidade de recursos naturais finitos, designadamente a água, colocando em risco não só a nossa saúde mas também a nossa capacidade de produção de bens e serviços essenciais, incluindo alimentos.

O micélio está a ganhar destaque no campo da biotecnologia não apenas como fonte de alimento, mas também como material sustentável para aplicações industriais e ecológicas.

Com propriedades únicas de crescimento, versatilidade e biodegradabilidade, o micélio está a emergir como uma das peças-chave para soluções que combinam inovação e sustentabilidade ambiental.

O micélio é a “raiz” dos fungos — uma rede de filamentos que cresce através de materiais orgânicos. Ao alimentar-se de resíduos agrícolas ou industriais (como serradura ou palha), estas redes naturais criam uma matriz sólida que pode ser moldada em materiais leves, resistentes e completamente biodegradáveis.
Este processo elimina a necessidade de químicos nocivos e consome muito menos energia do que a produção de muitos materiais convencionais, contribuindo para uma economia circular com menor impacto ambiental.

 

Principais aplicações do micélio na biotecnologia sustentável

Materiais de construção ecológicos

Materiais compósitos feitos a partir de micélio podem substituir isolamentos tradicionais e elementos estruturais na construção. São leves, funcionam como excelente isolante térmico e acústico e reduzem até 60 % das emissões de carbono incorporado em comparação com materiais convencionais.

Moda e têxteis sustentáveis

O micélio é usado para criar biotecidos semelhantes ao couro — biodegradáveis, com baixa pegada hídrica e sem químicos agressivos. Estes materiais podem ser usados em calçado, bolsas e acessórios, reduzindo drasticamente o impacto ambiental da indústria da moda.

Embalagens biodegradáveis

O micélio pode ser moldado em embalagens que se decompõem naturalmente em poucas semanas, sem libertar microplásticos ou resíduos tóxicos — uma alternativa aos plásticos derivados de petróleo.

Alimentos funcionais e proteínas alternativas

Projetos pioneiros estão a explorar o micélio como base de alimentos funcionais — ricos em nutrientes — oferecendo alternativas nutritivas às proteínas tradicionais. Este tipo de biotecnologia pode transformar resíduos em ingredientes alimentares sustentáveis.

 

Onde é que o micélio está a ser usado em biotecnologia em Portugal?

O potencial do micélio já está a ser explorado em várias frentes dentro do ecossistema tecnológico português:

Construção e materiais sustentáveis

  • Hyphae – Mycelium Solutions – Startup portuguesa que desenvolve biomateriais sustentáveis à base de micélio, com aplicações em embalagens, design e construção, substituindo plásticos e materiais sintéticos com soluções regenerativas.
  • Biofab – Subsidiária nacional da britânica Mykor que produziu um isolante biológico à base de micélio; este produto inovador foi reconhecido com o Prémio Nacional de Inovação 2025 e reduz significativamente o carbono incorporado nos materiais de construção.

Investigação alimentar e biotecnológica

  • Projeto Myco2Feed liderado pela Deifil Technology – com apoio do programa COMPETE 2030, este projeto combina ciência e sustentabilidade para desenvolver alimentos funcionais à base de micélio, com alto valor nutricional e potencial comercial sustentável.

Investigação académica & inovação proteica

  • Projeto Nutr&ssencial – colabora com o Instituto Politécnico de Bragança e outros parceiros para desenvolver micélios biofortificados com ferro e selénio e produtos proteicos sustentáveis.

 

Por que é que isto importa?

O micélio representa uma das fronteiras mais promissoras da biotecnologia aplicada à sustentabilidade. Ao transformar resíduos em materiais de alto valor acrescentado — desde isolamentos verdes até alimentos funcionais — esta solução biológica atribui um novo significado à expressão “circularidade industrial”.

Em Portugal, startups, projetos académicos e iniciativas financiadas já estão a demonstrar que a combinação de biotecnologia e economia circular pode gerar impacto ambiental real, inovação tecnológica e valor económico, abrindo caminho para um futuro mais sustentável e verde.

Fonte: CiB

A Autoridade de Segurança Alimentar da Irlanda (FSAI) publicou uma atualização significativa ao seu guia técnico para o controlo de Listeria monocytogenes em alimentos prontos a comer (RTE). As novas orientações acompanham a implementação do Regulamento (UE) 2024/2895, que entra em vigor a 1 de julho de 2026, e reforçam as responsabilidades dos operadores do setor alimentar no que diz respeito à gestão do risco associado a este patogénio.

Entre as principais alterações destaca‑se o reforço das exigências para a demonstração da vida útil, especialmente em produtos que suportam o crescimento de L. monocytogenes. Nestes casos, os operadores devem comprovar, através de estudos robustos, que o limite de 100 ufc/g é cumprido até ao final da vida útil.

O guia atualizado também dá maior ênfase aos programas de monitorização ambiental, agora considerados elementos centrais na prevenção da contaminação em ambientes de produção de alimentos RTE. A FSAI reforça a necessidade de planos estruturados de amostragem, investigação de resultados positivos e eliminação de nichos persistentes, em linha com as melhores práticas internacionais.

A nova versão apresenta orientações mais detalhadas sobre como estruturar um Programa de Monitorização Ambiental (EMP) eficaz. Inclui maior ênfase na avaliação de risco, na seleção de locais de amostragem, na frequência adequada e na necessidade de ajustar o programa com base no histórico da instalação. A categorização das zonas de risco (1 a 4) é clarificada e integrada de forma mais operacional.

A atualização descreve de forma mais clara como investigar resultados positivos de Listeria no ambiente. Inclui orientações sobre rastreabilidade interna, intensificação de amostragem, validação de higienização e análise de tendências. A necessidade de documentação estruturada e de registos consistentes é reforçada.

Com estas alterações, a Irlanda procura harmonizar a sua abordagem com o Codex Alimentarius e com o novo enquadramento europeu, promovendo uma gestão mais rigorosa e preventiva do risco de Listeria monocytogenes ao longo da cadeia alimentar.

Fonte: Qualfood