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Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho alerta: risco elevado de míldio e oídio na vinha

A Estação de Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho alerta para a existência de risco elevado de míldio e oídio na vinha. E alerta também para doenças nos citrinos, kiwi, pomóideas, prunóideas, pequenos frutos e hortícolas

Míldio

Segundo a Circular nº9 daquela Estação de Avisos Agrícolas, no que diz respeito ao míldio (Plasmopora vitícola), a vinha encontra-se no início da floração e em algumas castas mais precoces já a passar à alimpa. “As chuvas caídas nos últimos dias lavaram, mais ou menos completamente, o último tratamento, sobretudo se foi feito com produtos de contacto”.

A situação, com previsão de chuva ou tempo instável para os próximos dias, é “de risco de novas infecções”, salienta a Estação.

Para combate ao míldio da videira no Modo de Produção Biológico, são autorizados produtos à base de cobre.

Oídio

Quanto ao oídio da vinha (Erysiphe necator), “o risco é elevado. Junte à calda anti-míldio um fungicida anti-oídio ou aplique um produto de acção simultânea anti-míldio e anti-oídio”, aconselha a Circular nº9.

Para combate ao oídio da videira no Modo de Produção Biológico, são autorizados fungicidas à base de enxofre.

Podridão dos cachos

No que diz respeito à podridão dos cachos (Botrytis cinerea), aquela Estação de Avisos realça que com a alteração das condições meteorológicas, há risco de os jovens cachos (inflorescências) serem atacados. “Vá observando a vinha, sobretudo nos locais onde é habitual ocorrerem ataques de Botrytis”.

Se entender que corre risco de ter perdas médias ou graves, deve realizar o primeiro tratamento standard durante a floração – alimpa.

Não está homologado qualquer produto para o combate à podridão cinzenta no Modo de Produção Biológico. No entanto, os fungicidas à base de cobre, utilizados na protecção contra o míldio, têm efeitos secundários no controlo da podridão cinzenta.

A fertilização azotada racional (de acordo com resultados de análises do solo) e o arejamento dos cachos por desfolhas e despampas, mais tarde, permitem reduzir as contaminações pela Botrytis. O enrelvamento (que contribui para a diminuição do vigor das videiras) também tem efeitos positivos.

Pode consultar a Circular completa aqui.

Fonte: Agroportal