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Notícias falsas debilitam confiança dos consumidores no setor alimentar

A comissário Vytenis Andriukaitis, responsável pela saúde e segurança alimentar europeia alerta que a publicação de notícias falsas pode prejudicar a confiança dos consumidores na indústria agro-alimentar e revela as estratégias adotadas para colmatar esta falha.

Em discurso, no passado dia 21 de fevereiro, o comissário expressou a sua preocupação relativamente às novas formas de comunicação na internet e o quão rápido e fácil se tornou a partilha de conteúdo, por vezes, não credível. A diferenciação entre o que é facto ou notícia falsa representa uma forte ameaça ao sistema alimentar.

Considerando as recentes discussões sobre o glifosato e respetiva segurança, a União Europeia está determinada em demonstrar que ouve as preocupações dos seus cidadãos e, por isso, pretende ser mais transparente na partilha de informação científica em torno das suas decisões regulatórias.

Ao abrigo do Regulamento n.º 178/2002 e suas posteriores alterações foi possível determinar os princípios e normas gerais da legislação alimentar, criando a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos e estabelecendo procedimentos em matéria de segurança dos géneros alimentícios.

Pretende-se agora definir um aumento da transparência na análise de risco, particularmente através da modificação e melhoria do processo de aprovação da Agência de Segurança Alimentar Europeia (EFSA), previamente definido no regulamento supramencionado.

Além da temática dos pesticidas, tem surgido chamadas de atenção dos Estados-Membros, incluindo Itália e França, para implementar a obrigatoriedade de rotulagem do país de origem em todos os produtos. Em resposta, Vytenis Andriukaitis refere a que a legislação da indicação de origem do ingrediente primário em géneros alimentícios entrará em vigor em Abril de 2020.

Por fim, no que se refere a fraude alimentar e escândalos no âmbito do setor, Andriukaitis foi resoluto na sua resposta, referindo que o tema tem vindo a ser trabalhado e já foi inclusivé atualizado o plano de gestão de crises alimentares nesse sentido.

Fonte: Food Navigator