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Há alimentos que estão a ser vendidos depois do prazo de validade — e isso é legal

  • Tuesday, 21 August 2018 15:46

O aviso é da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e está num relatório da Deco Proteste.

Não se admire se encontrar produtos alimentares não perecíveis a ser vendidos depois do fim da data de durabilidade mínima. Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), isso é legal. Porém, a Deco Proteste deixa o alerta: se encontrar e quiser comprar, não espere muito para consumi-los. E se abrir uma embalagem e perceber que o sabor, a cor, o cheiro ou a textura estão muito diferentes do original, não arrisque.

“Um género alimentício não perecível pode continuar a ser comercializado após o término da data de durabilidade, desde que o consumidor seja informado e desde que o operador económico esteja em condições de garantir que o produto corresponde às características gerais de legislação alimentar, e em particular as relativas à sua segurança”, explica a DGAV num relatório da Deco publicado a 16 de agosto.

Por outras palavras, produtos como arroz, grão, bolachas, chocolates, manteigas e massas, por exemplo, que têm uma data de durabilidade mínima (ou seja, que indicam “consumir de preferência antes de “), não são obrigados a sair das prateleiras dos supermercados depois de ultrapassada essa data. Mas nem sempre foi assim.

“A novidade é a DGAV clarificar publicamente esta possibilidade, no seguimento de algumas dúvidas que têm surgido. Tal facto pode levar os estabelecimentos comerciais a disponibilizarem produtos nestas condições, o que atualmente não é uma prática habitual”, alerta a Deco.

No fundo, não é possível dizer por quanto tempo estes produtos podem ser guardados em casa até serem consumidos, uma vez que vários fatores podem influenciar a durabilidade e a qualidade do produto.

Mas atenção: não confunda os alimentos com data de durabilidade mínima com os que têm data-limite. Os últimos são, por exemplo, queijo fresco, iogurte e a carne de aves, em que a data deve ser respeitada. Caso contrário, pode sofrer uma toxi-infeção alimentar.

Fonte: NIT