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Foi emitida a notificação 2026.8959 relativa à deteção de níveis elevados de sulfitos em camarão cozido refrigerado proveniente de Espanha. O alerta foi comunicado através dos mecanismos de segurança alimentar da União Europeia, devido ao incumprimento dos limites legais aplicáveis para este aditivo alimentar.

Descrição do Perigo

Os sulfitos são aditivos amplamente utilizados na indústria alimentar como conservantes e antioxidantes, especialmente em produtos da pesca e crustáceos, com o objetivo de prevenir alterações de cor e prolongar a vida útil. Contudo, a utilização acima dos limites regulamentares pode representar um risco para consumidores sensíveis.

A exposição a concentrações elevadas de sulfitos pode desencadear reações adversas, nomeadamente:

  • Crises asmáticas em indivíduos suscetíveis;
  • Dificuldades respiratórias;
  • Reações de hipersensibilidade;
  • Sintomas gastrointestinais, como náuseas e dores abdominais.

Avaliação do Risco

A presença de sulfitos acima dos limites legalmente estabelecidos constitui uma não conformidade com a legislação europeia relativa aos aditivos alimentares. O risco é particularmente relevante para consumidores com alergias ou sensibilidades aos sulfitos, grupo para o qual a rotulagem correta e o cumprimento dos limites máximos autorizados são essenciais.

Medidas Implementadas

As autoridades competentes e os operadores envolvidos poderão adotar medidas como:

  • Retirada do produto do mercado;
  • Recolha dos lotes afetados junto dos clientes;
  • Reforço dos controlos analíticos e dos programas de monitorização;
  • Investigação da origem da não conformidade no processo produtivo.

Recomendações para Operadores Alimentares

Os operadores do setor alimentar que comercializem ou utilizem camarão cozido refrigerado devem:

  1. Verificar a rastreabilidade dos lotes recebidos;
  2. Confirmar a conformidade dos níveis de sulfitos através de análises laboratoriais;
  3. Garantir o cumprimento dos requisitos legais de rotulagem de alergénios;
  4. Reforçar a monitorização dos fornecedores e dos planos HACCP associados ao controlo de aditivos.

Conclusão

A notificação 2026.8959 evidencia a importância do controlo rigoroso dos aditivos alimentares na cadeia de abastecimento dos produtos da pesca. O cumprimento dos limites regulamentares para sulfitos é fundamental para proteger a saúde dos consumidores e assegurar a conformidade legal dos produtos colocados no mercado.

Fonte: Qualfood

Num mercado cada vez mais competitivo e globalizado, muitas empresas portuguesas enfrentam uma questão decisiva: o que acontece à sua identidade quando deixam de ser uma marca nacional para se tornarem uma referência ibérica?

A resposta parece estar longe de uma simples mudança geográfica. Para muitas organizações, crescer para Espanha representa muito mais do que conquistar novos clientes. É um verdadeiro teste à capacidade de preservar aquilo que as distinguiu desde o primeiro dia: a autenticidade, a proximidade e os valores portugueses.

Especialistas em gestão defendem que a origem portuguesa continua a ser um ativo estratégico, mesmo quando a operação ganha dimensão ibérica. Qualidade, inovação, resiliência e uma forte cultura de relação com clientes são atributos frequentemente associados às empresas nacionais e que podem tornar-se diferenciais competitivos além-fronteiras.

No entanto, a expansão traz novos desafios. A necessidade de adaptar processos, linguagens, equipas e estratégias comerciais pode criar a tentação de uniformizar culturas e diluir identidades. É precisamente aqui que surge a oportunidade: crescer sem deixar de ser quem se é.

As organizações que conseguem equilibrar adaptação e autenticidade demonstram que a escala não exige a perda de identidade. Pelo contrário, a herança portuguesa pode tornar-se uma marca distintiva num mercado ibérico cada vez mais homogéneo.

Para muitas empresas, o futuro passa por uma visão integrada da Península Ibérica, onde Portugal não é apenas o ponto de partida, mas a base cultural que sustenta o crescimento. A origem deixa de ser uma limitação para se transformar numa vantagem competitiva.

Porque, quando a ambição ganha escala ibérica, a verdadeira questão não é se a identidade portuguesa desaparece. É como ela evolui para conquistar novos mercados sem perder a sua essência.

Uma coisa é certa: as empresas que conseguem crescer mantendo as suas raízes provam que a expansão mais sustentável não acontece quando se abandona a origem, mas quando se leva a sua força para mais longe.

Fonte: Qualfood

 

A facilidade de limpeza de máquinas e sistemas é crucial na indústria alimentar, no entanto, as carruagens de muitas guias lineares são difíceis de desmontar.

De forma a reduzir os tempos de paragem, a igus desenvolveu a nova guia linear drylin W, com uma carruagem em polímero que pode ser removida para limpeza sem recurso a ferramentas. Este sistema é a primeira guia linear no mundo a obter a certificação European Hygienic Engineering and Design Group (EHEDG), recebendo a aprovação oficial para a tecnologia alimentar.

Praticamente todos os projetistas de soluções de automação para a indústria alimentar trabalham com guias lineares, as quais permitem, por exemplo, o movimento de estações de selagem em máquinas de embalamento por termoformagem, o posicionamento de cabeças de doseamento em sistemas de enchimento e o guiamento de unidades de corte em máquinas de fatiar pão.

Embora indispensáveis, as guias lineares representam um desafio em aplicações com requisitos de higiene rigorosos, dado que os lubrificantes, o desgaste e a sujidade podem acumular-se em ranhuras, superfícies de contacto e áreas de difícil acesso.

“Se for necessária uma limpeza completa, a desmontagem dos sistemas clássicos é, muitas vezes, complicada e estruturalmente limitada”, afirma Mira Loges, engenheira de desenvolvimento da gama drylin na igus.

A procura é, por isso, de guias lineares concebidas de acordo com os requisitos de higiene e que possam ser limpas rapidamente. “Lançámos uma solução com a nova guia linear drylin W, a primeira guia linear do mundo a receber a certificação do EHEDG.”

A EHEDG é uma organização internacional que estabelece normas para o projeto higiénico de equipamentos com o objetivo de aumentar a segurança alimentar. Um certificado EHEDG confirma que um componente é de limpeza fácil, completa e segura, o que representa uma vantagem importante para os operadores com as mais elevadas exigências de segurança dos processos e dos produtos. A certificação confirma que o modelo do sistema de guia linear drylin W contribui para reduzir o risco de contaminação e de avarias no equipamento.

Desmontagem rápida e fácil para tempos de paragem mais curtos

As guias lineares dificultam, frequentemente, a limpeza de máquinas e sistemas na indústria alimentar. “As guias clássicas de recirculação de esferas, por exemplo, têm muitas vezes de ser desmontadas com ferramentas e retiradas pela extremidade da guia com cuidado”, afirma Mira Loges.

“Isto resulta em trabalhos de manutenção e tempos de paragem desnecessários, motivo de queixa de alguns utilizadores." A igus projetou, por isso, a nova guia linear de forma a poder ser desmontada sem ferramentas. O sistema consiste em dois veios em aço inoxidável e numa carruagem deslizante em polímero, na qual os utilizadores podem aparafusar as suas estruturas." Em caso de limpeza completa do sistema, a carruagem pode simplesmente ser retirada da guia e limpa separadamente. A guia pode ser limpa no próprio local sem que seja necessário desmontá-la”, explica Mira Loges.

O modelo higiénico isento de lubrificação reduz o risco de contaminação

Muitas guias de recirculação de esferas convencionais funcionam com lubrificantes aos quais poeiras, resíduos de desgaste e partículas de sujidade podem aderir. Isto pode criar uma mistura abrasiva que prejudica a facilidade de movimento e representa um potencial risco de contaminação.

A igus projetou, por isso, a nova guia linear, rigorosamente de acordo com as normas da EHEDG. Os veios redondos com acabamentos eletropolidos têm uma rugosidade superficial inferior a 0,8 micrómetros, o que facilita uma limpeza eficaz, uma vez que os germes e os resíduos de produtos dificilmente aderem à superfície lisa.

“Seguimos rigorosamente as normas da EHEDG durante o desenvolvimento. Um dos desafios foi a transição dos veios para os suportes de veio ou conectores de guia. Mas mesmo aqui conseguimos cumprir as diretrizes. As guias são fresadas de modo a que sejam mantidos raios mínimos de três milímetros em toda a superfície”, explica Mira Loges. Um vedante do pavimento em silicone certificado pela FDA garante também que nenhuma sujidade ou microrganismos se possam acumular entre a guia e a superfície.

Outra característica notável é a carruagem fabricada em polímero azul de elevado desempenho iglidur A160. É isenta de PTFE e testada quanto a PFAS, e os lubrificantes sólidos microscópicos integrados garantem um funcionamento a seco excecionalmente higiénico e isento de lubrificação. “Também nos certificamos de que o material apresenta uma baixa absorção de humidade. Isto significa que a carruagem mantém a sua forma e funcionalidade mesmo após muitos ciclos de limpeza intensivos.”

Fonte: iAlimentar

A escolha de pilhas pode parecer uma compra inofensiva, mas tem consequências para o ambiente. Desde a extração das matérias-primas até ao momento em que são descartadas, estes produtos têm um impacto ambiental maior do que se espera.

Mas será que as pilhas recarregáveis são sempre a opção mais sustentável?

A DECO PROteste analisou o ciclo de vida das pilhas descartáveis e recarregáveis e explica como fazer escolhas mais conscientes e reduzir a produção de resíduos.

Embora as pilhas descartáveis possam possuir maior autonomia por utilização, têm de ser substituídas quando ficam sem energia, originando novos resíduos. Já as pilhas recarregáveis podem ser utilizadas várias vezes, reduzindo a necessidade de comprar novas unidades e, consequentemente, a quantidade de resíduos produzidos.

Para compreender as diferenças, a DECO PROteste analisou o ciclo de vida dos dois tipos de pilhas, considerando um cenário de utilização por uma família de três pessoas, ao longo de um ano. No caso das pilhas descartáveis, seriam necessárias 26 unidades para alimentar um comando de televisão e três ratos de computador. Já na alternativa recarregável, bastariam oito pilhas, sujeitas a 31 ciclos de carregamento no total.

A análise teve em consideração as diferentes fases do ciclo de vida, desde a extração das matérias-primas, fabrico até à utilização e ao tratamento dos resíduos. No caso das pilhas recarregáveis, foi também contabilizado o impacto associado à produção do carregador.

Os resultados mostram que, no cenário analisado, a produção das pilhas descartáveis representa 85% do seu impacto ambiental, seguida do transporte (9%) e do fim de vida (6%). Por outro lado, nas pilhas recarregáveis, a distribuição é diferente. A produção do carregador representa 55% do impacto ambiental, enquanto o fabrico das pilhas corresponde a 43%. O transporte contribui com 1,7% e a utilização com apenas 0,3%. A fase de fim de vida apresenta um contributo negativo de 0,1%, associado à reciclagem das embalagens.

Estes resultados destacam a importância de prolongar a vida útil dos equipamentos e aproveitar os ciclos de carregamento das pilhas recarregáveis. Uma vez que a produção do carregador concentra uma parte significativa do impacto ambiental nesta alternativa, a sua utilização prolongada e a partilha entre diferentes equipamentos ajudam a evitar a necessidade de adquirir novos carregadores.

A escolha entre pilhas descartáveis e recarregáveis é apenas uma parte da solução. Existem outros cuidados que podem ajudar a reduzir o impacto ambiental:

  • Privilegiar pilhas recarregáveis em equipamentos de utilização frequente, sobretudo quando existe a necessidade de substituir as pilhas regularmente, permitindo tirar partido dos vários ciclos de carregamento;
  • Prolongar a vida útil das pilhas, para tal, é importante seguir as instruções do fabricante, utilizar um carregador compatível e evitar a exposição a temperaturas extremas;
  • Evitar compras desnecessárias, ao utilizar pilhas que já existem em casa antes de adquirir novas unidades e comprar apenas as quantidades necessárias.
  • Encaminhar corretamente as pilhas usadas, sem nunca colocar pilhas descartáveis ou recarregáveis no lixo indiferenciado ou nos ecopontos destinados às embalagens. Devem ser entregues em pontos de recolha específicos, disponíveis em vários estabelecimentos comerciais e ecocentros.

Pequenas escolhas fazem a diferença tanto ao nível da sustentabilidade quanto à rentabilidade/reutilização das pilhas. Prolongar a vida útil dos produtos e assegurar o correto encaminhamento dos resíduos são passos importantes para reduzir o consumo de recursos naturais e contribuir para uma economia mais circular.

Fonte: GreenSavers

Nem todas as respostas para os desafios ambientais exigem grandes investimentos ou mudanças difíceis de concretizar. A compostagem doméstica, a reutilização de materiais e a melhoria dos sistemas de depósito e reembolso são algumas das soluções que podem contribuir para uma sociedade mais sustentável.

É a partir desta perspetiva que a comunidade do Pacto Climático Europeu em Portugal vai participar nas sessões de apresentação do documentário Hope – Estamos a Tempo, da autoria do divulgador ambiental Javier Peña.

A série, composta por seis episódios, será exibida na Biblioteca do Goethe-Institut, em Lisboa, entre 8 de outubro e 10 de novembro, com debates associados a cada episódio.

Compostagem pode começar em casa

Um dos temas em destaque é a compostagem comunitária e doméstica dos resíduos urbanos.

Paulo Lucas, da direção da ZERO, defende que esta é uma solução que pode ser adotada pelos municípios e pelas famílias, permitindo transformar resíduos orgânicos em composto e contribuir para o fecho do ciclo dos nutrientes.

Segundo os dados citados pela ZERO no comunicado, Portugal envia atualmente cerca de três milhões de toneladas de resíduos urbanos para aterros por ano. O mesmo documento, com base no Relatório Anual de Resíduos Urbanos de 2024 da Agência Portuguesa do Ambiente, refere que o país produziu 5,5 milhões de toneladas de resíduos urbanos nesse ano, tendo 52% sido depositados diretamente em aterros.

A organização aponta ainda diferenças entre municípios na disponibilização de compostores domésticos. Segundo os números apresentados, Viana do Castelo já distribuiu 8.123, Lisboa 3.416, Gondomar 3.027 e Oeiras 2.863.

A proposta passa por generalizar este tipo de soluções, permitindo que mais famílias possam fazer compostagem em casa e reduzir a quantidade de resíduos encaminhados para tratamento.

O que pode mudar no sistema “Volta”?

A economia circular é outro dos temas abordados na iniciativa, nomeadamente através do episódio “Metamorfose”.

Marta Brazão, presidente da Circular Economy Portugal e embaixadora do Pacto Climático Europeu, deverá abordar algumas das questões relacionadas com o Sistema de Depósito e Reembolso “Volta”, que tem sido alvo de discussão em Portugal.

A responsável defende que as dificuldades iniciais não devem desvalorizar o potencial do sistema e aponta o exemplo da Alemanha, onde, segundo afirma, a taxa de retorno das embalagens chega atualmente aos 98%.

Entre as propostas apresentadas está a instalação de “caixas de doação” de garrafas e latas em cidades, vilas e povoações, de forma a facilitar a entrega das embalagens e evitar que sejam deixadas na via pública.

Há também soluções para reutilizar copos

A reutilização é igualmente abordada através do projeto “Copo+”, que está numa fase piloto em Lisboa.

Segundo o comunicado, existem atualmente cinco máquinas instaladas, estando previstas 17. A responsável da Circular Economy Portugal considera que ainda são necessários mais equipamentos, comunicação junto dos cidadãos e uma maior adesão por parte de espaços e empresas do canal HORECA.

A Câmara Municipal de Lisboa estima que 25 mil copos descartáveis sejam desperdiçados por noite, segundo os dados citados no comunicado.

As mulheres também estão no centro da ação climática

A série aborda ainda a importância da igualdade de género para a ação climática.

Susana Viseu, fundadora e presidente da ONG Business as Nature, defende que a transição climática deve ser inclusiva e que a participação das mulheres na liderança das comunidades e das empresas é importante para a sustentabilidade dos territórios.

A Business as Nature impulsiona a Women & Climate Global Coalition, uma plataforma internacional dedicada à liderança feminina na ação climática e à ligação entre igualdade de género e políticas ambientais.

A iniciativa organiza a sua atuação em áreas como política e ativismo climático, capacitação, empreendedorismo sustentável, ciência e tecnologia, comunicação e participação e criação de redes.

Um documentário centrado em soluções

É este conjunto de temas que será levado às sessões do Hope – Estamos a Tempo em Lisboa.

A série procura olhar para a crise climática a partir de soluções que possam ser aplicadas localmente, em vez de se concentrar apenas na dimensão dos problemas ambientais.

A primeira sessão, dedicada ao episódio “A Grande Oportunidade”, contará com a participação de Paulo Lucas, da ZERO. Outros episódios irão abordar temas como a ação climática, a economia circular e o papel das comunidades na construção de alternativas mais sustentáveis.
Fonte: Away magazine

A Global Sustainable Transition Alliance (GSTA), uma aliança internacional de empresas, organizações não governamentais (ONG), consultoras e fornecedores de ferramentas de avaliação de produtos, está a desenvolver uma norma global para calcular a pegada ambiental dos produtos no setor alimentar e das bebidas.

A iniciativa, lançada em março de 2026 pela Waste and Resources Action Programme (WRAP) e pela Wageningen University & Research (WUR), pretende criar um método comum para quantificar, numa primeira fase, as emissões de gases com efeito de estufa (GEE).

A nova norma procura responder à diversidade de métodos atualmente utilizados pelas empresas para calcular a pegada ambiental dos produtos. De acordo com a GSTA, a utilização de diferentes metodologias e bases de dados pode originar resultados inconsistentes, dificultando a comparação dos impactos ambientais entre produtos e ao longo das cadeias de abastecimento.

O trabalho da aliança pretende estabelecer regras mais específicas e detalhadas para permitir que as pegadas dos produtos sejam comparáveis, independentemente da entidade responsável pelo cálculo. Para esse efeito, a GSTA vai alinhar a metodologia com referenciais internacionais, incluindo o Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol), a Science Based Targets initiative (SBTi), a Partnership for Carbon Transparency (PACT), a International Organization for Standardization (ISO) e a Product Environmental Footprint (PEF).

Harmonização dos dados da cadeia de abastecimento

A iniciativa pretende também facilitar a utilização de dados ambientais provenientes de diferentes fornecedores. Segundo Koen Boone, coordenador de Cadeias de Valor Sustentáveis da Wageningen University & Research, as empresas necessitam de dados consistentes dos fornecedores de todo o mundo para calcular o impacto da sua cadeia de abastecimento completa, incluindo as emissões indiretas de âmbito 3.

A criação de um referencial comum deverá, segundo os promotores, reduzir o tempo e os custos associados aos diferentes processos de cálculo e reporte de dados. A harmonização vai permitir ainda dispor de informação mais consistente para identificar as áreas da cadeia de valor onde as medidas de redução das emissões podem produzir maior impacto.

A GSTA conta, entre os seus membros fundadores, com empresas e organizações como a Ahold Delhaize, empresas do Schwarz Group, Mars, Incorporated, Mondra, Mondra Coalition, Global Changer, Inoqo, European Sustainable Food Coalition, Partnership for Carbon Transparency, Systain Coalition, HowGood e Foodsteps.

A aliança tem também o apoio de organizações não governamentais internacionais, entre as quais a Consumers International e a Partnership for Carbon Transparency (PACT), uma iniciativa do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).

A WRAP e a Wageningen University & Research estão agora a convidar outras empresas do setor alimentar e das bebidas, a nível mundial, a aderirem à iniciativa e a participarem no desenvolvimento da futura norma.

Fonte: iAlimentar

A indústria europeia de vidro de embalagem lançou a Glass is Love, uma nova plataforma destinada a reforçar a preferência de consumidores, marcas e outros intervenientes da cadeia de valor pelas embalagens de vidro, foi divulgado em comunicado.

Segundo a mesma fonte, promovida pela FEVE – Federação Europeia do Vidro de Embalagem, a iniciativa conta com uma identidade comum e uma plataforma digital própria, procurando dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela Friends of Glass na divulgação das características e benefícios associados às embalagens de vidro.

A nova estratégia assenta na ideia de que a escolha do vidro está relacionada com a proteção e preservação dos produtos, mas também com a experiência proporcionada ao consumidor e com o destino da embalagem no final da sua utilização.

A FEVE destaca, entre as características do material, a sua capacidade de proteger e preservar alimentos e bebidas, a ausência de determinados químicos na sua composição e a possibilidade de reciclagem e de manutenção em circulação. A indústria pretende agora transformar o reconhecimento destas características numa maior preferência pelo vidro no momento da escolha das embalagens.

A Glass is Love abrange setores como a alimentação, bebidas, perfumaria, cosmética e farmacêutica e procura colocar em discussão o papel da embalagem para além da proteção do produto. O desempenho, o design, a experiência do consumidor, a diferenciação das marcas e a circularidade são apresentados como dimensões a considerar na escolha do material.

Segundo a FEVE, a plataforma representa uma evolução face à abordagem seguida pela Friends of Glass, passando de uma comunicação centrada sobretudo na divulgação das características do vidro para uma estratégia assente na participação e colaboração dos diferentes intervenientes da cadeia de valor.

“A Glass is Love parte de uma ideia simples: quando algo tem valor para nós, a forma como o protegemos também é relevante”, afirma Carlo Pirrone, secretário-geral da FEVE.

“Queremos que a escolha de produtos embalados em vidro esteja cada vez mais associada a esse cuidado, com o produto, com a sua qualidade, com a experiência que proporciona e com a sua preservação ao longo do tempo”, acrescenta.

A plataforma pretende também envolver marcas, clientes e organizações, que poderão contribuir com conhecimento, inovação, experiências e projetos. O objetivo declarado pela indústria é reforçar a preferência, a valorização e a visibilidade das embalagens de vidro junto dos diferentes públicos e ao longo da cadeia de valor.

Fonte: GreenSavers

A Comissão Europeia adotou hoje regras para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), como amoníaco, azoto e fósforo, nas grandes explorações de aves de capoeira e de suínos.

O quadro hoje adotado, no âmbito da Diretiva relativa às Emissões Industriais e da Pecuária, tem como objetivo criar normas ambientais mínimas comuns para as grandes explorações avícolas e suinícolas na UE.

Este regulamento estabelece a forma como as grandes explorações suinícolas e avícolas devem operar para reduzir as emissões de amoníaco, azoto e fósforo, GEE associados a doenças respiratórias, à degradação da natureza e à contaminação da água.

As novas regras serão aplicáveis ao nível das explorações agrícolas entre 2030 e 2032, consoante a sua dimensão, e são também compatíveis com a proposta da Comissão para simplificar as regras sobre emissões industriais.

A Diretiva revista relativa às Emissões Industriais e à Criação de Gado abrange as maiores explorações suinícolas e avícolas da UE, o que representa cerca de 30% destas explorações.

Para Bruxelas, a aplicação da diretiva é fundamental para ajudar a reduzir a poluição por azoto no ar, na água e no solo.

Fonte: Agroportal

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Ovo, uma data dedicada a um dos alimentos mais versáteis, nutritivos e apreciados em todo o mundo. Presente em pequenos-almoços, sobremesas e inúmeras receitas tradicionais, o ovo continua a ser um verdadeiro protagonista na alimentação de milhões de pessoas.

Rico em proteínas de elevada qualidade, vitaminas e minerais essenciais, o ovo é frequentemente considerado um dos alimentos mais completos disponíveis na natureza. Além de contribuir para a manutenção da massa muscular, fornece nutrientes importantes para o funcionamento do cérebro, da visão e do sistema imunitário.

Mas o ovo é muito mais do que um alimento saudável. É também um símbolo de renovação, vida e criatividade na cozinha. Seja estrelado, cozido, escalfado ou transformado num delicioso bolo, adapta-se a todos os gostos e ocasiões.

Em Portugal, o ovo ocupa um lugar especial na gastronomia, sendo ingrediente fundamental de muitas receitas tradicionais, desde os famosos doces conventuais até às refeições simples e reconfortantes do dia a dia.

Neste Dia Mundial do Ovo, especialistas e produtores aproveitam para destacar a importância de uma alimentação equilibrada e recordar os benefícios deste alimento acessível, sustentável e nutritivo.

Curiosidade: Uma única galinha pode pôr mais de 250 ovos por ano, mostrando como este pequeno alimento tem um enorme impacto na alimentação humana.

Assim, o Dia Mundial do Ovo é uma excelente oportunidade para valorizar um ingrediente simples, mas extraordinário, que continua a reunir famílias à mesa e a inspirar gerações de cozinheiros em todo o mundo.

Porque, às vezes, os maiores tesouros da alimentação vêm em pequenas cascas.

Fonte: Qualfood

O financiamento integra o programa Sustentável 2030 e destina-se a municípios e suas associações, setor empresarial do Estado, setor empresarial local, empresas concessionárias municipais, intermunicipais ou em regime de parceria, de todas as regiões de Portugal Continental, adiantam os ministério do Ambiente e Energia e da Economia e da Coesão Territorial em comunicado.

O Governo vai disponibilizar 30 milhões de euros para apoiar investimentos que permitam transformar águas residuais tratadas em água reutilizável, com uma comparticipação que pode chegar aos 85%, numa resposta aos desafios da escassez hídrica, foi hoje anunciado.

O financiamento integra o programa Sustentável 2030 e destina-se a municípios e suas associações, setor empresarial do Estado, setor empresarial local, empresas concessionárias municipais, intermunicipais ou em regime de parceria, de todas as regiões de Portugal Continental, adiantam os ministério do Ambiente e Energia e da Economia e da Coesão Territorial em comunicado.

O novo Aviso para a gestão sustentável da água, lançado pelo programa temático Sustentável 2030, desenhado para ajudar Portugal a enfrentar os desafios da transição energética e climática, visa “apoiar investimentos que permitam transformar águas residuais tratadas em Água para Reutilização (ApR)”.

Segundo os ministérios, o Aviso surgiu na sequência das políticas seguidas pelo Governo “para acelerar investimentos que reforcem a resiliência dos territórios face aos desafios da escassez hídrica e da adaptação às alterações climáticas”.

“Os investimentos necessários para a adaptação de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) a esta nova realidade, que promove a circularidade dos recursos hídricos e responde à escassez deste recurso, podem beneficiar de uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%”, salientam em comunicado.

Para o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, “é crucial continuar a apostar na resiliência das infraestruturas e a garantir que o país fica mais preparado para enfrentar os efeitos das alterações climáticas em vários domínios”.

“[Este é] um esforço que estamos a fazer para nos adaptarmos às alterações climáticas que já chegaram”, acrescenta a Ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.

A governante sublinha que, uma vez ultrapassado o tempo da prevenção, as decisões que o Governo está a tomar “são para proteger no imediato as populações e o território”.

A 1.ª fase do Aviso decorre até 20 de maio de 2027, estando prevista uma 2.ª fase até 20 de setembro de 2027.

Todas as informações e condições de candidatura podem ser consultadas em sustentavel2030.gov.pt.

Fonte: GreenSavers