A GNR, através da Unidade de Controlo Costeiro de Matosinhos apreendeu na segunda-feira 1 452 quilos de caranguejo mouro, com um valor total e presumível de 7 260 euros.
A ação decorreu no âmbito de uma fiscalização rodoviária, com o objetivo de verificar o transporte e acondicionamento de pescado, crustáceos e bivalves, tendo o caranguejo sido apreendido por não ter o tamanho mínimo exigido por lei para a sua captura", refere o comunicado da GNR enviado à TVI24.
De acordo com a GNR, "foi identificado o indivíduo que conduzia a viatura e elaborado o respetivo auto de contraordenação".
Por ainda se encontrar vivo, todo o caranguejo foi devolvido ao seu habitat natural", salienta o comunicado.
Fonte: TVI24
A ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) realizou uma ação de fiscalização direcionada a entreposto frigorífico de produtos de origem animal, localizado em Vila Nova de Famalicão, tendo apreendido "mais de 18 toneladas de géneros alimentícios".
Nesta ação realizada em conjunto com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária verificou-se que o entreposto procedia ao armazenamento de produtos alimentares sujeitos a temperatura controlada, sem que tivessem sido feitas as respetivas vistorias e sem autorização das entidades competentes", refere um comunicado da ASAE.
Em consequência da inspeção, "foi determinada a suspensão da atividade tendo sido instaurado um processo de contraordenação e ainda apreendidas mais de 18 toneladas de produtos alimentares de origem animal, designadamente, carnes de bovino, suíno e frango, num valor aproximado de 60 mil euros".
Fonte: TVI24
Considerando que decorridos 20 anos sobre a publicação do primeiro Código de Boas Práticas Agrícolas em 1997, foi necessário proceder à sua revisão através da publicação do Despacho n.º 1230/2018.
O recurso à produção intensiva de alimentos de natureza vegetal e animal conduziu, em muitas regiões, ao uso exagerado de adubos inorgânicos, de pesticidas e de outros fatores de produção, bem como à criação de grande número de animais em recintos limitados (pecuária sem terra). Uma tal revolução na agricultura não se fez sem riscos para o ambiente.
Para além da informação presente na edição anterior, revista e atualizada, surgem orientações e diretrizes de caráter geral, com o objetivo de auxiliar os agricultores e empresários agrícolas na tomada de medidas que visem racionalizar a prática das fertilizações e de todo um conjunto de operações e de técnicas culturais que, direta ou indiretamente, interferem na dinâmica do azoto e do fósforo nos ecossistemas agrários.
Atualiza-se assim a informação sobre o impacte do azoto na agricultura, fornece -se informação sobre a dinâmica do fósforo e o impacte resultante da sua aplicação aos solos e efetuam -se recomendações de boas práticas agrícolas que visam a redução das perdas de azoto e de fósforo do solo.
Fonte: Qualfood
Uma conhecida cadeia de supermercados retirou cerca de 38 mil sacos de vegetais congelados das lojas depois de uma cliente ter encontrado bocados de um rato no interior de um dos produtos da marca.
De acordo com o The Sun, o caso aconteceu na cidade de Liskeard, no Reino Unido. Pat Bateman, de 60 anos, encontrou os bocados do roedor quando estava a alimentar a sua neta de dois anos.
“Já tínhamos comido praticamente todo o saco quando o vi. O pior, é que estava a alimentar a minha neta mais nova”, contou Pat ao jornal britânico.
Revoltada com a situação, a mulher deslocou-se à loja da cadeia alemã para reclamar, tendo-lhe então sido oferecidos cerca de 30 euros em compras na loja como compensação.
Pat Bateman não ficou satisfeita e decidiu ir apresentar queixa nos escritórios da empresa. A proposta em cima da mesa, agora, é uma compensação na casa dos 500 euros.
Esta não será a primeira denúncia, uma vez que, diz o mesmo jornal, existem pelo menos três queixas de pessoas que encontraram bocados de ratos nos sacos de vegetais. Por esse motivo, os sacos de vegetais congelados da marca em questão foram retirados do mercado.
Fonte: Notícias ao Minuto
Os representantes da indústria agrícola mundial estiveram reunidos em Berlim, na passada semana, para o Fórum Global de Alimentação e Agricultura.
Mudanças nas práticas agrícolas, nos hábitos alimentares e no desperdício alimentar poderiam ajudar a conter o aquecimento global, segundo uma análise do organismo científico independente Climate Action Tracker.
A agricultura provoca 10% das emissões globais de gases com efeito de estufa e pelo menos metade das emissões de gases que não o dióxido de carbono, ao nível de cinco a seis gigatoneladas por ano do equivalente em dióxido de carbono.
“Mudar as práticas agrícolas poderia levar a uma redução de 0,6 gigatoneladas do equivalente em dióxido de carbono, mas quando combinado com o abandono da carne e lacticínios poderia chegar às 3 gigatoneladas”, o que poderia ser suficiente para descarbonizar o sector para chegar aos 1,5 graus”, afirmou Niklas Höhne, do Newclimate Institute.
As principais fontes de metano e óxido nitroso na agricultura são a flatulência dos animais, os fertilizantes sintéticos, o cultivo de arroz, os resíduos das colheitas e o cultivo de solos orgânicos.
No que toca ao desperdício alimentar, defende-se que os supermercados europeus deviam deixar de rejeitar alimentos por causa da forma, tamanho ou cor e que em alguns casos, as etiquetas que definem uma data de consumo aconselhada podem ser retiradas.
“Mudanças na dieta poderão implicar que há menos mil milhões de hectares de terra dedicada ao cultivo, trazendo a curva das emissões para baixo. Aliás, alguns governos já encorajam os cidadãos a mudarem hábitos alimentares por causa dos benefícios em termos de saúde pública”, afirma-se no Climate Action Tracker.
Fonte: ANILACT
A DGAV divulga o Ofício Circular n.º 2/2018 relativo ao uso de produtos fitofarmacêuticos autorizados para alface na respetiva cultura de folha jovem (alface "baby leaf").
Fonte: DGAV
A amostra é pequena - apenas 18 adultos saudáveis - para levar a uma mudança radical. Mas se os dados continuarem a acumular-se nesse sentido é bem provável que o leite gordo venha a ser considerado o melhor para a saúde do coração.
Num trabalho publicado no European Journal of Clinical Nutrition, em dezembro passado, cientistas dinamarquesas da Universidade de Copenhaga, dão conta de uma experiência feita ao longo de um mês e meio, a um grupo de 18 adultos. Divididos em dois grupos, cada um dos voluntários bebeu meio litro de leite por dia, ao longo de três semanas. Metade das pessoas tomou leite magro, a outra metade leite gordo. Ao fim desse período, mais três semanas de ingestão controlada, do outro tipo de leite.
As conclusões a que chegaram estão contra tudo o que tem sido recomendado, em particular aos doentes cardiovasculares: no período em que beberam leite gordo, os voluntários apresentaram níveis mais elevados de colesterol bom, ou HDL, enquanto o colesterol mau, ou LDL, não registou qualquer tipo de alteração.
Na verdade, um estudo anterior já tinha chegado a uma conclusão semelhante, mas referente aos efeitos do leite gordo no açúcar em circulação: leite gordo estava associado a menor risco de diabetes.
É muito provável que tenham de ser feitos mais estudos até que o paradigma de consumo de leite mude. Mas tudo parece indicar que afinal para se ser saudável há que preferir leite inteiro.
Fonte: Visão.sapo
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Regional Sul - Unidade Operacional XI de Évora, realizou uma ação de inspeção, no dia 24 do passado mês de janeiro, a uma queijaria da zona onde foram apreendidos 33 mil queijos, em Rio de Moinhos, Borba (distrito de Évora).
A ação de fiscalização foi realizado no âmbito de serem verificados todos os requisitos legais de produtos alimentares e, constatou-se que a queijaria em questão estava a laborar em instalações "não licenciadas para o efeito e sem NCV - Número de Controlo Veterinário, emitido pela entidade competente, conforme é exigido, por lei, para a atividade de indústrias de produtos de origem animal", referiu a ASAE, em comunicado.
Desta ação resultou a instauração de um processo de contraordenação "por falta de licenciamento e falta de número de controlo veterinário".
Fonte: ionline.sapo
Há 14 doentes diagnosticados com legionella, no âmbito do surto com origem no hospital CUF Descobertas, em Lisboa. No espaço de 24 horas foi revelado o diagnóstico de três novos casos. A um número crescente de casos está associado um acréscimo de doentes nos cuidados intensivos.
O mais recente relatório da Direção-Geral da Saúde reportava três doentes nesta unidade. O relatório refere também que dos 14 casos, nove doentes são mulheres e que 12 têm mais de 50 anos. O hospital CUF Descobertas divulgou entretanto que "contactou 760 dos 800 doentes internados durante o período de 6 a 26 de janeiro.
Destes, 728 não apresentavam, à data, sintomas compatíveis com legionella. Os restantes 32 tinham sintomatologia e foram aconselhados a recorrer ao Atendimento Permanente". Acrescenta que destes, "25 já se deslocaram ao hospital CUF Descobertas e todos apresentaram análises negativas a legionella, à exceção do doente ontem internado".
O surto no hospital CUF Descobertas surgiu a 16 de janeiro, depois de, a 31 de outubro último, um outro surto, também em Lisboa, ter ocorrido no Hospital de São Francisco Xavier, provocando a morte de seis pessoas, entre 59 casos diagnosticados. Neste caso, as autoridades determinaram o fim do surto a 27 de novembro.
Fonte: Correio da Manhã
A roda dos alimentos dá muitas voltas: muitos dos que lá constam já conheceram dias de glória - eram tidos como essenciais - mas acabaram em desgraça porque foram apontados como causadores das mais diversas patologias. E há o inverso: alimentos proscritos que passaram a obrigatórios pelos seus alegados valores nutricionais de repente descobertos e aclamados. Exemplos não faltam. A carne vermelha é hoje atacada, a sardinha foi recuperada e o leite luta agora por ver clarificado o lugar que deve ocupar na mesa dos adultos (sobretudo estes).
Em que ficamos? Talvez a resposta mais honesta seja a de Walter Willett, presidente do Departamento de Nutrição da Harvard Public School e Professor de Medicina da Faculdade de Medicina de Harvard: “É um tema complexo, sobre o qual não temos todas as respostas”. O que não impede o especialista de defender que “podemos ser muito saudáveis sem sequer consumir laticínios”. Para Willett, é a pressão exercida pela indústria do sector - mais do que as evidências científicas a seu favor - que justifica a insistência na defesa do consumo de leite.
Com “quantidades interessantes de vitaminas e minerais”, como refere o site do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), o leite de vaca é rico em cálcio, vitamina B12, vitamina D e fósforo. Ninguém contesta. Mas Willet deita por terra o argumento de que o seu consumo regular previne a osteoporose e as fraturas. “Há estudos cujas conclusões contrariam esta convicção”, afirma num dos seus artigos.
Para o nutricionista Pedro Graça, diretor do PNPAS, o valor nutricional do leite é inquestionável. “A maioria da evidência científica sustenta que o risco para a saúde é baixíssimo comparando com as vantagens”, afirma, destacando um outro aspeto que considera importante: “É um produto alimentar com uma boa relação qualidade/preço, que garante uma alimentação equilibrada acessível a todas as bolsas”.
Na opinião do nutricionista, “a correta substituição deste alimento por outros exige conhecimento, tempo de investigação e, muitas vezes, requer gastar mais dinheiro”, sendo difícil encontrar um substituto tão equilibrado nutricionalmente. “As opções traduzem-se facilmente em produtos com mais açúcares”, remata.
Mas há quem não tenha dúvidas em dizer que o leite não deve ser consumido. Teresa Gomes Mota, cardiologista, é perentória: “Não o recomendo a ninguém, a menos que esteja em causa alguém com especial carência de cálcio”. E acrescenta: “É sabido que o leite veicula gordura animal, que está associada ao aumento de aterosclerose [está na base das doenças arteriais mais comuns]”.
A cardiologista confessa que neste capítulo do leite ainda se sente “sozinha” entre a classe médica, meio onde o tema não é debatido como julga que devia ser. No seu caso, e no plano pessoal, seguir uma dieta vegetariana obedece também a princípios éticos e de respeito pela sustentabilidade ambiental, mas essa consciência apenas complementa o que considera válido do ponto de vista alimentar: “A dieta mediterrânica é reconhecidamente a que tem mais benefícios para a saúde”. “Talvez se chegue lá”, confia, porque com a formação e reconhecimento dos nutricionistas, os médicos passaram a confiar-lhes mais essa área da alimentação. Mas Teresa Gomes Mota teme que seja longo o caminho a fazer. “Os médicos estão muito concentrados na prescrição de medicamentos. Associar uma recomendação de dieta a um doente requer tempo e o Serviço Nacional de Saúde não o proporciona”, mesmo quando se tem consciência de que há problemas que melhoram ou se curam através da alimentação.
Se a pessoa é intolerante à lactose - e a lactose é um dos principais argumentos usados em desfavor do leite, até porque a capacidade de a digerir vai diminuindo com a idade -, deixar de consumir leite de vaca tem efeitos imediatos, diz Teresa Gomes Mota. O mesmo acontece com os valores do colesterol, que baixam, ainda que existam outros efeitos benéficos que só se ganham com o tempo, sublinha.
E é difícil convencer um consumidor habitual a desistir do leite? “Aceitam com alguma facilidade. Custa mais convencer um doente a deixar de comer queijo, mesmo sendo este um alimento ainda com mais gorduras concentradas.”
NÃO CONFUNDIR CONSCIÊNCIA AMBIENTAL COM A QUESTÃO NUTRICIONAL
Rosalina Silva, consultora de Orientação Alimentar e Estilo de Vida no Instituto Macrobiótico de Portugal (IMP), também sublinha as vantagens de abandonar o consumo de leite. “Problemas respiratórios, acne ou as típicas queixas alérgicas vulgares na primavera e outono melhoram rapidamente ao eliminar o consumo do leite de vaca. As suas gorduras não interessam. É como costumamos dizer aqui no Instituto: o leite materno é feito para bebés e o de vaca para bezerros, com as qualidades que lhes são necessárias para crescer no primeiro ano de vida. Aos adultos o leite não traz benefícios.”
A consultora do IMP acrescenta ainda que “o leite pode acidificar o sangue, que pela necessidade natural de voltar a ficar alcalino vai buscar cálcio onde existirem reservas. Se não as temos - e as dietas mais tradicionais não as garantem - perdemos cálcio”, não o ganhamos.
É preferível tomar ao pequeno-almoço um creme de arroz ou flocos de aveia com sementes de sésamo, por exemplo, diz Rosalina Silva, lembrando que há muitas outras opções para garantir o que é dado pelo leite. “Ainda por cima, o leite é habitualmente tomado com chocolate ou café, produtos que inibem a absorção do cálcio.”
Pedro Graça chama a atenção para a tendência de se confundirem os dois planos - a consciência ambiental e a discussão meramente assente na questão nutricional. “São coisas diferentes. Reduzir o consumo de carne e continuar a beber leite é uma boa opção alimentar. Tudo o que posso dizer, à luz do que a ciência sabe atualmente, é que beber leite é bom”, conclui.
Fonte: Expresso
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