No Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, celebrado na semana passada, 18 países opuseram-se a certas modificações que a Comissão Europeia quer introduzir por uma questão de simplificação do greening.
A Comissão anunciou na mesma reunião onde decidiu fazer algumas alterações na sua proposta. Uma delas era a de manter a duração do pousio, em seis meses. Na sua proposta sugeriu ampliar para nove meses, o que mereceu a oposição dos 18 países.
Também decidiu reduzir o período mínimo para as culturas intermédias e para a cobertura verde das 10 semanas propostas inicialmente. Os 18 países também foram contra a sugestão inicial.
Outro dos pontos sobre o qual os países não concordaram era a proibição do uso de pesticidas para as proteaginosas em superfícies de interesse biológico, mas neste caso, a Comissão não retorceu e decidiu manter a proposta.
O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, assinalou que os controlos serão realizados através de inspeções no local e das declarações dos agricultores.
Outra mudança introduzida pela Comissão é a entrada em vigor das novas normas em 2018, apesar dos Estados-membros que assim o desejarem poderem fazê-lo a partir de 2017.
Os 18 Estados-membros em questão são Portugal; Croácia; República Checa; Dinamarca; Estónia; Finlândia; França; Grécia; Hungria; Irlanda, Letónia, Lituânia; Luxemburgo; Polónia, Roménia, Eslovénia, Suécia e o Reino Unido.
Fonte: Agrotec
Uma ação de fiscalização ao setor do vinho efetuada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) permitiu apreender 50 mil litros de mosto de uvas, no valor de 30 mil euros.
Na ação desencadeada na zona da Anadia pela Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal foram também intercetados dois camiões cisternas que transportavam mosto de uva amuado - um produto de uma etapa da fermentação do vinho - proveniente de outro país europeu para ser introduzido numa região demarcada de Portugal, refere a ASAE em comunicado.
Na altura, constatou-se que “a documentação de transporte era falsificada”, ocultando “a verdadeira origem do produto” e, por isso, “o produto vitivinícola e os camiões foram apreendidos e os seus condutores constituídos arguidos”, salienta.
Os arguidos incorrem nos crimes de falsificação de documento, usurpação de denominação de origem pela tentativa de introdução de produto numa região demarcada e tráfico de produtos vitivinícolas.
Fonte: TVI 24
Depois de ter deixado cair um eventual imposto sobre o vinho, o Governo deverá também abandonar a tributação sobre as bebidas açucaradas cuja origem seja de produção nacional.
O Governo mostrava-se primeiro favorável a uma "fat tax" (gorduras, sal e açúcar) mas desistiu de tributar as gorduras e o sal, limitando o novo imposto aos refrigerantes com açúcar. E depois do clamor suscitado pelo possível imposto sobre o vinho, terá agora decidido restringir ainda mais a aplicação do novo imposto, limitando-o aos produtos importados.
O Conselho de Ministros deverá aprovar esta quinta-feira o diploma do Orçamento, depois de ontem ter sido realizada uma maratona em "geometria variável" que durou ao todo 13 horas. Os dossiês mais delicados mantêm-se como o das pensões e os termos do imposto sobre o património, que deverá em princípio deixar de fora as propriedades das indústrias produtivas.
Esta sexta-feira, o projeto de lei será entregue no Parlamento.
Fonte: Agronegócios
As doenças transmitidas por alimentos estão subdiagnosticadas e subnotificadas, disse à TSF uma especialista em segurança alimentar, salientando que os dados recolhidos representam apenas "uma pequena fração" das doenças que ocorrem na realidade.
"Para a maior parte das doenças, o que é capturado pelas autoridades de vigilância da saúde públicas representa apenas uma pequena fração das doenças que ocorrem na realidade", uma situação que "é transversal à maioria dos países", adiantou Sara Monteiro Pires, que vai participar esta quinta-feira no Fórum do Prado ao Prato -- Informar para viver melhor.
Segundo a investigadora do Instituto Nacional de Alimentação, da Universidade Técnica da Dinamarca, há dados de vigilância epidemiológica recolhidos pela direção Geral de Saúde, mas "ainda há muita subnotificação e subdiagnóstico", apesar do reconhecimento da importância da segurança alimentar ser crescente.
"Portugal não está nada atrás de outros países europeus a nível de segurança alimentar. As autoridades e a indústria têm tido um papel extraordinário, sobretudo na última década, para prevenir doenças de transmissão alimentar. O que falta são dados", realçou.
O número de casos reportados é sempre inferior ao número de casos reais, até porque nem sempre as pessoas doentes vão ao médico: "As pessoas que têm uma gastroenterite, a maior parte das vezes assumem que é autolimitante, que tem curta duração e que passa sem tratamento e quando vão ao médico estes nem sempre requisitam uma amostra", explicou a especialista.
Normalmente, os casos reportados em Portugal estão associados a surtos, mais ou menos focados num grupo de pessoas que consumiram alimento contaminados e que ficaram doentes, o que leva a uma investigação e posterior notificação do surto.
Mas "há com certeza muitos outros casos esporádicos, que não são diagnosticados e que não aparecem nas estatísticas", sublinha Sara Monteiro Pires.
As doenças transmitidas pelos alimentos apresentam diferenças regionais. As últimas estimativas para a região europeia alargada, que abrange cerca de 50 países, indicam que os agentes mais importantes são bactérias e vírus que causam gastroenterites diarreicas, nomeadamente a Campylobacter, a salmonela e o norovirus.
Em Portugal, ainda não há estimativas que permitam fazer um 'ranking' de doenças com maior incidência, mas segundo Sara Monteiro Pires a salmonelose permanece no topo dos casos reportados.
"Há imensos fatores que contribuem" para este tipo de doenças, mas a maior parte está associada a agentes com origem animal.
A contaminação pode ocorrer nas várias fases da cadeia alimentar, mas a maior parte dos agentes acaba por morrer se os alimentos forem cozinhados de forma adequada.
A especialista em avaliação de risco em segurança alimentar e saúde pública destacou igualmente a importância de pôr este tipo de doenças na agenda política para "mostrar que não são apenas um problema de países pouco desenvolvidos ou com fraca higiene".
Os estudos que estão a ser desenvolvidos, explicou, permitem encontrar indicadores para comparar doenças, regiões, identificar os agentes mais importantes e identificar quais os alimentos mais importantes para intervir na segurança alimentar.
Fonte: TSF
Num estudo publicado no fascículo de outubro de 2016 da revista Plant Disease, uma equipa envolvendo estagiários, investigadores e docentes do Centro de Investigação em Agronomia, Alimentos, Ambiente e Paisagem (LEAF) do Instituto Superior de Agronomia (ISA) e da Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza da Madeira revela pela primeira vez a presença do fungo Puccinia hemerocallidis na Europa.
Este fungo foi identificado em 2015 e 2016 em diversos locais em Portugal continental e na ilha da Madeira causando ferrugem em plantas de lírio-de-um-dia (Hemerocallis spp.).
O fungo (tal como o seu hospedeiro) é oriundo da Ásia Oriental, tendo-se disseminado no início do século 21 pelo Sudeste Asiático, África e Américas.
«Temia-se a sua introdução na Europa, continente onde existem centenas de cultivares destas plantas de jardim com elevado interesse ornamental. Serve assim este estudo para alertar para o perigo da disseminação desta doença na Europa, tornando importante o conhecimento do nível de resistência das cultivares produzidas neste continente», informa o ISA.
Para saber mais sobre este estudo poderá consultar o artigo, disponível aqui.
Fonte: AGROTEC
França, Itália, Portugal, Lituânia e, agora, a Grécia e a Finlândia. O número de países que solicita à Comissão Europeia a introdução de indicação de origem nas etiquetas nos produtos lácteos e na carne continua a crescer.
Segundo a legislação europeia sobre a informação facultada aos consumidores, é permitida a introdução de dados adicionais nas etiquetas se houver evidência que esta informação é considerada importante para a maioria dos consumidores.
Grécia e Finlândia estão a seguir também o exemplo de França, ao pedir um período de testes à União Europeia. A Grécia notificou a Comissão Europeia da sua intenção de etiquetar a origem do leite, produtos lácteos e carne de coelho, ao passo que a Finlândia pretende fazê-lo para o leite e água-mel. O Governo deste país escandinavo pretende introduzir esta informação nas etiquetas dos produtos a partir de março de 2017 e considera que esta opção deveria ser permitida, por legislação, ao nível da União Europeia.
Já a Grécia anunciou que assim que veja o seu pedido acedido pela Comissão Europeia, demorará seis meses a implementar a medida que, defende, assegura os interesses dos produtores de leite e carne do país, trava a concorrência desleal e aumenta a garantia da qualidade dos produtos.
Organizações como a FoodDrinkEurope (FDE), que representa a indústria alimentar europeia, já se manifestaram contra este tipo de iniciativas por, no seu entender, obrigar a mudanças complicadas e dispendiosas na cadeia de abastecimento, produzindo um aumento do preço dos alimentos.
Fonte: ANIL
A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) congratula-se com a notícia de que Portugal está habilitado a exportar produtos à base de carne de suíno para o Chile.
Conforme informação transmitida pelas autoridades chilenas, os operadores interessados em exportar estes produtos para o Chile, devem ser previamente registados na Base de Dados do Serviço Agrícola e Pecuário Chileno (SAG).
Assim, para procederem ao registo, as empresas interessadas deverão contactar as Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária da sua Região (DSAVR), a fim de lhes ser disponibilizado o Formulário de Registo criado para o efeito.
Mais se informa que os Operadores interessados, deverão devolver o formulário preenchido à DSAVR da sua área de influência, até ao dia 24-10-2016.
Direção-Geral de Alimentação e Veterinária
Direção de Serviços de Estratégia, Comunicação e Internacionalização (DSECI)
Divisão de Internacionalização e Mercados (DIM)
Campo Grande, 50
1700-093 Lisboa
Fonte: DGAV
O PNPAS considera que a alimentação adequada começa na barriga da mãe. Uma alimentação inadequada neste período tem consequências para o resto da vida. A OMS acaba de publicar um excelente manual com o título: “Good Maternal Nutrition – The best start in life”.
Um excelente manual on-line com a resposta a quase todas as questões alimentares nesta fase da vida. A ler !
Fonte: Nutrimento
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de sete toneladas de bacalhau e deteve uma pessoa, na sequência de uma operação de fiscalização às condições de venda a retalho de bacalhau salgado seco, em Lisboa.
Em comunicado, a ASAE dá conta de que realizou uma acção de fiscalização na região da Grande Lisboa, tendo instaurado um processo-crime por fraude sobre mercadorias e suspeita de género alimentício anormal, sem especificar quando realizou a operação ou em quantos estabelecimentos.
"Após exame pericial, efectuado ao produto apreendido num estabelecimento retalhista (cerca de 830 quilos), confirmou-se tratar-se de um produto corrupto impróprio para consumo, tendo sido determinada a recolha imediata, a nível nacional, dos lotes em causa e respectiva apreensão", lê-se no comunicado.
Consequentemente, a ASAE apreendeu 7.166 quilos de bacalhau, no valor total aproximado de 44 mil euros, e deteve o responsável pelo sistema de qualidade da empresa, que não é identificada.
Fonte: Jornal de Negócios
Aos 16 anos, Kiara criou um superabsorvente com cascas de laranja, arrecadando assim uma bolsa de estudo de 45 mil euros.
«O produto é totalmente biodegradável, de baixo custo e as suas propriedades permitem reter melhor a água do que os polímeros superabsorventes comercializados. Os únicos recursos envolvidos na conceção da ‘mistura de cascas de laranja’ foram eletricidade e tempo, nenhum equipamento ou materiais especiais foram requeridos», referiu Nirghin na sua candidatura.
A criação do superabsorvente natural surgiu numa tentativa de resposta às consequências da seca que afetam o seu país, a pior desde 1982.
A jovem sul africana demorou dois meses a desenvolver o projeto, tendo recorrido para tal ao resíduos da fruta usada na indústria.
Descobriu que a casca de laranja contém 64% de polissacáridos, tornando-as potenciais polímeros. Através de luz ultravioleta, calor e pelo natural proveniente do abacate cozeu as cascas de laranja.
Após 45 dias descobriu que a mistura absorve 76,1% mais água do que os superabsorventes atualmente utilizados na agricultura que, ao contrário da sua mistura de cascas de laranja, não são biodegradáveis.
A vencedora declarou esperar que a sua criação ajude agricultores de todo o mundo a pouparem dinheiro e a salvarem as suas plantações.
O prémio “Impacto Comunitário” distingue a melhor proposta apresentada por jovens do Médio Oriente e África, com idades entre os 13 e os 18 anos.
Fonte: AGROTEC
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