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A deteção recente de estirpes de Salmonella em carne fresca de peru, especificamente em peito de peru, voltou a colocar o tema da segurança alimentar no centro das atenções. Segundo um alerta emitido pelo sistema europeu RASFF a 24 de fevereiro de 2025, foram identificadas bactérias do género Salmonella em lotes de peito de peru provenientes da Polónia, levantando preocupações sobre a circulação destes produtos no mercado e os potenciais riscos para os consumidores.

Salmonella é reconhecida como uma das principais causas de infeções transmitidas por alimentos, afetando sobretudo produtos de origem animal, como carnes, ovos e lacticínios. Trata‑se de uma bactéria Gram-negativa, pertencente à família Enterobacteriaceae, capaz de provocar gastroenterites que variam de ligeiras a graves, dependendo da quantidade ingerida e da vulnerabilidade da pessoa infetada. A infeção ocorre apenas quando bactérias viáveis são consumidas, o que reforça a importância de práticas rigorosas de higiene e confeção adequada dos alimentos.

Em Portugal e no restante espaço europeu, a vigilância da Salmonella é uma prioridade das autoridades de segurança alimentar, que mantêm programas de controlo para reduzir a prevalência da bactéria em produtos de origem animal. Estes programas incluem monitorização regular, inspeções e medidas preventivas ao longo da cadeia de produção, desde a criação das aves até ao processamento e distribuição da carne. Ainda assim, incidentes como o agora reportado demonstram que o risco não é totalmente eliminável e que a deteção precoce continua a ser essencial para evitar surtos e proteger a saúde pública.

A presença de Salmonella em peito de peru fresco reforça a necessidade de cuidados redobrados por parte dos consumidores. Entre as medidas mais eficazes estão a confeção completa da carne, evitando qualquer zona rosada, a separação entre alimentos crus e cozinhados para prevenir contaminações cruzadas e a lavagem adequada das mãos e superfícies de trabalho. Embora estes procedimentos sejam amplamente recomendados, continuam a ser determinantes para reduzir o risco de infeção.

Fonte: Qualfood

Estes projetos inovadores abordam os principais desafios enfrentados pelo setor vitivinícola global, desde a sustentabilidade e as alterações climáticas até à inovação tecnológica e à resiliência da cadeia de valor.

Os projetos de investigação selecionados, agora em curso, enquadram-se nas áreas prioritárias que o programa de bolsas da OIV procura explorar, incluindo: viticultura sustentável e adaptação às alterações climáticas; inovações tecnológicas e materiais, com especial atenção à redução da pegada de carbono; resiliência da cadeia de valor vitivinícola, incluindo a sustentabilidade económica e social e o comércio internacional, e informação ao consumidor, incluindo segurança e nutrição.

Eis os projetos selecionados/ área:

Viticultura sustentável
Título: Alternativas sustentáveis ao cobre para Plasmopara viticola: Desvendando as interações entre videira, microbiota e patógenos num sistema rizotron – 15 meses
Bolseiro: Asier Camara

Adaptação às alterações climáticas
Título: Desenvolvimento e aplicação de sistemas lisimétricos de alta resolução para avaliar a sensibilidade estomática ao stress hídrico em videiras – 6 meses
Bolseiro: Felipe Ignacio Suarez Vega

Resiliência da cadeia de valor vitivinícola
Título: Dos genes ao copo: possibilitar a edição do genoma para um futuro vitivinícola globalmente sustentável – 12 meses
Bolseira: Syuzanna Mosikyan

Inovações tecnológicas
Título: Estratégias para melhorar a qualidade sensorial e a estabilidade dos vinhos desalcoolizados – 36 meses
Bolseira: Isela Mejia Fonseca

Inovações tecnológicas
Título: Otimização do processo enológico e avaliação da estabilidade de vinhos enlatados através de análises químicas e sensoriais – 12 meses
Bolseira: Inés Horcajo Abal

Fonte: IVV

O Marine Stewardship Council (MSC), organização internacional dedicada à promoção da pesca sustentável, lançou a quinta edição da iniciativa “Semana Mar para Sempre”. Esta decorrerá entre 2 e 8 de março, em Portugal e Espanha, pela primeira vez de forma simultânea.

Sob o lema “Mar saudável, vida saudável”, a iniciativa pretende sensibilizar para os perigos da sobrepesca. Além disso, quer consciencializar os consumidores para a importância de um consumo de peixe proveniente de pesca sustentável.

Em Portugal, a iniciativa vai apostar numa abordagem multicanal, com forte presença digital e nas ruas de Lisboa. Contará ainda com um evento que reunirá porta-vozes do MSC e jornalistas especializados em sustentabilidade e consumo. Neste evento, debater-se-á o futuro dos oceanos. Haverá também a participação do chef Ricardo Luz, embaixador do MSC, num momento gastronómico que levará até à mesa um prato de peixe certificado com selo azul.

 “A Semana Mar para Sempre" é um convite à ação para todos nós. Ao escolher produtos com o selo azul do MSC, o consumidor envia um sinal claro ao mercado, incentivando mais pescarias a adotarem práticas sustentáveis. É um círculo virtuoso, que queremos continuar a promover”, afirma Alberto Martín, diretor do MSC para Espanha e Portugal. “Este ano, com o mote ‘Mar saudável, vida saudável’, queremos reforçar que o cuidado com o oceano está intrinsecamente ligado à nossa própria saúde e bem-estar. Cada compra consciente é um passo em direção a um futuro mais sustentável para todos”.
 

Com um dos maiores consumos per capita de pescado na Europa, Portugal desempenha um papel crucial na saúde dos oceanos. Além disso, a decisão de compra dos consumidores é determinante.

O país tem atualmente mais de 450 produtos certificados no mercado e os consumidores têm acesso a 22 espécies com o selo azul MSC. Bacalhau, atum e sardinha, representantes das espécies mais consumidas e simbólicas para os portugueses, são particularmente relevantes.

Nesse sentido, com a recente certificação da sardinha ibérica, 2026 adivinha-se como um ano de especial importância para a fileira do pescado nacional, devido à dimensão social, económica e simbólica desta pescaria. O objetivo é que mais pescarias e esforços do sector possam ser reconhecidos nos mercados nacionais e internacionais, pela sua liderança e práticas de pesca sustentáveis.

 Fonte: Grande Consumo

 

As autoridades europeias reforçaram a vigilância sobre carregamentos de limas Citrus latifolia provenientes do Brasil depois de um alerta emitido pelo Sistema de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF), que identificou a presença do pesticida demeton — uma substância altamente tóxica e proibida na União Europeia.

O alerta, que envolveu um lote destinado ao mercado português, levantou preocupações sobre a eficácia dos controlos fitossanitários aplicados antes da exportação e sobre a segurança dos produtos que chegam aos consumidores.

O demeton, pertencente ao grupo dos organofosforados, está associado a riscos significativos para a saúde humana e para o ambiente, razão pela qual a sua utilização é interditada no espaço europeu.

A deteção desta substância em fruta fresca destinada ao consumo reacende o debate sobre a robustez dos mecanismos de certificação brasileiros e sobre a necessidade de reforçar a monitorização de pesticidas não autorizados em produtos importados.

O RASFF tem registado, nos últimos anos, várias notificações relacionadas com citrinos brasileiros, incluindo limas, devido à presença de resíduos de pesticidas proibidos.

A repetição destes casos pode afetar a confiança dos consumidores portugueses e levar a medidas mais restritivas, como inspeções reforçadas, retenção de lotes ou suspensões temporárias de importação.

Em Portugal, as autoridades aguardam orientações adicionais de Bruxelas, mas admitem intensificar as análises laboratoriais a produtos considerados de maior risco.

Do lado brasileiro, exportadores poderão enfrentar exigências mais rigorosas para assegurar que os carregamentos cumprem integralmente os padrões europeus, sob pena de verem comprometido o acesso ao mercado comunitário.

Fonte: Qualfood

Decorreu entre abril e novembro de 2025, uma megaoperação internacional — SHIELD VI, coordenada pela EUROPOL que contou com a participação da ASAE e envolvendo autoridades de 30 países, desmantelou redes criminosas dedicadas ao tráfico de medicamentos falsificados, dopantes e suplementos ilegais.

Estes produtos ilegais representavam uma séria ameaça à saúde pública, incluindo falsos medicamentos com substâncias sintéticas potentes (como nitazenos) e produtos à base de semaglutida falsificada, usados como “fat burners”.

Resultados da operação SHIELD VI:

  • 3.354 indivíduos investigados / processados;
  • 907 investigações abertas;
  • 43 grupos criminosos organizados identificados;
  • 5 laboratórios clandestinos e 10 locais de montagem desmantelados;
  • 66 websites ilegais retirados do ar e 233 monitorizados;
  • 4.186 inspeções realizadas;
  • Mais de 11.400 controlos antidopagem (em competição e fora dela);

Apreensões de grande escala:

  • Medicamentos ilegais: mais de 3,2 milhões de comprimidos e 916 mil ampolas;
  • Dopantes: mais de 4,5 milhões de comprimidos e 1,17 milhões de ampolas;
  • Dispositivos médicos: 71.610 embalagens;
  • Suplementos alimentares: 48.531 embalagens.

Valor total apreendido: mais de 33 milhões de euros.

Fonte: ASAE

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), em colaboração com a Associação Nacional de Departamentos Estaduais de Agricultura (NASDA), a Associação de Autoridades de Alimentos e Medicamentos (AFDO) e os programas dos estados de inspeção de produtos agrícolas, anuncia o estabelecimento de novos padrões regulamentares para produtos agrícolas.

Os Padrões do Programa de Regulamentação de Produtos Agrícolas (PRPS, na sigla em inglês)  fornecem uma base uniforme para todos os órgãos reguladores governamentais de produtos agrícolas e são projetados para promover um sistema integrado de segurança alimentar que aproveite a colaboração e os recursos entre agências federais, estaduais, locais e tribais para proteger a saúde pública.

As PRPS são as mais recentes normas de programas regulamentares, desenvolvidas como parte de uma estrutura de normas que engloba as melhores práticas relacionadas a atividades de prevenção, intervenção e resposta. Outras normas de programas regulamentares existem para alimentos industrializados, alimentos para animais, ovos e segurança alimentar no retalho. O uso das PRPS pode:

  • Aprimorar as capacidades dos programas regulatórios de produção
  • Promover a consistência do programa e o treino da força de trabalho, aprimorando um Sistema Integrado de Segurança Alimentar (SISA).
  • Auxiliar os programas no desenvolvimento de protocolos de inspeção e amostragem baseados em risco.
  • Fornecer um mecanismo para construir um sistema de gestão da qualidade que permita medir a melhoria do desempenho e a responsabilização.

A FDA acredita que, ao alcançar a plena conformidade com esses padrões, os programas federais estarão melhor equipados para reduzir doenças e surtos relacionados a produtos agrícolas.

Fonte: Food Safety

A DGAV publicou o Esclarecimento Técnico n.º 1/DGAV/2026, de 25 de fevereiro de 2026, relativo à Segurança dos Alimentos – Manutenção da cadeia de frio dos alimentos de origem animal durante a armazenagem, transporte e exposição, e que revoga o Esclarecimento Técnico n.º 8/DGAV/2025.

O presente esclarecimento, que revoga o Esclarecimento Técnico n.º 8/DGAV/2025, tem como objetivo informar os operadores sobre as exigências legais aplicáveis aos requisitos de temperatura dos alimentos de origem animal, nas suas diferentes formas de conservação- refrigerados, congelados e ultracongelados- em todas as fases da cadeia alimentar: produção, armazenagem, transporte e exposição. Adicionalmente, clarifica os requisitos de higiene que devem ser cumpridos pelos operadores durante as operações de descongelação de alimentos durante a armazenagem, transporte e exposição.

Fonte: DGAV

 

 

Em tempos de perda de biodiversidade, considerada uma das maiores crises planetárias da contemporaneidade, desvendar os mistérios oceânicos é fundamental, pois, como já se sabe, não se pode proteger o que não se conhece.

Desses esforços fazem parte o estudo dos movimentos dos animais marinhos. Seguir no encalço das criaturas que habitam esses mundos permite saber as áreas que são mais importantes para a sua alimentação, para a sua reprodução, para as suas migrações sazonais. Conhecer essas áreas, saber as ameaças que enfrentam e protegê-las devidamente (não apenas no papel) são fatores determinantes para ajudar as espécies que as frequentem e que nelas vivem a prosperarem num planeta em franca transformação.

Ao passo que há algumas décadas esses estudos tinham, quando e onde possível, de ser feitos a olho, com humanos em embarcações em mar ou com lentes de grande alcance a partir de terra, ou através de métodos indiretos, como análises de dejetos e de fragmentos de pele encontrados à deriva, por exemplo, hoje os movimentos dos animais selvagens podem ser revelados em maior detalhe aliando a observação tradicional e mais analógica com tecnologia de ponta, como sensores e satélites.

Um cientista português estudou os movimentos de quatro espécies de animais marinhos que ocorrem nas águas dos Açores e ao longo da Península Ibérica, recorrendo a metodologias tecnologicamente avançadas para, “preencher lacunas críticas de conhecimento” e para contribuir para “estratégias de gestão mais eficazes para diferentes componentes da megafauna marinha vulnerável”.

A tecnologia ao serviço da ecologia do movimento

Quando em 2021 Miguel Gandra iniciou o seu doutoramento, partia de uma pergunta que poderá parecer simples, mas cuja resposta de simples nada tem: como é que algumas das espécies marinhas vivem e se movem?

O grande objetivo do investigador do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve era perceber como que é quatro espécies de animais marinhos se movimentam pelos mares: a corvina (Argyrosomus regius), o peixe-gata ou tubarão gata-lixa (Dalatias licha), o tubarão-albafar (Hexanchus griseus) e o maior peixe o mundo, o tubarão-baleia (Rhincodon typus).

Para deslindar o mistério, usou dados de biotelemetria que foram recolhidos ao longo de mais de uma década em projetos nos quais o cientista participou durante o desenvolvimento da sua tese. Esses dados permitem não só saber por onde anda o animal, mas também fornecer informações sobre a profundidade e a temperatura das águas pelas quais nada.

Aprofundar o conhecimento sobre como so animais vivem e se movimentam de um lado para o outro não revela só dimensões escondidas das suas vidas, mas tem implicações diretas para a sua conservação.

Diz-nos Miguel Gandra que, no caso da corvina, saber que esses peixes regressam aos locais onde nasceram para desovarem “evidencia a vulnerabilidade de certas populações se essas zonas não forem protegidas na época reprodutiva”.

Em alto mar, saber que o gata-lixa e o albafar todas as noites assomam das profundezas, que permanecem durante muito tempo num mesmo local e que machos e fêmeas podem não partilhar os mesmos espaços “melhora a nossa capacidade de prever a suscetibilidade à captura acidental”, afirma o investigador, e permite “ajustar a gestão das pescarias de fundo”.

Quanto ao maior peixe do oceano, saber como os tubarões-baleia se movimentam com o passar das estações do ano e quais as regiões marinhas onde estão mais ativos, bem como perceber as interações com outras espécies, torna possível definir onde e quando é precisa uma maior proteção.

“Estas descobertas mostram que a conservação eficaz não pode ser estática”, avisa Miguel Gandra. “Tem de refletir a forma como cada espécie utiliza o oceano no espaço e no tempo, garantindo que as medidas de proteção incidem precisamente onde – e quando – os animais estão mais expostos às pressões humanas.”

“Para uma conservação mais efetiva e abrangente, precisamos de adquirir mais conhecimento sobre espécies ainda pouco estudadas. Isto não significa apenas estudar mais espécies, mas também aumentar o alcance geográfico dos estudos, incluindo regiões menos exploradas ou com menos capacidade técnica e financeira para implementar investigação ou conservação.”

Fonte: Green Savers

A partilha do mesmo óleo de fritura para diferentes produtos é comum na indústria alimentícia. No entanto, pouco se sabe sobre se e em que medida os alérgenos alimentares de um produto podem ser transferidos para produtos subsequentes.

Para preencher essa lacuna de conhecimento, um novo estudo quantificou a contaminação cruzada por alergénos que ocorre no óleo de fritura partilhado e avaliou a eficácia de diferentes filtros na remoção de resíduos de proteínas alergénicas do óleo. O estudo foi conduzido por investigadores da Universidade de Nebraska-Lincoln e publicado no Journal of Food Protection .

A partilha de óleo de fritura representa risco de contaminação cruzada por alergénos.

Primeiramente, os investigadores fritaram 15 porções de castanhas de caju, com 100g por porção, em um litro (L) de óleo de soja a 38 °C por 10 minutos e a 168 °C por 3 minutos. A análise por espectrometria de massa direcionada detectou de 70 a 130 partes por milhão (ppm) de proteína total de castanha de caju no óleo após a fritura. Em seguida, os pesquisadores fritaram amendoim e fatias de batata no mesmo óleo, que apresentaram concentrações de 23 ppm e 193,5 ppm de proteína total de castanha de caju, respectivamente, após a fritura.

Avaliações quantitativas de segurança mostraram que as concentrações de proteína de caju transferidas para os alimentos fritos a partir do óleo partilhado podem representar um risco à saúde de consumidores alérgicos, com estimativas de que até 12 a 17% dos indivíduos alérgicos a caju que consumirem batatas fritas e 5 a 9% daqueles que consumirem amendoim poderão apresentar uma reação.

A filtração reduz substancialmente o risco para consumidores alérgicos.

Os investigadores também compararam nove métodos de limpeza de óleo para determinar sua capacidade de remover a proteína da castanha de caju do óleo partilhado. Eles descobriram que filtros de 11 micrômetros (µm), filtros de 25 µm e terra diatomácea usada com filtros comerciais foram os tratamentos mais eficazes na remoção de resíduos de proteína da castanha de caju. Todos os três tratamentos reduziram com sucesso a concentração de proteína da castanha de caju de mais de 200 ppm para menos de 10 ppm. O único método de limpeza testado que não  foi eficaz foi um filtro de malha de 500 µm usado isoladamente.

A limpeza do óleo pode reduzir a necessidade de rotulagem preventiva de alergénos.

A métrica de “5% da população alérgica” é um limite de risco conhecido como ED05, recomendado por órgãos internacionais de padronização para a rotulagem preventiva de alérgenos (PAL). Órgãos reguladores como a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA  ) e a FSA (Agência de Padrões Alimentares do Reino Unido) estão a estudar a adoção do ED05 para diretrizes nacionais de rotulagem de alergénos.

Em geral, os investigadores concluíram que, embora o risco para consumidores alérgicos representado pelo óleo de fritura partilhado e não higienizado seja substancial, o risco de alergia pode ser significativamente reduzido com o uso de filtração que retém partículas maiores que 25 µm. Se os métodos de higienização do óleo reduzirem o risco de contaminação cruzada abaixo de ED05, os gestores de risco poderão reavaliar a necessidade do uso de rotulagem de precaução (PAL).

Fonte: Food Safety

Investigadores do Volcani Center, em Israel, editaram geneticamente uma toranjeira para eliminar os compostos responsáveis pelo sabor amargo. A fruta ainda não foi provada, mas análises às folhas confirmam a ausência das substâncias que causam o amargor.

Uma equipa liderada pelo investigador Nir Carmi, do Volcani Center, em Rishon LeZion, Israel, desenvolveu uma variedade de toranja com potencial para ser menos amarga, recorrendo à tecnologia de edição genética CRISPR.

A toranja é conhecida pelo seu sabor ácido e amargo. Enquanto a acidez resulta naturalmente dos ácidos presentes no fruto, o amargor está associado a compostos específicos. No caso da toranja, o principal responsável é a naringina, bem como moléculas relacionadas, como a neohesperidina e a poncirina.

Para reduzir esse sabor intenso — frequentemente rejeitado por consumidores mais jovens — a equipa desativou um gene responsável pela produção da enzima que origina estes três compostos amargos. A intervenção foi realizada através da técnica de edição genética CRISPR, que permite modificar sequências específicas do ADN de forma precisa.

Devido ao ciclo de crescimento das toranjeiras, que pode demorar vários anos até produzir fruto, os investigadores ainda não puderam provar a nova toranja editada. No entanto, análises realizadas às folhas das árvores modificadas revelaram a ausência dos três compostos associados ao amargor, o que indica que os frutos deverão apresentar a mesma característica.

Segundo Nir Carmi, existem outras equipas de investigação a desenvolver projectos semelhantes, mas o grupo do Volcani Center encontra-se numa fase mais avançada.

A inovação poderá abrir caminho a variedades de citrinos mais apelativas para um público mais vasto, mantendo as características nutricionais da fruta, mas com um perfil sensorial mais suave.

Fonte: Centro de informação de Biotecnologia