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A polícia espanhola identificou cerca de 800 turistas britânicos que supostamente teriam sido afetados por uma intoxicação alimentar nas ilhas Baleares.

De acordo com a informação avançada pelo La Vanguardia, a operação Hook, que investiga falsas reclamações contra hotéis, terá detetado que esses turistas registaram queixas através de 77 escritórios de advogados onde se acredita ter sido orquestrada uma possível rede criminosa baseada em alegações falsas que causaram danos económicos significativos no setor do turismo espanhol e balear.

O caso foi levado a tribunal e está agora a ser investigado por uma comissão. Esta organização é responsável por averiguar a possível fraude em massa por reivindicações de supostos problemas gástricos de turistas ingleses que viajaram para Espanha através de operadores turísticos em regime de tudo incluído.

Desde janeiro de 2016 e até o final deste verão, as reclamações recebidas nas Ilhas Baleares dizem respeito a indemnizações no valor de quase 4,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 700% em relação ao volume do ano anterior.

O jornal espanhol dá conta que esta prática criminosa também ocorre nas Canárias e no Levante.

De acordo como os dados divulgados pelas autoridades, apenas uma pequena percentagem destes turistas recorreu efetivamente aos serviços médicos. Isto porque, de acordo com a legislação inglesa – recorde-se que as viagens foram compradas em Inglaterra através de operadores turísticos –, basta que o consumidor apresente um recibo de compra de um alimento para justificar a intoxicação.

As autoridades locais acreditam que "há um claro espírito de lucro subjacente a este caso, em que é aproveitado o regulamento do consumidor inglês. Trata-se de uma clara fraude da lei".

Para pôr fim a esta prática, a polícia entrou em contacto com as autoridades policiais internacionais para se opor aos verdadeiros perpetradores do crime. Os primeiros efeitos desta colaboração foram as recentes prisões de turistas britânicos nos tribunais ingleses.

Fonte: Notícias ao Minuto

Uma equipa de cientistas no Japão, China e EUA usou uma amostra de uma pessoa infectada com o vírus da gripe A (H7N9) para estudar uma estirpe altamente patogénica deste vírus. As experiências em laboratório, com tecidos humanos in vitro e com modelos animais, revelaram que esta estirpe está adquirir mutações que a tornam mais resistente aos fármacos. Os investigadores fizeram testes com furões (mamíferos considerados o melhor modelo da doença nos humanos) e concluíram ainda, num artigo publicado esta quinta-feira na revista Cell Host & Microbe, que o H7N9 é transmissível entre estes animais e letal.

Desta vez, não parece ser apenas mais um dos muitos vírus da gripe das aves. Mais um com números no meio das letras H e N – as iniciais de duas proteínas, H de hemaglutinina e N de neuraminidase, importantes para a detecção da infecção – e que já nos confundem com as múltiplas versões que podem ou não infectar humanos. O H7N9 surgiu com uma estratégia diferente desde o início. Silencioso, não provocava qualquer sintoma nas aves. Mas depressa se percebeu que os humanos podiam ser infectados e que esta estirpe atacava de forma inédita, afectando todo o tracto respiratório.

Algum tempo depois, as aves começaram a manifestar sintomas e a morrer. Algumas pessoas infectadas também. O mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde sobre a H7N9 tem a data de 27 de Setembro deste ano e refere um total de 1564 casos de infecção na China confirmados laboratorialmente, que resultaram em 612 mortes (cerca de 40% das pessoas infectadas). Para já, não há casos confirmados de transmissão de pessoa para pessoa, mas apenas de aves para humanos. As autoridades de saúde dizem estar atentas e, nos laboratórios, os cientistas tentam conhecer este potencial inimigo para o dominar.

No início de 2017, a equipa liderada por Yoshihiro Kawaoka, da Escola de Medicina Veterinária da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), recebeu uma amostra do vírus isolado de um doente que morreu com H7N9 na China e que tinha sido tratado com o fármaco tradicionalmente usado para estas infecções (Tamiflu). Uma análise genética foi suficiente para perceber que o vírus que tinha infectado este homem estava num processo de mudança. A amostra continha uma população de H7N9 que era sensível ao Tamiflu e outra que era resistente ao fármaco. E que foi considerada uma versão altamente patogénica.

Era preciso caracterizar o vírus e testá-lo. E, pela primeira vez, foi identificada uma versão do H7N9 que não só se transmite entre os animais mas que também é letal, causando a morte dos animais que foram infectados nas experiências. “É o primeiro caso de um vírus da gripe das aves altamente patogénico que se transmite entre furões e os mata”, avisa Yoshihiro Kawaoka num comunicado de imprensa sobre o estudo. Sublinha-se o óbvio: “Isto não é bom para a saúde pública.”

Os vírus são organismos “inteligentes”, capazes de se adaptar ao hospedeiro, ganhar força e esquivar-se às armas químicas que usamos para os combater. Podem mudar em pormenores que não alteram muito a sua agressividade mas também podem sofrer mutações significativas que permitem que alcancem novos alvos (novos hospedeiros) e que os tornam mais virulentos. Por vezes, tornam-se resistentes aos fármacos.

Alerta, sem alarme

Não é fácil perceber o perigo que se esconde atrás de um vírus que seja especialmente eficaz em afectar o tracto respiratório (como o H7N9 é), que seja transmissível através de um contacto simples com pequenas gotículas da nossa respiração e que, ainda por cima, seja resistente aos fármacos disponíveis no mercado.

“Não quero ser alarmista, mas é apenas uma questão de tempo até que este vírus resistente adquira uma mutação que permita que se desenvolva bem, tornando-o mais apto para que seja letal ao mesmo tempo que é resistente”, diz o investigador citado no comunicado de imprensa. A transmissibilidade e virulência são os dois principais ingredientes para uma pandemia. “Até agora, a transmissão entre humanos do H7N9 ou do H5N1 [outro dos vírus da gripe das aves que também causa doença em humanos] não foi provada de forma sustentada. No entanto, a adaptação destes vírus aviários aos humanos pode resultar em formas transmissíveis com capacidade pandémica.”

Para já, isso será apenas o pior dos cenários. Yoshihiro Kawaoka é o primeiro a admitir que ainda não é possível saber quais as mutações que poderão dar esta força indestrutível a este vírus. Elas ainda não estarão lá. O que os cientistas encontraram foi uma amostra que continha duas populações diferentes e que indicam que o vírus está a mudar. Ou a tentar mudar.

Nas experiências, uma versão pouco patogénica do H7N9 que já tinha sido estudada antes foi comparada com a altamente patogénica (a amostra que receberam do doente da China) e foram também estudadas isoladamente as duas variantes encontradas na amostra que “misturavam” uma população de vírus sensível ao Tamiflu e outra com a mutação que a tornava resistente ao fármaco.

Depois, viram como cada uma destas populações se desenvolvia (in vitro) em células respiratórias humanas. Os vários batalhões de vírus mostraram que eram eficientes a conquistar “o terreno”, mas percebeu-se que a estirpe resistente era, por sinal, a menos eficaz. Os vírus foram testados em vários modelos animais, desde ratinhos a furões, passando por macacos, verificando-se que todos eram capazes de infectar e causar doença, com diferentes graus de gravidade.

Para testar se eram transmissíveis entre mamíferos, os cientistas colocaram pares de furões (um infectado e outro saudável) em jaulas separadas mas suficientemente próximas para permitir a curta viagem de pequenas gotículas. Resultado: os animais saudáveis foram infectados, independentemente da versão do vírus usada. Os dois furões infectados com a versão que actualmente circula na China morreram, bem como os animais que foram infectados por eles, refere ainda o comunicado sobre o estudo. “Sem qualquer mutação, o vírus transmitiu-se e matou os furões”, nota o investigador, sublinhando que, apesar de não existirem provas da transmissão entre humanos do H7N9, não parece ser necessário que o vírus sofra mais mutações para ser encarado como uma ameaça à saúde pública.

Os cientistas confirmaram que a versão resistente ao Tamiflu não respondia a este fármaco mas que reagia a um outro medicamento anti-retroviral, mas que apenas está aprovado no Japão para uso em caso de pandemia.

É preciso fazer mais estudos e conseguir atacar o vírus antes que ele consiga adaptar-se aos humanos com um resultado fatal. Ou seja, os cientistas têm de ser mais rápidos do que o vírus que está a conquistar terreno muito rapidamente. Yoshihiro Kawaoka acredita que o vírus vai continuar a mudar à medida que infecta os humanos, num processo de constantes adaptações que só o tornará mais forte e, por isso, mais patogénico e mais apto a transmitir-se de pessoa para pessoa. Enquanto esperamos que isso não aconteça, o vírus acabou por evoluir para uma situação em que provoca sintomas nos animais. Assim, pelo menos, é mais fácil detectar o perigo e tomar medidas de prevenção.

Fonte: Público

Trioza erytreae - zona demarcada

  • Thursday, 19 October 2017 09:57

A DGAV atualizou o mapa bem como a lista de Freguesias que integram total ou parcialmente a zona demarcada respeitante a Trioza erytreae.

Mais Informação sobre Trioza erytreae no Portal da DGAV.

Fonte: DGAV

É a partir de Barcelona que Marius Robles prepara uma autêntica revolução nas nossas cozinhas. Na Reimagine Foods, o foco está virado para um futuro feito de robôs e comida feita em laboratório

Fala em carne sintética, ovos feitos em laboratório e impressão de comida em 3D com uma naturalidade que nos faz pensar que este futuro está mais próximo do que imaginámos. E por vontade deste visionário da comida, estaria mesmo. Marius Robles está à frente da Reimagine Food, o primeiro centro de inovação alimentar e aceleradora de startups que se comprometam a melhorar o nosso futuro à mesa. No Dia Mundial da Alimentação, esteve em Lisboa para a conferência “O Futuro da Alimentação: Sustentabilidade dos Sistemas num Mundo em Transformação”, durante a qual foram entregues os ‘Food & Nutrition Awards’, prémios que distinguem a inovação e as boas práticas no âmbito da indústria agroalimentar.

A tecnologia chegou à alimentação. Não acha que demorou muito tempo? A alimentação é algo sagrado?

Mais do que sagrado, é tradição. A nossa relação com a comida é de desfrutar, partilhar, viver, saborear. Se bem que nos últimos anos se tem integrado um novo elemento: a saúde.

Falamos agora de uma nova alimentação?

Estamos numa nova economia da alimentação à qual gosto de chamar eatnomics. É nova porquê? Porque tem atores impensáveis há uns anos.

Como quem?

Startups que trabalham sem limites ou pessoas de outras áreas como o Bill Gates, o Leonardo DiCaprio, o James Cameron ou a Gwyneth Paltrow a falar e a investir no tema.

As preocupações também são outras.

Sim. Há uma maior sensibilidade para o desperdício alimentar, a sustentabilidade, a transparência. Questionamos agora muito mais a comida que comemos. Estamos perante um consumidor que vive uma espécie de infoxicação [termo usado para a relação entre informação e intoxicação] alimentar devido à grande afluência de informação relacionada com alimentação, saúde e nutrição. É a tal ponto que fica sem saber o que é mais benéfico para si. E depois, claro, a tecnologia, que já penetrou em toda a cadeia de valor da alimentação.

Onde se pode ver essa tecnologia tomar forma?

Em quase todo o lado. Na forma como usamos o supermercado online, como traduzimos os rótulos, na hora de reservar mesa num restaurante, na procura de um acompanhamento online que nos ajude a escolher o que comemos. Mas isto é só o início. A nanotecnologia, a bioengenharia e a inteligência vão entrar nos nossos pratos.

E já comemos de forma diferente por causa da tecnologia?

De certa forma, sim. Mas no futuro vamos comer melhor, de forma mais alinhada com o nosso ADN. Estaremos também mais sensíveis à sustentabilidade do planeta e, por isso, vamos começar a procurar o gosto do que vem de origem animal sem que venha realmente de animais. Ou seja, alimentos que vêm de laboratório, e não da terra ou do mar.

Isso é comer melhor?

A tecnologia deve ajudar-nos a comer de forma mais inteligente. Quem nos diz que não vamos acabar por ingerir alimentos com nanorobôs que permitam saber o que fazem com o nosso corpo? Eu até me atrevo a prever que haverá produtos que serão personalizados a 100% para cada um de nós.

Também vamos cozinhar de forma diferente?

Diria que a tecnologia já influencia a nossa forma de cozinhar. Um exemplo: 89% das receitas já são pesquisadas online. No futuro teremos assistentes virtuais que nos guiarão na execução de um prato. Até os nossos frigoríficos irão dizer–nos, com base nos ingredientes que estão no seu interior, o que poderá ser feito com eles. Vão estar conectados com o supermercado para que, através da “uberização” da comida, nos tragam os ingredientes que faltam.

O que motiva as pessoas a envolver a tecnologia na alimentação?

Acho que o motivo principal é o facto de ainda estar tudo por fazer. É um setor com uma carga emocional forte por várias razões: é uma necessidade, todos nós interagimos com alimentos entre uma e oito vezes por dia e estamos gradualmente a aumentar a nossa preocupação com o setor, com medo que acabemos sem alguns dos nossos principais alimentos.

A comida começa agora a ser vista também como um medicamento?

Vamos diferenciar duas coisas: o comer para desfrutar e o nutrir para ter saúde. Podemos continuar a querer cozinhar com criatividade, mas a verdade é que teremos robôs de cozinha que nos garantam que o prato que fazemos tem os nutrientes e as quantidades certas para cada dia, dependendo do humor, da estação do ano ou se vamos correr uma maratona. Vivemos na era da ultrapersonalização.

E o que se segue?

Depois vamos para a fase do teletransporte de alimentos. Os alimentos não serão transportados, mas sim os dados. Poderemos comprar receitas e pratos de chefes ou mesmo das nossas avós para que, em segundos, sejam impressas em nossa casa. A Foodini, por exemplo, uma impressora 3D da startup espanhola Natural Machines, já sintetiza alimentos em pó para recriar comida em poucos segundos. Em casa teremos um catálogo de potenciadores de sabor, autênticos choques sensoriais calculados ao milímetro e alinhados com o nosso ADN.

Já imagino as fotos no Instagram.

Para que tenha uma ideia, hoje em dia existem mais de 240 milhões de fotografias no Instagram com o hashtag #Food. Tem ideia do potencial que teria saber o que está por detrás de cada foto? Já estão a ser feitos grandes progressos nesse campo. A Google, tal como outras empresas, não quer perder a oportunidade de usar a inteligência artificial e o deep learning nesse sentido.

Mas voltando à parte mais séria da questão, a tecnologia pode ajudar a resolver a falta de comida em algumas partes do mundo?

Esta é a pergunta na qual me devia estender mais, mas sobre a qual continuo pouco otimista. A verdade é que a tecnologia estará disponível para levar alimentos a qualquer parte do mundo e para recriar alimentos que tenham os nutrientes necessários para nutrir durante mais tempo. Aliás, hoje em dia, já temos os batidos que substituem a comida.

Mas o problema está na distribuição.

Sim. É por isso que alguns novos empresários estão focados em criar alimentos que não precisem de refrigeração.

Ainda tendo a ver com a sustentabilidade do planeta: o Marius foca muito do seu trabalho nos substitutos da carne. Porquê?

Porque são os únicos que podem substituir a proteína em certos alimentos. A verdade é que estamos na era pós-animal. Sempre houve comida de laboratório, mas aquilo que eu digo é que esses produtos estarão agora disponíveis para o consumidor.

E como chegamos a esta era a que chama pós-animal?

Devido a vários fatores. Desperdiçamos demasiada comida. Além disso, o modelo de produção em fábrica é defeituoso, ineficaz e extremamente nocivo para o ambiente. E depois temos as previsões de que chegaremos rapidamente aos 10 mil milhões de pessoas em todo o mundo, o que nos obriga a cultivar mais 75% para poder alimentar toda a gente. Isso leva à necessidade de introduzir o termo “artificial” e começar a substituir alguns produtos que vinham da terra e do mar.

Mas como se substitui a carne?

Nos últimos 30 anos, a China quadruplicou o consumo de carne e a Espanha duplicou. Números como estes é que levam a um aumento de casos de cancro, diabetes, obesidade e doenças de coração. Mas quando se fala em substituir a carne, é importante separar os dois tipos: carne in vitro e carne sintética. A primeira é aquela que não vem diretamente do corpo de um animal, mas sim de uma cultura de células extraídas do animal. Uma única célula-tronco pode gerar 75 gerações de células, ou seja, milhões de nuggets. Só que, atualmente, o custo de obter a quantidade de carne equivalente a um peru é de 25 mil euros.

Mas este tipo de proteína já está a ser produzida?

Sim, temos startups como a Real Vegan Cheese a fazer queijo feito de leite de vaca sem que seja tirado da vaca. A Clara Foods produz claras de ovo em laboratório, a Mosa Meat faz o primeiro hambúrguer in vitro. E a todas estas junta-se a Modern Meadow, que se prepara para criar carne crua através de uma impressora 3D.

Até tenho medo de perguntar sobre a carne sintética.

É uma imitação de carne, feita de proteína vegetal. Recentemente, o CEO da empresa Impossible Foods, que produz carne de origem vegetal, disse que quer controlar todo o mercado de carne, avaliado em 807 mil milhões de dólares. Ele defende que a carne que produzem usa 75% menos de água, gera menos 87% de gases nocivos e dispensa o uso de hormonas, antibióticos ou sabores artificiais. É tal a revolução que se espera que o mercado que substitui a carne suba 8,4% por ano durante os próximos três anos.

Com um futuro assim, não é difícil imaginar uma cozinha cheia de robôs.

Os robôs assustam-nos porque os imaginamos à nossa imagem e semelhança. Mas já existe, por exemplo, o Amazon Echo ou o Google Home, assistentes virtuais que funcionam por alta voz, ou mesmo os que funcionam para encomendas e entregas online. Mas a verdade é que a China, por exemplo, já tem mais de 2 mil robôs em restaurantes e todos eles são uma peça-chave no que diz respeito à eficácia e ao rendimento.

Faz da comida o seu trabalho. Sempre foi algo presente na sua vida?

Sempre, e com o avançar dos anos ainda mais. Foi crescendo em mim a responsabilidade de alimentar sete mil milhões de pessoas todos os dias. A Reimagine Food é, em parte, fruto disso.

Criou-a para esse efeito?

É o meu instrumento para chegar a esse fim. Estamos altamente comprometidos em melhorar a nossa alimentação e, para isso, achamos que é fundamental antecipar o futuro. Ou seja, analisamos a forma como a tecnologia poderá construir um mundo melhor em todos os cenários que antevemos.

E há limites para a tecnologia usada na alimentação?

Há: a nossa imaginação. Tudo o resto é possível.

Fonte: Comunidade Cultura e Arte

A Direção-Geral de Saúde (DGS) lançou um "manual sobre obesidade e terapêutica" para ajudar a combater o problema de excesso de peso, que atinge mais de metade da população adulta em Portugal.

Lançado no Dia Mundial do Combate à Obesidade, "o manual pretende ser um contributo" do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável na luta contra o excesso de peso, que inclui a pré-obesidade e a obesidade, "provavelmente o principal problema de Saúde Pública em Portugal", refere a DGS em comunicado.

A DGS alerta que este problema tem "implicações sérias" no aparecimento de diferentes doenças como a diabetes, as doenças cérebro-cardiovasculares, a patologia osteoarticular e a generalidade dos cancros.

"Doenças, que no seu todo, representam a principal despesa em saúde do estado português e o principal encargo do Serviço Nacional de Saúde", salienta no comunicado.

Apesar desta situação "considerada grave, a abordagem terapêutica à obesidade é marcada por um forte insucesso e está organizada ao longo do país das mais diversas formas, sem ter sido discutido ainda a nível nacional uma estratégia de base, minimamente consensual".

"Assim, a este nível, será importante e de forma recorrente, tentar consensualizar sobre as melhores estratégias terapêuticas nutricionais à luz da mais recente evidência científica", afirma no comunicado o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça.

Segundo a DGS, pretende-se apresentar neste manual o cenário epidemiológico da obesidade em Portugal, refletir sobre os melhores indicadores a utilizar para o seu diagnóstico, bem como apresentar algumas orientações para o tratamento desta patologia, em particular no que diz respeito à terapêutica nutricional.

Apresenta ainda a abordagem do Serviço Nacional de Saúde ao tratamento do excesso de peso.

Fonte: ANILACT.PT

Como escolher a melhor carne?

  • Wednesday, 18 October 2017 09:28

Existem alguns aspectos a ter em consideração quando compra carne, independentemente da espécie. Comecemos pela cor. “O que a maioria dos consumidores não sabe é que a carne de bovino pode apresentar várias tonalidades, em especial quando se trata de carne embalada. A mioglobina é a proteína responsável pela coloração da carne que, dependendo da ligação que estabelece com o ferro contido na carne, assim é a cor da mesma – vermelho-púrpura, vermelho ou acastanhada”, explica Ondina Afonso, Directora de Qualidade e Investigação do Pelouro dos Frescos de um hipermercado português.

O cheiro também deve ser levado em consideração, pois é indicativo da qualidade e frescura da carne. “Qualquer tipo de carne com cheiro a desagradável é impróprio para consumo. No entanto, as carnes embaladas a vácuo têm um cheiro característico, pelo que o cliente deve abrir e esperar alguns minutos até o cheiro normalizar. Muitos clientes pensam que a carne não está em condições de ser consumida, mas nestes casos, é uma situação normal e inerente ao processo de embalamento”, explica a responsável.

Quando compra qualquer tipo de produto alimentar, a data de validade tem de ser considerada. A carne não é excepção. Como saber se a carne é fresca? “A mesma deve ser armazenada em locais com temperatura nunca superior a 7ºC. Por outro lado, a carne embalada é tão segura como a carne que se encontra nos balcões de atendimento e os processos de embalamento garantem uma maior validade da mesma”, destaca Ondina Afonso.

Porque deve comer carne?

Segundo as recomendações da Roda dos Alimentos, que é o guia nacional para a promoção de uma alimentação saudável, o importante é variar entre as carnes que se consomem. “A carne faz parte do grupo ‘Carne, Pescado e Ovos’, sendo que se deve alternar o seu consumo com os restantes e consumir entre 1,5 a 4,5 porções diárias deste grupo (1 porção = 30g de carne crua ou 25g depois de cozinhada). Este número de porções recomendado depende das necessidades energéticas individuais. As crianças de 1 a 3 anos devem guiar-se pelos limites inferiores, os homens activos e os rapazes adolescentes, pelos limites superiores, e a restante população deve orientar-se pelos valores intermédios”, esclarece a Directora de Qualidade e Investigação.

Apesar de haver quem não coma carne e quem considere que não necessita do seu consumo, a responsável relembra que “a carne é um alimento extremamente rico em diversos nutrientes (inclusive em vitamina B12 que não conseguimos obter em alimentos de origem vegetal) e relativamente acessível”.

Equilíbrio parece ser então a palavra de ordem. Subsistem ainda alguns mitos na sociedade portuguesa, sobretudo por falta de informação. Maior acesso a conteúdos não significa necessariamente melhor conhecimento. “Faltam conteúdos credíveis sobre certas áreas ou assuntos, como por exemplo, a produção animal. Em toda a cadeia produtiva da carne, existem fases, às quais, os consumidores não têm acesso, principalmente no que respeita ao cumprimento de legislação e normas que todos têm de cumprir, desde a produção à comercialização”, sublinha a responsável.

A carne é associada a muitas doenças, o que pode levar a alguma resistência por parte de alguns consumidores. Por exemplo, assume-se que a carne é responsável pelo colesterol devido ao facto de conter gordura saturada. “No entanto, não é claro que seja prejudicial para a saúde. Vários estudos têm concluído que o consumo de gorduras saturadas e o colesterol não estão directamente associados com a doença cardíaca”, explica Ondina Afonso.

E ainda que a ingestão de carnes vermelhas seja, por vezes, contestada, não deixa de ser um alimento que contém “uma elevada quantidade de nutrientes fundamentais para o crescimento e desenvolvimento do ser humano. Como todos os tipos de carne, é uma excelente fonte de proteína de elevado valor biológico, pois contém todos os aminoácidos essenciais ao organismo. Além disso, a carne de bovino está repleta de muitos outros micronutrientes: é fonte de vitamina B3, ferro, fósforo e potássio e rica em vitaminas B6 e B12 e zinco”, diz-nos a responsável.

Outros mitos associam o consumo de carne à obesidade. Mas será que a carne, só por si, engorda? “É uma das melhores fontes de proteína, no que respeita à biodisponibilidade da mesma, pelo que são muitas as pessoas que consomem carne quando pretendem o aumento de massa muscular. O importante é não exagerar nas quantidades e escolher métodos de confecção saudáveis.” Mais uma vez, o equilíbrio é a resposta. “A famosa frase ‘comer de tudo com moderação’ aplica-se também aos diversos tipos de carne”, acrescenta Ondina Afonso.

Produção nacional de qualidade

Em Portugal, vende-se carne de qualidade. A produção de carne no nosso país “é maioritariamente extensiva ou semi-extensiva, o que significa que os animais passam a sua vida, ou parte dela, ao ar livre. Este tipo de produção é favorável à qualidade do produto final e sem grandes impactos no meio ambiente. Toda a carne comercializada nesta empresa é alvo de um rigoroso controlo de qualidade desde a origem do produto até à sua comercialização. O facto de trabalharmos directamente e com um vasto número de produtores nacionais permite-nos acompanhar de perto a criação e produção dos animais. Esta cadeia de distribuição é a única que comercializa carne de 12 raças de animais autóctones (raças de origem nacional), sendo por isso um grande promotor da produção nacional e manutenção das espécies”, esclarece a Directora de Qualidade e de Investigação.

Para quem tem preocupações relacionadas com o modo de produção, nas diversas lojas desta superfície comercial, pode encontrar opções diversificadas: carne nacional, carne com certificação biológica, carne com Denominação de Origem Protegida (Carnealentejana, Mertolenga, Barrosã e outras) e carne com Indicação Geográfica Protegida (Carne dos Açores).

“É importante que os consumidores variem no tipo de carne consumida, isto é, que escolham entre o frango, peru, porco, borrego, coelho e vaca. No entanto, se preferir, existem outras fontes de proteína, como o peixe, incluindo o bacalhau”, sugere Ondina Afonso.

Fonte: Público.pt

Em algum momento da vida, irá se deparar com essa questão: açúcar ou adoçante? A resposta pode estar associada a um estilo de vida ou a uma escolha sem critério - o que a longo prazo pode provocar efeitos colaterais. O CORREIO procurou nutricionistas e médicos para explicar a diferença entre os dois produtos e indicar a melhor opção para cada situação.

Os açúcares são fontes importantes de nutrientes e não devem ser excluídos totalmente da dieta. Seja em grãos ou na forma líquida, são produtos processados e, quando consumidos em excesso, podem levar à obesidade e outras complicações.

Os especialistas concordam em um ponto: o ideal é fazer uma reeducação alimentar para diminuir o desejo de comer doces. “O ideal é ir tirando o sabor doce da sua vida, adoçando menos os alimentos”, explica a endocrinologista Paula Velasco. Com a reeducação é possível até parar de consumir o açúcar ou o adoçante ficando apenas com aqueles encontrados em produtos naturais, como as frutas.

E atenção: aquela vontade de comer alimento doce pode ser mesmo um vício. “Hoje em dia tem se discutido isso amplamente. O nosso cérebro vicia-se em açúcar, principalmente na primeira infância. O recomendado é que nenhum açúcar seja dado a as crianças até os 2 anos, só o dos alimentos naturais. Porque o paladar das crianças é muito aberto ao doce, e é nos primeiros anos de vida que se vicia em açúcar. Além disso, previne-se doenças como obesidade, hipertensão e diabetes”, explica a endocrinologista.

Açúcares

Os mais comuns tipos de açúcares são refinado, cristal, mascavado e demerara - além do ‘emergente’ açúcar de coco. O refinado - mais claro e fino - é o mais modificado e menos nutritivo. Ele passa por processo industrial, que adiciona componentes químicos. O mais indicado por três nutricionistas ouvidos pelo CORREIO é o açúcar de coco, que se tornou popular por promover um baixo índice glicémico - ou seja, quando as moléculas são quebradas de maneira mais lenta pelo organismo.

O problema é o preço. Portanto, o melhor é investir no demerara - por passar por menos processos de refinamento, ter também baixo índice glicémico e ser mais em conta. “Mas é sempre importante lembrar que não deixa de ser açúcar e, por isso, não deixa de estimular um pico de insulina, da mesma forma”, explica a nutricionista Camila Berbert.

Já o mascavado é obtido diretamente do caldo de cana recém-extraído, passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, é o preferido pela nutricionista Fernanda Orichio. Para ela, a escolha dos colegas de profissão pelo demerara é o risco de dejetos de insetos no mascavado - tendo em conta a sua forma de produção.

Mas, cuidado: para além do índice glicémico, os açúcares possuem calorias. “O problema do açúcar também são as calorias. Em excesso, pode engordar. Coisa que não se tem nos adoçantes”, explicou a nutricionista Camila Calfa.

A nutricionista Íçara Santos, de 27 anos, opta pelo uso do açúcar demerara há três anos. “O que aprendi é que o adoçante é específico para quem tem diabetes. Tentei diminuir o uso açúcar e só tenho o demerara na minha casa. Ainda não consegui retirá-lo totalmente da minha dieta. Fora de casa é mais complicado. Quando não tem, eu acabo utilizando o branco”, conta.

A endocrinologista Paula Velasco explica que todo açúcar tem os mesmos efeitos - seja de coco, mascavado ou refinado. “Eles aumentam o índice glicémico e a insulina, o que ajuda no ganho de peso. O melhor em usar os menos processados é porque eles levam menos produtos químicos para ‘branquear’. Mas todos são açúcar do mesmo jeito e devem ser usados com moderação”, conclui.

Adoçantes

Eles surgiram como alternativa para a ingestão do açúcar - e com menos calorias. Mas a indicação dos adoçantes ainda não é consenso, principalmente por conta da quantidade de “gotas” - quando utilizada de forma indiscriminada. O poder desses líquidos é 100 a 500 vezes maior do que o açúcar.

“Não adianta colocar 10 gotas no café. Você vai continuar estimulando o paladar pelo doce e a quantidade ingerida vai aumentar a velocidade de absorção da glicose”, explica Camila Calfa.

Os adoçantes mais comuns são aspartame e sacarina (à base de petróleo), sucralose (da cana-de-açúcar), stevia (da planta Stévia Rebaudiana) e xilitol (encontrados nas fibras de vegetais). Para preparar alimentos que vão ao forno, os menos indicados são a sucralose, que libera toxina em altas temperaturas, e o aspartame, que perde suas proteínas quando aquecido.

Os tipos mais comercializados no Brasil eram à base da sacarina e do aspartame. No entanto, houve uma mobilização no sentido de informar que, a longo prazo, os produtos poderiam causar cancro. Com isso, os nutricionistas indicam sempre adoçantes naturais, principalmente o xilitol que, por ser caro, acaba sendo menos utilizado, e o stevia.

“Com os adoçantes, de maneira geral, quando é utilizado de forma crónica, o organismo responde como se fosse absorver uma grande quantidade de hidratos de carbono e, com isso, acelera a ingestão de outros hidratos de carbonos, o que não é bom”, explica a nutricionista Camila Berbert.

O Ministério da Saúde do Brasil indica o uso de adoçantes apenas como parte do tratamento em diabéticos, em pessoas com excesso de peso ou os que estão a tentar controlar o peso. “O consumo dos adoçantes deve ser feitos por pessoas que querem perder peso. Diferente do açúcar. Para pessoas magras e que praticam atividade física intensa, pode até ser benéfico”, explica o endocrinologista Durval Sobreiro.

Fonte: correio24horas.com.br

A maioria dos portugueses garante que consulta os rótulos dos produtos alimentares e acredita piamente que este cuidado é muito importante no momento da compra. Mas 40% dos inquiridos num estudo pioneiro divulgado ontem não compreendem, de facto, a informação nutricional básica que consta nestes rótulos, o que lhes permitiria fazer escolhas alimentares mais saudáveis. O estudo foi apresentado no Porto, no âmbito do Dia Mundial da Alimentação.

Primeiro, vamos olhar para os resultados do inquérito intitulado Atitudes dos Consumidores Face à Rotulagem Alimentar, feito pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) com a chancela da Organização Mundial de Saúde (OMS): a maior parte dos inquiridos (a amostra é de 1127 consumidores maiores de 18 anos) afirma que lê os rótulos, 42% de forma regular e 17% sempre; apenas 11% admitem que nunca ou quase nunca se dão a esse trabalho, alegando que não precisam porque compram sempre o mesmo tipo de produtos.

Mas, se dois terços dos inquiridos asseguram entender quase toda ou mesmo toda a informação, quando isso é sujeito a avaliação verifica-se que este “elevado nível de compreensão não é real”, concluem os investigadores – que quiseram perceber, através de focus groups (entrevistas com pequenos grupos de consumidores), o efectivo grau de percepção dos consumidores. A conclusão é desanimadora: 40% não conseguiam descodificar a informação nutricional básica. Assim, se os resultados do inquérito dão uma imagem positiva, as suas conclusões têm de ser relativizadas quando comparadas com as obtidas nestes focus groups, sublinham.

“Apenas os consumidores mais preocupados e informados sobre as questões nutricionais referem usar a rotulagem nas suas escolhas alimentares, nomeadamente quando compram produtos pela primeira vez”, concluem os autores do trabalho, que foi realizado a pedido da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e teve a colaboração de uma investigadora da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

Os resultados não causam grande surpresa aos especialistas. “Da forma que os rótulos estão concebidos, é muito difícil contabilizar no momento da compra a quantidade de sal e outros nutrientes, por exemplo. Este estudo prova que não estamos a conseguir ler os rótulos e que temos que mudar o sistema”, defende o director do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, Pedro Graça.

Uma indicação que pode ajudar o consumidor em apuros a movimentar-se nesta selva de números e de informações: o blogue Nutrimento, deste programa da DGS (www.nutrimento.pt), disponibiliza um descodificador de rótulos que o pode auxiliar. Também a associação para a defesa do consumidor Deco pôs recentemente à disposição dos interessados um cartão com cores que ajuda a fazer comparações.

Cores na frente da embalagem

Voltando ao estudo: são os próprios inquiridos que defendem a utilização de cores na frente das embalagens e a harmonização dos formatos para facilitar leituras e possibilitar comparações. Quanto às deficiências identificadas pelos consumidores, que dizem consultar os rótulos no momento da compra sobretudo para perceber qual é o prazo de validade do produto, estas prendem-se com o formato e a falta de informação nutricional na frente da embalagem.

Mas os inquiridos especificaram quais são os principais problemas que dificultam a sua consulta no momento da compra: “Letra demasiado pequena, excesso de informação ou informação demasiado técnica e complexa, e a falta de harmonização e estandardização entre produtos e marcas”.

Ao formato dos rótulos, os investigadores acrescentaram ainda outra importante barreira à falta de compreensão evidenciada no estudo: a baixa literacia da população portuguesa. São as mulheres, os consumidores com qualificações e habilitações mais elevadas e os mais preocupados com as questões nutricionais os que com maior frequência lêem os rótulos. E quem compra os alimentos para o agregado familiar tende a dar mais importância à consulta dos rótulos quando está a adquirir alimentos para crianças, cereais de pequeno-almoço e refeições pré-embaladas, revela ainda o estudo.

O que se percebeu também foi que a maior parte dos inquiridos desconhece os limites diários recomendados do consumo de sal e de açúcar. Quanto ao consumo máximo de sal diário, 25% dos inquiridos não têm qualquer ideia do que é recomendado e curiosamente a maioria (56%) até acredita que é inferior ao defendido pela OMS. Relativamente ao limite diário de açúcar para um adulto, apenas 6% dos inquiridos sabia com rigor qual é. Os limites diários de açúcar para um adulto são de 50 gramas e o máximo de sal diário são 5 gramas.

Fonte: Público.pt

O pão que os portugueses compram vai passar a ter cada menos sal. A redução vai ser faseada, acontecerá ano a ano, e resulta de um acordo com as várias associações do sector da panificação - que voluntariamente vão passam a adicionar menos sal ao pão. No final de 2021, o teor de sal não deverá ser superior a 1 grama por 100 gramas de pão, quando actualmente pode ir até 1,4 gramas.

No final do próximo ano, o pão passará a ter 1,3 gramas de sal (por 100 gramas) e assim sucessivamente até chegar ao final de 2021 com apenas um grama, estipula o protocolo a que o PÚBLICO teve acesso e que esta segunda-feira a Direcção-Geral da Saúde assina em Lisboa com três associações: as dos industriais da panificação, pastelaria e similares de Lisboa e do Norte e a do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares.

Os industriais do sector comprometem-se ainda a reduzir os teores de ácidos gordos trans dos produtos, não só da panificação mas também da pastelaria - para valores inferiores a 2 gramas por 100 gramas de gordura ou a 0,5 gramas na dose de produto consumida -, até 31 de Dezembro de 2019.

No caso do sal no pão, os industriais de panificação acordaram fazer a redução de uma forma voluntária e gradual. Quando, em 2009, foi anunciada a lei que impôs limites ao teor de sal (um máximo de 1,4 gramas) e se instituiram coimas até cinco mil euros, de fora apenas ficaram os pães tradicionais.

Agora, a este esforço de redução do sal não escapam sequer os pães reconhecidos como produtos tradicionais ou com nomes protegidos, como por exemplo a broa de Avintes ou o pão de Mafra - até ao final do próximo ano, serão monitorizados os teores médios de sal e será definido um plano para a sua diminuição faseada, refere o protocolo.

Sete anos após a lei pioneira que impôs um teor máximo de sal no pão, a meta a atingir, em termos globais (porque se pretende chegar a outros produtos que contribuem para uma elevada ingestão de sal, como a sopa), é a de diminuição de entre 3 a 4% de consumo de sal ao ano, ao longo dos próximos anos.

O que se pretende é que os portugueses ingiram o máximo de sal preconizado pela Organização Mundial de Saúde – 5 gramas por dia (segundo o último Inquérito Alimentar Nacional (2016-2017), ainda consumimos 7,3 gramas).

Este acordo com os panificadores aparece ao mesmo tempo que avança um imposto sobre o sal em alguns produtos. Segundo a proposta de Orçamento do Estado de 2018, este imposto abrangerá produtos como as batatas fritas, bolachas e cereais de pequeno-almoço que serão taxados sempre que tiverem mais de um grama de sal por 100 gramas de produto final, uma forma de fazer com que os produtores diminuam os teores de sal nos produtos para fugirem ao imposto.

Segundo dados da Direcção-Geral da Saúde, mais de 33% da ingestão de sal (sódio) pelos portugueses deve-se ao consumo de sopa de legumes, seguindo-se o leite, o queijo e o iogurte. O pão contribui apenas com 6,4%.

Fonte: Público.pt

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu quinta-feira, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, distrito de Aveiro, mais de duas toneladas de bacalhau e paloco, anunciou aquela autoridade.

Em comunicado, a GNR explica que a apreensão ocorreu no "âmbito de uma fiscalização a um armazém de transformação de bacalhau", onde foram "detetadas várias passadeiras que continham as espécies expostas ao ar livre, sem respeitar as normas de higiene e conservação".

De acordo com a legislação em vigor, citada no comunicado, "a armazenagem de géneros alimentícios deve cumprir as condições adequadas de modo a evitar a sua deterioração ou contaminação, sendo proibida a sua secagem" através daquele método.

A nota acrescenta que o pescado foi apreendido por não se verificarem as condições de higiene necessárias e para garantir a proteção da saúde pública.

Fonte: Diário de Notícias