A Agência Nacional de Inovação (ANI) atribuiu o ‘Born from Knowledge (BfK) Awards’, na 12.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola, ao projeto NSH – NanoSoilHealth.
Desenvolvida pela empresa Biofabics, em parceria com a empresa internacional Respilon, esta solução inovadora foca-se no desenvolvimento de novas tecnologias para a produção agrícola, especificamente no melhoramento e tratamento dos solos através da nanotecnologia.
A solução visa eliminar o uso de plásticos tradicionalmente utilizados na conservação de fertilizantes, contribuindo para práticas agrícolas regenerativas e para sistemas alimentares mais seguros, com uma pegada de carbono reduzida para o consumidor final.
Como reconhecimento pelo seu potencial inovador e base tecnológica, a equipa da Biofabics recebe o troféu ‘Árvore do Conhecimento’, símbolo da ligação entre a ciência, a tecnologia e a sociedade, acompanhado por um prémio monetário de 2.500 euros.
O trabalho, que está em fase de investigação inicial, decorre em paralelo com o projeto europeu TOLERATE, no qual a Biofabics é parceira, que pretende melhorar a saúde dos solos, gerar plantas mais resistentes à seca e garantir uma maior sustentabilidade agrícola, informa a ANI.
Redução de mais de 90% no uso de plásticos
A proposta tecnológica da Biofabics assenta na produção de nanomembranas biodegradáveis e bioativas, recorrendo à avançada tecnologia de electrospinning para incorporar biofertilizantes de libertação controlada sem recurso a microplásticos. “Ao contrário das soluções convencionais que utilizam polímeros sintéticos, estas membranas de base nanotecnológica são personalizáveis por cultura e permitem uma maior eficiência na libertação de nutrientes, promovendo simultaneamente a regeneração da microbiota do solo e otimização do uso hídrico”, revela ainda a ANI.
Quanto ao impacto ambiental e económico do NSH – NanoSoilHealth, os investigadores preveem uma redução superior a 90% no uso de plásticos aplicados no solo e um aumento de, pelo menos, 15% na eficiência da fertilização. Comercializada como uma resposta robusta à pressão por sustentabilidade, a tecnologia da Biofabics está alinhada com o Pacto Ecológico Europeu e com as restrições ao uso de microplásticos.
“O projeto da Biofabics materializa a missão do programa Born from Knowledge ao transformar o conhecimento científico em soluções com impacto real na economia e na vida das pessoas. O objetivo da empresa é validar estas nanomembranas em duas culturas piloto até ao final de 2026, assegurando uma tecnologia escalável com elevado potencial de internacionalização”, afirma António Grilo, presidente da ANI.
Fonte: Hipersuper