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UE reforça controlo nas fronteiras com novas regras para produtos de origem animal

  • Tuesday, 17 March 2026 10:15

A União Europeia deu mais um passo decisivo para reforçar a segurança alimentar e a proteção dos consumidores, ao atualizar as regras que determinam quais os produtos de origem animal, subprodutos animais e produtos compostos que devem ser controlados à entrada no território europeu. Com a publicação do Regulamento de Execução (UE) 2026/551, o anexo do Regulamento de Execução (UE) 2021/632 ganha uma nova vida, mais alinhada com os riscos atuais, com a evolução do comércio internacional e com a necessidade crescente de garantir que tudo o que chega às fronteiras da UE cumpre rigorosamente as normas sanitárias.

Esta atualização não é apenas um ajuste técnico: é um reforço claro da vigilância europeia sobre produtos sensíveis, que exigem atenção redobrada. Carnes, leite, ovos, pescado, mel, subprodutos animais e até produtos compostos que contenham ingredientes de origem animal passam a integrar listas revistas, mais precisas e mais adaptadas à realidade do mercado. Cada categoria foi afinada para garantir que nada escapa ao crivo dos controlos oficiais realizados nos postos de controlo fronteiriços, onde equipas especializadas verificam documentos, identidades e, sempre que necessário, a própria integridade física dos produtos.

Com estas alterações, a UE procura não só proteger a saúde pública, mas também harmonizar procedimentos entre Estados‑Membros, garantindo que um produto sujeito a controlo em Lisboa é tratado da mesma forma em Roterdão, Antuérpia ou Hamburgo. Para operadores e importadores, isto traduz‑se numa necessidade de atenção redobrada às novas listas e a uma preparação mais rigorosa das remessas, desde a certificação até à notificação prévia no TRACES.

Em Portugal, os postos de controlo fronteiriços — como Leixões ou o Aeroporto do Porto — já se preparam para aplicar as novas regras, reforçando a confiança dos consumidores e assegurando que apenas produtos seguros e devidamente controlados entram no país. No fundo, esta atualização legislativa é mais um capítulo no compromisso europeu com a segurança alimentar, a transparência e a proteção da saúde de todos.

Fonte: Qualfood