Portugal apresenta um dos sistemas alimentares mais resilientes do mundo, com uma pontuação de 76,83 pontos, segundo o Resilient Food Systems Index: Global Report, estudo da Economist Impact, que analisa a capacidade dos países para assegurar alimentos suficientes, acessíveis e nutritivos mesmo perante perturbações económicas, climáticas ou logísticas.
Produção concentrada aumenta risco global
Apesar de vários grandes produtores e exportadores apresentarem resultados acima da média global, nenhum demonstra robustez suficiente para proteger o sistema alimentar mundial de perturbações significativas.
Clima continua a ser o ponto mais frágil
De acordo com o estudo, a limitação não está na inovação, mas na implementação efetiva de metas específicas para o setor agrícola e em planos concretos de execução.
Acessibilidade alimentar esconde fragilidades nutricionais
O relatório aponta três fatores essenciais para tornar dietas saudáveis mais acessíveis: políticas fiscais que favoreçam alimentos nutritivos, orientações alimentares alinhadas com sustentabilidade e saúde pública, e comércio internacional aberto e diversificado.
Infraestruturas e mercados determinam resiliência
A Economist Impact sublinha que muitos agricultores continuam a captar retornos limitados devido a custos de transporte elevados, regras comerciais fragmentadas e insuficiência de cadeias logísticas refrigeradas, consideradas essenciais para reduzir desperdícios e melhorar o acesso ao mercado.
Segundo o relatório, reforçar ligações entre produção, armazenamento e distribuição permitirá transformar ganhos de produtividade em rendimentos mais elevados e maior estabilidade alimentar a longo prazo.
Fonte: iAlimentar