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Nova unidade industrial aposta em alternativa ao plástico nas embalagens

  • Friday, 10 April 2026 12:46

A Seven Cartu vai avançar com a criação de uma unidade industrial para produção do cartú, um produto concebido para substituir materiais plásticos utilizados na proteção e acondicionamento de mercadorias. A operação é cofinanciada pelo Compete 2030 e insere-se num investimento orientado para a inovação e sustentabilidade no setor das embalagens.

Este novo material apresenta-se como uma alternativa às soluções tradicionais, como esferovite, espuma ou plástico-bolha, assegurando proteção no transporte sem recurso a derivados de petróleo. Segundo Eduardo Leite, responsável pelo projeto, o apoio comunitário foi determinante para a concretização do investimento e para o arranque da unidade produtiva, que resulta de uma estratégia focada na conjugação entre inovação tecnológica e responsabilidade ambiental.

O cartú distingue-se por ser um produto ondulado com capacidade de absorção de impacto semelhante à de um “airbag”, garantindo níveis elevados de proteção. A tecnologia utilizada permite criar estrias de elevada densidade, aumentando a eficiência do material e reduzindo a quantidade de papel necessária face ao cartão convencional, o que contribui para uma menor pegada ambiental.

A nova unidade industrial foi projetada para operar com elevados níveis de automatização e digitalização, integrando princípios da indústria 4.0 e sistemas avançados de gestão da produção. Esta infraestrutura permitirá escalar a produção e reforçar a competitividade da empresa, numa fase em que o setor enfrenta uma crescente pressão para reduzir o uso de plásticos.

Além da componente tecnológica, o projeto contempla a criação de postos de trabalho qualificados e define como objetivo o reforço da presença no mercado ibérico, com perspetivas de internacionalização. Para Eduardo Leite, trata-se de um passo relevante para posicionar a empresa num contexto competitivo mais alargado, assente em soluções inovadoras e sustentáveis.

A sustentabilidade é, aliás, transversal a todo o projeto, abrangendo não apenas o produto final, mas também o processo produtivo. A unidade inclui sistemas de produção de energia fotovoltaica para autoconsumo, bem como soluções de gestão e valorização de resíduos e incorporação de subprodutos, contribuindo para a eficiência energética e para a promoção da economia circular.

Com esta iniciativa, a empresa procura responder às exigências ambientais do mercado e contribuir para a substituição de materiais poluentes, reforçando o papel da indústria nacional no desenvolvimento de soluções mais sustentáveis para a logística e o comércio eletrónico.

Fonte: iAlimentar