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Agricultura regenerativa - um passo além na produção

  • Wednesday, 27 May 2026 13:34

Trabalhar a terra com respeito e contribuir para um futuro mais sustentável é o que uma conhecida marca de produtos alimentares infantis tem vindo a fazer com a ajuda dos agricultores portugueses e da agricultura regenerativa.

O  impacte que as alterações climáticas têm no planeta estão cada vez mais visíveis e a marca não lhes é indiferente. Nos últimos anos, a empresa tem vindo a assumir um conjunto de compromissos globais com a intenção de reduzir a pegada ecológica e contribuir para beneficiar as comunidades como parte de uma transição justa.

Uma das formas de o fazer consiste na transição progressiva para sistemas alimentares regenerativos. “O objetivo é garantir que, até 2030, 50% dos principais ingredientes utilizados pela marca nos seus produtos sejam provenientes de práticas agrícolas regenerativas, bem como alcançar, até 2050, zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa (GEE). Para atingir estas metas, são necessárias diversas transformações, que já estão a ser implementadas.”, afirma Beatriz Guimarães, Sustainability Delivery Manager da empresa em Portugal.

Estas práticas permitiram:

  • Reduzir cerca de 40% as emissões de CO₂ associadas a estes cultivos (vs emissões calculadas com base nas práticas anteriores).
  • Melhorar a resiliência do solo, a sua capacidade de retenção de água e fertilidade a longo prazo.

 

As principais técnicas de agricultura regenerativa aplicadas nestes campos incluem:

  • Rotação de culturas, alternando cereais com legumes para fixar nitrogénio no solo e enriquecer naturalmente o solo.
  • Sementeira direta (semear diretamente no solo sem o revolver ou arar previamente), preservando a sua estrutura e biodiversidade subterrânea.
  • Culturas de cobertura para proteger e melhorar o solo: ajudam na retenção de água, controlo de ervas daninhas e pragas, promovem a biodiversidade.
  • Fertilizantes orgânicos e bio estimulantes em substituição dos químicos e aplicação precisa de nutrientes com agricultura de precisão.
  • Colocação de estações meteorológicas para definir o momento ótimo para tratamento de doenças e infeções com base nas condições meteorológicas.
  • Aplicação de agricultura de precisão que ajuda os agricultores a determinar a necessidade real de nitrogénio no solo em cada parcela de terreno através da teledeteção.
  • Conservação de habitats seminaturais (como sebes, zonas húmidas) dentro das explorações, promovendo a biodiversidade local

Através destas práticas de agricultura regenerativa, o projeto no Alentejo já permitiu reduzir cerca de 40% das emissões de dióxido de carbono associadas a estes cultivos, em comparação com as práticas agrícolas anteriores. A nível global, a marca espera atingir a redução de GEE para metade das emissões até 2030.

Para tal, a empresa conta com o trabalho conjunto desenvolvido  com os agricultores,  com os parceiros e a organização não governamental Fundación Global Nature. Os resultados já começam a ser visíveis, a começar pela maior resiliência dos solos e aumento da capacidade de retenção de água e, a longo prazo, a melhoria da fertilidade dos solos – tudo para que a terra seja respeitada e o carinho continue a chegar a nossas casas na forma de alimentos cuidadosamente produzidos.

Fonte: Observador

  • Last modified on Wednesday, 27 May 2026 13:52