Quando se fala em hidratação, a maioria das pessoas continua a associá-la à sede e à quantidade de água que deve beber diariamente. No entanto, a evidência científica demonstra que a hidratação é um processo muito mais complexo. Mesmo uma desidratação ligeira pode refletir-se na atenção, na concentração, na memória, na sensação de fadiga e até no humor, muitas vezes antes de surgir a própria sensação de sede.
Esta realidade assume particular importância quando os dados revelam que os portugueses bebem, em média, apenas 869,8 mililitros de água por dia.
Assim, segundo a Águas Minerais e de Nascente de Portugal (APIAM), importa reconhecer que as necessidades de hidratação variam ao longo das fases da vida e dependem de fatores como a idade, a atividade física, o estado de saúde ou as condições ambientais.
“Quando falamos de hidratação, continuamos a perguntar, sobretudo, quanta água devemos beber. Essa é uma questão importante, mas já não é a única. A água não é apenas H₂O. É um alimento com uma composição mineral própria, determinada pela sua origem geológica“, explica Francisco Furtado de Mendonça, diretor-geral da APIAM, acrescentando que é fundamental conhecer melhor a água que bebemos e compreender as suas características naturais.
No caso das águas minerais naturais e das águas de nascente, essa identidade, resulta do seu percurso subterrâneo, durante o qual adquirem uma composição mineral própria que permanece naturalmente estável desde a captação até ao consumidor. É esta origem que confere a cada água pureza natural e uma identidade própria que está refletida em cada rótulo da garrafa que a transporta até ao consumidor final.
“Esta pureza natural foi demonstrada através do primeiro estudo realizado em Portugal sobre a qualidade e a pureza das águas minerais naturais e de nascente engarrafadas no país”, afirma. O estudo, realizado pelo Laboratório de Análises do Instituto Superior Técnico (LAIST), em parceria com a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e que envolveu 14 empresas do setor, concluiu que as águas minerais naturais e de nascente, não sujeitas a qualquer tratamento químico, mantêm a sua pureza original e a preservação da sua qualidade e pureza, garantidas pela proteção desde a origem e pelos processos naturais de circulação e filtração no subsolo.
Para a APIAM, o debate sobre hidratação deve, assim, ir além da quantidade de água ingerida e promover uma maior literacia sobre a água enquanto alimento. Conhecer a composição natural da água é, nesta perspetiva, uma forma de promover escolhas mais informadas. “E, por isso, beber água mineral natural e de nascente engarrafada, pura desde a origem, não é o mesmo que beber outras águas cuja segurança depende de processos tecnológicos de tratamento, muitas vezes tratamentos químicos“, sublinha em comunicado.
Fonte: Grande Consumo