Três chineses foram ontem detidos, no aeroporto de Faro, por contrabando de meixão vivo. Cerca de 50 quilogramas da chamada enguia europeia foram detetados pela alfândega e pela PSP, no interior de várias malas. De tão raro, o meixão chega a ser vendido a 1500 euros o quilo e na Ásia pode chegar aos 10 mil euros.
Fonte: SIC Notícias
No seguimento da publicação do REGULAMENTO (UE) 2018/290, inserimos no Qualfood limites para o contaminante Ésteres glicidílicos de ácidos gordos expressos em glicidol.
Os ésteres glicidílicos de ácidos gordos são contaminantes dos produtos alimentares que estão presentes em níveis mais elevados em óleos e gorduras vegetais refinados. Os ésteres glicidílicos de ácidos gordos são hidrolisados em glicidol no trato gastrointestinal. A Autoridade concluiu que o glicidol é um composto genotóxico e cancerígeno.
É, por conseguinte, adequado estabelecer um teor máximo para a presença de ésteres glicidílicos de ácidos gordos nos óleos e gorduras vegetais colocados no mercado para o consumidor final ou para utilização como ingrediente em géneros alimentícios. Devido às preocupações de saúde relativas a lactentes, crianças de tenra idade e crianças jovens, é adequado estabelecer um teor máximo mais rigoroso para os óleos e gorduras vegetais destinados à produção de alimentos para bebés e de alimentos transformados à base de cereais destinados a lactentes e crianças jovens.
Faça login na sua conta Qualfood para consultar os limites.
Fonte: Qualfood
Como se de um presente de aniversário se tratasse pelos seus dez anos, o Banco Português de Germoplasma Vegetal, em Braga, vai enviar 100 quilos de sementes de milho para o Banco Mundial de Sementes, na Noruega. As sementes pertencem a uma das melhores colheitas nacionais da década de 70 da Beira Litoral.
Criado em 2008 pelo governo norueguês, o Banco Mundial de Sementes localiza-se no Ártico, nomeadamente nas ilhas de Svalbard, território norueguês. As instalações do Banco foram outrora uma mina de carvão, mas hoje albergam milhões de sementes a 150 metros de profundidade, para o caso de as fontes de alimento virem a escassear em caso de catástrofe de proporções mundiais. As sementes estão congeladas a 18 graus negativos e podem ser conservadas por centenas de anos. Não é por acaso que o governo norueguês o baptizou de “arca de noé” do século XXI.
Se o objetivo principal é salvaguardar o futuro alimentar da Humanidade, relembre-se que a “arca de noé” já teve de abrir as suas portas para ajudar a Síria a recuperar as suas plantações. No decurso da guerra civil, que arrasa o país desde 2011, o banco de sementes sírio, o “International Center for Agricultural Research in the Dry Areas”, transferiu uma parte significativa do seu depósito para Svalbard, mas anos depois o pior aconteceu: o centro foi destruído e as amostras de sementes que restavam perderam-se. Em 2015, o Banco Mundial respondeu ao pedido de ajuda sírio e transportou para a região de Aleppo cerca de 116 mil sementes para restaurar as colheitas e a criação de gado.
A criação do Banco Mundial de Sementes foi criado com a ajuda do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agriculta, de 2001, que visa conservar a biodiversidade, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. O tratado já foi entretanto assinado e ratificado por 139 países.
Fonte: Sol
Um novo estudo piloto provou a existência de uma ligação entre a dor crónica e o consumo de glutamato monossódico, um dos aminoácidos não essenciais mais abundantes, encontrado naturalmente em alimentos como o tomate.
À medida que os cientistas estudam o glutamato, estão a adquirir informações sobre como o produto químico reage no cérebro e no corpo humano. No cérebro, o glutamato é um neurotransmissor comum que também pode atuar como excitotoxina, superestimulante e danificar ou matar células nervosas.
Embora seja um produto químico natural presente em alguns alimentos, como o molho de soja, o tomate e o queijo parmesão, o glutamato é mais comum como um aditivo alimentar.
Enquanto que nos Estados Unidos, é adicionado a muitos produtos alimentares e encontrado sob muitos nomes, no Quénia, a exposição das pessoas ao glutamato é apenas a partir de alguns alimentos que contêm glutamato monossódico, sendo a maior exposição proveniente de um tempero chamado Mchuzi Mix, usado na cozinha diária.
De acordo com o Sci-News, um estudo, levado a cabo no Quénia e publicado recentemente no Nutrition, tinha como principal objetivo testar se uma intervenção dietética poderia funcionar e até substituir a medicação sem receita médica para aliviar a dor.
Numa amostra de 30 participantes, a investigadora Kathleen Holton e os co-autores do estudo, testaram os efeitos da remoção de glutamato monossódico e do aumento da ingestão de água – ou uma combinação de ambos – em relação ao paracetamol.
Os participantes do estudo sentiram dor crónica por pelo menos três meses e em pelo menos três quadrantes do corpo. A maioria também sofria de outros sintomas neurológicos, incluindo dores de cabeça, fadiga, disfunção cognitiva e problemas do sono.
Os participantes foram divididos em quatro grupos. Como a desidratação está associada à dor de dor de cabeça, os autores consideraram esse fator no desenho do estudo.
Os que consumiam Mchuzi Mix, receberam um substituto do tempero sem glutamato monossódico. Aqueles que relataram baixa ingestão de água e nenhum glutamato, receberam água e aumentaram o consumo diário para oito copos. Já os que apresentavam baixo consumo de água mas consumiam glutamato monossódico, receberam água e especiarias substitutivas. O grupo de controlo foi administrado com paracetamol.
O grupo que removeu o glutamato monossódico da sua dieta e consumiu mais água relatou melhorias significativas nos seus sintomas, assim como o grupo que recebeu acetaminofeno.
“Este estudo piloto sugere a necessidade de um ensaio clínico em larga escala, uma vez que a mudança na dieta pode ser uma opção efetiva no tratamento da dor crónica a baixo custo, em os países em desenvolvimento”, sugere a investigadora.
Fonte: ZAP.aeiou
A DGAV atualizou o mapa bem como a lista de Freguesias que integram total ou parcialmente a zona demarcada respeitante a Trioza erytreae.
Fonte: DGAV
É proibida a introdução na União Europeia (UE) a partir de países fora da UE de carne e seus produtos para consumo próprio, uma vez que estes produtos podem ser veículo de doenças animais com impacto devastador, como é o caso da Peste Suína Africana, doença esta que afeta todas as espécies suínas e cuja ocorrência nesta data em determinados países fora da UE vem reforçar a indispensável colaboração de todos os intervenientes, incluindo dos viajantes, no sentido da prevenção da entrada desta doença a partir desses países fora da UE.
Se trouxer na sua bagagem carne e seus produtos saiba que:
Pode entregá-los à Alfândega, para serem destruídos, sem ser sujeito a qualquer penalização.
Caso assim não proceda e os produtos sejam detetados pela Alfândega, para além dos produtos serem apreendidos e destruídos, será objeto de uma coima ou processo jurídico.
Meios de informação ao seu dispor
Todas as entidades intervenientes, oficiais e outras, para além da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, poderão prestar-lhe a informação necessária, nomeadamente a Autoridade Tributária e Aduaneira, as agências de viagem, as transportadoras aéreas de pessoas e mercadorias, as empresas de handling nos aeroportos e os serviços postais.
Exemplos dos meios de informação disponíveis:
Nota: Igualmente se viajar de países da UE afetados pela Peste Suína Africana (Estónia, Itália, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa e Roménia) não traga este tipo de produtos. Ajude a proteger a saúde dos nossos animais.
Fonte: DGAV
É apicultor, produz e vende mel? Agora pode saber como e o que pode fazer num só documento. A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária explica no Guia de Orientação sobre a aprovação dos estabelecimentos do sector alimentar.
Segundo o documento, a actividade de extracção e embalamento de mel e outros produtos apícolas constitui um caso particular porque muito embora seja considerada, em termos económicos, uma actividade da produção primária, enquadrável na CAE 01491 Apicultura20 e não estejam definidos requisitos para o mel no Anexo III do Regulamento (CE) n.º 853/2004, vigora em Portugal um regime específico de regulamentação deste sector, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 1/2007, de 2 de Janeiro.
Dispensados de aprovação
Nos termos deste Decreto-Lei, as Unidades de Produção Primária (UPP) que procedem às operações de extracção e embalamento do mel ou outros produtos apícolas provenientes da sua própria exploração, com destino ao fornecimento de um estabelecimento, do consumidor final ou do comércio a retalho local, nos limites do distrito de implantação da unidade, ou em representações temporárias de produtos regionais, até uma quantidade de 650 Kg por ano, não carecem de aprovação.
É no entanto necessário que estes produtores se registem na DGAV.
Já os estabelecimentos que procedem à extracção ou processamento de mel ou outros produtos apícolas, com destino à introdução no mercado, carecem de aprovação. O procedimento de aprovação segue, com adaptações, a tramitação do licenciamento industrial. A Direcção Regional de Agricultura e Pescas da área de localização do estabelecimento coordena o processo.
Licenciamento industrial
Actualmente, o procedimento de licenciamento industrial decorre na plataforma electrónica disponível no balcão do empreendedor. Como esta plataforma está exclusivamente adaptada às actividades industriais, não é possível fazer tramitar o processo de aprovação destes estabelecimentos através da plataforma, devendo o mesmo ser apresentado, em papel, junto das direcções regionais de agricultura e pescas.
O Guia
O objectivo deste Guia, diz fonte da DGAV, é “ajudar os operadores do sector alimentar, as empresas de consultoria alimentar e as entidades públicas que intervêm nos licenciamentos”.
O âmbito deste guia não abrange os estabelecimentos de sub-produtos animais e produtos derivados e os estabelecimentos do sector dos alimentos para animais.
A árvore de decisão também está integrada no Guia, mas desta forma pode ser visualizada ou impressa numa folha única.
Fonte: Agroportal
A Tuta Absoluta é uma das pragas mais agressivas e recentes da cultura do tomate, sendo responsável por elevados prejuízos nesta cultura. Mas o seu impacto na produção de tomate pode ter os dias contados. É que um grupo de investigadores espanhóis conseguiu desenvolver um tomate resistente a esta praga.
O avanço é de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular de Plantas (IBMCP), uma empresa conjunta da Universidade Politécnica de Valência e do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), que conseguiram demonstrar que as plantas de tomate modificadas geneticamente têm uma maior resistência às pragas de Tuta Absoluta.
Os resultados da investigação foram recentemente publicados na revista científica BMC Plant Biology e revelam que com a modificação genética implementada a planta consegue superar diversas condições de stress.
Saiba mais sobre o estudo aqui.
Fonte: Agroportal
Já conhece o website “Comunicar ao Consumidor”?
Esta plataforma disponibiliza gratuitamente ao agente económico os dísticos de informação ao consumidor necessários ao exercício da sua atividade. A utilização desta plataforma é muito simples:
1 - Identifique o seu tipo de estabelecimento.
2 - Preencha a informação dos vários dísticos (obrigatórios e facultativos) que lhe forem sugeridos.
3 - Construa o seu painel e edite a disposição dos vários dísticos à sua escolha.
4 - Proceda à impressão do painel à escala de 100% ou disponibilize permanentemente o painel em formato eletrónico.
5 - Afixe o painel gerado de forma visível e legível no seu estabelecimento.
Esta plataforma não dispensa o agente económico de se certificar que está em cumprimento da legislação em vigor.
Clique aqui para aceder à página.
Fonte: Qualfood
Um ano depois do alerta feito pela DECO e pelo Governo sobre a segurança na venda da carne picada, a TSF foi perceber se o consumo da carne se mantém e se já é seguro.
Almôndegas, bolonhesa ou lasanha são alguns dos pratos que destacam um produto: a carne picada. No entanto, foram encontradas bactérias nocivas e produtos químicos na carne. A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) fez o alerta de forma a sensibilizar as pessoas para o problema.
Renato Costa trabalha num talho na avenida mais agitada de Lisboa. É um dos estabelecimentos mais movimentados da cidade, e isso não mudou depois de terem sido encontrados problemas com a carne picada. "As pessoas não se assustaram na hora de comprar, continuam a ter confiança nos sítios onde vão. Se calhar ao princípio tremeram um bocadinho, mas nada de grave", explica Renato.
A compra da carne picada neste talho não teve quaisquer quebras, "hoje em dia os jovens preferem a carne picada, acho que a carne picada está na moda".
André Grilo tem 25 anos e come carne picada muitas vezes por semana, admite que não olha para os rótulos com a devida atenção, mas já se questionou várias vezes sobre as condições de higiene do que está a comprar. "Há um outro ponto que me preocupa, nomeadamente a nível de como é que a carne é preparada antes de a embalar. Será que foram cumpridos todos os requisitos de limpeza da máquina? Lavaram a máquina?", questiona o jovem.
Olívia Fernandes tem a janela de sua casa voltada para o talho onde trabalha Renato Costa, no entanto, aos 72 anos, nunca foi comprar carne picada. "É carne só com porcarias, a gente não consegue saber se é carne de vaca, se de porco, se aves", diz com indignação.
O mau estado da carne picada pode ter consequências muito graves na saúde. Náuseas, dificuldades respiratórias, dores de cabeça são alguns dos problemas mais conhecidos."O consumidor tem de ser mais informado na altura da compra. Tem de saber o que está a comprar", explica a engenheira da DECO, Dulce Ricardo. "É importante ter isto em atenção, os sulfitos são um produto altamente alérgico para algumas pessoas e o consumo pode estar a pô-las em perigo". A DECO e o Governo chamaram a atenção para o problema, mas Dulce Ricardo afirma que quem compra a carne tem de ser mais responsável.
A Direção-Geral de Saúde (DGS) também mostra preocupação com a alimentação em geral, e em particular com o consumo da carne picada. Nas palavras do diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, Pedro Graça esclarece que é preciso higiene quando se cozinha este tipo de carne: "É preciso lavar os utensílios que vamos usar para cozinhar. Cortar, por exemplo, a pele do frango que geralmente é um depósito grande de contaminação microbiológico, e a seguir cortar com a mesma faca a carne [picada] para fazer um hambúrguer aumenta o risco de contaminação se essa carne não for logo confecionada."
Se para a DECO todos os cuidados são poucos, o Inspetor-Geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, afirma que "a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica está a acompanhar de perto esta área, as fiscalizações são regulares".
Não vender carne picada é uma medida drástica. Pedro Portugal Gaspar aconselha os consumidores a serem informados relativamente a tudo o que compram. "A ASAE está a fazer o seu trabalho, por isso resta-me desejar bom proveito e façam muitas receitas", acrescenta.
Fonte: TSF
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