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No passado dia 23-01-2018 foi publicado o REGULAMENTO (UE) 2018/98 DA COMISSÃO, que suprime o sorbato de cálcio (E 203) da lista da União de aditivos alimentares autorizados devido à falta de dados adequados sobre a genotoxicidade deste aditivo, portanto, a sua inclusão nessa lista deixou de se justificar.

A fim de permitir que os operadores das empresas do setor alimentar se adaptem aos novos requisitos ou encontrem alternativas ao sorbato de cálcio (E 203), o REGULAMENTO (UE) 2018/98 DA COMISSÃO deve ser aplicável seis meses após a sua entrada em vigor.

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Fonte: Qualfood

A camomila é uma das mais antigas ervas medicinais de que há conhecimento, sendo o seu nome derivado da sua semelhança com o sol.

O interesse por esta planta surgiu devido ao seu intenso aroma, o qual levou à descoberta das várias propriedades que a tornaram tão famosa. O chá de camomila é, atualmente, uma das infusões mais consumidas, apresentando inúmeros benefícios para a saúde.

Mas antes de avançarmos para os benefícios do chá de camomila, importa referir que o nome mais correto para esta bebida será infusão de camomila e não chá de camomila.

Na realidade, chá é o nome de uma planta (Camellia sinensis) que, nas suas inúmeras variedades, chá verde ou preto, por exemplo, se tornou uma das bebidas mais consumidas na atualidade.

Quando nos queremos referir a uma infusão feita com outra planta, entre as quais a camomila, deveremos sempre referir-nos a esta como infusão de…. E não chá de….

7 BENEFÍCIOS DA INFUSÃO / CHÁ DE CAMOMILA

Como já referido anteriormente, a camomila é conhecida como uma planta medicinal com inúmeras propriedades terapêuticas. Vejamos algumas:

1. AJUDA A REDUZIR A ANSIEDADE E ACALMAR

A camomila é conhecida, sobretudo, como um poderoso calmante e relaxante muscular, com propriedades sedativas, que ajuda a reduzir os níveis de ansiedade e a dormir melhor.

2. ALIVIA O STRESS

Em situações de maior stress, o chá de camomila também pode ser um aliado, ajudando a acalmar e a refletir melhor sobre as situações.

3. AJUDA EM SITUAÇÕES DE MÁ DIGESTÃO

Além das aclamadas propriedades calmantes, o chá de camomila tem também propriedades que auxiliam a nível digestivo.

De facto, o referido efeito relaxante que exerce ajuda a promover os movimentos do estômago e do intestino de forma mais coordenada, promovendo uma boa digestão, e a reduzir as infeções destes órgãos, aliviando as dores abdominais e as indigestões.

Além disso, parece promover o bom funcionamento do trânsito intestinal, contribuindo para a diminuição do inchaço abdominal e até para a perda de peso.

4. ALIVIA ENJOOS E DORES MENSTRUAIS

Na sequência das suas propriedades digestivas, este chá também é uma ajuda para quem sofre de enjoos e dores menstruais, ajudando a relaxar os músculos.

5. REFORÇA O SISTEMA IMUNITÁRIO E PROTEGE DE DOENÇAS INFECCIOSAS

A camomila tem ainda propriedades que protegem e reforçam o sistema imunitário, prevenindo doenças infeciosas e atenuando estados inflamatórios.

6. AJUDA NA PREVENÇÃO / CONTROLO DA DIABETES

O chá de camomila é também procurado para ajudar a controlar algumas doenças metabólicas, como é o caso da diabetes. O consumo diário deste chá pode ajudar a controlar a glicemia e a progressão dos sintomas da doença, devido às já mencionadas propriedades anti-inflamatórias.

7. AUXILIA NO TRATAMENTO DE FERIDAS E NA REMOÇÃO DE IMPUREZAS DA PELE

Pelo facto de potenciar a imunidade, esta infusão ajuda a proteger as células de danos externos, evitando o desencadear de processos inflamatórios.

Além disso, devido à presença de compostos fenólicos e taninos, a camomila ajuda a retardar o envelhecimento celular e auxilia na produção de colagénio, importante para a cicatrização da pele.

CONTRA-INDICAÇÕES DO CHÁ DE CAMOMILA

Apesar das suas propriedades calmantes, este chá deve ser evitado durante a gravidez, pois pode agir como um estimulante uterino e, portanto, aumentar a probabilidade de aborto.

Além de mulheres gestantes, também pessoas que utilizam medicamentos para tratamento de trombose devem evitar este chá, devido ao aumento do risco de hemorragias.

CHÁ DE CAMOMILA: COMO PREPARAR?

A infusão de camomila pode ser preparada através da utilização das flores secas da planta ou das saquetas pré-embaladas, vendidas em ervanárias e supermercados.

Caso opte pelas flores, a receita é simples:

- Utilize duas colheres de sopa de flores de camomila secas e adicione a meio litro de água a ferver;

- Cubra durante 10 minutos e desligue o lume;

- Coe e consuma o chá a seu gosto.

Ao chá de camomila, podem ainda ser adicionadas outras plantas com características medicinais, como é o caso da hortelã, da erva-doce ou do funcho, de modo a obter benefícios complementares ou de modo a potenciar os benefícios por ela promovidos.

Fonte: Vida Ativa

Usada como aditivo em alguns produtos alimentares, a trealose foi relacionada com o aparecimento de infeções ao nível hospitalar, segundo um estudo da revista “Nature”. Encontra-se ainda naturalmente presente, e em reduzidas quantidades, em alimentos como os cogumelos, produtos de panificação, mel, milho, mandioca, soja, entre muitos outros.

Do ponto de vista da indústria alimentar, a trealose tem várias funcionalidades:

- Previne a degradação das moléculas de proteína e a oxidação das gorduras;

- Melhora o sabor dos alimentos;

- Evita a formação de gelo em alimentos congelados;

- Reduz o sabor amargo do adoçante stevia;

- Neutraliza o sabor e melhora solubilidade de alguns minerais;

- Mascara aromas e sabores desagradáveis.

ESTUDO EXISTENTE RELATIVAMENTE À TREALOSE

Segundo um estudo realizado, a trealose aumenta a virulência de super bactérias, fazendo com que as mesmas produzam maior quantidade de toxinas, contribuindo para o aparecimento de infeções intestinais e hospitalares na Europa e nos Estados Unidos da América.

Em causa está uma bactéria, Clostrifium difficile, que depois de se multiplicar pode causar diarreias associadas ao uso de antibióticos e infeções ao nível intestinal. Esta bactéria foi estudada nos anos 30, em que se detetaram colónias nas fezes dos recém-nascidos, após a sua colonização no intestino dos bebés, logo após o nascimento.

COMO INICIOU O ESTUDO SOBRE A TREALOSE

No início da década de 2000, surgiram espécies mais virulentas destas bactérias e a sua incidência aumentou na Europa e nos Estados Unidos da América. Anteriormente acreditava-se que a origem destas infeções e sintomas intestinais estariam no facto de terem surgido variantes resistentes a alguns antibióticos, no entanto, o estudo em causa conclui que a razão pode estar no açúcar trealose adicionados aos alimentos.

Neste estudo realizado nos EUA, foram analisados genes de duas variantes virulentas desta bactéria, identificadas anteriormente como causa de muitas infeções hospitalares. Ambas as bactérias desenvolveram mecanismos para se alimentarem de trealose quando estão em carência de outros nutrientes. Todas as bactérias foram alimentadas com glicose (também um tipo de açúcar), no entanto, quando se utilizou trealose, apenas sobreviveu a variante que causa as ditas infeções e tem maior capacidade virulenta.

CONCLUSÃO DO ESTUDO SOBRE A TREALOSE

O estudo conclui que a trealose não faz com que as bactérias se multipliquem mas que produzam mais toxinas que podem aumentar a infeção.

Este estudo é a prova de que algumas mudanças introduzidas pelos humanos, nomeadamente do ponto de vista da indústria alimentar, com a introdução de alguns aditivos, podem ter consequências ao nível da saúde e na expansão de agentes tóxicos com poder infecioso.

Fonte: Vida Ativa

ASAE apreende mais de 33 toneladas de bacalhau

  • Thursday, 25 January 2018 10:21

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 33 toneladas de bacalhau, por suspeitas de anormalidade, numa empresa de Ílhavo, no distrito de Aveiro, anunciou hoje aquele organismo.

Em comunicado divulgado no passado dia 23, a ASAE refere que desencadeou uma ação de fiscalização direcionada a indústrias de produtos de origem animal, no concelho de Ílhavo.

Durante esta ação, realizada pela brigada especializada das indústrias, foi fiscalizada uma indústria de preparação e transformação de produtos da pesca, tendo sido apreendidas mais de 33 toneladas de bacalhau, por suspeitas de anormalidade.

“Após realização da perícia ao produto apreendido, foram encaminhados, para destruição 25 toneladas de bacalhau com falta de requisitos, no valor de 22.302 euros, numa unidade de transformação de subprodutos”, refere a mesma nota.

As restantes oito toneladas de bacalhau, foram devolvidas ao operador económico por se encontrarem em bom estado.

A ação teve ainda como resultado a instauração de um processo de contraordenação à empresa em causa.

Fonte: TVI24

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu na lota de Aveiro três toneladas de biqueirão, com o valor presumível de 15 mil euros, informou esta terça-feira aquele órgão de polícia.

Em comunicado, a GNR refere que a apreensão decorreu no âmbito de uma operação de fiscalização destinada ao controlo das regras de captura e desembarque de pescado fresco, provenientes da pesca por arte de cerco, que teve lugar na passada segunda-feira.

Durante esta ação foram detetadas oito embarcações em situação irregular, nomeadamente por ultrapassar os limites de captura diários da pesca de biqueirão, assim como por falta de registo obrigatório e por poluição ambiental.

Os responsáveis pelas embarcações foram identificados, tendo sido elaborados os respetivos autos de contraordenação.

Fonte: Diário de Notícias

A GNR, através do Comando Territorial de Castelo Branco, deteve uma mulher de 68 anos, no concelho da Sertã, que não cumpriu uma determinação da Autoridade de Saúde Alimentar e Económica (ASAE).

Em causa está o facto de a entidade de saúde alimentar ter encontrado no estabelecimento comercial alimentos “em decomposição e putrefação, assim como, fora da validade e suscetíveis de criar perigo para a saúde”, revela o comunicado enviado às redações.

Nesta ação de fiscalização foram apreendidos 35 artigos alimentares, muitos deles com larvas e baratas que “foram destruídos, após análise do veterinário municipal”.

No decorrer das diligências verificou-se que a suspeita, no dia 5 de dezembro de 2017, já havia sido notificada pela Autoridade de Saúde Alimentar e Económica (ASAE) de Castelo Branco para suspender a atividade comercial de venda de bens alimentares, a qual não cumpriu, levando à sua detenção.

A suspeita foi constituída arguida e sujeita a termo de identidade e residência.

Fonte: Notícias ao Minuto

Encontra-se em consulta pública, até 1 de fevereiro próximo, o projeto de Regulamento de execução que estabelece regras para a aplicação do art.º 26(3) do Regulamento (UE) N° 1169/2011, relativo à origem ou proveniência do ingrediente primário, se diferente da do género alimentício.

A DGAV convida os stakeholders interessados neste tema a participar na consulta, que pode ser acedida aqui.

Fonte: DGAV

Um conjunto de chocolates de duas conhecidas marcas estão a ser retirados do mercado por se temer que possam contaminar as pessoas com salmonela.

Os chocolates foram colocados à venda devido a um erro. Duas paletes foram separadas e estavam à espera para serem destruídas, numa fábrica na Irlanda, mas acabaram por ser levadas para distribuição.

Não existe até ao momento a indicação de que alguém tenha ficado doente devido a um destes chocolates mas a Autoridade para a Segurança Alimentar daquele país alerta para o risco de alguém sofrer uma intoxicação alimentar por salmonela.

A empresa já estará a contactar com os seus revendedores para que parem a venda dos dois produtos e lançaram um alerta à comunidade para que não consuma estes chocolates.

Fonte: Notícias ao Minuto

Seja por resoluções de ano novo ou por remorsos dos doces consumidos na época natalícia, os consumidores estão mais recetivos à compra de produtos saudáveis ​​durante o primeiro mês do ano.

De acordo com um estudo da Ipsos, o mês de janeiro é fantástico para as marcas deste tipo de produtos se conectarem com os consumidores. São adquiridos mais produtos naturais, sem aditivos ou conservantes, sustentáveis e com embalagens amigas do ambiente. Assim como produtos que ofereçam benefícios emocionais, que acalmem, confortem ou deixem o consumidor de bom humor.

De acordo com a mesma consultora, 29% dos lançamentos de novos produtos no mundo utilizam, na sua comunicação, mensagens em torno destes benefícios e das resoluções de ano novo.

No entanto, há, posteriormente, uma elevada taxa de recaída nestes objetivos, uma vez que apenas 19% dos consumidores mantêm os mesmos objetivos após algumas semanas.

Fonte: ANILACT

A indústria alimentar, um dos maiores setores da indústria transformadora na Europa, tem estado no centro das atenções. No entanto, não é pelas melhores razões. Basta recordar o escândalo em torno do leite infantil, os ovos contaminados e a controvérsia que envolve o debate em torno da renovação da licença do glifosato, a principal substância utilizada em vários herbicidas, tudo isto tem vindo a afetar a confiança dos consumidores. Resta perguntar, quão seguros são os alimentos na Europa?

Euronews: Bernhard Url é o diretor-executivo da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, com sede em Parma em Itália. Sr. Url, benvindo à euronews. Gostaria de começar com uma questão pessoal. Compra e consume alimentos orgânicos?

Bernhard Url (BU): Sim, eu compro alimentos orgânicos mas não exclusivamente. Faço uma mistura.

Euronews: É isso que recomenda às pessoas?

BU: Penso que se trata de uma questão de diferenciação de qualidade. Não se trata de uma questão de segurança alimentar mas sim de qualidade e da forma como os alimentos são produzidos. Penso que a diferença está na forma como as plantas são cultivadas, os animais são tratados. Existem diferenças e é bom ter alimentos orgânicos.

Euronews: Hoje em dia, as pessoas falam muito sobre segurança alimentar. Tivémos a controvérsia do glifosato há poucos meses, depois um escândalo sobre ovos contaminados e agora a questão do leite infantil contaminado. Perante esta situação, quão confiantes podem estar os consumidores europeus sobre os alimentos que consomem?

BU: Nessa questão penso que temos boas notícias para os consumidores europeus. Eles podem confiar no que comem. A segurança alimentar é um dos tópicos principais na agenda dos produtores alimentares e das instituições europeias. Basta olhar para os últimos 15 anos, quando entrou em vigor a lei geral sobre alimentos na Europa em 2002. Fez uma enorme diferença. E quer se coma uma maçã em Parma ou em Lisboa, podemos estar seguros de que a segurança destes produtos está garantida.

Euronews: A questão do leite infantil contaminado domina a atualidade. Sei que a sua formação académica inclui a higiene e tecnologia de lacticínios, que acho um tema muito interessante. Na sua perspetiva, o mecanismo de crise está a funcionar? Será forte o suficiente para lidar com questões como esta?

BU: Nada é de risco zero. Pode acontecer. É provável que seja uma contaminação ambiental e nesse caso, o objetivo é a deteção e comunicação rápida de forma a organizar-se uma recolha de produtos. Foi isto que se passou em França, feito pela empresa mas também as autoridades competentes. Na Europa existe um sistema de alerta rápido através do qual um estado-membro alerta os outros estados sobre quaisquer incidentes ocorridos com alimentos. Isto também aconteceu neste caso. O sistema na Europa é robusto e funciona.

Euronews: A agência que dirige examina com frequência dezenas de produtos e substâncias mas apenas uma mereceu destaque no ano passado, o glifosato. A sua agência fez parte de um processo controverso de tomada de decisões. Quais foram as lições retiradas do glifosato?

BU: O glifosato foi um caso em que trabalhamos de forma estreita com os estados-membros. Todos os 28 países chegaram à mesma conclusão que nós. E a agência química europeia chegou à mesma conclusão que nós, assim como a OMC, a Suíça, os Estados Unidos e o Canadá... assim, de um ponto de vista científico, a questão é clara. Politicamente, a discussão é muito diferente. Trata-se de uma questão de quais práticas agrícolas e modelos de produção queremos ter na Europa, é uma questão de utilização de agroquímicos na produção agrícola.

Euronews: Uma das questões levantadas durante o debate foi a transparência. As pessoas disseram que o processo era muito opaco, não há transparência. O que diz a isto?

BU: A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar publicou cerca de 6000 páginas de documentos de enquadramento sobre o glifosato. Mas existe uma questão que requer uma resposta política. E trata-se da tensão existente entre a total transparência dos dados que utilizamos para fazer uma avaliação. Gostávamos de publicar todos estes dados, são dados científicos e a ciência requer abertura e escrutínio. Mas existe igualmente um interesse legítimo por parte da indústria em torno da confidencialidade. Trata-se desta tensão entre transparência total e a proteção dos direitos de propriedade intelectual da indústria. Isto não é uma questão científica. Requer uma resposta política.

Euronews: Já apelou por várias vezes ao aumento do orçamento para a sua agência. Se tivesse acesso a fundos ilimitados, o que é que faria com o dinheiro? Onde investiria e onde faria melhorias?

BU: Necessitamos de mais dinheiro ao nível de preparação para riscos futuros, esta é uma das missões da Agência. Quais serão os riscos futuros derivados da globalização, devido às migrações, mudanças climáticas, novas tecnologias, novas formas de cultivar plantas, nanotecnologia? Que novos perigos e riscos vão surgir e como podemos evitá-los. É aqui que devemos investir, na preparação.

Fonte: ANILACT