Segundo a EFSA, o consumo de carne de porco crua ou mal cozinhada, é a causa mais comum de infecção pelo vírus da Hepatite E.
Nos últimos 10 anos, mais de 21 000 casos de hepatite E foram reportados em humanos, com um aumento geral de 10 vezes neste período mencionado.
De acordo com Rosina Girones, presidente do grupo de trabalho sobre hepatite E da EFSA "Mesmo que não esteja tão disseminada quanto outras doenças alimentares, a hepatite E é uma preocupação crescente na UE. No passado, julgava-se que a principal fonte de infecção seria água contaminada consumida fora da UE. No entanto, hoje em dia sabemos que a maior fonte de transmissão da doença são os alimentos."
Os porcos domésticos são os principais vectores de hepatite E na UE. Os javalis selvagens também podem transportar o vírus, mas a carne destes animais é menos consumida.
Os especialistas da EFSA do Painel de Perigos Biológicos, recomendam que o estados membros promovam acções, de forma a alertar o público no sentido de perceber os riscos associados ao consumo de carne de porco crua ou mal cozinhada e aconselhar os consumidores a cozinharem bem a carne.
Para consultar os estudo publicados na EFSA sobre o assunto, clique aqui.
Factos gerais acerca da hepatite E:
- A hepatite E é uma doença hepática causada pelos vírus da hepatite E (VHE);
- Maior parte dos indivíduos que contraem a infecção, não apresentam ou têm sintomatologia leve. No caso doentes hepáticos ou com o sistema imunitário comprometido, a infecção com este vírus pode levar a insuficiência hepática - que pode ser fatal.
Fonte: EFSA
A DGAV divulga o Oficio Circular n.º 18/2017, referente à revisão das medidas fitossanitárias aplicadas para controlo de Trioza erytreae, atualização da Zona Demarcada e Zona de Vigilância.
Fonte: DGAV
A Xylella fastidiosa é uma bactéria que ataca uma vasta gama de espécies vegetais, constituindo um dos principais problemas fitossanitários emergentes das últimas décadas.
Por muito tempo permaneceu confinada ao continente americano, causando surtos graves da doença.
Foi assinalada na Europa pela primeira vez em 2013 no sul de Itália - Apúlia, onde devastou uma extensa área de olival.
Em 2015, foram detetados focos no sul de França e na Córsega e nos últimos meses na Alemanha e mais recentemente nas Ilhas Baleares.
As autoridades fitossanitárias espanholas determinaram a proibição da saída destas ilhas, de plantas das espécies susceptíveis (Orden APM/21/2017, de 20 de enero, por la que se establecen medidas específicas de prevención en relación con la bacteria Xylella fastidiosa (Wells et al.).
Fonte: DGAV
A DGAV e a DGAE elaboraram um comunicado conjunto referente aos requisitos regulamentares aplicáveis para a colocação no mercado e uso de produtos que contenham fosfonatos de potássio.
Neste Comunicado informa-se que os produtos que integrem na sua constituição fosfonatos de potássio deverão ser avaliados e autorizados ao abrigo do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro de 2009, referentes à colocação no mercado de Produtos Fitofarmacêuticos, e que os produtos que integrem na sua constituição fosfonatos de potássio e se encontrem colocados no mercado como «Adubo CE», em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 2003/2003, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de outubro, relativo aos adubos, deverão ser retirados do mercado, não podendo ser comercializados como tal.
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Fonte: DGAV
A ASAE precisou ter fiscalizado cerca de 200 vendedores em mercados municipais, onde instaurou 23 processos de contraordenação e apreendeu cerca de “1.200 kg de géneros alimentícios, resultante do incumprimento das regras de rotulagem em pescado fresco e produtos hortofrutícolas”.
Foram ainda apreendidos “três instrumentos de pesagem por falta de controlo metrológico, tudo num valor global que ascendeu a cerca de 3.300 euros”.
Entre as principais infrações detetadas estavam a falta de indicações obrigatórias em géneros alimentícios, de controlo metrológico de pesos, de preços em bens, a ausência de rastreabilidade dos produtos e a falta de requisitos gerais e específicos de higiene, segundo a ASAE.
Fonte: Sapo24
A Comissão Europeia publicou o Regulamento nº 2017/1182 com novas normas de garantia para um correcto funcionamento dos modelos da União de classificação de carcaças de ovinos, porcos e bovinos e estabelecer preços de mercado comparáveis das carcaças e animais vivos.
O novo regulamento permite que com a redução da carga administrativa os Estados-membros possam conceder aos matadouros, como media anual por semana, menos de 500 porcos ou menos de 150 animais da espécie bovina de oito meses ou mais com excepções à obrigação geral de classificar as carcaças. No entanto, os Estados-membros devem estabelecer limites inferiores em função das suas circunstâncias nacionais, em especial, para garantir a representatividade dos preços comunicados.
De forma a garantir a classificação uniforme das carcaças de animais da espécie bovina de oito meses ou mais e de ovino na União, o regulamento precisa de mais definições das classes de formação de gordura, peso da carcaça e cor da carne. Assim, para as carcaças de cordeiros com menos de 13 quilos podem ser utilizados outros critérios.
Tendo em conta que alguns matadouros engordam, nos seus próprios estabelecimentos, bovinos de oito meses ou mais e porcos, não se deve registar nenhum preço de mercado das carcaças destes animais. Por conseguinte, nestes casos é desnecessário aplicar os modelos obrigatórios de classificação da União.
Os Estados-membros onde existe a prática de engorda em alguns matadouros, para os bovinos de oito meses ou mais e porcos poderá haver excepções às normas sobre a classificação obrigatória das carcaças. Esta excepção também deve ser aplicada à classificação de carcaças de porcos de raças locais com uma determinada composição corporal anatómica ou modalidades particulares de comercialização sempre que estas impossibilitem uma classificação homogénea e normalizada das mesmas.
Visando um seguimento da comunicação dos preços das carcaças de animais da espécie bovina de oito meses ou mais e de porcos e calcular os coeficientes de pesagem por categorias, os Estados-membros devem ser obrigados a comunicar periodicamente à Comissão determinada informação, à excepção das notificações que sejam necessárias para a organização das inspecções sobre o terreno ou as que sirvam de base para ter uma visão global do mercado da carne.
O novo Regulamento nº 2017/1182 entra em vigor a 01 de Julho de 2018.
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Fonte: CONFAGRI
As novas regras sobre o greening entraram em vigor na segunda-feira dia 03 de Julho. A Comissão Europeia introduziu a modificação de forma a simplificar e facilitar o seu cumprimento.
Algumas novidades das novas normas são a eliminação do prazo para a plantação de culturas ou cobertura verde, antes de 01 de Outubro; o ajuste da lista de espécies para a plantação, permitindo leguminosas e também a mistura de sementes para culturas de fixação de nitrogénio.
As novas regras proíbem o uso de pesticidas em zonas de interesse biológico que são produtivas ou potencialmente, como culturas de fixação de nitrogénio, culturas intercalares ou de cobertura verde, terra em pousio e bandas ao longo da floresta.
Definições mais simplificadas do que é uma superfície de interesse biológico e as condições a cumprir para que seja designada como tal; maior flexibilidade para os países em relação com o período permitido para a diversificação das culturas, em função das suas particulares condições climáticas e inclui ainda uma série de medidas em relação com as características de paisagem e extensões de terra ao longo das florestas, entre outras.
O novo regulamento será aplicado em 2018 mas os Estados-membros que assim o desejem podem colocar as mesmas em prática já em 2017.
Fonte: CONFAGRI
A DGAV procede à divulgação do Despacho n.º 21/G/2017, relativo às listagens das freguesias que constituem as Zonas de Intervenção Prioritárias (ZIP) para o controlo da doença da flavescência dourada da videira e das freguesias onde o inseto vetor Scaphoideus titanus Ball está presente.
Fonte: DGAV
A ASAE fecha, em média, um restaurante por dia por falta de condições. A Renascença acompanhou uma ronda da ASAE pelos restaurantes do Porto, que acabou com dois processos-crime e um restaurante fechado.
Clique aqui para ver as filmagens.
Fonte: Renascença
O Pinking teve origem num trabalho de investigação de mestrado em Enologia, tem pedido de patente registada e vai ser lançado pela Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo a 7 de julho.
O que se pensou inicialmente ser um “defeito” de produção, afinal deu origem a uma «nova categoria de vinho única no mundo».
Quem afirma é Jenny Silva, enóloga da Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo que, em 2014, como estudante de mestrado de Enologia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), identificou o fenómeno Pinking em conjunto com Fernando Nunes e Fernanda Cosme, docentes e investigadores do Centro de Química da UTAD. Identificada a origem deste fenómeno, este tem já um pedido de patente nacional e internacional.
Pinking, “defeito” historicamente conhecido pelo processo de «aparecimento de uma cor rosa-salmão em vinhos produzidos exclusivamente de uvas de castas brancas», é um processo natural e está «relacionado com as condições climáticas, nomeadamente a temperatura média dos dez primeiros dias do mês de outubro, processo coincidente com o final de maturação das uvas brancas nesta região».
É precisamente estas condições que tornam esta categoria de vinho «tão rara e passível de não poder ser produzida todos os anos, já que em caso de temperaturas médias altas, ou pluviosidade neste período, o fenómeno não ocorre ou ocorre em menor escala», sublinha o investigador da UTAD, Fernando Nunes.
A criação desta nova categoria de vinho, que adotou o nome do fenómeno, vai ser lançada a 7 de julho pela
Adega Cooperativa Figueira de Castelo Rodrigo que, entretanto, adquiriu a patente à UTAD e tem como enóloga responsável Jenny Silva, a antiga estudante da UTAD.
O vinho Castelo Rodrigo Pinking 2016 é um DOC, exclusivamente vinificado a partir da casta branca Síria, a casta de eleição na Região Demarcada da Beira Interior, apresentando «aroma frutado e boca equilibrada com final harmonioso».
«As vantagens da criação deste novo vinho são muitas, sobretudo para a Adega», afirma o seu diretor, António Madeira, que, confrontada com um problema comum na sua região, a cor rosada do vinho branco, cujo tratamento implicava um processo de estabilização associado a elevados custos, deu “luz verde” à UTAD para estudar e identificar a base desta instabilidade.
O processo está descrito e publicado na prestigiada revista científica internacional Journal of Agricultural and Food Chemistry, disponível em http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/jf500825h com o título “Origin of the Pinking Phenomenon of White Wines”, e despertou já o interesse de produtores italianos, confrontados com o mesmo problema, frisa o investigador.
«No fundo transformámos um defeito numa nova categoria de vinhos, que irá para o mercado a par dos Brancos, Tintos e Rosés», explica a enóloga.
O resultado está à vista e vai ser dado a conhecer ao mundo já em julho em Figueira de Castelo Rodrigo.
Fonte: Agronegócios
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