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A região de Trás-os-Montes tem mais uma raça autóctone protegida e apoios aos produtores com o recente reconhecimento da Cabra Preta de Montesinho, responsável por um dos pratos mais apreciados na região, o Cabrito de Montesinho.

A raça praticamente em vias de extinção já tem livro genealógico, um programa de preservação e melhoramento e apoios aos produtores dentro do Plano de Desenvolvimento Regional, o PDR. O solar da raça são os concelhos de Vinhais e Bragança e o Parque Biológico de Vinhais, onde se encontram diferentes espécies da região, é o primeiro criador com animais inscritos no livro genealógico, como afirmou a diretora Carla Alves.

A novidade foi avançada na apresentação da 11ª Festa da Castanha, a Rural Castanea, que decorre no fim-de-semana de 21 a 23 de outubro e que reserva um espaço e o primeiro concurso para a Cabra Preta de Montesinho, num pavilhão dedicado às 13 raças autóctones desta zona, desde bovinos, suínos a pequenos ruminantes.

Carla Alves foi há responsável há mais de duas décadas pela recuperação e protecção do quase extinto porco Bísaro, que dá fama ao conhecido Fumeiro de Vinhais. A técnica, que é também diretora da Festa da Castanha, explicou que a nova raça protegida «é uma cabrinha que esteve praticamente extinta sem sequer ter livro genealógico e era uma raça que existia muito nesta zona de Montesinho, com o solar em Bragança e Vinhais», a Terra Fria Transmontana.

A Associação Nacional da Cabra Serrana (ANCRAS), uma raça da Terra Quente Transmontana, tomou a iniciativa do processo de reconhecimento da Cabra Preta de Montesinho.

Os técnicos da associação realizaram alguns trabalhos científicos que permitiram que a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a considerasse como raça e abrisse o livro genealógico, a que se seguiu o apoio dentro das medidas agroambientais.

Carla Alves indicou que existe um secretário técnico que faz o registo destes animais nos criadores e que contabilizaram até agora «pouco mais de mil exemplares» e «à volta de 15,16 produtores», no concelho de Vinhais.

«É pouquinho, quando se fala de caprinos e o Parque Biológico de Vinhais orgulha-se de ser o primeiro criador com animais inscritos no livro e tudo tem feito para incentivar os produtores», afirmou.

Carla Alves defendeu que a Câmara de Vinhais pode também através de concursos como o que está previsto para a Festa da Castanha, organizada pelo município, «incentivar os produtores a trabalharem com esta raça, premiando-os pelo esforço de preservação e conservação».

A técnica acredita que a raça «tem potencial comercial» até porque o típico prato gastronómico do Cabrito de Montesinho é originário desta raça.

Alguns restaurantes tinham fama pelo Cabrito de Montesinho, que ainda se encontra nas ementas da região, apesar de Carla Alves entender que «já deve haver» verdadeiramente originais, pelo que esta será uma oportunidade para os produtores da raça.

«O cabrito é sempre um produto de fácil escoamento e que os restaurantes facilmente compram e estou certa de que os produtores que trabalhem com a Cabra Preta de Montesinho não vão ter dificuldade nenhuma no escoamento do produto», declarou.

Fonte: Agronegócios

No Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, celebrado na semana passada, 18 países opuseram-se a certas modificações que a Comissão Europeia quer introduzir por uma questão de simplificação do greening.

A Comissão anunciou na mesma reunião onde decidiu fazer algumas alterações na sua proposta. Uma delas era a de manter a duração do pousio, em seis meses. Na sua proposta sugeriu ampliar para nove meses, o que mereceu a oposição dos 18 países.

Também decidiu reduzir o período mínimo para as culturas intermédias e para a cobertura verde das 10 semanas propostas inicialmente. Os 18 países também foram contra a sugestão inicial.

Outro dos pontos sobre o qual os países não concordaram era a proibição do uso de pesticidas para as proteaginosas em superfícies de interesse biológico, mas neste caso, a Comissão não retorceu e decidiu manter a proposta.

O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, assinalou que os controlos serão realizados através de inspeções no local e das declarações dos agricultores.

Outra mudança introduzida pela Comissão é a entrada em vigor das novas normas em 2018, apesar dos Estados-membros que assim o desejarem poderem fazê-lo a partir de 2017.

Os 18 Estados-membros em questão são Portugal; Croácia; República Checa; Dinamarca; Estónia; Finlândia; França; Grécia; Hungria; Irlanda, Letónia, Lituânia; Luxemburgo; Polónia, Roménia, Eslovénia, Suécia e o Reino Unido.

Fonte: Agrotec

Uma ação de fiscalização ao setor do vinho efetuada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) permitiu apreender 50 mil litros de mosto de uvas, no valor de 30 mil euros.

Na ação desencadeada na zona da Anadia pela Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal foram também intercetados dois camiões cisternas que transportavam mosto de uva amuado - um produto de uma etapa da fermentação do vinho - proveniente de outro país europeu para ser introduzido numa região demarcada de Portugal, refere a ASAE em comunicado.

Na altura, constatou-se que “a documentação de transporte era falsificada”, ocultando “a verdadeira origem do produto” e, por isso, “o produto vitivinícola e os camiões foram apreendidos e os seus condutores constituídos arguidos”, salienta.

Os arguidos incorrem nos crimes de falsificação de documento, usurpação de denominação de origem pela tentativa de introdução de produto numa região demarcada e tráfico de produtos vitivinícolas.

Fonte: TVI 24

Depois de ter deixado cair um eventual imposto sobre o vinho, o Governo deverá também abandonar a tributação sobre as bebidas açucaradas cuja origem seja de produção nacional.

O Governo mostrava-se primeiro favorável a uma "fat tax" (gorduras, sal e açúcar) mas desistiu de tributar as gorduras e o sal, limitando o novo imposto aos refrigerantes com açúcar. E depois do clamor suscitado pelo possível imposto sobre o vinho, terá agora decidido restringir ainda mais a aplicação do novo imposto, limitando-o aos produtos importados.

O Conselho de Ministros deverá aprovar esta quinta-feira o diploma do Orçamento, depois de ontem ter sido realizada uma maratona em "geometria variável" que durou ao todo 13 horas. Os dossiês mais delicados mantêm-se como o das pensões e os termos do imposto sobre o património, que deverá em princípio deixar de fora as propriedades das indústrias produtivas.

Esta sexta-feira, o projeto de lei será entregue no Parlamento.

Fonte: Agronegócios

As doenças transmitidas por alimentos estão subdiagnosticadas e subnotificadas, disse à TSF uma especialista em segurança alimentar, salientando que os dados recolhidos representam apenas "uma pequena fração" das doenças que ocorrem na realidade.

"Para a maior parte das doenças, o que é capturado pelas autoridades de vigilância da saúde públicas representa apenas uma pequena fração das doenças que ocorrem na realidade", uma situação que "é transversal à maioria dos países", adiantou Sara Monteiro Pires, que vai participar esta quinta-feira no Fórum do Prado ao Prato -- Informar para viver melhor.

Segundo a investigadora do Instituto Nacional de Alimentação, da Universidade Técnica da Dinamarca, há dados de vigilância epidemiológica recolhidos pela direção Geral de Saúde, mas "ainda há muita subnotificação e subdiagnóstico", apesar do reconhecimento da importância da segurança alimentar ser crescente.

"Portugal não está nada atrás de outros países europeus a nível de segurança alimentar. As autoridades e a indústria têm tido um papel extraordinário, sobretudo na última década, para prevenir doenças de transmissão alimentar. O que falta são dados", realçou.

O número de casos reportados é sempre inferior ao número de casos reais, até porque nem sempre as pessoas doentes vão ao médico: "As pessoas que têm uma gastroenterite, a maior parte das vezes assumem que é autolimitante, que tem curta duração e que passa sem tratamento e quando vão ao médico estes nem sempre requisitam uma amostra", explicou a especialista.

Normalmente, os casos reportados em Portugal estão associados a surtos, mais ou menos focados num grupo de pessoas que consumiram alimento contaminados e que ficaram doentes, o que leva a uma investigação e posterior notificação do surto.

Mas "há com certeza muitos outros casos esporádicos, que não são diagnosticados e que não aparecem nas estatísticas", sublinha Sara Monteiro Pires.

As doenças transmitidas pelos alimentos apresentam diferenças regionais. As últimas estimativas para a região europeia alargada, que abrange cerca de 50 países, indicam que os agentes mais importantes são bactérias e vírus que causam gastroenterites diarreicas, nomeadamente a Campylobacter, a salmonela e o norovirus.

Em Portugal, ainda não há estimativas que permitam fazer um 'ranking' de doenças com maior incidência, mas segundo Sara Monteiro Pires a salmonelose permanece no topo dos casos reportados.

"Há imensos fatores que contribuem" para este tipo de doenças, mas a maior parte está associada a agentes com origem animal.

A contaminação pode ocorrer nas várias fases da cadeia alimentar, mas a maior parte dos agentes acaba por morrer se os alimentos forem cozinhados de forma adequada.

A especialista em avaliação de risco em segurança alimentar e saúde pública destacou igualmente a importância de pôr este tipo de doenças na agenda política para "mostrar que não são apenas um problema de países pouco desenvolvidos ou com fraca higiene".

Os estudos que estão a ser desenvolvidos, explicou, permitem encontrar indicadores para comparar doenças, regiões, identificar os agentes mais importantes e identificar quais os alimentos mais importantes para intervir na segurança alimentar.

Fonte: TSF

ISA descobre nova doença na Europa

  • Tuesday, 11 October 2016 14:53

Num estudo publicado no fascículo de outubro de 2016 da revista Plant Disease, uma equipa envolvendo estagiários, investigadores e docentes do Centro de Investigação em Agronomia, Alimentos, Ambiente e Paisagem (LEAF) do Instituto Superior de Agronomia (ISA) e da Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza da Madeira revela pela primeira vez a presença do fungo Puccinia hemerocallidis na Europa.

Este fungo foi identificado em 2015 e 2016 em diversos locais em Portugal continental e na ilha da Madeira causando ferrugem em plantas de lírio-de-um-dia (Hemerocallis spp.).

O fungo (tal como o seu hospedeiro) é oriundo da Ásia Oriental, tendo-se disseminado no início do século 21 pelo Sudeste Asiático, África e Américas.

«Temia-se a sua introdução na Europa, continente onde existem centenas de cultivares destas plantas de jardim com elevado interesse ornamental. Serve assim este estudo para alertar para o perigo da disseminação desta doença na Europa, tornando importante o conhecimento do nível de resistência das cultivares produzidas neste continente», informa o ISA.

Para saber mais sobre este estudo poderá consultar o artigo, disponível aqui.

Fonte: AGROTEC

França, Itália, Portugal, Lituânia e, agora, a Grécia e a Finlândia. O número de países que solicita à Comissão Europeia a introdução de indicação de origem nas etiquetas nos produtos lácteos e na carne continua a crescer.

Segundo a legislação europeia sobre a informação facultada aos consumidores, é permitida a introdução de dados adicionais nas etiquetas se houver evidência que esta informação é considerada importante para a maioria dos consumidores.

Grécia e Finlândia estão a seguir também o exemplo de França, ao pedir um período de testes à União Europeia. A Grécia notificou a Comissão Europeia da sua intenção de etiquetar a origem do leite, produtos lácteos e carne de coelho, ao passo que a Finlândia pretende fazê-lo para o leite e água-mel. O Governo deste país escandinavo pretende introduzir esta informação nas etiquetas dos produtos a partir de março de 2017 e considera que esta opção deveria ser permitida, por legislação, ao nível da União Europeia.

Já a Grécia anunciou que assim que veja o seu pedido acedido pela Comissão Europeia, demorará seis meses a implementar a medida que, defende, assegura os interesses dos produtores de leite e carne do país, trava a concorrência desleal e aumenta a garantia da qualidade dos produtos.

Organizações como a FoodDrinkEurope (FDE), que representa a indústria alimentar europeia, já se manifestaram contra este tipo de iniciativas por, no seu entender, obrigar a mudanças complicadas e dispendiosas na cadeia de abastecimento, produzindo um aumento do preço dos alimentos.

Fonte: ANIL

A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) congratula-se com a notícia de que Portugal está habilitado a exportar produtos à base de carne de suíno para o Chile.

Conforme informação transmitida pelas autoridades chilenas, os operadores interessados em exportar estes produtos para o Chile, devem ser previamente registados na Base de Dados do Serviço Agrícola e Pecuário Chileno (SAG).

Assim, para procederem ao registo, as empresas interessadas deverão contactar as Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária da sua Região (DSAVR), a fim de lhes ser disponibilizado o Formulário de Registo criado para o efeito.

Mais se informa que os Operadores interessados, deverão devolver o formulário preenchido à DSAVR da sua área de influência, até ao dia 24-10-2016.

Direção-Geral de Alimentação e Veterinária

Direção de Serviços de Estratégia, Comunicação e Internacionalização (DSECI)

Divisão de Internacionalização e Mercados (DIM)

Campo Grande, 50

1700-093 Lisboa

Fonte: DGAV

O PNPAS considera que a alimentação adequada começa na barriga da mãe. Uma alimentação inadequada neste período tem consequências para o resto da vida. A OMS acaba de publicar um excelente manual com o título: “Good Maternal Nutrition – The best start in life”.

Um excelente manual on-line com a resposta a quase todas as questões alimentares nesta fase da vida. A ler !

Fonte: Nutrimento

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de sete toneladas de bacalhau e deteve uma pessoa, na sequência de uma operação de fiscalização às condições de venda a retalho de bacalhau salgado seco, em Lisboa.

Em comunicado, a ASAE dá conta de que realizou uma acção de fiscalização na região da Grande Lisboa, tendo instaurado um processo-crime por fraude sobre mercadorias e suspeita de género alimentício anormal, sem especificar quando realizou a operação ou em quantos estabelecimentos.

"Após exame pericial, efectuado ao produto apreendido num estabelecimento retalhista (cerca de 830 quilos), confirmou-se tratar-se de um produto corrupto impróprio para consumo, tendo sido determinada a recolha imediata, a nível nacional, dos lotes em causa e respectiva apreensão", lê-se no comunicado.

Consequentemente, a ASAE apreendeu 7.166 quilos de bacalhau, no valor total aproximado de 44 mil euros, e deteve o responsável pelo sistema de qualidade da empresa, que não é identificada.

Fonte: Jornal de Negócios