A Parceria para Educação em Segurança Alimentar (PFSE, na sigla em inglês) compartilhou seis tendências de segurança alimentar que, segundo ela, moldarão o ano de 2026 e como a comunidade de segurança alimentar pode ajudar a fortalecer todo o sistema alimentar. A PFSE afirma que essas tendências ressaltam a necessidade de educadores em segurança alimentar, reguladores e parceiros da indústria encontrarem os consumidores onde eles estão, compartilharem informações de maneira confiável e trabalharem juntos para ampliar o impacto coletivo.
As tendências que moldarão a segurança alimentar em 2026, de acordo com a PFSE, são:
- Mais refeições preparadas em casa: Impulsionados por preocupações com a acessibilidade e a saúde, os consumidores estão a comer em casa e preparam as suas próprias refeições. Com mais comida preparada em casa, aumenta também a responsabilidade dos consumidores em manusear os alimentos com segurança, criando a necessidade de orientações confiáveis.
- Conveniência: A conveniência continua sendo um fator determinante nas decisões de compra e alimentação. O entendimento do consumidor é fundamental para garantir que esses produtos permaneçam seguros desde a compra até o prato.
- Fritadeira a ar: As fritadeiras a ar tornaram-se um eletrodoméstico essencial em muitas cozinhas. Elas cozinham de forma diferente dos fornos ou fogões tradicionais, e cada modelo apresenta particularidades. Os consumidores podem presumir que os alimentos estão totalmente cozidos com base na aparência, em vez da temperatura interna, aumentando o risco de cozimento insuficiente.
- Recursos limitados para a educação: As mudanças nos orçamentos do estado estão a alterar a forma como a educação em segurança alimentar é oferecida. Muitas organizações são solicitadas a fazer mais com menos recursos, tornando a colaboração essencial. Conteúdo pronto para uso e adaptável é importante para ajudar os profissionais de educação em saúde e segurança alimentar a manter o alcance e a consistência, mesmo quando a equipa ou o financiamento são limitados.
- Resumos de IA: Resumos gerados por inteligência artificial (IA), assistentes de voz e ferramentas de busca conversacional estão a substituir cada vez mais as buscas tradicionais na web. As pessoas frequentemente recebem respostas condensadas em vez de artigos completos, o que aumenta a importância da precisão, clareza e consistência. As orientações sobre segurança alimentar devem ser concisas, em linguagem simples e estruturadas de forma que as ferramentas de IA possam interpretá-las e compartilhá-las corretamente com facilidade.
- Saúde e Nutrição: À medida que as discussões sobre nutrição se expandem, a segurança alimentar deve permanecer parte do diálogo. É necessário capacitar os especialistas em nutrição com informações sobre manipulação segura de alimentos que complementem as metas nutricionais, protejam as populações vulneráveis, reduzam o risco de doenças transmitidas por alimentos e garantam que os alimentos saudáveis permanecem seguros para o consumo.
A PFSE apela para que os educadores em segurança alimentar modernizem suas abordagens, fortaleçam parcerias e garantam que a segurança alimentar permanece relevante, visível e eficaz. Ao reunir educadores, governo e indústria, os educadores em segurança alimentar podem alinhar mensagens e criar uma plataforma compartilhada para colaboração.
Fonte: Food Safety