O projeto TomaBioTec quer aproximar ciência e produção agrícola ao validar, em condições reais, uma biosolução e ao criar tecnologias digitais capazes de acelerar a avaliação de novos bioprodutos.
O projeto TomaBioTec arrancou com um duplo objetivo: validar, em contexto real de campo, uma biosolução inovadora desenvolvida integralmente para o tomate de indústria e desenvolver tecnologias digitais que permitam acelerar e tornar mais precisa a validação de biosoluções agrícolas. A iniciativa cruza biotecnologia e Deep Tech, criando um ciclo integrado de inovação que visa reforçar a sustentabilidade e a eficiência da produção agrícola.
“Os bioprotetores e bioestimulantes são produtos de base biológica que promovem a saúde das culturas, sem os impactos ecológicos associados aos tradicionais produtos de síntese química. A validação em campo é essencial, mas morosa e sujeita a variabilidade. O TomaBioTec vai desenvolver soluções tecnológicas que permitam acelerar este processo e melhorar a quantificação dos efeitos das biosoluções”, explica Ilaria Marengo, investigadora responsável pelo projeto. Segundo a responsável, os resultados poderão alargar o leque de soluções disponíveis no mercado, contribuindo para uma produção mais rentável e sustentável.
Os ensaios decorrem no Alentejo e na Extremadura espanhola, combinando metodologias agronómicas tradicionais com tecnologias avançadas, como drones, sensores multiespectrais e modelos de inteligência artificial. Esta abordagem permitirá monitorizar de forma detalhada o estado fitossanitário das culturas, a presença de pragas e doenças e o impacto do bioproduto ao longo de todo o ciclo produtivo.
O TomaBioTec foi um dos vencedores da 7.ª edição do Programa Promove, na categoria de projetos-piloto inovadores.