O IGD lançou o relatório “Global Retail Trends 2026”, que identifica sete tendências estratégicas que irão definir o crescimento, a rentabilidade e a relevância do retalho alimentar. Além disso, aborda o grande consumo a nível mundial no próximo ano.
O estudo destaca a importância da inovação, da resiliência operacional e da adaptação às novas exigências dos consumidores, num contexto marcado por incerteza económica, evolução tecnológica e maior pressão regulatória.
O documento analisa os principais motores macroeconómicos e sociais que estão a transformar o sector. Entre eles, estão as alterações demográficas e a crescente procura por produtos ligados à saúde, bem-estar e sustentabilidade.
Segundo o IGD, o sector alimentar global será influenciado, em 2026, por sete grandes vetores estratégicos. Nomeadamente, a cibersegurança como prioridade de topo, a IA como motor da revolução do retalho e a maturidade do retail media.Haverá também uma globalização dos sabores e dos sortidos, uma revolução na conveniência e um novo papel nas missões de saúde e combate ao desperdício.
O relatório sublinha que os operadores enfrentam um ambiente marcado por instabilidade geopolítica e pressão inflacionista residual. Além disso, deparam-se com exigências ambientais crescentes e mudanças rápidas no comportamento do consumidor. Neste contexto, a capacidade de equilibrar inovação com infraestruturas robustas é vista como decisiva para garantir a competitividade a médio prazo.
O IGD destaca que a evolução tecnológica continuará a transformar a relação entre retalhistas e consumidores. Ao mesmo tempo, cresce a procura por soluções ligadas a bem-estar físico e mental e por produtos funcionais e preventivos. Estas dimensões passam a integrar o núcleo da proposta de valor das principais cadeias de distribuição.
Para Toby Pickard, retail futures senior partner do IGD, o relatório evidencia uma mudança estrutural no sector. “Os retalhistas enfrentam preferências de consumo em evolução, avanços tecnológicos e disrupções de mercado. As sete tendências mostram como as forças globais estão a remodelar a estratégia e porque a agilidade, a relevância e a execução vão definir os líderes de amanhã”.
O estudo enquadra estas tendências num percurso de transformação que passa por quatro grandes fases: reforço das bases operacionais, capacitação para a inovação, monetização de novos modelos de crescimento e contributo para um sector mais responsável.
Segundo o IGD, apenas os operadores capazes de alinhar estas dimensões conseguirão assegurar crescimento sustentável num mercado cada vez mais competitivo.
Fonte: Grande Consumo