As autoridades europeias de segurança alimentar abriram uma investigação após o Sistema de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) registar uma notificação por incompatibilidade de marca de identificação num lote de Oncorhynchus keta (salmão‑keta) importado para o mercado europeu. A incongruência foi detetada durante controlos oficiais de rotina, quando o número de identificação presente na rotulagem não correspondia ao declarado na documentação de origem.
O que motivou o alerta
- O lote, rotulado como Oncorhynchus keta, espécie amplamente distribuída no Pacífico Norte e comercializada na UE sob designações como “salmão‑keta” ou “salmão‑do‑Pacífico”, apresentava um código de identificação divergente do registado nos documentos de exportação;
- A falha levanta suspeitas sobre potenciais erros de rotulagem, lapsos no controlo documental ou, em cenários mais graves, tentativas de mascarar a verdadeira origem do produto;
- O RASFF classificou o caso como um alerta de não conformidade administrativa, mas que exige verificação imediata para garantir a rastreabilidade e a segurança alimentar.
Sobre a espécie envolvida
O Oncorhynchus keta é um salmão do Pacífico conhecido por nomes como salmão‑cão ou keta. É capturado em regiões que vão da Coreia e Japão até ao Alasca e Califórnia, sendo comum no comércio europeu sob várias designações nacionais.
Medidas em curso
- As autoridades do país importador estão a realizar auditorias aos operadores responsáveis pela distribuição do lote;
- Amostras adicionais foram recolhidas para confirmar a espécie através de análise laboratorial;
- A Comissão Europeia acompanha o caso para avaliar se a falha indica um problema isolado ou uma possível fragilidade na cadeia de rastreabilidade.
Impacto no mercado
Embora não haja, até ao momento, indicação de risco sanitário direto, a ocorrência reacende o debate sobre a importância da rastreabilidade rigorosa em produtos da pesca — especialmente numa espécie amplamente comercializada e com múltiplas designações comerciais na UE.
Fonte: Qualfood