O atum é mais do que um alimento presente em milhões de mesas. É um pilar económico para comunidades costeiras, um motor de exportações e uma peça-chave no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Mas, neste Dia Mundial do Atum, especialistas e organizações internacionais reforçam uma mensagem clara: a sobrevivência desta espécie depende das escolhas que fazemos agora.
Com a procura global em alta e várias populações de atum sob pressão, a FAO e diversas entidades ambientais alertam para a necessidade de reforçar práticas de pesca sustentável, melhorar a rastreabilidade e combater a pesca ilegal — um problema que continua a ameaçar a recuperação de várias espécies.
Portugal em destaque: tradição, consumo e responsabilidade
Portugal, um dos maiores consumidores de peixe per capita do mundo, tem no atum um produto emblemático — seja fresco, em conserva ou transformado. As indústrias conserveiras nacionais, reconhecidas internacionalmente, têm vindo a investir em certificações de sustentabilidade e em métodos de captura mais responsáveis, alinhando-se com as exigências dos mercados europeus.
Neste 2 de maio, associações do setor reforçam o compromisso com práticas que garantam que o atum continue a ser um recurso abundante para as próximas gerações, sem comprometer a biodiversidade marinha.
Sustentabilidade no prato: o poder está nas escolhas do consumidor
A celebração deste dia é também um convite ao público:
- optar por atum certificado (como MSC);
- valorizar marcas que investem em pesca responsável;
- diversificar o consumo de espécies;
- e apoiar iniciativas de conservação dos oceanos.
Cada escolha conta — e pode ser decisiva para travar a sobre-exploração.
Um futuro possível: oceanos saudáveis, comunidades resilientes e atum para todos
O Dia Mundial do Atum não é apenas uma efeméride. É um lembrete de que a relação entre humanidade e oceano está num ponto crítico. A boa notícia é que, quando a gestão é rigorosa e a pesca é sustentável, as populações de atum mostram uma capacidade extraordinária de recuperação.
A pergunta que fica no ar é simples: vamos agir a tempo de garantir que este símbolo dos mares continue a fazer parte do nosso futuro?
Fonte: Qualfood