O Dia Mundial das Alergias, celebrado a 8 de julho, volta a colocar no centro do debate uma realidade que já afeta milhões de pessoas em todo o mundo: as doenças alérgicas deixaram de ser um problema menor e tornaram‑se uma das condições crónicas mais frequentes, impulsionadas por fatores ambientais, mudanças climáticas e estilos de vida modernos.
Dados recentes da Organização Mundial da Alergia (WAO) indicam que 30% da população mundial já convive com algum tipo de alergia, e a OMS prevê que metade da população global poderá ser afetada até 2050. Na Europa, a estimativa é igualmente preocupante: uma em cada três pessoas sofre de doenças alérgicas.
As razões para este aumento são múltiplas:
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alterações climáticas que prolongam a época de polinização;
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maior exposição a poluentes atmosféricos;
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vida mais sedentária e maior permanência em ambientes interiores;
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mudanças na microbiota associadas ao estilo de vida moderno.
Especialistas alertam que muitas pessoas normalizam sintomas persistentes, como espirros frequentes, congestão nasal, comichão nos olhos ou perturbações do sono — sinais típicos de rinite alérgica, uma das alergias mais prevalentes.
Outras condições comuns incluem:
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asma alérgica, que afeta 260 milhões de pessoas no mundo;
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dermatite atópica, que pode causar ansiedade e até depressão;
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alergias alimentares e a medicamentos;
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reações graves como anafilaxia.
A mensagem central das campanhas internacionais é clara: “Allergy Care is Essential Care” — o cuidado com a alergia é cuidado essencial.
Profissionais de saúde reforçam que:
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o diagnóstico atempado evita complicações;
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o tratamento adequado melhora significativamente a qualidade de vida;
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a educação do doente e o acesso a cuidados especializados são fundamentais.
Medidas simples podem reduzir crises e melhorar o controlo das alergias:
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evitar ácaros e poeira;
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manter ambientes ventilados;
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reduzir exposição a poluentes;
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identificar e evitar desencadeantes específicos.
O Dia Mundial das Alergias pretende sensibilizar a sociedade, combater a ideia de que as alergias são “menores” e reforçar que estas doenças têm impacto direto no rendimento escolar, profissional e na produtividade.
Num contexto em que as alergias continuam a aumentar, a mensagem deste ano é inequívoca: diagnosticar, cuidar e agir cedo é essencial para garantir uma vida plena e ativa.
Fonte: Qualfood