A notificação RASFF 2026.6515 reporta um caso de teor excessivo de sulfitos em camarão cozido refrigerado 50/70, com origem em Espanha, identificado no âmbito de controlos oficiais. Embora não existam detalhes adicionais públicos sobre este lote específico, o alerta enquadra‑se em situações já observadas na UE, onde níveis elevados de dióxido de enxofre (E220) em crustáceos podem ultrapassar os limites legais e representar risco para consumidores sensíveis.
O alerta foi classificado como relevante para a segurança alimentar, tendo sido desencadeado por controlos oficiais realizados no mercado europeu.
Os sulfitos, utilizados como conservantes para manter a cor e prolongar a vida útil de produtos do mar, estão sujeitos a limites máximos definidos pela legislação europeia. Quando ultrapassados, podem representar riscos para consumidores, sobretudo asmáticos e indivíduos com hipersensibilidade a sulfitos, podendo causar sintomas como dificuldade respiratória, irritação gastrointestinal ou reações alérgicas.
Casos semelhantes têm sido identificados em crustáceos importados, incluindo notificações recentes de teores elevados de dióxido de enxofre (E220) em camarão congelado provenientes de países terceiros. Estas situações reforçam a necessidade de monitorização rigorosa e verificação da conformidade dos aditivos utilizados na indústria dos produtos do mar.
Após a deteção, foram ativados os procedimentos previstos no RASFF, incluindo:
-
Avaliação da rastreabilidade do lote afetado;
-
Retirada preventiva do produto do mercado, quando aplicável;
-
Comunicação entre Estados‑Membros para evitar nova distribuição;
-
Reforço dos controlos em unidades de produção e embalamento.
Embora o alerta seja dirigido sobretudo às autoridades e operadores, recomenda‑se aos consumidores:
-
Verificar a rotulagem de camarão cozido refrigerado adquirido recentemente;
-
Evitar o consumo caso exista indicação de níveis elevados de sulfitos;
-
Contactar distribuidores ou autoridades locais em caso de dúvida.
A notificação 2026.6515 sublinha a relevância dos sistemas europeus de vigilância alimentar e a necessidade de garantir que produtos amplamente consumidos — como o camarão — cumprem integralmente os requisitos de segurança.
Fonte: Qualfood