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Embalagem do Futuro desafia empresas a dar uma voz comum ao setor da embalagem

  • Tuesday, 03 November 2026 10:00

Ao longo do projeto Embalagem do Futuro, 79 entidades ligadas ao cartão, ao vidro, ao plástico, à madeira e a outras áreas da cadeia de valor da embalagem juntaram-se para desenvolver soluções que nenhuma conseguiria criar sozinha. A intenção é que esse espaço comum continue a existir para além do horizonte temporal do projeto, aberto a todo o setor e capaz de lhe dar uma voz comum, foi divulgado em comunicado.

Segundo a mesma fonte, com esse objetivo, o consórcio Embalagem do Futuro propõe-se criar condições para estabelecer uma aliança para o setor da embalagem em Portugal, à semelhança do que já acontece a nível internacional. A aliança pretende agregar os diferentes intervenientes da cadeia de valor, independentemente do material ou da tecnologia, bem como as entidades associativas que já representam os produtores dos vários tipos de embalagem.

O desafio foi lançado a 27 de outubro, na LogiPack, no Centro de Congressos de Lisboa, durante o debate “Setor da Embalagem em Portugal – Futuro e Desafios”, promovido pela Agenda Mobilizadora. A Embalagem do Futuro convida todas as empresas e entidades interessadas a juntarem-se a este processo.

A proposta surge num momento exigente para a indústria. O Regulamento Europeu de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR) obriga toda a cadeia de valor a adaptar-se, com novas exigências de reciclabilidade, reutilização e redução de resíduos. Para um tecido empresarial composto sobretudo por pequenas e médias empresas, responder a estas exigências de forma isolada é difícil.

Foi este o ponto de partida do debate, moderado por António Ferreira Dias, Head of Digital & Innovation da SGS Portugal. Na mesa-redonda estiveram Carlos Vieira, cofundador e diretor-geral da Freshwood, empresa que coordena um dos subprojetos da Agenda, Délio Raimundo, responsável pelas áreas da Qualidade, Segurança Alimentar e Inovação da Campotec, e Amaro Reis, diretor-geral da Sacos 88 e presidente da APIP – Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos.

O debate passou pelo impacto do PPWR, pela inovação como fator de competitividade e pelo papel da rastreabilidade e da digitalização. A sessão incluiu ainda a apresentação do caso de inovação do Super Bock, por Tiago Brandão, diretor de Investigação, Desenvolvimento e Inovação do Grupo.

“Ao longo destes anos, a Embalagem do Futuro mostrou que empresas que concorrem entre si conseguem trabalhar juntas quando os desafios são comuns. Não queremos que isso acabe com o projeto. A associação vai ser criada com a ajuda de todos e queremos que cada empresa do setor sinta que tem ali um lugar”, afirma Pedro Costa, gestor da Embalagem do Futuro.

A NERLEI CCI, parceira da Agenda Mobilizadora, acompanha a presença da Embalagem do Futuro na LogiPack, que inclui um stand com resultados do projeto e reuniões com potenciais interessados.

Estruturada em 19 subprojetos, a Embalagem do Futuro desenvolve soluções que vão dos novos materiais à sensorização, rastreabilidade, processos de fabrico, valorização de resíduos, certificação e formação.

Fonte: GreenSavers