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Como escolher a melhor carne?

  • Wednesday, 18 October 2017 09:28

Existem alguns aspectos a ter em consideração quando compra carne, independentemente da espécie. Comecemos pela cor. “O que a maioria dos consumidores não sabe é que a carne de bovino pode apresentar várias tonalidades, em especial quando se trata de carne embalada. A mioglobina é a proteína responsável pela coloração da carne que, dependendo da ligação que estabelece com o ferro contido na carne, assim é a cor da mesma – vermelho-púrpura, vermelho ou acastanhada”, explica Ondina Afonso, Directora de Qualidade e Investigação do Pelouro dos Frescos de um hipermercado português.

O cheiro também deve ser levado em consideração, pois é indicativo da qualidade e frescura da carne. “Qualquer tipo de carne com cheiro a desagradável é impróprio para consumo. No entanto, as carnes embaladas a vácuo têm um cheiro característico, pelo que o cliente deve abrir e esperar alguns minutos até o cheiro normalizar. Muitos clientes pensam que a carne não está em condições de ser consumida, mas nestes casos, é uma situação normal e inerente ao processo de embalamento”, explica a responsável.

Quando compra qualquer tipo de produto alimentar, a data de validade tem de ser considerada. A carne não é excepção. Como saber se a carne é fresca? “A mesma deve ser armazenada em locais com temperatura nunca superior a 7ºC. Por outro lado, a carne embalada é tão segura como a carne que se encontra nos balcões de atendimento e os processos de embalamento garantem uma maior validade da mesma”, destaca Ondina Afonso.

Porque deve comer carne?

Segundo as recomendações da Roda dos Alimentos, que é o guia nacional para a promoção de uma alimentação saudável, o importante é variar entre as carnes que se consomem. “A carne faz parte do grupo ‘Carne, Pescado e Ovos’, sendo que se deve alternar o seu consumo com os restantes e consumir entre 1,5 a 4,5 porções diárias deste grupo (1 porção = 30g de carne crua ou 25g depois de cozinhada). Este número de porções recomendado depende das necessidades energéticas individuais. As crianças de 1 a 3 anos devem guiar-se pelos limites inferiores, os homens activos e os rapazes adolescentes, pelos limites superiores, e a restante população deve orientar-se pelos valores intermédios”, esclarece a Directora de Qualidade e Investigação.

Apesar de haver quem não coma carne e quem considere que não necessita do seu consumo, a responsável relembra que “a carne é um alimento extremamente rico em diversos nutrientes (inclusive em vitamina B12 que não conseguimos obter em alimentos de origem vegetal) e relativamente acessível”.

Equilíbrio parece ser então a palavra de ordem. Subsistem ainda alguns mitos na sociedade portuguesa, sobretudo por falta de informação. Maior acesso a conteúdos não significa necessariamente melhor conhecimento. “Faltam conteúdos credíveis sobre certas áreas ou assuntos, como por exemplo, a produção animal. Em toda a cadeia produtiva da carne, existem fases, às quais, os consumidores não têm acesso, principalmente no que respeita ao cumprimento de legislação e normas que todos têm de cumprir, desde a produção à comercialização”, sublinha a responsável.

A carne é associada a muitas doenças, o que pode levar a alguma resistência por parte de alguns consumidores. Por exemplo, assume-se que a carne é responsável pelo colesterol devido ao facto de conter gordura saturada. “No entanto, não é claro que seja prejudicial para a saúde. Vários estudos têm concluído que o consumo de gorduras saturadas e o colesterol não estão directamente associados com a doença cardíaca”, explica Ondina Afonso.

E ainda que a ingestão de carnes vermelhas seja, por vezes, contestada, não deixa de ser um alimento que contém “uma elevada quantidade de nutrientes fundamentais para o crescimento e desenvolvimento do ser humano. Como todos os tipos de carne, é uma excelente fonte de proteína de elevado valor biológico, pois contém todos os aminoácidos essenciais ao organismo. Além disso, a carne de bovino está repleta de muitos outros micronutrientes: é fonte de vitamina B3, ferro, fósforo e potássio e rica em vitaminas B6 e B12 e zinco”, diz-nos a responsável.

Outros mitos associam o consumo de carne à obesidade. Mas será que a carne, só por si, engorda? “É uma das melhores fontes de proteína, no que respeita à biodisponibilidade da mesma, pelo que são muitas as pessoas que consomem carne quando pretendem o aumento de massa muscular. O importante é não exagerar nas quantidades e escolher métodos de confecção saudáveis.” Mais uma vez, o equilíbrio é a resposta. “A famosa frase ‘comer de tudo com moderação’ aplica-se também aos diversos tipos de carne”, acrescenta Ondina Afonso.

Produção nacional de qualidade

Em Portugal, vende-se carne de qualidade. A produção de carne no nosso país “é maioritariamente extensiva ou semi-extensiva, o que significa que os animais passam a sua vida, ou parte dela, ao ar livre. Este tipo de produção é favorável à qualidade do produto final e sem grandes impactos no meio ambiente. Toda a carne comercializada nesta empresa é alvo de um rigoroso controlo de qualidade desde a origem do produto até à sua comercialização. O facto de trabalharmos directamente e com um vasto número de produtores nacionais permite-nos acompanhar de perto a criação e produção dos animais. Esta cadeia de distribuição é a única que comercializa carne de 12 raças de animais autóctones (raças de origem nacional), sendo por isso um grande promotor da produção nacional e manutenção das espécies”, esclarece a Directora de Qualidade e de Investigação.

Para quem tem preocupações relacionadas com o modo de produção, nas diversas lojas desta superfície comercial, pode encontrar opções diversificadas: carne nacional, carne com certificação biológica, carne com Denominação de Origem Protegida (Carnealentejana, Mertolenga, Barrosã e outras) e carne com Indicação Geográfica Protegida (Carne dos Açores).

“É importante que os consumidores variem no tipo de carne consumida, isto é, que escolham entre o frango, peru, porco, borrego, coelho e vaca. No entanto, se preferir, existem outras fontes de proteína, como o peixe, incluindo o bacalhau”, sugere Ondina Afonso.

Fonte: Público.pt

Em algum momento da vida, irá se deparar com essa questão: açúcar ou adoçante? A resposta pode estar associada a um estilo de vida ou a uma escolha sem critério - o que a longo prazo pode provocar efeitos colaterais. O CORREIO procurou nutricionistas e médicos para explicar a diferença entre os dois produtos e indicar a melhor opção para cada situação.

Os açúcares são fontes importantes de nutrientes e não devem ser excluídos totalmente da dieta. Seja em grãos ou na forma líquida, são produtos processados e, quando consumidos em excesso, podem levar à obesidade e outras complicações.

Os especialistas concordam em um ponto: o ideal é fazer uma reeducação alimentar para diminuir o desejo de comer doces. “O ideal é ir tirando o sabor doce da sua vida, adoçando menos os alimentos”, explica a endocrinologista Paula Velasco. Com a reeducação é possível até parar de consumir o açúcar ou o adoçante ficando apenas com aqueles encontrados em produtos naturais, como as frutas.

E atenção: aquela vontade de comer alimento doce pode ser mesmo um vício. “Hoje em dia tem se discutido isso amplamente. O nosso cérebro vicia-se em açúcar, principalmente na primeira infância. O recomendado é que nenhum açúcar seja dado a as crianças até os 2 anos, só o dos alimentos naturais. Porque o paladar das crianças é muito aberto ao doce, e é nos primeiros anos de vida que se vicia em açúcar. Além disso, previne-se doenças como obesidade, hipertensão e diabetes”, explica a endocrinologista.

Açúcares

Os mais comuns tipos de açúcares são refinado, cristal, mascavado e demerara - além do ‘emergente’ açúcar de coco. O refinado - mais claro e fino - é o mais modificado e menos nutritivo. Ele passa por processo industrial, que adiciona componentes químicos. O mais indicado por três nutricionistas ouvidos pelo CORREIO é o açúcar de coco, que se tornou popular por promover um baixo índice glicémico - ou seja, quando as moléculas são quebradas de maneira mais lenta pelo organismo.

O problema é o preço. Portanto, o melhor é investir no demerara - por passar por menos processos de refinamento, ter também baixo índice glicémico e ser mais em conta. “Mas é sempre importante lembrar que não deixa de ser açúcar e, por isso, não deixa de estimular um pico de insulina, da mesma forma”, explica a nutricionista Camila Berbert.

Já o mascavado é obtido diretamente do caldo de cana recém-extraído, passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, é o preferido pela nutricionista Fernanda Orichio. Para ela, a escolha dos colegas de profissão pelo demerara é o risco de dejetos de insetos no mascavado - tendo em conta a sua forma de produção.

Mas, cuidado: para além do índice glicémico, os açúcares possuem calorias. “O problema do açúcar também são as calorias. Em excesso, pode engordar. Coisa que não se tem nos adoçantes”, explicou a nutricionista Camila Calfa.

A nutricionista Íçara Santos, de 27 anos, opta pelo uso do açúcar demerara há três anos. “O que aprendi é que o adoçante é específico para quem tem diabetes. Tentei diminuir o uso açúcar e só tenho o demerara na minha casa. Ainda não consegui retirá-lo totalmente da minha dieta. Fora de casa é mais complicado. Quando não tem, eu acabo utilizando o branco”, conta.

A endocrinologista Paula Velasco explica que todo açúcar tem os mesmos efeitos - seja de coco, mascavado ou refinado. “Eles aumentam o índice glicémico e a insulina, o que ajuda no ganho de peso. O melhor em usar os menos processados é porque eles levam menos produtos químicos para ‘branquear’. Mas todos são açúcar do mesmo jeito e devem ser usados com moderação”, conclui.

Adoçantes

Eles surgiram como alternativa para a ingestão do açúcar - e com menos calorias. Mas a indicação dos adoçantes ainda não é consenso, principalmente por conta da quantidade de “gotas” - quando utilizada de forma indiscriminada. O poder desses líquidos é 100 a 500 vezes maior do que o açúcar.

“Não adianta colocar 10 gotas no café. Você vai continuar estimulando o paladar pelo doce e a quantidade ingerida vai aumentar a velocidade de absorção da glicose”, explica Camila Calfa.

Os adoçantes mais comuns são aspartame e sacarina (à base de petróleo), sucralose (da cana-de-açúcar), stevia (da planta Stévia Rebaudiana) e xilitol (encontrados nas fibras de vegetais). Para preparar alimentos que vão ao forno, os menos indicados são a sucralose, que libera toxina em altas temperaturas, e o aspartame, que perde suas proteínas quando aquecido.

Os tipos mais comercializados no Brasil eram à base da sacarina e do aspartame. No entanto, houve uma mobilização no sentido de informar que, a longo prazo, os produtos poderiam causar cancro. Com isso, os nutricionistas indicam sempre adoçantes naturais, principalmente o xilitol que, por ser caro, acaba sendo menos utilizado, e o stevia.

“Com os adoçantes, de maneira geral, quando é utilizado de forma crónica, o organismo responde como se fosse absorver uma grande quantidade de hidratos de carbono e, com isso, acelera a ingestão de outros hidratos de carbonos, o que não é bom”, explica a nutricionista Camila Berbert.

O Ministério da Saúde do Brasil indica o uso de adoçantes apenas como parte do tratamento em diabéticos, em pessoas com excesso de peso ou os que estão a tentar controlar o peso. “O consumo dos adoçantes deve ser feitos por pessoas que querem perder peso. Diferente do açúcar. Para pessoas magras e que praticam atividade física intensa, pode até ser benéfico”, explica o endocrinologista Durval Sobreiro.

Fonte: correio24horas.com.br

A maioria dos portugueses garante que consulta os rótulos dos produtos alimentares e acredita piamente que este cuidado é muito importante no momento da compra. Mas 40% dos inquiridos num estudo pioneiro divulgado ontem não compreendem, de facto, a informação nutricional básica que consta nestes rótulos, o que lhes permitiria fazer escolhas alimentares mais saudáveis. O estudo foi apresentado no Porto, no âmbito do Dia Mundial da Alimentação.

Primeiro, vamos olhar para os resultados do inquérito intitulado Atitudes dos Consumidores Face à Rotulagem Alimentar, feito pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) com a chancela da Organização Mundial de Saúde (OMS): a maior parte dos inquiridos (a amostra é de 1127 consumidores maiores de 18 anos) afirma que lê os rótulos, 42% de forma regular e 17% sempre; apenas 11% admitem que nunca ou quase nunca se dão a esse trabalho, alegando que não precisam porque compram sempre o mesmo tipo de produtos.

Mas, se dois terços dos inquiridos asseguram entender quase toda ou mesmo toda a informação, quando isso é sujeito a avaliação verifica-se que este “elevado nível de compreensão não é real”, concluem os investigadores – que quiseram perceber, através de focus groups (entrevistas com pequenos grupos de consumidores), o efectivo grau de percepção dos consumidores. A conclusão é desanimadora: 40% não conseguiam descodificar a informação nutricional básica. Assim, se os resultados do inquérito dão uma imagem positiva, as suas conclusões têm de ser relativizadas quando comparadas com as obtidas nestes focus groups, sublinham.

“Apenas os consumidores mais preocupados e informados sobre as questões nutricionais referem usar a rotulagem nas suas escolhas alimentares, nomeadamente quando compram produtos pela primeira vez”, concluem os autores do trabalho, que foi realizado a pedido da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e teve a colaboração de uma investigadora da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

Os resultados não causam grande surpresa aos especialistas. “Da forma que os rótulos estão concebidos, é muito difícil contabilizar no momento da compra a quantidade de sal e outros nutrientes, por exemplo. Este estudo prova que não estamos a conseguir ler os rótulos e que temos que mudar o sistema”, defende o director do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, Pedro Graça.

Uma indicação que pode ajudar o consumidor em apuros a movimentar-se nesta selva de números e de informações: o blogue Nutrimento, deste programa da DGS (www.nutrimento.pt), disponibiliza um descodificador de rótulos que o pode auxiliar. Também a associação para a defesa do consumidor Deco pôs recentemente à disposição dos interessados um cartão com cores que ajuda a fazer comparações.

Cores na frente da embalagem

Voltando ao estudo: são os próprios inquiridos que defendem a utilização de cores na frente das embalagens e a harmonização dos formatos para facilitar leituras e possibilitar comparações. Quanto às deficiências identificadas pelos consumidores, que dizem consultar os rótulos no momento da compra sobretudo para perceber qual é o prazo de validade do produto, estas prendem-se com o formato e a falta de informação nutricional na frente da embalagem.

Mas os inquiridos especificaram quais são os principais problemas que dificultam a sua consulta no momento da compra: “Letra demasiado pequena, excesso de informação ou informação demasiado técnica e complexa, e a falta de harmonização e estandardização entre produtos e marcas”.

Ao formato dos rótulos, os investigadores acrescentaram ainda outra importante barreira à falta de compreensão evidenciada no estudo: a baixa literacia da população portuguesa. São as mulheres, os consumidores com qualificações e habilitações mais elevadas e os mais preocupados com as questões nutricionais os que com maior frequência lêem os rótulos. E quem compra os alimentos para o agregado familiar tende a dar mais importância à consulta dos rótulos quando está a adquirir alimentos para crianças, cereais de pequeno-almoço e refeições pré-embaladas, revela ainda o estudo.

O que se percebeu também foi que a maior parte dos inquiridos desconhece os limites diários recomendados do consumo de sal e de açúcar. Quanto ao consumo máximo de sal diário, 25% dos inquiridos não têm qualquer ideia do que é recomendado e curiosamente a maioria (56%) até acredita que é inferior ao defendido pela OMS. Relativamente ao limite diário de açúcar para um adulto, apenas 6% dos inquiridos sabia com rigor qual é. Os limites diários de açúcar para um adulto são de 50 gramas e o máximo de sal diário são 5 gramas.

Fonte: Público.pt

O pão que os portugueses compram vai passar a ter cada menos sal. A redução vai ser faseada, acontecerá ano a ano, e resulta de um acordo com as várias associações do sector da panificação - que voluntariamente vão passam a adicionar menos sal ao pão. No final de 2021, o teor de sal não deverá ser superior a 1 grama por 100 gramas de pão, quando actualmente pode ir até 1,4 gramas.

No final do próximo ano, o pão passará a ter 1,3 gramas de sal (por 100 gramas) e assim sucessivamente até chegar ao final de 2021 com apenas um grama, estipula o protocolo a que o PÚBLICO teve acesso e que esta segunda-feira a Direcção-Geral da Saúde assina em Lisboa com três associações: as dos industriais da panificação, pastelaria e similares de Lisboa e do Norte e a do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares.

Os industriais do sector comprometem-se ainda a reduzir os teores de ácidos gordos trans dos produtos, não só da panificação mas também da pastelaria - para valores inferiores a 2 gramas por 100 gramas de gordura ou a 0,5 gramas na dose de produto consumida -, até 31 de Dezembro de 2019.

No caso do sal no pão, os industriais de panificação acordaram fazer a redução de uma forma voluntária e gradual. Quando, em 2009, foi anunciada a lei que impôs limites ao teor de sal (um máximo de 1,4 gramas) e se instituiram coimas até cinco mil euros, de fora apenas ficaram os pães tradicionais.

Agora, a este esforço de redução do sal não escapam sequer os pães reconhecidos como produtos tradicionais ou com nomes protegidos, como por exemplo a broa de Avintes ou o pão de Mafra - até ao final do próximo ano, serão monitorizados os teores médios de sal e será definido um plano para a sua diminuição faseada, refere o protocolo.

Sete anos após a lei pioneira que impôs um teor máximo de sal no pão, a meta a atingir, em termos globais (porque se pretende chegar a outros produtos que contribuem para uma elevada ingestão de sal, como a sopa), é a de diminuição de entre 3 a 4% de consumo de sal ao ano, ao longo dos próximos anos.

O que se pretende é que os portugueses ingiram o máximo de sal preconizado pela Organização Mundial de Saúde – 5 gramas por dia (segundo o último Inquérito Alimentar Nacional (2016-2017), ainda consumimos 7,3 gramas).

Este acordo com os panificadores aparece ao mesmo tempo que avança um imposto sobre o sal em alguns produtos. Segundo a proposta de Orçamento do Estado de 2018, este imposto abrangerá produtos como as batatas fritas, bolachas e cereais de pequeno-almoço que serão taxados sempre que tiverem mais de um grama de sal por 100 gramas de produto final, uma forma de fazer com que os produtores diminuam os teores de sal nos produtos para fugirem ao imposto.

Segundo dados da Direcção-Geral da Saúde, mais de 33% da ingestão de sal (sódio) pelos portugueses deve-se ao consumo de sopa de legumes, seguindo-se o leite, o queijo e o iogurte. O pão contribui apenas com 6,4%.

Fonte: Público.pt

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu quinta-feira, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, distrito de Aveiro, mais de duas toneladas de bacalhau e paloco, anunciou aquela autoridade.

Em comunicado, a GNR explica que a apreensão ocorreu no "âmbito de uma fiscalização a um armazém de transformação de bacalhau", onde foram "detetadas várias passadeiras que continham as espécies expostas ao ar livre, sem respeitar as normas de higiene e conservação".

De acordo com a legislação em vigor, citada no comunicado, "a armazenagem de géneros alimentícios deve cumprir as condições adequadas de modo a evitar a sua deterioração ou contaminação, sendo proibida a sua secagem" através daquele método.

A nota acrescenta que o pescado foi apreendido por não se verificarem as condições de higiene necessárias e para garantir a proteção da saúde pública.

Fonte: Diário de Notícias

Ter de deixar o cão ou gato em casa porque vai jantar fora vai deixar de ser uma imposição. O Parlamento aprovou, na sexta-feira, a entrada de animais em espaços fechados de restauração. "A lei ainda vai ser discutida na especialidade, mas o empresário é que vai decidir se quer ou não aceitar animais e depois vai ter de se decidir quais os animais que podem entrar e em que condições", sublinhou o deputado do CDS-PP Nuno Magalhães, ao DN. Ponto assente é o de que em momento algum seja comprometida a higiene alimentar. "Vão ter que ter uma espécie de dístico onde fica claro que aceitam a entrada de animais", aponta o deputado.

"Em abstrato parece-me uma coisa correta, parece que vai haver a hipótese dos donos de restaurantes poderem ou não aceitar animais dentro do seu estabelecimento. Parece-me uma lei acertada, mas também é preciso que haja bom senso dos tutores dos animais", alerta Jorge Cid, bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV).

O especialista aconselha ainda "bom senso". "Também é preciso respeitar o lazer, a sensibilidade e o descanso das pessoas que podem querer de estar num sítio lúdico e não serem incomodadas - e isso é válido para os animais, como para as crianças ou até outros adultos que não se saibam comportar." Para Jorge Cid, o essencial é que "os animais se comportem". "Quem viaja um bocado vê em todo o lado, no metro e restaurantes, os animais e como estes se comportam. Em Portugal, ainda estamos um bocadinho longe para que essas situações sejam pacíficas, não temos ainda uma canicultura muito desenvolvida", aponta. Se os animais não se souberem comportar o melhor é não serem aceites nos restaurantes.

Outro ponto que o médico veterinário sublinha é a limitação de movimentos dos animais. "Não podem andar à solta, os mais pequenos podem estar dentro das transportadores. Para os maiores vai depender do bom senso e se eles forem educados."

Para as regras a estipular na especialidade, Nuno Magalhães considera que "a proposta d'Os Verdes, como base de trabalho, é a mais completa". "Define cuidados básicos, que o animal deve estar com trela, acompanhado pelo dono ou as restrições aos animais na lista dos perigosos." No fundo, "o que pode mudar é que alguém que queira abrir um negócio com esta abertura o possa fazer" e esta liberdade "junta-se ao bem-estar animal" de não ficar à porta ou em casa à espera dos donos.

Fonte: Diário de Notícias

Segundo a ASAE, foram alvo das ações de fiscalização, um entreposto frigorífico em Montemor-o-Novo e uma indústria de preparação e transformação de produtos da pesca, no concelho de Viseu, sendo o objetivo das operações “garantir o cumprimento dos requisitos gerais em termos de Segurança Alimentar”.

Como resultado destas ações foram instaurados dois processos de contraordenação por falta de requisitos em géneros alimentícios e por se encontrarem prontos para serem introduzidos no mercado pescado congelado e marisco, cuja rotulagem omitia da lista de ingredientes os aditivos utilizados na sua vidragem, adianta a ASAE em comunicado.

Na sequência das fiscalizações, foram “apreendidas cerca de 21 toneladas de pescado congelado, num valor total que ronda os 64 mil Euros”.

As ações foram realizadas pela Unidade Regional do Sul da ASAE e pela brigada especializada de fiscalização das indústrias de produtos de origem animal da Unidade Regional do Centro.

A ASAE afirma no comunicado que “continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos e de forma a garantir a Segurança Alimentar dos produtos”.

Fonte: Sapo24

DGAV reconhecida pelo ICVV

  • Thursday, 12 October 2017 09:25

O Conselho de Administração do Instituto Comunitário de Variedades Vegetais (ICVV) deliberou, no passado dia 4 de outubro, o reconhecimento da DGAV como Organismo Oficial de Exame para a realização de exames de Distinção, Homogeneidade e estabilidade (DHE) de variedades de várias espécies de mirtilo, morangueiro, tomate, pimento, melão, melancia, uma espécie de couve, proteas e leucadendros, exames esses que suportam a atribuição de títulos comunitários de obtentor vegetal.

Este reconhecimento mantém a DGAV na lista dos Organismos de Exame oficiais reconhecidos por aquela instituição comunitária.

Fonte: DGAV

Pesquisadores chilenos encontraram, na Antártica, uma série de microrganismos com os quais conseguiram desenvolver uma enzima que serve para tirar a lactose do leite, um processo importante para os intolerantes a este açúcar, sobretudo nos países do Cone Sul.

Após pesquisar a impressionante adaptação de vários microrganismos que vivem na Antártica, pesquisadores da Universidade de Santiago conseguiram desenvolver uma enzima "altamente eficiente em tirar a lactose do leite em baixa temperatura", de acordo com os resultados da pesquisa dirigida pelo doutor Renato Chávez, apresentada na passada terça-feira.

A habilidade de tirar a lactose do leite em baixa temperatura (10 graus Celsius) cria a possibilidade de melhorar e ampliar o leque de produtos derivados do leite disponíveis no mercado, como leite em pó e doce de leite, bem como de acelerar a fermentação dos queijos.

"Essa enzima, utilizada a 10 graus Celsius, apresenta uma capacidade de tirar a lactose do leite aproximadamente 2,6 vezes maior do que a usada comercialmente. Este resultado permite projetar um importante impacto na eficiência do processo produtivo", explicou Chávez.

A intolerância à lactose é uma condição genética particularmente comum em países do Cone Sul, da África e da Ásia, onde os habitantes começaram a consumir leite muito mais recentemente do que nas nações europeias, cujas populações já desenvolveram adaptações genéticas.

No Chile, onde o leite foi introduzido por colonizadores espanhóis, mais de 40% das crianças e jovens apresentam intolerância à lactose, ou falta da enzima da lactase, que metaboliza e digere o açúcar do leite.

Ao consumir leite ou outros produtos lácteos, quem padece de intolerância a este açúcar apresenta sintomas como diarreia e inchaço abdominal.

Fonte: anilact.pt

A má qualidade do ar causa a morte prematuramente de 400 mil cidadãos da União Europeia (UE) por ano, alerta o último relatório da Agência Europeia do Ambiente (EEA, na sigla em inglês) divulgado esta quarta-feira.

Só em Portugal 6.630 pessoas terão morrido prematuramente em 2015 devido à má qualidade do ar, nomeadamente às partículas em suspensão, dióxido de azoto e o ozono, de acordo com os dados do relatório.

O documento, “A qualidade do ar na Europa, relatório de 2017”, com dados referentes a 2015, indica que a maior parte das pessoas que vivem nas cidades da União Europeia está exposta a má qualidade do ar. O transporte rodoviário, a agricultura, a produção de energia e as fábricas e as famílias são os maiores emissores de poluentes na Europa.

Os resultados do relatório assentam em dados oficiais de mais de 2.500 estações de monitorização em toda a Europa indicando que houve uma ligeira melhoria da qualidade do ar, resultado de políticas dos Estados e de novas tecnologias.

No entanto as altas concentrações de poluição atmosférica continuam a ter um impacto significativo na saúde dos europeus, como poluentes como as partículas em suspensão, o dióxido de azoto ou ozono a serem os mais preocupantes.

Segundo o documento, a concentração de partículas poluentes foram responsáveis por 428.000 mortes prematuras em 41 países europeus em 2014, dos quais cerca de 399.000 estavam na União Europeia (UE).

A má qualidade do ar tem também impactos económicos significativos, aumentando os custos na área da saúde, reduzindo a produtividade dos trabalhadores e danificando os solos, as culturas, as florestas e os cursos de água.

“Como sociedade não podemos aceitar os custos da poluição atmosférica”, disse o diretor executivo da EEA, Hans Bruyninckx, segundo o qual é possível melhorar a qualidade do ar com políticas ousadas e investimentos inteligentes em transportes não poluentes e energia e agricultura mais limpas.

De acordo com o relatório, 7% da população urbana da UE foi, em 2015, exposta a níveis de partículas poluentes em suspensão acima do valor máximo. Se forem tidas em conta diretrizes mais restritivas da Organização Mundial de Saúde (OMS) foram expostos 82% dos habitantes das cidades.

Depois, ainda segundo o mesmo documento, 9% da população urbana da UE foi exposta a níveis de dióxido de azoto acima do valor limite (78.000 pessoas em 41 países terão morrido por isso em 2014), e 30% exposta a níveis de ozono (ao nível do solo) acima do valor referência (95% segundo os valores da OMS). Mais de 14.000 pessoas terão morrido por isso em 2014, em 41 países europeus.

Fonte: Agroportal