A Comissão Europeia divulgou ontem um novo estudo sobre a frota de pesca da União Europeia, concluindo que, apesar da redução da sua capacidade ao longo dos anos, persistem desequilíbrios entre os meios disponíveis e os recursos piscícolas.
O relatório mostra que a diminuição do tamanho e da potência da frota não foi suficiente para resolver problemas estruturais, frequentemente associados ao fraco desempenho económico do sector. Entre os fatores apontados estão o aumento dos custos operacionais, a volatilidade dos mercados e a pressão contínua sobre os stocks de peixe.
Além disso, o estudo identifica desafios significativos à sustentabilidade a longo prazo, como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e o envelhecimento tanto da frota como da força de trabalho. Estes constrangimentos afetam a resiliência e competitividade do sector, exigindo respostas estruturais.
O estudo analisa ainda experiências internacionais e métodos alternativos para medir a capacidade de pesca, com o objetivo de melhorar a gestão da frota europeia.
As conclusões irão alimentar a avaliação em curso da Política Comum das Pescas, quadro regulatório que orienta a gestão sustentável dos recursos marinhos na União Europeia. O objetivo é encontrar um equilíbrio mais eficaz entre a capacidade da frota e as oportunidades de pesca, promovendo simultaneamente a sustentabilidade económica, social e ambiental.
Encomendado pela CINEA e elaborado por especialistas independentes, o estudo baseia-se em análise de dados, estudos de caso e consultas a stakeholders de diferentes regiões marítimas.
Fonte: Grande Consumo